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	<title>Gays &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Banco do Brasil terá de indenizar mãe de ex-funcionária trans que se matou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bissexuais]]></category>
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					<description><![CDATA[Justiça considerou que bullying contribuiu para suicídio da jovem Antes de se matar, a filha de Rita escreveu em seu diário: “Lutem por nós&#8230; Não tenham vergonha&#8230; O Carlos era elogiado em seu trabalho por ser bom vendedor, a Rebeca não aguentou três meses de preconceito e assédio moral”.   Usou, primeiro, o nome masculino [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Justiça considerou que bullying contribuiu para suicídio da jovem<br />
</p>
<p>Antes de se matar, a filha de Rita escreveu em seu diário: “Lutem por nós&#8230; Não tenham vergonha&#8230; O Carlos era elogiado em seu trabalho por ser bom vendedor, a Rebeca não aguentou três meses de preconceito e assédio moral”.</p>
<p> </p>
<p>Usou, primeiro, o nome masculino que lhe deram ao nascer. Depois, a versão feminina que adotou ao se reconhecer como mulher transgênero. Ela, jovem que adorava torcer pelo Corinthians e pintar os cabelos com cores fortes, tinha 24 anos quando cometeu suicídio.</p>
<p> </p>
<p>Agora, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região deu vitória à sua mãe, que processou o <a href="https://santosbancarios.com.br/artigos/banco-do-brasil" target="_blank">Banco do Brasil</a> por acreditar que o bullying no trabalho foi preponderante para o suicídio da filha.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Fortaleça suas Lutas, <a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se" target="_blank">Sindicalize-se!</a></strong></em></p>
<p> </p>
<p>Aprovada em concurso público, Rebeca atuou na instituição de 2010 a 2015. Matou-se pouco mais de um ano após deixar o emprego numa agência no interior paulista. Como último salário, R$ 2.294.</p>
<p> </p>
<p>A pedido da família, a Folha trocou os nomes dela e da mãe, para preservá-las.</p>
<p> </p>
<p>A juíza Ana Paula Alvarenga Martins, em sentença assinada no fim de setembro, condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 120 mil de indenização por danos morais à mãe, que pedia R$ 540 mil.</p>
<p> </p>
<p>Ela concordou com os advogados de Rita, Talitha Fonseca e William Souza, que a funcionária tirou a vida em parte pelo que sofreu no trabalho. Não é crível que ela, “após obter êxito em concorrido concurso, abdicaria do cargo conquistado sem que houvesse um motivo preponderante”, disse a magistrada.</p>
<p> </p>
<p>Rebeca dispensou o aviso prévio na demissão. A carta em que pediu o desligamento apontava um despreparo da instituição para lidar com “a questão da identidade de gênero” e aconselhava “que haja estudo por parte da administração e diretoria do banco para evitar problemas futuros com outros /as funcionários”.</p>
<p> </p>
<p>Uma funcionária ouvida a pedido da defesa disse que não presenciou “qualquer constrangimento sofrido” pela trans, que após mudar de gênero teria passado a usar o banheiro feminino e a ser chamada pelos demais como Melina. Mas a testemunha também relatou que colegas pediram que ela não lhes desse beijos na face como cumprimento.</p>
<p> </p>
<p>O caso é abordado na peça de acusação: “A trabalhadora, assim que chegou ao local de trabalho, foi chamada à sala da gerência, onde foi informada pelo gerente que estava proibida de cumprimentar com beijo no rosto os colegas, pois estes não gostavam de tal intimidade”.</p>
<p> </p>
<p>Rebeca teria indagado quem não queria esse tipo de saudação, para evitá-la só com a pessoa. “O gerente disse que não deveria cumprimentar ninguém com beijo. A trabalhadora ainda tentou argumentar com o gerente, que reagiu grosseiramente e, em tom áspero, gritou: ‘Eu sou a gerência!’.”</p>
<p> </p>
<p>De outra gerente, segundo os advogados de sua mãe, ouviu: “Não importa o que faça, você sempre será um homem, nunca será uma mulher de verdade”.</p>
<p> </p>
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<p> </p>
<p>“Por qual razão os funcionários assim se comportaram? Só o preconceito e a discriminação justificam esta conduta”, afirma a juíza na sentença.</p>
<p> </p>
<p>Outra testemunha, convocada pela mãe, afirmou que uma gerente constrangeu a jovem ao se referir a ela pelo nome masculino no mesmo dia em que o gerente-geral da agência a apresentou pela alcunha feminina.</p>
<p> </p>
<p>Outros funcionários faziam piadas homofóbicas e manifestavam inconformismo com o uso do banheiro para mulheres. A jovem teria sido tirada do atendimento ao público “e tratada de forma mais ríspida pela gerente”.</p>
<p> </p>
<p>Rebeca descobriu sua identidade transgênero ao longo de um tratamento psiquiátrico, pelo qual passava para tratar surtos bipolares. Nessa fase, já tinha tentado o suicídio.</p>
<p> </p>
<p>Afastou-se do posto oito meses antes de pedir demissão, com respaldo do INSS. “Nos períodos em que a doença estava sob controle, ela desempenhava suas funções com destreza e exercia as atividades com grande empenho”, afirma a defesa.</p>
<p> </p>
<p>O assédio no trabalho atiçou “uma aguda crise de bipolaridade e surto psicótico, a ponto de que a empregada viesse a pedir demissão, já que não conseguia conviver com a indiferença com que era tratada e com o preconceito das pessoas”, diz a defesa.</p>
<p> </p>
<p>Em resposta enviada por sua assessoria de imprensa, o Banco do Brasil diz que “lamenta o ocorrido”. A instituição, segundo a nota, “repudia quaisquer práticas que configurem assédio, de qualquer natureza, e mantém essa determinação expressa em seu código de ética e nas normas de condutas que devem ser seguidas por seus funcionários”.</p>
<p> </p>
<p>O texto destaca que, em 2018, o banco aderiu aos Padrões de Conduta para Empresas no enfrentamento à discriminação de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais da ONU e à Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e de Gênero.</p>
<p> </p>
<p>O banco também diz que avalia se vai recorrer da decisão judicial.</p>
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<p>Fonte: Folha de São Paulo &#8211; 02/12<br />Escrito por: Anna Virginia Balloussier</p>
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