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	<title>IA &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>IA &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<item>
		<title>Como a inteligência artificial amplia a desigualdade digital</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/como-a-inteligencia-artificial-amplia-a-desigualdade-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jhuly Esteves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 12:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade digital]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda como a inteligência artificial passou a reproduzir vieses, tornando a desigualdade digital Muito provavelmente, a inteligência artificial já deve ter entrado na sua rotina. Nos tempos contemporâneos, ela está em nosso trabalho, no celular, no banco, no streaming. Parece só mais uma ferramenta que nos auxilia no cotidiano, mas, quando olhamos com atenção, podemos [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2a0ef21b33e8e5c902543ab81a9a6253">Entenda como a inteligência artificial passou a reproduzir vieses, tornando a desigualdade digital</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Muito provavelmente, a inteligência artificial já deve ter entrado na sua rotina. Nos tempos contemporâneos, ela está em nosso trabalho, no celular, no banco, no streaming. Parece só mais uma ferramenta que nos auxilia no cotidiano, mas, quando olhamos com atenção, podemos perceber outra coisa: a tecnologia não opera fora da sociedade, ela carrega suas desigualdades e mazelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que a inovação é neutra não se sustenta. Em um país marcado por desigualdade social, a inteligência artificial tende a aprofundar diferenças. E isso já está acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai entender como a desigualdade digital se conecta à inteligência artificial, como ela reorganiza o poder econômico e político e por que esse processo coloca o Brasil em uma posição de dependência.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como a Inteligência Artificial funciona na prática?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial não é mágica. Ela funciona com base em dados e algoritmos. Os algoritmos são sequências de instruções e padrões que processam informações e produzem resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da IA, esses sistemas aprendem com grandes volumes de dados que identificam padrões do passado para fazer previsões ou tomar decisões. Isso vale para tudo: recomendação de conteúdo, concessão de crédito, seleção de candidatos, decisões judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa aqui. Se os dados refletem uma sociedade desigual, a tecnologia aprende essa desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, os algoritmos não criam preconceitos do zero, mas eles reproduzem padrões pré-existentes nos dados. Na prática, isso significa que as desigualdades sociais passam a ser automatizadas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desigualdade digital: quem acessa e quem fica de fora</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A desigualdade digital não começa na inteligência artificial. Ela aparece antes, no acesso à tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo um estudo divulgado no final do ano de 2025 pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), no Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas usavam IA generativa, um número que representa 32% dos usuários de internet. Mas esse acesso não é distribuído de forma igual. A diferença entre classes sociais é evidente: enquanto 69% das pessoas da classe A utilizavam Inteligência Artificial, apenas 16% das classes D e E tinham acesso às IAs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados também refletem no campo escolaridade. Entre aqueles com ensino superior, 59% utilizavam IA, versus 17% entre quem tem apenas o ensino fundamental completo, mostrando que a desigualdade digital nunca foi só sobre conexão, mas sobre as condições que possibilitam — ou não — o acesso à tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo o estudo, o acesso à internet é instável para grande parte da população. Milhões de brasileiros têm pacotes de dados limitados, o que restringe o uso contínuo de ferramentas digitais. O resultado é claro: os benefícios da inteligência artificial ficam concentrados nos mesmos grupos que já tinham mais recursos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Inteligência Artificial não é neutra</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma narrativa forte no mercado em que a tecnologia seria objetiva, baseada em matemática, livre de julgamento humano. Mas isso não corresponde à realidade. Antes de tudo, os algoritmos são construídos por pessoas, treinados com dados produzidos por uma sociedade desigual e orientados por interesses econômicos, que refletem escolhas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, sistemas de IA tendem a reproduzir preconceitos raciais, sociais e de gênero. Isso acontece porque os dados utilizados carregam essas distorções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em testes com geração de imagens, por exemplo, as representações padrão associam sucesso, beleza e trabalho qualificado a pessoas brancas. Um padrão que não surge por acaso, que vive nos dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da justiça, a preocupação é ainda maior. Algoritmos podem influenciar decisões judiciais, classificações de risco e definição de penas. Quando esses sistemas operam com viés, a desigualdade deixa de ser um erro e vira regra automatizada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como o viés algorítmico reproduz as desigualdades?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O viés algorítmico é o ponto onde tecnologia e desigualdade social se encontram de forma mais visível. Quando um sistema aprende com dados históricos, ele aprende também os padrões de exclusão. Isso aparece em várias áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercado de trabalho</strong><br>Algoritmos de recrutamento podem priorizar perfis que historicamente tiveram mais acesso a oportunidades. Isso reforça desigualdades de gênero e raça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crédito e serviços financeiros</strong><br>Sistemas de análise de risco podem negar crédito para determinados grupos com base em padrões históricos, mesmo sem considerar a influência da desigualdade social sobre essas bases..</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança pública</strong><br>Ferramentas de reconhecimento facial e policiamento preditivo tendem a concentrar vigilância em populações já mais expostas à ação do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses sistemas criam ciclos de repetição. A tecnologia lê o passado e transforma esse passado em previsão.