<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Governo Temer &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/governo-temer/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Nov -001 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Governo Temer &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Governo provoca deliberadamente a crise</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/governo-provoca-deliberadamente-a-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[19ª Conferência Nacional dos Bancários]]></category>
		<category><![CDATA[Carf]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Lobato Gentil]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Temer]]></category>
		<category><![CDATA[Refiz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=6966</guid>

					<description><![CDATA[Professora Denise Gentil comprova, com chuva de dados, que resultado da Previdência Social é determinado pelo ajuste fiscal e pela política propositalmente recessiva de Temer. Gastos milionários com propaganda, desonerações de impostos para empresas que não criaram novos empregos, perdão de até 100% com juros de devedores contumazes da Previdência. O governo Temer está usando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Professora Denise Gentil comprova, com chuva de dados, que resultado da Previdência Social é determinado pelo ajuste fiscal e pela política propositalmente recessiva de Temer.<br />
</p>
<p>Gastos milionários com propaganda, desonerações de impostos para empresas que não criaram novos empregos, perdão de até 100% com juros de devedores contumazes da Previdência. O governo Temer está usando o suado dinheiro pago pelos trabalhadores brasileiros em impostos para aprovar uma reforma contra o direito de se aposentar.</p>
<p> </p>
<p>A professora Denise Lobato Gentil, doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), levou ao plenário da <a href="http://santosbancarios.com.br/artigo/conferencia-nacional-dos-bancarios-lutar-defender-e-garantir-nenhum-direito-a-menos" target="_blank">19ª Conferência Nacional dos Bancários</a> uma chuva de dados que incendiou a plateia composta por 696 bancários, entre delegados, integrantes do Comando Nacional dos Bancários e observadores. A mesa fechou os debates do segundo dia do encontro, no sábado 29, realizado em São Paulo, com um tema de extrema urgência.</p>
<p> </p>
<p>Aprovada no começo de maio em comissão especial, a reforma da Previdência do governo Temer está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados. Após o recesso parlamentar, a Casa volta a funcionar em 1º de agosto e seu presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer pautar a votação com rapidez.</p>
<p> </p>
<p>A professora repetiu o que já é um mantra entre os que defendem a Previdência pública e atacam a reforma desnecessária. “Não temos uma crise fiscal no país, embora a mídia repita isso até nos enjoar. Nossa crise não é fiscal, estudo isso há 23 anos. O problema não é da Previdência. A política macroeconômica do governo é que a atinge”, disse Denise, lembrando que 86% das aposentadorias são vinculadas ao salario mínimo e quando ele sobe os gastos explodem.</p>
<p> </p>
<p>Mesmo assim, os números apresentados pela doutora em Economia comprovam que os cortes de gastos do governo federal ferem de morte a Previdência pública.</p>
<p> </p>
<p>“São mais de três mil obras paradas e mesmo assim o governo cortou recursos do PAC [o Plano de Aceleração do Crescimento]. O resultado é menos aluguel de equipamentos, menos projetos, menos empregos. Mas governo segue agindo como se fizesse muito bem cortar orçamento público”, critica Denise.</p>
<p> </p>
<p>E ensina: isso somado ao corte de receitas de contribuições sociais e a alta taxa de juros reais desenha a recessão. O câmbio valorizado, assim como a redação do crédito público, reduz a capacidade de concorrência com um resultado desastroso para o país: queda do investimento agregado, redução da produção industrial, aumento do desemprego, redução dos salários e do consumo das famílias que já têm 54% dos seus orçamentos comprometidos com pagamento de dívidas. Quadro que deve ser ainda mais agravado com a reforma trabalhista do governo Temer, que a partir de novembro deve legar ao aumento dos empregos precários que também se reflete negativamente na Previdência.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>A quem interessa a crise</strong></span></p>
<p>Essa forma de conduzir a economia, com ajustes fiscais, levou a uma queda acumulada de 17% entre 2014 e 2016 no desempenho da indústria. “Indicador de país em guerra”, comparou a professora, lembrando os 12,3 milhões de desempregados em dezembro de 2016 que já chegaram a 13,8 milhões em maio 2017. “Isso leva a uma queda direta, um despencamento mesmo, na contribuição previdenciária, e o mesmo se dá em relação a contribuições sociais como Cofins, PIS, Pasep.”</p>
