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	<title>Homicídio &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Estado de São Paulo tem 17 chacinas com 69 mortes em 2015</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Chacina]]></category>
		<category><![CDATA[Homicídio]]></category>
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					<description><![CDATA[O n&#250;mero de chacinas no estado de S&#227;o Paulo aumentou de 2014 para 2015. O estado registrou 17 casos em 2015, que resultaram na morte de 69 pessoas, contra 15 no ano anerior, que vitimaram 64 pessoas. Os dados s&#227;o da Ouvidoria da Pol&#237;cia de S&#227;o Paulo. Para o ouvidor da Pol&#237;cia de S&#227;o Paulo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p><span style="line-height:1.6em">O n&uacute;mero de chacinas no estado de S&atilde;o Paulo aumentou de 2014 para 2015. O estado registrou 17 casos em 2015, que resultaram na morte de 69 pessoas, contra 15 no ano anerior, que vitimaram 64 pessoas. Os dados s&atilde;o da Ouvidoria da Pol&iacute;cia de S&atilde;o Paulo.</span></p>
<p>Para o ouvidor da Pol&iacute;cia de S&atilde;o Paulo, Julio Cesar Fernandes Neves, um dos fatores que pode ter influenciado a eleva&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de chacinas s&atilde;o os casos em que pessoas tentam fazer justi&ccedil;a com as pr&oacute;prias m&atilde;os.</p>
<p>A chacina de Osasco e Barueri, em agosto, deixou 19 mortos, segundo n&uacute;meros oficiais. Na noite dos ataques, foram 18 mortos. Uma menina de 15 anos, que foi atingida em um desses ataques, morreu em 27 de agosto, ap&oacute;s ficar internada em estado grave no Hospital Regional de Osasco, com um ferimento abdominal. Entre as hip&oacute;teses para os crimes, a pol&iacute;cia investigou a vingan&ccedil;a pela morte do policial militar Ademilson Pereira de Oliveira, em 7 de agosto, em Osasco e o revide &agrave; morte de um guarda-civil, no dia 12 de agosto, em Barueri.</p>
<p>Quatro meses ap&oacute;s os crimes, o processo ainda n&atilde;o chegou &agrave; Justi&ccedil;a. De acordo com a Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica de SP (SSP-SP), o Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP) relatou o inqu&eacute;rito ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico estadual (MP-SP) e sete pessoas foram indiciadas. Seis s&atilde;o policiais militares e um &eacute; guarda civil metropolitano. Do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, o inqu&eacute;rito segue para o Tribunal de Justi&ccedil;a (TJ-SP). A Secretariade Seguran&ccedil;a disse ainda que outro homem foi preso, acusado de amea&ccedil;ar testemunhas do caso.</p>
<p>A defensora p&uacute;blica de Osasco, Ma&iacute;ra Coraci Diniz, que acompanha o caso e atua na defesa de duas fam&iacute;lias, informou que o inqu&eacute;rito est&aacute; com o Gaeco, o Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio P&uacute;blico. &ldquo;Ainda n&atilde;o h&aacute; um processo judicial formalizado. H&aacute; um inqu&eacute;rito por enquanto&rdquo;, disse. O grupo &eacute; respons&aacute;vel por analisar o processo e oferecer a den&uacute;ncia criminal &agrave; Justi&ccedil;a, se for o caso.</p>
<p>Tamb&eacute;m h&aacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o em curso na Corregedoria da PM, que est&aacute; em fase de instru&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s consulta para comprovar a acusa&ccedil;&atilde;o, o caso deve seguir para a Justi&ccedil;a Militar.</p>