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Big Techs e concentração de poder</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A desigualdade digital não é apenas social. Ela também é geopolítica. A infraestrutura da inteligência artificial está concentrada em poucas empresas e países. Estados Unidos e China dominam a produção tecnológica, as patentes e os investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de 2025 mostraram que 60% das patentes de IA estão nesses países e 40% das pesquisas são financiadas por apenas 100 empresas. Isso significa que o desenvolvimento tecnológico global está nas mãos de poucos agentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas empresas controlam a infraestrutura de dados, as plataformas digitais, os modelos de inteligência artificial e os fluxos de informação. Na prática, isso define quais tecnologias serão desenvolvidas, para quem e com qual objetivo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Colonialismo de dados e dependência tecnológica</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário tem um nome: colonialismo de dados. A lógica é parecida com o colonialismo histórico. Países periféricos fornecem matéria-prima. Nesse caso, a matéria-prima são os dados, que são coletados pelas plataformas digitais, processados em centros tecnológicos no Norte Global e transformados em produtos e serviços vendidos de volta para os mesmos países que os forneceram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil entra nesse sistema como fornecedor de dados e consumidor de tecnologia. Isso gera uma nova divisão internacional do trabalho em que países centrais desenvolvem tecnologia e países periféricos fornecem a matéria-prima e a mão de obra.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inteligência artificial e controle social</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial também reorganiza formas de controle. Os sistemas automatizados são usados para classificar comportamentos, prever ações e tomar decisões que afetam sua vida, incluindo situações como seleção de candidatos, concessão de benefícios, monitoramento de atividades online e até mesmo a vigilância urbana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo é chamado de controle social digital. Diferente de formas tradicionais de controle, ele é silencioso. Você não vê a decisão sendo tomada, mas sente seus efeitos. O risco é que essas decisões sejam baseadas em dados enviesados e operem sem transparência.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Os impactos da IA no mercado de trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial também está mudando o trabalho. Segundo alerta da ONU, divulgado em 2025, até 40% dos empregos podiam ser impactados pela IA. Isso não significa apenas substituição de funções, mas uma reorganização da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automação tende a aumentar produtividade e reduzir necessidade de mão de obra em certas áreas, além de concentrar renda em setores que controlam tecnologia. Historicamente, ganhos de produtividade poderiam ser distribuídos. Mas, na lógica atual, esses ganhos tendem a se concentrar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, trabalhadores enfrentam a precarização, intensificação do trabalho e perda de estabilidade. A tecnologia não determina esse resultado sozinha. Ele depende do modelo econômico.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A desigualdade digital tende a aumentar?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sem políticas inclusivas, a inteligência artificial pode ampliar desigualdades econômicas e sociais. Uma combinação de fatores explica por que a desigualdade digital tende a crescer:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acesso desigual:</strong> nem todos conseguem usar a tecnologia da mesma forma<br><strong>Dados enviesados</strong>: sistemas aprendem e reproduzem padrões de desigualdade<br><strong>Concentração de poder</strong>: quando poucas empresas controlam a infraestrutura<br><strong>Falta de regulação</strong>: o desenvolvimento tecnológico avança mais rápido que as políticas públicas.<br>O desafio da soberania tecnológica</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, surge uma questão central: quem controla a tecnologia? Sem investimento em ciência, infraestrutura e desenvolvimento próprio, o Brasil tende a ocupar uma posição subordinada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soberania tecnológica não é apenas produzir tecnologia. É controlar dados, definir regras, estabelecer prioridades e garantir que a tecnologia sirva à sociedade. Sem isso, o país permanece dependente de plataformas externas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tecnologia para quem?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial pode gerar avanços, mas essa não é a discussão. É sabido que ela pode melhorar serviços, otimizar processos e ampliar acesso à informação. Mas isso não acontece automaticamente. A tecnologia segue interesses que estão ligados à lógica de mercado, concentração de poder e exploração de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão não é se a inteligência artificial vai transformar a sociedade, isso é um fato. O ponto é entender se ela será usada para ampliar ou reduzir a desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, no fim, a tecnologia não decide sozinha. Quem decide são as estruturas de poder que a controlam.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Veja 10 profissões que estão decolando com a inteligência artificial</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/veja-10-profissoes-que-estao-decolando-com-a-inteligencia-artificial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 11:32:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresas estão dispostas a pagar até 47% a mais para atrair profissionais com habilidades em inteligência artificial A expansão da inteligência artificial está impulsionando a criação de novas vagas no mercado de&#160;trabalho, mas a escassez de profissionais qualificados ainda é um desafio para as empresas. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda, no entanto, abre espaço [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-340c9b0fb239d0eaf28b64e095776451">Empresas estão dispostas a pagar até 47% a mais para atrair profissionais com habilidades em inteligência artificial</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da inteligência artificial está impulsionando a criação de novas vagas no mercado de&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>trabalho</strong></a>, mas a escassez de profissionais qualificados ainda é um desafio para as empresas. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda, no entanto, abre espaço para trabalhadores que desejam crescer na carreira ou migrar para áreas mais valorizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da dificuldade em preencher essas posições, empregadores têm oferecido salários mais atrativos e benefícios competitivos. Um levantamento da AWS, em parceria com a Access Partnership, aponta que empresas estão dispostas a pagar até 47% a mais para atrair profissionais com habilidades em&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/economia/casa-branca-inteligencia-artificial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>inteligência artificial</strong></a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Profissões</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas avaliam que o momento é favorável para quem busca promoção ou pretende mudar de área, desde que invista no desenvolvimento das competências exigidas. Confira algumas das profissões mais promissoras ligadas à IA:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cientista de dados</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Responsável por analisar grandes volumes de informações e criar modelos preditivos, esse profissional ajuda a orientar estratégias e decisões empresariais com base em dados.