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	<title>Gerente sequestrado santander &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Gerente sequestrado santander &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Santander indenizará gerente sequestrado durante assalto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 15:13:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Indenização por sequestro Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Santander indeniza bancário]]></category>
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					<description><![CDATA[Ele foi mantido sob a mira de arma de fogo durante 30 minutos A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Banco Santander (Brasil) S.A. a pagar indenização de R$ 100 mil a um gerente vítima de assaltos nas proximidades de agência em que trabalhava em São Paulo (SP). Num dos&#160;episódios, ele chegou [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Ele foi mantido sob a mira de arma de fogo durante 30 minutos</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Banco Santander (Brasil) S.A. a pagar indenização de R$ 100 mil a um gerente vítima de assaltos nas proximidades de agência em que trabalhava em São Paulo (SP). Num dos&nbsp;episódios, ele chegou a ser sequestrado e mantido sob a mira de arma de fogo, com constantes ameaças a ele e à família. Para o colegiado, o dano&nbsp;decorreu exclusivamente da sua condição de&nbsp;responsável pela agência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assaltos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na reclamação trabalhista, o bancário disse ter sido vítima de dois assaltos. O primeiro ocorreu em 2016, quando estava lotado numa agência em local cercado de favelas, onde já havia ocorrido explosão de caixas eletrônicos e trocas de tiros. Nesse episódio, ele ficou 30 minutos sob a mira de armas no interior de seu carro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda de acordo com seu relato, uma semana depois sua casa foi&nbsp;invadida, e seu computador e alguns objetos pessoais foram furtados. Segundo ele, a invasão se dera para cumprimento das ameaças de morte, porque ele se recusara a colaborar com os criminosos no assalto à agência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Casa nova</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ocasião, ele e a família já estavam num hotel, onde permaneceram por cerca de seis meses. Depois disso, disse que teve de contrair dívida para comprar outro imóvel e não teve mais coragem de voltar à casa antiga, que ficou abandonada e teve seu valor depreciado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da reparação por danos morais, ele requereu, a título de danos materiais, indenização pela compra do imóvel e pelas despesas decorrentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precauções</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco, em sua defesa, alegou ter tomado “todas as precauções possíveis para enfrentar as consequências do fato ocorrido”, como acompanhar o bancário até a delegacia para registrar boletim de ocorrência, encaminhar ronda até sua residência e prestar assistência psiquiátrica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Condenação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O juízo de primeiro grau fixou a indenização por danos morais no valor equivalente a duas vezes o valor do teto dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social e condenou o Santander a ressarcir as despesas com diárias de hotel.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) entendeu que, apesar das adversidades sofridas pelo empregado, a empresa não poderia ser responsabilizada por elas, porque a situação de risco não ocorrera por sua omissão. Ainda segundo o TRT, não havia prova efetiva de que o roubo à casa do bancário tivesse relação com o assalto nem com a função exercida por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Risco do negócio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o recurso de revista do bancário, o relator, ministro Cláudio Brandão, observou que se aplica a responsabilidade objetiva (que independe da comprovação da culpa do empregador) especialmente quando a atividade desenvolvida causar ao trabalhador um risco muito mais acentuado do que o imposto aos demais cidadãos. No caso, o gerente era responsável, entre outras coisas, por abrir e fechar a agência &#8211; e o dano decorreu dessa condição.&nbsp;“Independentemente de a empresa ter culpa ou não no assalto, não cabe ao trabalhador assumir o risco do negócio”, concluiu.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão foi unânime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Processo:&nbsp;<a href="https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=1001357&amp;digitoTst=59&amp;anoTst=2017&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=02&amp;varaTst=0086&amp;submit=Consultar" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RRAg-1001357-59.2017.5.02.0086</a></p>
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