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	<title>Indenizar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Itaú é condenado indenizar família de gerente que infartou por estresse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Itaú]]></category>
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		<category><![CDATA[Gerente]]></category>
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					<description><![CDATA[A 7&#170; Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1&#170; Regi&#227;o (TRT/RJ) condenou o Ita&#250; ao pagamento de R$ 200 mil, a t&#237;tulo de danos morais, &#224; fam&#237;lia de um gerente falecido em 2011 ap&#243;s infarto em decorr&#234;ncia do estresse ocasionado pela excessiva cobran&#231;a de metas e constante amea&#231;a de dispensa na institui&#231;&#227;o banc&#225;ria.&#160; O [&#8230;]]]></description>
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<p>A 7&ordf; Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1&ordf; Regi&atilde;o (TRT/RJ) condenou o Ita&uacute; ao pagamento de R$ 200 mil, a t&iacute;tulo de danos morais, &agrave; fam&iacute;lia de um gerente falecido em 2011 ap&oacute;s infarto em decorr&ecirc;ncia do estresse ocasionado pela excessiva cobran&ccedil;a de metas e constante amea&ccedil;a de dispensa na institui&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria.&nbsp;</p>
<p>O banco tamb&eacute;m ter&aacute; de arcar com indeniza&ccedil;&atilde;o por danos materiais no valor de 100% da &uacute;ltima remunera&ccedil;&atilde;o do empregado, por um per&iacute;odo de 24,2 anos (com base na expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira apurada pelo IBGE), ou at&eacute; o falecimento da esposa do obreiro.</p>
<p>O trabalhador foi admitido no extinto Unibanco em junho de 1975 e manteve contrato com a institui&ccedil;&atilde;o por quase 36 anos, 20 dos quais no cargo de gerente geral de ag&ecirc;ncia. Segundo a fam&iacute;lia do empregado, a partir de 2008, com a fus&atilde;o dos bancos Ita&uacute; e Unibanco, houve reestrutura&ccedil;&atilde;o na empresa que acarretou o esvaziamento dos poderes de mando e gest&atilde;o do gerente.&nbsp;</p>
<p>Desde ent&atilde;o, suas atividades restringiram-se &agrave; venda de produtos e atendimento de clientes, e ficaram subordinados a ele apenas os gerentes de contas de clientes com renda inferior a R$ 4 mil.<br />
Ainda de acordo com o relato da peti&ccedil;&atilde;o inicial, as mudan&ccedil;as fizeram com que o empregado passasse a conviver com cobran&ccedil;as de metas e vendas cada vez mais incisivas, o que o obrigava ao cumprimento de jornadas de trabalho elastecidas.&nbsp;</p>
<p>Havia, tamb&eacute;m, rumores difundidos no local de trabalho quanto a amea&ccedil;as de dispensa, refor&ccedil;adas nas reuni&otilde;es gerenciais. Desse modo, o gerente desenvolveu altera&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas e org&acirc;nicas como falta de ar, ins&ocirc;nia, tens&atilde;o nervosa e oscila&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o arterial que o levaram a iniciar tratamento cardiol&oacute;gico em 2009, conforme laudo m&eacute;dico.</p>
<p>Em 30 de mar&ccedil;o de 2011, dias ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o em reuni&atilde;o na qual foi atestado o vis&iacute;vel risco de perda do emprego, o gerente foi acometido de crise hipertensiva durante sua jornada de trabalho. Socorrido por colegas, foi atendido por um cardiologista e iniciou tratamento &agrave; base de medicamentos e dieta alimentar. As medidas, no entanto, n&atilde;o surtiram efeito, pois ele faleceu em 17 de abril, v&iacute;tima de infarto agudo do mioc&aacute;rdio.</p>
<p>Ao votar pela reforma da senten&ccedil;a, de 1&ordf; inst&acirc;ncia, que havia indeferido os pedidos de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais e materiais, a desembargadora Giselle Bondim Lopes Ribeiro, relatora do ac&oacute;rd&atilde;o, concluiu que &quot;restou demonstrado nos autos que o agravamento do quadro cl&iacute;nico do de cujus acompanhou a progress&atilde;o do clima tenso, nervoso de ambiente de trabalho&quot;.&nbsp;</p>
<p>A magistrada observou que a institui&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, &quot;como respons&aacute;vel pelos meios de produ&ccedil;&atilde;o, tem por obriga&ccedil;&atilde;o resguardar a vida e a integridade dos trabalhadores ativados sob a sua &eacute;gide, de tal modo que os danos causados por for&ccedil;a de desequil&iacute;brio ambiental ou do risco usual da atividade atraem a responsabilidade do empregador&quot;.</p>
<p>Nas decis&otilde;es proferidas pela Justi&ccedil;a do Trabalho, s&atilde;o admiss&iacute;veis os recursos enumerados no art. 893 da CLT.</p>
<p>Fonte: TRT/ RJ</p>
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