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Engenheiro de machine learning</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Atua no desenvolvimento de algoritmos capazes de aprender com dados e aprimorar automaticamente seu desempenho, contribuindo para a automação de processos e o aumento da eficiência operacional.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Especialista em ética de IA</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalha para garantir que sistemas de inteligência artificial sejam desenvolvidos e utilizados de forma responsável, considerando impactos sociais, econômicos e regulatórios. Também pode atuar na capacitação de equipes.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Designer de interação homem-máquina (HCI)</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Focado na experiência do usuário, esse profissional desenvolve interfaces que tornam o uso de sistemas de IA mais intuitivo, facilitando a adoção e o aproveitamento dessas tecnologias.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Desenvolvedor de assistentes virtuais</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Cria e aprimora chatbots e assistentes de voz, tecnologias cada vez mais utilizadas em serviços digitais e no atendimento ao cliente.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Analista de big data</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Coleta, organiza e interpreta grandes volumes de dados, contribuindo para a identificação de tendências e para o direcionamento estratégico das empresas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Especialista em segurança de IA</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Tem como função proteger sistemas contra falhas, ataques cibernéticos e manipulações, garantindo a confiabilidade e a integridade das soluções baseadas em inteligência artificial.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Engenheiro de robótica</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolve sistemas automatizados e robôs com capacidade de executar tarefas complexas, ampliando a produtividade em setores como indústria, logística e saúde.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Consultor de transformação digital</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Auxilia empresas na implementação de tecnologias de IA, identifica oportunidades de inovação e conduz processos de modernização para aumentar a competitividade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Pesquisador em IA</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dedica-se à criação de novas técnicas e algoritmos, contribuindo para o avanço da inteligência artificial e o surgimento de aplicações inovadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a rápida evolução da tecnologia, a tendência é que a demanda por profissionais qualificados continue crescendo, consolidando a inteligência artificial como uma das áreas mais promissoras do mercado de trabalho atual.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sindicatos cobram e bancos aceitam criar mesa permanente de negociações sobre IA</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicatos-cobram-e-bancos-aceitam-criar-mesa-permanente-de-negociacoes-sobre-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 11:34:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[IA 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Mesa permanente sobre IA]]></category>
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					<description><![CDATA[Movimento sindical defende que os ganhos produtividade, obtidos com os avanços tecnológicos, sejam compartilhados via aumento de remuneração e redução da jornada de trabalho O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram segunda-feira (28), na capital paulista, para a “Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-7dcb9fc60182df4df16199f58c2c97e5">Movimento sindical defende que os ganhos produtividade, obtidos com os avanços tecnológicos, sejam compartilhados via aumento de remuneração e redução da jornada de trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram segunda-feira (28), na capital paulista, para a “<strong>Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”</strong>.<br><br>Com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi destacado que 1 a cada 4 empregos serão impactados, em algum grau, pela Inteligência Artificial (IA) Generativa, sendo que&nbsp;<strong>a maioria dos postos de trabalho expostos à IA serão transformados, exigindo ações para a qualificação e requalificação de trabalhadores.</strong><br><br>A pesquisa apontou ainda que as mulheres têm duas vezes mais chances de serem expostas à IA generativa e em postos de trabalho que tendem a desaparecer pelos avanços tecnológicos.<br><br><strong>Na Consulta Nacional dos Bancários 2025, a maioria significativa dos trabalhadores apontaram que esses ganhos de produtividade, obtidos com os avanços tecnológicos, devem ser traduzidos em aumento salarial. Por isso, os sindicatos cobram que esses ganhos obtidos com a tecnologia também se traduzam com a redução da jornada para quatro dias de trabalho semanais, sem redução salarial</strong>.<br><br>A categoria também quer&nbsp;verificar em que medida a IA está sendo utilizada para controle dos trabalhadores, e&nbsp;<strong>como essas novas tecnologias podem estar vinculadas às questões de direitos por igualdade de oportunidades dentro das empresas, desumanizando os processos de contratação, ascensão e até demissão dos empregados</strong>.&nbsp;<br><br>Os bancários apresentaram à Fenaban, a proposta de instalação de uma&nbsp;<strong>mesa permanente para negociações sobre IA</strong>, a partir da qual, seriam debatidos os seguintes pontos:<br><br><strong>1 –</strong>&nbsp;Informar e consultar os sindicatos sobre o desenvolvimento e a implementação de sistemas de IA que possam ter um impacto significativo nos funcionários dentro do sistema financeiro. Incluindo ainda estabelecimento de mesa de negociação por banco envolvendo as COEs.<br><strong>2 &#8211;</strong>&nbsp;Pontos que devem ser negociados de forma imediata: fechamento de agências, cargos eliminados, por exemplo, de caixas, tesoureiro, gerente administrativo.<br><strong>3 &#8211;&nbsp;</strong>Reconhecimento dos bancos que a IA tem o potencial de impactar os funcionários de várias maneiras, incluindo: mudanças nas funções e responsabilidades do trabalho; a necessidade de novas habilidades e treinamento; o potencial para deslocamento de empregos e mudanças nas condições de trabalho.<br><strong>4 &#8211;&nbsp;</strong>Garantir em ACT que esses novos profissionais não sejam PJ ou terceirizados, ou seja, que&nbsp;o trabalho não seja precarizado.<br><strong>5 &#8211;&nbsp;</strong>Negociação de um programa de requalificação e realocação, em se fazendo necessário, para que os bancários possam migrar para outras áreas. Estabelecer um apoio financeiro (indenização adicional) aos trabalhadores demitidos.