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	<title>golpe nas apurações &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>golpe nas apurações &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Eleições no Brasil são reconhecidas como muito eficientes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque às urnas]]></category>
		<category><![CDATA[golpe nas apurações]]></category>
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					<description><![CDATA[Membro da missão de observação nacional, Ana Cláudia Santano comenta avanços do sistema eleitoral brasileiro. “Até hoje não foram verificadas fraudes e também não há indícios disto” Em pouco mais de 80 dias serão realizadas as eleições para presidente, vice-presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais no Brasil. Diante de questionamentos, o Tribunal Superior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Membro da missão de observação nacional, Ana Cláudia Santano comenta avanços do sistema eleitoral brasileiro. “Até hoje não foram verificadas fraudes e também não há indícios disto”</p>
<p></p>
<p>Em pouco mais de 80 dias serão realizadas as eleições para presidente, vice-presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais no Brasil. Diante de questionamentos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou missões de observação internacional para certificar a transparência do processo. </p>
<p> </p>
<p>O poder eleitoral também aceitou responder uma lista de dúvidas e recomendações das Forças Armadas, enviadas fora do prazo previsto, para “aprimorar o sistema eleitoral”.</p>
<p> </p>
<p>O presidente do TSE, Edson Fachin, afirma que “há condições fundamentais” para evitar um episódio similar à invasão do Capitólio dos Estados Unidos no Brasil. Um grupo de seis congressistas democratas propôs uma emenda ao orçamento de defesa estadunidense para 2023, prevendo a suspensão da cooperação em matéria de defesa e segurança caso haja interferência dos militares no resultado eleitoral.</p>
<p> </p>
<p>O Brasil foi um dos primeiros países a automatizar o seu sistema eleitoral. Em 1996, começando com cerca de 50 municípios e, em 2009, o TSE chegou a ser premiado pelo bom funcionamento do sistema eleitoral pela George Washington University e a Business Software Aliance (BSA).</p>
<p> </p>
<p>O sistema adotado no Brasil é líder em agilidade na contagem e divulgação dos votos, sendo aprovado por 94,4% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Sensus. A urna eletrônica é um microcomputador composto de dois terminais: o terminal do mesário, onde o eleitor é identificado e autorizado a votar e o terminal do eleitor, onde é registrado numericamente o voto.</p>
<p> </p>
<p>Com a circulação de notícias falsas no contexto das campanhas eleitorais, em 2019, o TSE criou o Programa de Enfrentamento à Desinformação com partidos políticos e entidades públicas e privadas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Escrutínio independente</strong></p>
<p>A ONG Transparência Eleitoral é uma das entidades da sociedade civil que realizam um escrutínio independente das eleições no Brasil e acompanharam a implementação do programa de combate à desinformação.</p>
<p> </p>
<p>Ana Cláudia Santano é advogada, especialista em direito constitucional e democracia. Ela coordena a Transparência Eleitoral, que reúne especialistas em sistemas eleitorais. Foi uma das fundadoras da Academia Brasileira de Direito Eleitoral (Abradep) e neste ano é uma das observadoras acreditadas com o Tribunal Superior Eleitoral.</p>
<p> </p>
<p>Em entrevista ao Brasil de Fato, a coordenadora geral da ONG analisa os desafios das eleições gerais de 2022 no Brasil.</p>
<p> </p>
<p><strong>Confira a entrevista:</strong></p>
<p><strong>O Tribunal Superior Eleitoral tem respondido a distintos questionamentos sobre a credibilidade da urna eletrônica. Esses apontamentos têm base material? O sistema eleitoral brasileiro é vulnerável a fraudes?</strong></p>
<p>O sistema eleitoral passa por diversas etapas de auditoria. Até hoje não foram verificadas fraudes e também não há indícios disto. Todos os resultados das auditorias são públicos. Chamo atenção para o último teste, que é o TPS: teste público do software da urna eletrônica.</p>