<p>Quando o caso chegar &agrave; Justi&ccedil;a comum e &agrave; Justi&ccedil;a Militar, deve haver um entendimento sobre quem vai julgar o processo. &ldquo;&Eacute; uma discuss&atilde;o jur&iacute;dica sobre compet&ecirc;ncia, porque o tribunal militar julga crimes militares, a&iacute; eles v&atilde;o ver se &eacute; um crime militar ou um crime comum, apesar de ter sido praticado por militares&rdquo;, explicou a assessoria da Secretaria de Seguran&ccedil;a.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Autoria desconhecida</strong></p>
<p>Al&eacute;m das chacinas, ocorreram no estado mais 123 casos de homic&iacute;dio com autoria desconhecida, que deixaram 144 pessoas mortas. Essa classifica&ccedil;&atilde;o inclui os assassinatos que vitimam uma ou duas pessoas. Em todo o ano de 2014, ocorreram 183 crimes de autoria desconhecida com 200 mortes.</p>
<p>O ouvidor Julio Cesar Fernandes Neves explicou que os assassinatos enquadrados em &ldquo;autoria desconhecida&rdquo; podem ser casos de chacinas de determinada regi&atilde;o, como os assassinatos ocorridos em Osasco e Barueri, no dia 13 de agosto, por exemplo, em que houve ataques em diversos pontos pr&oacute;ximos, mas registrados em boletins de ocorr&ecirc;ncia diferentes.</p>
<p>&ldquo;Em Osasco falaram em 19 [assassinatos] na chacina. Mas tivemos mortes por autoria desconhecida de cinco pessoas, entre a morte de Ademilson Pereira de Oliveira [policial militar, morto em 7 de agosto] e a chacina propriamente dita [que pode ter ocorrido como vingan&ccedil;a pela morte do policial], que eles n&atilde;o contabilizaram por ser autoria desconhecida, mas o modus operandi &eacute; o mesmo: tiro no rosto, no t&oacute;rax, na cabe&ccedil;a&rdquo;, disse o ouvidor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pavilh&atilde;o 9</strong></p>
<p>Em 18 de abril, outra chacina deixou oito mortos na sede da torcida organizada do Corinthians Pavilh&atilde;o 9. Por volta das 23h, tr&ecirc;s pessoas armadas entraram na sede da torcida organizada do Corinthians. Doze torcedores ainda estavam no local quando os criminosos chegaram. Quatro conseguiram fugir, mas os demais foram obrigados a se ajoelhar e depois se deitar no ch&atilde;o. Todos foram executados. Sete morreram no local. A oitava v&iacute;tima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.</p>
<p>A defensora p&uacute;blica Daniela Skromov explicou que a investiga&ccedil;&atilde;o da chacina na Pavilh&atilde;o 9 foi dividida em duas parte: &ldquo;Uma virou processo judicial contra o Rodney [Dias dos Santos, um ex-policial militar] e contra o Walter [Pereira da Silva Junior, um policial militar], com den&uacute;ncia. Quando o promotor [do MP-SP] apresenta a den&uacute;ncia, as investiga&ccedil;&otilde;es param com rela&ccedil;&atilde;o a esses autores&rdquo;. Ela acrescentou que a segunda parte da investiga&ccedil;&atilde;o segue para identifica&ccedil;&atilde;o do terceiro autor e eventuais outros autores.</p>
<p>Rodney e Wagner s&atilde;o acusados da chacina. O processo est&aacute; em fase de audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o, j&aacute; na Justi&ccedil;a, quando testemunhas de acusa&ccedil;&atilde;o e de defesa s&atilde;o ouvidas. Como s&atilde;o muitas testemunhas, as audi&ecirc;ncias foram desmembradas. Ap&oacute;s essas audi&ecirc;ncias, ocorre o julgamento, ainda sem previs&atilde;o de data. &ldquo;O julgamento n&atilde;o tem previs&atilde;o e pode ter tr&ecirc;s resultados: a pron&uacute;ncia, que &eacute; a decis&atilde;o que manda [o caso] a j&uacute;ri popular; a impron&uacute;ncia, que n&atilde;o leva a juri e engaveta o caso por falta de provas; ou a absolvi&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria&rdquo;, explicou a defensora.</p>