<br><strong>6 &#8211;</strong>&nbsp;Garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos e usados de forma ética e responsável, em conformidade com as leis e regulamentos relevantes. Problemas nos “scores” que são definidos pela IA que discriminam socialmente os clientes e impactam no trabalho bancário.<br><strong>7 &#8211;&nbsp;</strong>Proteger e privacidade e a segurança dos dados de funcionários e clientes.<br><strong>8 &#8211;</strong>&nbsp;Garantir que os funcionários tenham o direito de contestar decisões tomadas por sistemas de IA.<br><strong>9 &#8211;</strong>&nbsp;Os bancos e sindicatos concordam em estabelecer o&nbsp;“Observatório de Transformação Digital dos Bancários”&nbsp;num trabalho conjunto para monitorar a implementação deste acordo e para desenvolver orientação adicional sobre o uso da IA no trabalho bancário.<br><strong>10 –&nbsp;</strong>Redução da jornada de trabalho para 4&#215;3, sem redução salarial, para que os ganhos de produtividade dos bancos advindos da tecnologia sejam divididos com os trabalhadores.<br><br><strong>Na opinião dos dirigentes sindicais, a tecnologia deve trazer benefícios ,principalmente, para os trabalhadores e para a sociedade e não somente para às instituições financeiras. </strong><strong></strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Resposta da Fenaban</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os porta-vozes da Fenaban concordaram em incluir os trabalhadores no debate sobre mudanças tecnológicas no setor e aceitaram a proposta de mesa permanente para discussões sobre IA.</strong> Além disso, solicitaram ao Comando uma proposta de calendário para os próximos encontros sobre o tema.<br> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Programa Mais Mulheres na TI</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por fim, a Fenaban trouxe os dados do Programa Mais Mulheres na T</strong>I, conquistado pela categoria bancária na última renovação da CCT, onde ficou estabelecida 3.000 bolsas de estudos pela escola PrograMaria e 100 bolsas de estudos pela escola Laboratória, de cursos voltados à tecnologia da informação.<br><br><strong>Os resultados do PrograMaria foram:</strong><br><br>1ª Turma &#8211; Análise de dados/Meus primeiros passos em python, teve 9.729 inscrições para 1000 bolsas. Desse total, formaram-se 475 estudantes, sendo:<br>&#8211; 67% de pessoas pretas e pardas;<br>&#8211; 33% de pessoas da comunidade LGBTQIA+;<br>&#8211; 9,4% de pessoas trans;<br>&#8211; 29% mães e responsáveis;<br>&#8211; 40% de pessoas de zonas periféricas;<br>&#8211; 14,5% de pessoas com deficiência.<br><br>Em termos geográficos:<br>&#8211; 25% do Nordeste;<br>&#8211; 5% do Norte;<br>&#8211; 5% do Centro Oeste;<br>&#8211; 7,5% do Sul;<br>&#8211; 57,5% do Sudeste.<br><br>2ª Turma &#8211; Front-end/Minha primeira página web, que teve 4.600 inscritas para 1.000 bolsas.<br><br>Desta turma, com formatura prevista para esta semana:<br>&#8211; 56,56% são pessoas negras;<br>&#8211; 25,67% LGBTQIA+;<br>&#8211; 3,09% pessoas trans;<br>&#8211; 36,32% são mães ou responsáveis;<br>&#8211; 25,55% são pessoas de fora das regiões Sul e Sudeste.<br><br>3ª Turma &#8211; 500 bolsas (curso Front-end/Minha primeira página web):<br>&#8211; Início das inscrições previsto para 18 de outubro.<br><br>4ª Turma &#8211; 500 bolsas (curso Análise de dados/Meus primeiros passos em python):<br>&#8211; Início das inscrições previsto para 3 de dezembro.<br><br><strong>Os resultados do Laboratória:</strong><br><br>Curso mais intensivo, com duração de 20 semanas (5 meses):<br>&#8211; Turma 1: ativa e com término previsto para 1º de agosto, hoje com 40 alunas ativas.<br>&#8211; Turma 2: ativa e com término previsto para 17 de outubro, hoje com 50 alunas ativas.<br><br><br> </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Impactos da IA exigem participação dos trabalhadores para transição segura</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/impactos-da-ia-exigem-participacao-dos-trabalhadores-para-transicao-segura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bancários debatem IA]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[IA no emprego bancário]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=62835</guid>

					<description><![CDATA[“Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária” será o tema do próximo encontro entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban Hoje é impensável descartar a tecnologia e seus impactos no mercado de trabalho.&#160;Um estudo da empresa PwC&#160;aponta que, só no Reino Unido, a inteligência artificial (IA) pode criar 2,7 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-5c98828f27f70d175bf3ff3b979caa01">“Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária” será o tema do próximo encontro entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje é impensável descartar a tecnologia e seus impactos no mercado de trabalho.&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/inteligencia-artificial-vai-transformar-o-mercado-de-trabalho-com-novas-oportunidades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um estudo da empresa PwC</a>&nbsp;aponta que, só no Reino Unido, a inteligência artificial (IA) pode criar 2,7 milhões de empregos líquidos, até 2037.<br><br>Já&nbsp;<a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2025/06/03/ia-generativa-pode-afetar-313-milhoes-de-empregos-no-brasil.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outro estudo conduzido pela LCA 4Inteligence</a>, considerando 435 ocupações no Brasil, destaca que 31,3 milhões (de um universo de 103,2 milhões de ocupações no país) serão afetadas, em maior ou menor grau, pela IA. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o responsável pela pesquisa da LCA, Bruno Imaizumi, explicou que a maior probabilidade é que ocorra &nbsp;&#8220;transformação dos empregos&#8221; e não &#8220;automação total&#8221; na maioria das ocupações, isso porque elas ainda exigirão a intervenção humana.<br><br>Por outro lado, das mais de 31 milhões de vagas afetadas, 5,5 milhões correm o risco de sofrerem automatização completa, sendo 4 milhões relacionadas à ocupação de escrituário geral: profissionais que executam tarefas administrativas e que dão suporte em processos burocráticos.<br><br>Portanto, a chegada da IA e outras formas de tecnologia no mercado de trabalho aponta para três cenários concomitantes: (1) criação; (2) transformação; e (3) eliminação de ocupações.<br><br><strong>Qual ou quais desses cenários atingem em maior ou menor grau o ramo financeiro? E como se preparar para essas mudanças com o objetivo de proteger os trabalhadores? Essas são algumas das questões que o Comando Nacional dos Bancários levará para a “Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”, prevista para a próxima segunda-feira (28)</strong>.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><br>Impacto da tecnologia no emprego bancário</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://febrabantech.febraban.org.br/evento/febrabantech2025/noticias/pesquisa-febraban-mostra-que-80-dos-bancos-incorporam-ia-nas-operacoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em março deste ano, a Febraban divulgou</a>&nbsp;que 80% dos bancos já incorporaram a IA em suas operações: em 2024, os bancos brasileiros investiram R$ 42,3 bilhões em tecnologia e, em 2025, a expectativa é que esse volume aumente em 13% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 47,8 bilhões.