<p> Até as eleições ainda serão realizados vários outros testes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Você já participou de distintas missões de observação, inclusive nas últimas eleições da Colômbia. Qual é a principal tarefa do observador eleitoral?</strong></p>
<p>A função do observador é observar os fatos e colher dados, sem emitir opinião. Ele(a) acompanha as etapas do processo eleitoral, tanto a campanha, como o dia da votação e o pós-eleição, sempre com foco na coleta de dados, de acordo a uma metodologia. </p>
<p>Geralmente há formulários para cada etapa do processo eleitoral e a partir destes dados são elaborados relatórios. A observação eleitoral deve ser neutra, imparcial, independente e objetiva, pautada em dados. </p>
<p>O observador analisa se a eleição aconteceu dentro da legalidade, dentro de um marco de integridade eleitoral: se todos os procedimentos foram realizados de acordo com o previsto em lei.</p>
<p> </p>
<p><strong>Por que é importante que o TSE decida convidar missões de observação internacional para acompanhar as eleições de outubro?</strong></p>
<p>Todas as autoridades eleitorais de democracia deveriam contar com missões de observação eleitoral, não só o Brasil, mas todas as democracias, porque é isso que pode oferecer um diagnóstico de problemas que podem acontecer num processo eleitoral.</p>
<p>Geralmente os observadores vão identificar gargalos, por isso é tão importante a postura do TSE de contar com esse suporte para o fomento da integridade democrática.</p>
<p>O Brasil foi um dos primeiros países da região a implementar a biometria e a urna eletrônica há quase 20 anos. O sistema eleitoral brasileiro pode ser considerado referência na América Latina?</p>
<p>Não me cabem dúvidas: o processo eleitoral brasileiro sempre foi reconhecido por ser muito eficiente, muito avançado. E isso não só na América Latina, é um paradigma internacional.</p>
<p>Não sou só eu que afirmo isso, vários atores de relevância internacional, que conhecem a experiência brasileira e atribuem ao nosso sistema um grande avanço no combate às fraudes que aconteciam com o voto em cédula de papel.</p>
<p> </p>
<p><strong>As eleições de outubro deste ano serão o terceiro processo acompanhado por uma missão de observação da OEA. A organização e o seu Secretário-geral receberam críticas por posturas políticas consideradas “intervencionistas” em processos anteriores, na Bolívia e Nicarágua. É possível apoiar-se na missão da OEA para confirmar a lisura do processo eleitoral?</strong></p>
<p>É importante separar as instituições das pessoas, em qualquer caso, porque se não vamos passar a personalizar as instituições.  Entendo que as missões da OEA são realizadas com muita técnica, em cima de uma metodologia própria e com resultados que são públicos, estão aí para o escrutínio de todos.</p>
<p>É inegável que muitas missões da OEA fizeram recomendações positivas para que os sistemas pudessem avançar em governança eleitoral em geral. Com certeza essas missões conseguem identificar problemas e realizar recomendações que podem ser muito úteis para cada sistema eleitoral.</p>
<p> </p>
<p><strong>A disseminação de notícias falsas tornou-se um dos principais obstáculos do processo eleitoral no Brasil, sendo um tema de debate desde 2018. Observando a experiência de outros países, quais medidas são efetivas para combater a desinformação?</strong></p>
<p>Nenhum país tem ainda essa resposta. Pelo contrário, é um problema que está posto no meio da sala. Acredito que as plataformas tenham um dever muito maior de combate à desinformação do que propriamente os países. As plataformas têm muita responsabilidade no conteúdo que propagam ou no conteúdo que monetizam.</p>
<p>A função passa por uma moderação mais detalhada de tudo que é difundido nas redes sociais por esses canais de desinformação. Entendo que as plataformas têm um papel fundamental nesse desafio. </p>
<p> </p>
<p><strong>Como a integração latino-americana poderia contribuir com o aprimoramento do sistema eleitoral brasileiro?</strong></p>
<p>A integração latino-americana pode contribuir em muitos quesitos com o Brasil. Nós somos latino-americanos, entendo que a integração poderia identificar os mesmos problemas que nossos vizinhos têm e encontrar soluções que já foram pensadas na região e poderiam ser úteis para o nosso país.</p>
<p>Crédito: TSE<br />Fonte: Brasil de Fato<br />Escrito por: Michele de Mello &#8211; Brasil de Fato</p>
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