<p>A Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica disse, em nota, que o DHPP j&aacute; relatou o inqu&eacute;rito dos crimes da Pavilh&atilde;o 9 ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, indiciando duas pessoas. As duas j&aacute; estiveram presas, mas uma delas, o policial militar Walter, obteve liberdade. &ldquo;H&aacute; suspeita de participa&ccedil;&atilde;o de uma terceira pessoa, ainda n&atilde;o identificada, cuja atua&ccedil;&atilde;o &eacute; investigada em outro inqu&eacute;rito policial&rdquo;, confirmou a secretaria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Federaliza&ccedil;&atilde;o das investiga&ccedil;&otilde;es</strong></p>
<p>Familiares de v&iacute;timas e movimentos sociais e de direitos humanos, preocupados com a demora na investiga&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, com a falta de puni&ccedil;&atilde;o aos respons&aacute;veis pelas chacinas, buscam uma solu&ccedil;&atilde;o para os processos, principalmente aqueles que envolvem policiais militares. Para eles, uma alternativa seria convocar a Pol&iacute;cia Federal para auxiliar nas investiga&ccedil;&otilde;es desse tipo de crime no estado de S&atilde;o Paulo.</p>
<p>O relator da Comiss&atilde;o de Viol&ecirc;ncia e Letalidade do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, afirmou que h&aacute; uma lentid&atilde;o na apura&ccedil;&atilde;o de chacinas. Ele acredita que a federaliza&ccedil;&atilde;o de alguns casos, passando as investiga&ccedil;&otilde;es do &acirc;mbito estadual para o federal, poderia acelerar os processos.</p>
<p>&ldquo;O aparelho do estado n&atilde;o &eacute; competente para investigar uma quest&atilde;o de chacinas que envolvem policias militares do estado. Como voc&ecirc; vai pedir para a Corregedoria da Pol&iacute;cia Militar investigar a corpora&ccedil;&atilde;o dela? [O estado] n&atilde;o tem vontade de punir e mostrar em p&uacute;blico quem s&atilde;o os que comandam as chacinas&rdquo;, diz Luiz Carlos. Al&eacute;m disso, ele aponta que, quando h&aacute; envolvimento de policiais, o estado faz um julgamento precoce das v&iacute;timas. &ldquo;Muitos porque tem passagem [pela pol&iacute;cia], muitos porque estavam em local que era periferia, mas isso n&atilde;o justifica uma quest&atilde;o de chacina&rdquo;, exemplificou.</p>
<p>Questionada sobre a capacidade de investigar a pol&iacute;cia, a Secretaria de Seguran&ccedil;a disse que tem compet&ecirc;ncia e estrutura para investigar o que chamou de &ldquo;desvios de conduta praticados por policiais&rdquo;, seja por meio de inqu&eacute;ritos policiais ou pelas corregedorias.</p>
<p>Em encontro ocorrido h&aacute; duas semanas, com a presen&ccedil;a do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), entidades da sociedade civil, familiares de v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e representantes dos poderes estadual e municipal, o Condepe informou que est&aacute; finalizando um relat&oacute;rio sobre mais de 20 chacinas ocorridas no estado e que encaminhar&aacute; ao CNDH.</p>
<p>&ldquo;O conselho, dentre as comiss&otilde;es permanentes, tem uma que &eacute; Direitos Humanos e Seguran&ccedil;a P&uacute;blica em que n&oacute;s analisamos essas ocorr&ecirc;ncias criminosas que s&atilde;o as chacinas e tamb&eacute;m grupos de exterm&iacute;nio e atuamos na cobran&ccedil;a de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e de responsabiliza&ccedil;&atilde;o nos estados&rdquo;, explicou a vice-presidente do conselho, Ivana Farina.</p>
<p>&ldquo;O conselho &eacute; um &oacute;rg&atilde;o que tem como investigar essas viola&ccedil;&otilde;es, que tem como tratar disso de forma preventiva e tamb&eacute;m tem a possibilidade de aplicar san&ccedil;&otilde;es aos agentes violadores&rdquo;, disse ela.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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