<br><br>Já um&nbsp;<a href="https://contrafcut.com.br/noticias/emprego-bancario-segue-em-queda-no-primeiro-trimestre-de-2025-aponta-novo-caged/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório mais recente, produzido pelo Dieese</a>&nbsp;com base em dados do Caged, mostra que, no primeiro trimestre de 2025, foram eliminadas 1.197 vagas no setor bancário formal, número 67,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Em 12 meses, esse corte foi mais expressivo: 7.473 postos a menos, sendo que, só em março, 1.111 vagas bancárias foram extintas.<br><br>Por outro lado, os bancos apresentaram aumento de contratação na área de Tecnologia da Informação (TI): em 12 meses foram criadas 1.842 vagas.<br><br><strong>“Nos últimos anos, temos discutido com os bancos essa movimentação, que aponta para um fortalecimento das áreas de TI nos bancos. Essa atuação do movimento sindical bancário gerou algumas conquistas importantes, em 2022, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como a mesa permanente ‘Negociação Nacional Bancária sobre Novas Tecnologias’ e o comprometimento dos bancos em investir na formação e requalificação de trabalhadores na área de TI, com destaque para bolsas de estudo exclusivas para mulheres”</strong>, explica Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf).<br><br>A dirigente ressaltou que discutir a questão de gênero nesse processo de ascensão das novas tecnologias é fundamental porque as mulheres estão entre as mais afetadas com essas mudanças. O trabalho da LCA 4Intelligence, por exemplo, destaca que as mulheres têm duas vezes mais chances de serem expostas à IA generativa, por estarem mais concentradas nas ocupações que sofrem maior risco de automação, como áreas administrativas e de atendimento ao cliente.<br><br>Já, em relação a queda de emprego no setor bancário, 66,5% das 1.197 vagas fechadas no primeiro trimestre de 2025 correspondiam a vagas que antes eram ocupadas por mulheres. Ao mesmo tempo, na área que mais cresce nos bancos, a de TI, houve uma redução da proporção de mulheres de 31,9%, em 2012, para 25,2%, em 2024. O que significa que, para cada quatro trabalhadores na área de TI dos bancos, apenas um é mulher.<br>&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Redução da jornada</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as propostas do movimento sindical para equilibrar os ganhos da automação digital nos bancos com os trabalhadores está a redução da jornada de trabalho.<br><br><strong>“O que estamos vivenciando neste momento com a IA é comparável aos impactos da máquina à vapor, à energia elétrica, computação e internet, talvez, só que de uma forma mais acelerada. Portanto, não é a primeira vez, para a humanidade, que o trabalho sofreu impactos dos avanços tecnológicos. Como as gerações passadas conseguiram superar esses desafios?&nbsp;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2007/05/03/jornada-de-trabalho-de-8-horas-na-industria-completa-75-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">No século XX, por exemplo, ocorreu o fim das escalas abusivas nas fábricas</a>. E hoje podemos repensar, novamente, a redução semanal da carga horária para evitar a concentração de renda, em benefício de toda a sociedade”</strong>, ressalta Juvandia Moreira .<br><br>Neste debate, o que está em jogo não é só a proteção de empregos de uma categoria, mas a conscientização política sobre as mudanças que estão por vir e que poderão determinar se haverá ou não escalada na concentração de renda no mundo e, com isso, um aprofundamento da pobreza.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juvandia completa que as vantagens competitivas trazidas pela IA precisam ser compartilhadas por toda a sociedade.<strong>&nbsp;“Precisamos desenvolver estratégias múltiplas e que incluem (1) capacitação de trabalhadores, (2) redução da jornada de trabalho e (3) participação da sociedade nos debates sobre o desenvolvimento dessas tecnologias que afetam a vida de toda a humanidade de forma irreversível”</strong>.</p>
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		<title>Uso de ChatGPT no ensino exige cuidado, alerta especialista</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/uso-de-chatgpt-no-ensino-exige-cuidado-alerta-especialista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 12:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[GPT]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[IA na educação]]></category>
		<category><![CDATA[Professor x GPT]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo de SP pretende produzir material didático com IA A utilização da inteligência artificial na elaboração de materiais didáticos, como pretende fazer o governo do estado de São Paulo, demanda cuidados e não pode deslocar os professores do papel central na educação. A avaliação é de Ana Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-367a86e012f6e9a61d8316047dbef586">Governo de SP pretende produzir material didático com IA</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização da inteligência artificial na elaboração de materiais didáticos, como pretende fazer o governo do estado de São Paulo, demanda cuidados e não pode deslocar os professores do papel central na educação. A avaliação é de Ana Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), organização da sociedade civil que promove a equidade e qualidade na educação pública brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A inteligência artificial pode ajudar a planejar, a fazer a gestão da aprendizagem. Isso eu acredito que potencialmente pode acontecer. Mas é alguma coisa muito nova que precisa ser investigada, ser pesquisada. E o que nós não podemos esquecer, de jeito nenhum, é o papel central do professor”, destaca a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria de Educação do estado anunciou nesta semana que planeja implementar um projeto-piloto para incluir a inteligência artificial como uma das etapas do processo de “atualização e aprimoramento de aulas” digitais do terceiro bimestre dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acho que muitas vezes comete-se um equívoco, imaginando que o professor é um simples aplicador de material didático. Nesse sentido, a decisão da Secretaria Estadual de Educação causa preocupação pelo histórico. Nós temos visto várias decisões, projetos, propostas da Secretaria de Educação de São Paulo que não consideram o papel fundamental do professor”, ressalta Altenfelder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cita a decisão da secretaria, tomada no ano passado e criticada pelos professores, de substituir os livros didáticos físicos do Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD), oferecido pelo Ministério da Educação, por materiais digitais, como a exibição de slides aos alunos. Após o protesto dos docentes e a repercussão negativa da medida, a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2023-08/sao-paulo-deixa-de-aderir-ao-pnld-mas-vai-manter-livros-fisicos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>secretaria recuou e manteve os livros físicos nas salas de aula</strong></a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eram materiais que foram feitos sem nenhuma qualidade, em detrimento dos livros didáticos que estão aí há muitos anos, que é um programa nacional, que tem um trabalho contínuo, elaborado e analisado por especialistas, professores, e que são de qualidade”, disse a pesquisadora.