<p> </p>
<p>Denise demonstra, ainda, o quanto a reforma proposta por Temer é desnecessária e como, na realidade, só tem feito aumentar os gastos com Previdência.</p>
<p> </p>
<p>“Em 2015 o gasto tinha crescido 0% e vinha caindo desde 2013 com a reforma feita no governo Dilma Rousseff. Com as medidas anunciadas por Temer, os gastos cresceram 9,6% porque todo mundo correu para se aposentar. A média mensal de novos aposentados embica pra cima em 2016.”</p>
<p> </p>
<p><img decoding="async" title="Governo provoca deliberadamente a crise" src="http://santosbancarios.com.br/uploads/images/2017/07/6966-1501493194.png" alt="Governo provoca deliberadamente a crise" /></p>
<p> </p>
<p>A professora acusa, ainda, o governo de provocar deliberadamente a crise com desonerações tributárias: foram R$ 282 bi em 2015 – “mais que tudo que gastou com educação, saúde, ciência e tecnologia, transporte; como pode falar em crise fiscal?, frisa Denise –; mais de R$ 150 bi saíram das receitas da seguridade social. “Ou não existe déficit ou quer provocar o déficit. Essas desonerações viraram lucro para empresas. Não viraram emprego, o governo não exigiu nenhuma contrapartida nessas desonerações, apesar de abrir mão de recursos que são nossos, dos trabalhadores.”</p>
<p> </p>
<p>E destaca que, se fosse admitido haver déficit na Previdência, em 2015 seria de R$ 85 bi e R$ 149 bi em 2016, ironizando o montante em relação às desonerações.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Custo da reforma</strong></span></p>
<p>Para fazer andar a reforma, o governo Temer vem gastando bilhões em dinheiro público, com o objetivo de mudar votos de deputados. Dados do próprio governo indicam que R$ 30 bilhões foram gastos só com o perdão de juros dívidas de municípios via Refis. Mais R$ 10 bi foram para a bancada dos latifundiários (com descontos de até 100% nos juros de suas dívidas). O Refis das empresas, via Programa de Regularização Tributária consumiu R$ 23 bi em recursos públicos. A liberação de verbas para deputados que votaram a favor do governo, mais R$ 4,2 bi.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, elencou Denise, a desvinculação das receitas que deveriam ir pra Saúde, Educação e Previdência (via DRU) foi aumentada em 20%.</p>
<p> </p>
<p>“Outra vergonha nacional”, destacou a professora: a dívida ativa previdenciária das empresas que sonegaram ou recolheram dos funcionários mas não pagaram. O estoque do que os empresários devem aos brasileiros chega a mais de R$ 1 trilhão. Só em recursos devidos diretamente à Previdência eram mais de R$ 350 bi em 2015. “E dizem que é difícil cobrar”, ironizou Denise, fazendo a plateia explodir de raiva ao mostrar que na lista dos 500 maiores devedores estão grandes corporações e R$ 100 bi poderiam ser recuperados sem nenhum esforço imediato de empresas como JBS; Bradesco, Caixa, Mafrig, Vale, Banco do Brasil.</p>
<p> </p>
<p>Só os bancos devem mais de R$ 124 bilhões à União: R$ 7 bi só para a Previdência, R$ 117 bi para o FGTS (dados do Sinprofaz).</p>
<p> </p>
<p>Denise lembrou ainda Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão federal que liberou o Itaú de pagar imposto de renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos ganhos de capital com a incorporação do Unibanco, de R$ 27 milhões.</p>
<p> </p>
<p>“Empresas de deputados e senadores devem R$ 372 milhões à Previdência, um em cada sete congressistas. Em 2018, esse Congresso Nacional tem de ser varrido de Brasília”, disse Denise, sob fortes aplausos da plateia de delegados bancários.</p>
<p> </p>
<p>Na segunda semana de julho, quando que seria votada a denúncia por corrupção passiva de Temer, o governo liberou R$ 103 bilhões aos ruralistas no plano Safra.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, o gasto de R$ 17 milhões em 2016 em campanha publicitária do governo para defender a reforma da Previdência foi multiplicado para R$ 100 milhões em 2017.</p>
<p> </p>
<p>“O governo gasta nosso dinheiro contra nós”, resumiu Denise. “Esse governo abriu guerra contra a classe trabalhadora e nossa resposta a isso tem de ser fora Temer e diretas já!”</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #999999;"><strong>#</strong></span> <a href="http://santosbancarios.com.br/artigo/bancarios-definem-plano-de-lutas-contra-retirada-de-direitos" target="_blank">Bancários definem plano de lutas contra retirada de direitos</a></p>
<p> </p>
<p>Crédito: Fabiano M. Couto<br />Fonte: SEEB SP</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
