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	<title>IA é prejudicial? &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Inteligência Artificial pode ser risco à humanidade. Carta pede pausa nos experimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 12:44:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cientistas, empresários, historiadores, entre outros pedem pausa de, no mínimo, seis meses para desenvolvedores de Inteligência Artificial O instituto&#160;Future of Life&#160;(futuro da vida, em livre tradução)&#160;publicou uma carta&#160;pedindo uma “pausa” nos experimentos com Inteligência Artificial (IA) no mundo. O documento aponta “profundos riscos para a sociedade e para a humanidade”. Os signatários argumentam que a [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Cientistas, empresários, historiadores, entre outros pedem pausa de, no mínimo, seis meses para desenvolvedores de Inteligência Artificial</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O instituto&nbsp;<em>Future of Life</em>&nbsp;(futuro da vida, em livre tradução)&nbsp;<a href="https://futureoflife.org/open-letter/pause-giant-ai-experiments/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicou uma carta</a>&nbsp;pedindo uma “pausa” nos experimentos com Inteligência Artificial (IA) no mundo. O documento aponta “profundos riscos para a sociedade e para a humanidade”. Os signatários argumentam que a IA apresenta “uma mudança profunda na história da vida na Terra”. Por isso, defendem maior análise e planejamento sobre os instrumentos. O objetivo é evitar grandes tragédias de escala global graças a essa “corrida desenfreada”. Entre os preocupados está o bilionário polêmico Elon Musk; o que provoca reflexões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, o documento pede uma trégua de, no mínimo, seis meses para os desenvolvedores. Entre os mais de mil signatários, muitos têm grande relevância no cenário científico e econômico. Nomes como o cofundador e responsável pela parte tecnológica no início da Apple, Steve Wozniak; o historiador Yuval Noah Hariri, autor de best sellers como&nbsp;<em>Sapiens: Uma breve história da humanidade</em>; engenheiros e executivos de empresas como Microsoft; acadêmicos de renome internacional como Yoshua Bengio (Universidade de Berkley, nos EUA); e até mesmo o CEO da Tesla, do Twitter e da SpaceX, Elon Musk.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fator Musk</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Musk é visto por muitos como um vilão digno das histórias de Hollywood. Além de suas empreitadas megalomaníacas que vão de lança-chamas a túneis inócuos para seus carros elétricos, o bilionário chegou a incentivar golpes de Estado em países latinos para garantir a grande demanda de sua empresa por lítio. O metal é matéria-prima para bateria dos carros da Tesla. Então, sua presença neste rol de preocupados com o futuro da humanidade estranha. Contudo, não é a primeira vez que ele mostra “preocupação” com o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O empresário, filho de mineradores de esmeraldas na África do Sul, é grande investidor de empresas como a OpenAI, criadora da IA mais <em>hype</em> do momento, o ChatGPT. Além disso, Musk possui laços, ainda que não explícitos, com liberais de extrema direita nos Estados Unidos. E é abertamente contrário a regulamentações do Estado. Ao comprar o Twitter, adotou uma série de medidas para garantir que estes grupos destilassem o ódio em nome de “liberdade de expressão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, com a IA não é bem assim. Ainda em 2017, em uma entrevista coletiva, Musk defendeu duramente a regulamentação estatal da IA. Ele apresentou a tecnologia, à época, como “o maior risco para a existência da nossa civilização”. “Ela (a IA) pode começar uma guerra ao publicar notícias falsas e invadindo contas de e-mails, fabricando <em>press releases</em>, tudo isso só manipulando informação. A caneta é mais poderosa que a espada”, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inteligência Artificial sem ética</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia que está por trás da IA é baseada em um número gigantesco de informações (<em>big data</em>). Ela ainda utiliza algoritmos potentes (assim como as redes sociais), para organizar informações. Então, também é capaz de aprender, a partir de mecanismos de redes neurais profundas (<em>deep learning</em>). Na prática, a partir de um comando humano, a máquina consegue mimetizar comportamentos, criar ações de larga escala e, até mesmo, imitar humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É essencial entender, contudo, que nenhum destes mecanismos possui vontades, paixões, humores ou ética. Qualidades intrínsecas do ser humano. Este é justamente um dos maiores riscos. Não existe, na produção de conteúdo pela IA, compromisso com a verdade, por exemplo. Entretanto, nada impede que ela execute mentiras em massa a partir de um comando que respeita uma agenda obscura. “Sistemas de IA estão se tornando competitivos com humanos em atividades gerais. Precisamos nos questionar: devemos permitir que máquinas inundem nossos canais de informação com propagandas e mentiras”, questiona a carta do<em>&nbsp;Future of Life</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Riscos profundos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Musk prefere uma abordagem mais alarmista. “Até que as pessoas não vejam robôs matando gente na rua não se entenderão os perigos da inteligência artificial.” O documento, por sua vez, apresenta problemas mais imediatos, sem abandonar a questão futura, uma vez que os avanços devem ser velozes. Os impactos podem ser alarmantes, por exemplo, no mercado de trabalho. É possível, rapidamente, uma extinção em massa de funções humanas; das mais básicas às especializadas e bem remuneradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos automatizar todos os trabalhos, incluindo os intelectuais? É certo desenvolver mentes não humanas que, eventualmente, em maior número e com maior inteligência, substituirão e nos tornarão obsoletos? Devemos colocar em risco o controle da nossa civilização?”, questiona o documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, a carta sentencia que “sistemas poderosos de IA só devem ser desenvolvidos uma vez que tenhamos confiança que seus efeitos serão positivos e que os riscos serão controláveis”. O fato é que as tecnologias de IA vieram para ficar. São disruptivas e apresentam uma mudança de panorama de difícil compreensão, apesar dos exercícios de futurologia. Um dos grandes nomes da área no Brasil, a cientista Dora Kaufman, da PUC-SP, vê a IA como algo profundamente transformador. “A IA difere de outras tecnologias. Ela reconfigura a lógica e funcionamento da sociedade.”</p>
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