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Uso gradativo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Altenfelder chamou a atenção ainda para os cuidados que devem ser tomados no processo de implantação da inteligência artificial no ensino. Segundo ela, o correto seria passar a utilizar a tecnologia, como o ChatGPT, gradativamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando houve esse movimento dos slides, foi na rede inteira de ensino e foi de uma vez só, sem um período de teste, sem um período de experimentação. Nós sabemos que toda estratégia, toda política pública precisa de um tempo para ser aplicada, observada, e os rumos serem corrigidos”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Papel do professor</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, a secretaria de Educação disse que os professores não serão substituídos pela inteligência artificial e que a pasta planeja implementar um projeto-piloto para inclusão&nbsp;da tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As aulas que já foram produzidas por um professor curriculista e já estão em uso na rede são aprimoradas pela IA [inteligência artificial] com a inserção de novas propostas de atividades, exemplos de aplicação prática do conhecimento e informações adicionais que enriqueçam as explicações de conceitos-chave de cada aula”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a secretaria, o conteúdo produzido será avaliado e editado por professores curriculistas em duas etapas diferentes, além de passar por revisão de direitos autorais e “intervenções de design”. “</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se essa aula estiver de acordo com os padrões pedagógicos, será disponibilizada como versão atualizada das aulas feitas em 2023”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Professores estaduais criticaram&nbsp;o projeto de uso do ChatGPT na produção de conteúdo digital. A segunda presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e deputada estadual, Professora Bebel (PT), argumenta &#8220;que as tecnologias e informação e comunicação (TICs) são ferramentas auxiliares no processo educativo e jamais podem substituir o trabalho do professor&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, a parlamentar informou ter protocolado uma representação no Ministério Público Estadual contra a iniciativa.</p>
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		<title>O sistema financeiro está em mudança constante</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/o-sistema-financeiro-esta-em-mudanca-constante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 13:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ChatGPT]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Fintechs]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[sistema financeiro e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quarta mesa da Conferência Nacional dos Bancários debateu as transformações do mercado de trabalho e a organização do ramo financeiro O encerramento dos trabalhos sábado (5) da 25ª Conferência Nacional&#160;d@s&#160;Trabalhador@s&#160;do Ramo Financeiro abordou o tema “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro”, com as apresentações dos economistas do Departamento Intersindical de Estatística [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Quarta mesa da Conferência Nacional dos Bancários debateu as transformações do mercado de trabalho e a organização do ramo financeiro</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encerramento dos trabalhos sábado (5) da 25ª Conferência Nacional&nbsp;d@s&nbsp;Trabalhador@s&nbsp;do Ramo Financeiro abordou o tema “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro”, com as apresentações dos economistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado e Gustavo Machado Cavarzan.<br><br>Vivian abordou as novas tecnologias bancárias, como inteligência artificial (IA), e como isso afeta a segurança no sistema financeiro. De acordo com ela, o mundo está passando pela quarta revolução industrial, com a fusão de tecnologias que está combinando as esferas física, digital e biológica.<br><br>A enorme popularidade do ChatGPT gerou todo tipo de discussões e especulações sobre o impacto que a inteligência artificial generativa já está tendo e terá em nosso futuro próximo. Por isso, o mundo todo está correndo para regulamentar essa novidade. Em junho, a União Europeia (EU) deu um grande passo para estabelecer regras – as primeiras do mundo – sobre como as empresas podem usar a inteligência artificial. É um movimento ousado que o bloco espera que abra caminho para padrões globais para uma tecnologia usada em tudo, desde chatbots como o ChatGPT da OpenAI até procedimentos cirúrgicos e detecção de fraudes em bancos.<br><br>No Brasil, o Congresso Nacional está trabalhando na construção do Marco Regulatório da Inteligência Artificial. O projeto prevê avaliação de riscos, responsabilização dos agentes envolvidos e direitos de pessoas eventualmente afetadas pela IA. O texto descreve as obrigações da autoridade competente para fiscalizar, a ser definida pelo Executivo, e sugere os valores das multas em caso de infração às regras. O projeto será analisado pelas comissões temáticas do Senado.<br><br>“É importante acompanharmos todo esse debate, pois o setor bancário é líder em investimento privado em tecnologia no Brasil e no mundo”, explicou Vivian, ao relatar que, em 2022, os gastos em tecnologia dos bancos chegaram a R$ 34,9 bilhões, com crescimento de 18% em relação a 2021.<br><br>A economista apresentou alguns pontos da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023 para mostrar como a agenda 2023 nos bancos será baseada no uso da IA como tecnologia essencial para automação e eficácia. “A inteligência artificial continua uma das tecnologias prioritárias das áreas de TI dos bancos, sendo aplicada principalmente na segurança cibernética, na automação e na eficácia dos assistentes virtuais”, aponta o documento. “A aplicação de soluções de inteligência artificial começou pela temática antifraude e, agora, está voltada para o CRM – sistema, onde se podem armazenar os diversos dados de clientes tais como informações de contato, produtos utilizados e interações”, diz outro trecho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Novos modelos de negócios</strong><strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Vivian Machado também abordou a expansão dos bancos digitais. Só em 2022, 28 novas&nbsp;<em>fintechs</em>&nbsp;surgiram.&nbsp;<em>Fintech</em>&nbsp;é uma empresa que tem como objetivo otimizar serviços relacionados às finanças das pessoas ou de empresas, utilizando inovação e tecnologia. O termo surgiu a partir da junção das palavras em inglês&nbsp;<em>financial</em>&nbsp;(financeiro) e&nbsp;<em>technology</em>&nbsp;(tecnologia). Com esse crescimento, quase 80% da população brasileira têm conta em banco tradicional e digital. Por isso, o Banco Central (BC) criou o&nbsp;<em>Open Finance</em>&nbsp;ou sistema financeiro aberto, que é a&nbsp;possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo BC e a movimentação de suas contas bancárias a partir de diferentes plataformas, e não apenas pelo aplicativo ou site do banco, de forma segura, ágil e conveniente. “Atualmente, uma instituição ‘não enxerga’ o relacionamento que os clientes possuem com outras instituições, o que – teoricamente – prejudica a competição entre elas”, explicou Vivian. “Com o&nbsp;<em>Open Finance</em>, as instituições se conectam diretamente às plataformas de outras instituições participantes e acessam, exatamente, os dados autorizados pelos(as) clientes. Todo o processo é feito em ambiente seguro e a permissão poderá ser cancelada pela pessoa quando ela quiser”, completou.<br><br>A implantação do&nbsp;<em>Open Finance</em>&nbsp;no Brasil tem o potencial de injetar R$ 760 bilhões (US$ 157 bi) na concessão de crédito, sendo R$ 460,7 bi para pessoas físicas – considerando o potencial total de adesão dos consumidores à modalidade. Mas, a julgar por uma nova pesquisa realizada pela consultoria Capgemini, esse potencial pode levar tempo para se materializar.<br><br>O levantamento mostrou que o “nível de maturidade” das empresas em relação à novidade – que já vem sendo implantada há 30 meses, mas ainda está na metade da agenda – é de 6,4% para as empresas e de 5,3% para pessoas. No caso das pessoas, responsáveis por 90% dos 15 milhões de compartilhamentos únicos concedidos (que representa 16% dos bancarizados), o principal motivo é a preocupação com segurança, e o segundo é não enxergar motivos nem vantagens para compartilhar dados. Considerando compartilhamentos totais (um cliente pode autorizar mais de um), o número em maio chegava a 32 milhões.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Real digital</strong><strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O BC estuda a emissão do real digital, iniciativa que criará a versão com tecnologia cripto da moeda brasileira. Uma Moeda Digital de Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) é uma criptomoeda, que como qualquer moeda digital, apoia-se em uma tecnologia&nbsp;<em>blockchain</em>&nbsp;para existir, mas que é emitida e controlada pela autoridade monetária do país, com valor exatamente igual ao da contraparte física. Ou seja, um real digital deve sempre valer R$ 1,00.<br><br>A ideia de emitir versões tokenizadas das divisas soberanas veio do setor privado, que criou as chamadas&nbsp;<em>stablecoins</em>, que são criptomoedas atreladas ao valor de uma moeda tradicional soberana como dólar, euro e real. A maior de todas as&nbsp;<em>stablecoins</em>, o tether (USDT), cresceu mantendo a paridade de um para um (1:1) com o dólar estadunidense.<br><br>Essas moedas foram criadas para atender à necessidade dos usuários de entrar no mundo dos criptoativos sem as limitações do sistema financeiro tradicional. Isso significa que, para estes investidores, era importante ter uma representação do dólar (ou do real) que pudesse ser operada 24 horas por dia, sete dias por semana, e sem a cobrança de taxa de conversão de câmbio na hora de trocar essa moeda por algum criptoativo.<br><br>O sucesso das&nbsp;<em>stablecoins</em>&nbsp;privadas chamou a atenção dos bancos centrais, que passaram a estudar a possibilidade de criar suas próprias criptomoedas. O benefício para a autoridade monetária é poder ter o controle da&nbsp;<em>blockchain</em>, tornando mais difícil o uso desses ativos para lavagem de dinheiro, por exemplo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Evolução e tendências</strong><strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Gustavo traçou um cenário do emprego no ramo financeiro. Ele apontou que o setor financeiro brasileiro passou por uma verdadeira reestruturação, com mudanças nas tecnologias, na legislação trabalhista, na regulamentação do BC e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na política econômica do país e no papel dos bancos públicos, o que alterou drasticamente o modelo de negócios.<br><br>O principal impacto foi no emprego. Conforme o diagnóstico apresentado, desde a reforma trabalhista feita logo após o golpe de 2016, contra a presidenta Dilma Rousseff, os bancários foram fortemente atingidos após. Em 2019, pela primeira vez na história, a categoria passou a representar menos da metade do emprego formal no ramo financeiro. Em 1994, eram 80%; em 2012, 59%; em 2019, 47%; e em 2021, caiu para 44% do ramo financeiro formal, enquanto as demais categorias passaram a 56%. “Isso é muito preocupante, porque a categoria bancária representa o núcleo central do ramo financeiro, com sindicalismo forte e capaz de exigir acordo coletivo consistente, inclusive com cláusulas sociais”, observou Cavarzan. “A fragmentação do emprego no ramo financeiro nos indica que a estrutura sindical atual brasileira dificilmente dará conta de responder aos desafios colocados”, completou.<br><br>De acordo com o Relatório do Fórum Econômico Mundial 2023 sobre o Futuro do Trabalho, as funções que mais crescem estão sendo impulsionadas pela tecnologia e pela digitalização. Big data, por exemplo, está no topo da lista de tecnologias que devem criar empregos. A previsão é comprovada na comparação de trabalhadores em ocupações nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) nos bancos privados entre 2012 e 2021. Em 10 anos, o número de trabalhadores em ocupações relacionadas à TI passou de 14,4 mil para 24,6 mil, crescimento de 70,4%. Entretanto, a proporção das mulheres nestas ocupações diminuiu.<br><br>Enquanto a categoria bancária perdeu mais de 70 mil postos de trabalho, outros segmentos tiveram forte expansão. A proporção de trabalhadores em cooperativas de crédito em relação a categoria bancária saiu de 8% para 21%; e a de securitários, de 36% para 56%. “A fragmentação se dá não só em diferentes categorias profissionais, mas em diferentes formas de contratação, como autônomos, MEIs, PJs e plataformizados”, explicou o economista.<br><br>As diferenças não param por aí. Enquanto 42% da base da categoria bancária estão em empresas públicas, nas demais categorias do ramo financeiro mais de 90% da força de trabalho estão no setor privado, com maior rotatividade. Na categoria bancária, um terço da força de trabalho tem jornada de até 30 horas e 16,8% jornada de 41 a 44 horas semanais. Nas demais categorias do ramo, apenas 7,7% das pessoas têm jornada de até 30 horas, enquanto 47% têm jornada de 41 a 44 horas semanais. “Os trabalhadores e trabalhadoras que se expandem no ramo financeiro são representados por diferentes e diversos sindicatos – ou não têm representação sindical alguma – e têm condições de trabalho inferiores ao núcleo central da categoria bancária, cada vez mais reduzido”, elucidou Cavarzan.<br><br>Em termos de padrões de remuneração é possível observar que enquanto na categoria bancária prevalecem as faixas salariais acima de cinco salários-mínimos, entre as demais categorias do ramo financeiro prevalece a faixa salarial de até três salários-mínimos, com quase metade dos trabalhadores.<br><br>Para Gustavo Cavarzan, parece fundamental debater mudanças na estrutura sindical brasileira e também nas estratégias internas do movimento sindical para fazer frente a essa nova composição do mercado de trabalho. “Nessa empreitada, é fundamental conhecer a realidade regional de cada base para definir prioridades e planos de ação”, finalizou.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inteligência Artificial pode ser risco à humanidade. Carta pede pausa nos experimentos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/inteligencia-artificial-pode-ser-risco-a-humanidade-carta-pede-pausa-nos-experimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 12:44:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidado com robôs]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[IA é prejudicial?]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas, empresários, historiadores, entre outros pedem pausa de, no mínimo, seis meses para desenvolvedores de Inteligência Artificial O instituto&#160;Future of Life&#160;(futuro da vida, em livre tradução)&#160;publicou uma carta&#160;pedindo uma “pausa” nos experimentos com Inteligência Artificial (IA) no mundo. O documento aponta “profundos riscos para a sociedade e para a humanidade”. Os signatários argumentam que a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Cientistas, empresários, historiadores, entre outros pedem pausa de, no mínimo, seis meses para desenvolvedores de Inteligência Artificial</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O instituto&nbsp;<em>Future of Life</em>&nbsp;(futuro da vida, em livre tradução)&nbsp;<a href="https://futureoflife.org/open-letter/pause-giant-ai-experiments/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicou uma carta</a>&nbsp;pedindo uma “pausa” nos experimentos com Inteligência Artificial (IA) no mundo. O documento aponta “profundos riscos para a sociedade e para a humanidade”. Os signatários argumentam que a IA apresenta “uma mudança profunda na história da vida na Terra”. Por isso, defendem maior análise e planejamento sobre os instrumentos. O objetivo é evitar grandes tragédias de escala global graças a essa “corrida desenfreada”. Entre os preocupados está o bilionário polêmico Elon Musk; o que provoca reflexões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, o documento pede uma trégua de, no mínimo, seis meses para os desenvolvedores. Entre os mais de mil signatários, muitos têm grande relevância no cenário científico e econômico. Nomes como o cofundador e responsável pela parte tecnológica no início da Apple, Steve Wozniak; o historiador Yuval Noah Hariri, autor de best sellers como&nbsp;<em>Sapiens: Uma breve história da humanidade</em>; engenheiros e executivos de empresas como Microsoft; acadêmicos de renome internacional como Yoshua Bengio (Universidade de Berkley, nos EUA); e até mesmo o CEO da Tesla, do Twitter e da SpaceX, Elon Musk.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fator Musk</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Musk é visto por muitos como um vilão digno das histórias de Hollywood. Além de suas empreitadas megalomaníacas que vão de lança-chamas a túneis inócuos para seus carros elétricos, o bilionário chegou a incentivar golpes de Estado em países latinos para garantir a grande demanda de sua empresa por lítio. O metal é matéria-prima para bateria dos carros da Tesla. Então, sua presença neste rol de preocupados com o futuro da humanidade estranha. Contudo, não é a primeira vez que ele mostra “preocupação” com o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O empresário, filho de mineradores de esmeraldas na África do Sul, é grande investidor de empresas como a OpenAI, criadora da IA mais <em>hype</em> do momento, o ChatGPT. Além disso, Musk possui laços, ainda que não explícitos, com liberais de extrema direita nos Estados Unidos. E é abertamente contrário a regulamentações do Estado. Ao comprar o Twitter, adotou uma série de medidas para garantir que estes grupos destilassem o ódio em nome de “liberdade de expressão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, com a IA não é bem assim. Ainda em 2017, em uma entrevista coletiva, Musk defendeu duramente a regulamentação estatal da IA. Ele apresentou a tecnologia, à época, como “o maior risco para a existência da nossa civilização”. “Ela (a IA) pode começar uma guerra ao publicar notícias falsas e invadindo contas de e-mails, fabricando <em>press releases</em>, tudo isso só manipulando informação. A caneta é mais poderosa que a espada”, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inteligência Artificial sem ética</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia que está por trás da IA é baseada em um número gigantesco de informações (<em>big data</em>). Ela ainda utiliza algoritmos potentes (assim como as redes sociais), para organizar informações. Então, também é capaz de aprender, a partir de mecanismos de redes neurais profundas (<em>deep learning</em>). Na prática, a partir de um comando humano, a máquina consegue mimetizar comportamentos, criar ações de larga escala e, até mesmo, imitar humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É essencial entender, contudo, que nenhum destes mecanismos possui vontades, paixões, humores ou ética. Qualidades intrínsecas do ser humano. Este é justamente um dos maiores riscos. Não existe, na produção de conteúdo pela IA, compromisso com a verdade, por exemplo. Entretanto, nada impede que ela execute mentiras em massa a partir de um comando que respeita uma agenda obscura. “Sistemas de IA estão se tornando competitivos com humanos em atividades gerais. Precisamos nos questionar: devemos permitir que máquinas inundem nossos canais de informação com propagandas e mentiras”, questiona a carta do<em>&nbsp;Future of Life</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Riscos profundos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Musk prefere uma abordagem mais alarmista. “Até que as pessoas não vejam robôs matando gente na rua não se entenderão os perigos da inteligência artificial.” O documento, por sua vez, apresenta problemas mais imediatos, sem abandonar a questão futura, uma vez que os avanços devem ser velozes. Os impactos podem ser alarmantes, por exemplo, no mercado de trabalho. É possível, rapidamente, uma extinção em massa de funções humanas; das mais básicas às especializadas e bem remuneradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos automatizar todos os trabalhos, incluindo os intelectuais? É certo desenvolver mentes não humanas que, eventualmente, em maior número e com maior inteligência, substituirão e nos tornarão obsoletos? Devemos colocar em risco o controle da nossa civilização?”, questiona o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, a carta sentencia que “sistemas poderosos de IA só devem ser desenvolvidos uma vez que tenhamos confiança que seus efeitos serão positivos e que os riscos serão controláveis”. O fato é que as tecnologias de IA vieram para ficar. São disruptivas e apresentam uma mudança de panorama de difícil compreensão, apesar dos exercícios de futurologia. Um dos grandes nomes da área no Brasil, a cientista Dora Kaufman, da PUC-SP, vê a IA como algo profundamente transformador. “A IA difere de outras tecnologias. Ela reconfigura a lógica e funcionamento da sociedade.”</p>
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