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	<title>Fundação Remédio popular &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Tarcísio quer acabar com a Fundação Remédio Popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 13:04:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Fundação Remédio popular]]></category>
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					<description><![CDATA[Governador de SP envia projeto para extinguir fundação que produz medicamentos de baixo custo para o SUS. Proposta prevê incorporação ao Instituto Butantan, que não está preparado para produzir medicamentos, mas sim vacinas. Podem faltar remédios contra hipertensão, por exemplo, na farmácia popular O&#160;governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas&#160;(Republicanos), protocolou na Assembleia Legislativa de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-c82694a8b53dc3fe390675a3545a8572">Governador de SP envia projeto para extinguir fundação que produz medicamentos de baixo custo para o SUS. Proposta prevê incorporação ao Instituto Butantan, que não está preparado para produzir medicamentos, mas sim vacinas. Podem faltar remédios contra hipertensão, por exemplo, na farmácia popular</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas&nbsp;(Republicanos), protocolou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que prevê a&nbsp;<strong>extinção da Fundação para o Remédio Popular (FURP)</strong>, responsável pela produção de cerca de 40 tipos de medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto, de apenas duas páginas, propõe que as atividades, contratos, funcionários e bens da fundação sejam incorporados pelo&nbsp;Instituto Butantan&nbsp;— o que, na prática, pode representar o&nbsp;<strong>fim da produção pública de remédios essenciais e de baixo custo no estado</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o projeto tramita em regime de urgência,&nbsp;<strong>uma audiência pública na Alesp debate o impacto da proposta</strong>, que pode resultar em desemprego, desabastecimento e privatização de parte da produção de medicamentos do SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criada nos anos 1990, a FURP é responsável por fornecer medicamentos fundamentais para <strong>hipertensão, antibióticos, remédios para HIV, tuberculose e imunossupressores</strong>, além de produtos amplamente usados em programas públicos como o&nbsp;<strong>Dose Certa</strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>Farmácia Popular</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os trabalhadores, a fundação tem estrutura para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, mas atualmente funciona apenas em um turno de oito horas. Em 2015, a produção era três vezes maior, com entrega de 2,5 bilhões de unidades de medicamentos por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a audiência, vereadores de São Paulo e Guarulhos, deputados estaduais e representantes dos trabalhadores criticaram a proposta do governo. A vereadora&nbsp;<strong>Fernanda Curti</strong>&nbsp;(PT-SP), de Guarulhos, repudiou o fechamento da fundação e alertou para o impacto social e econômico na cidade: “Isso pode causar desemprego, porque há servidores públicos e também trabalhadores contratados pela CLT. O fim da FURP significará o fim de centenas de empregos diretos e indiretos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>representante dos trabalhadores da FURP, Alex Caetano</strong>, classificou o projeto como uma “falácia”. Segundo ele, a transferência das atividades para o Butantan não tem justificativa técnica: “O escopo do Butantan é totalmente diferente da FURP. O Butantan produz vacinas; a FURP, medicamentos. O que falta à FURP não é capacidade, é investimento. Hoje temos oito produtos de alto valor agregado que, sozinhos, justificam sua existência.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caetano também alertou para o risco de demissões em massa: “Eles falam em sub-rogar parte dos funcionários, apenas os envolvidos em contratos vigentes. Todo o resto entra em vacância e os cargos serão extintos. É uma roupagem bonita para algo cruel — uma extinção disfarçada.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deputada estadual&nbsp;<strong>Beth Sahão (PT)</strong>&nbsp;criticou a tramitação em regime de urgência e cobrou mais diálogo com a população: “Estamos falando de saúde pública. É inadmissível votar um projeto desses sem realizar audiências nas cidades afetadas e sem debater o impacto na vida das pessoas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para analistas e comentaristas do&nbsp;<em>Jornal TVT News</em>, o projeto de Tarcísio segue uma&nbsp;<strong>agenda de desmonte do setor público</strong>&nbsp;e favorece o setor privado. “O governador está indo atrás de qualquer coisa para fazer caixa, depois de conceder isenções bilionárias a empresários. Agora mira uma fábrica que fornece remédios para a população mais vulnerável”, afirmou a apresentadora Talita Galli.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornalista&nbsp;<strong>Laura Capriglioni&nbsp;</strong>destacou o caráter ideológico da medida: “Tarcísio está aplicando à risca o receituário neoliberal. Nada do que é público pode sobreviver. É a motosserra do Milei versão paulista. Fechar a FURP e entregar a produção de medicamentos a laboratórios privados é um crime contra a saúde pública.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do desmonte da fundação, os debatedores lembraram que o governo paulista&nbsp;<strong>isenta empresas do setor farmacêutico de impostos</strong>, o que amplia as suspeitas de favorecimento. “Ele beneficia duplamente esse setor: primeiro concede isenções fiscais, depois entrega uma produção estatal já estruturada para esses mesmos grupos”, apontou Girrana Rodrigues, repórter da TVT News.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de lei que extingue a FURP&nbsp;<strong>deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)</strong>&nbsp;e pode ser votado ainda esta semana, caso o regime de urgência seja mantido. Deputados da oposição tentam adiar a votação e exigir que o tema seja discutido também na&nbsp;<strong>Comissão de Saúde</strong>&nbsp;da Alesp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, trabalhadores e parlamentares prometem&nbsp;<strong>mobilização para impedir o fechamento da maior fabricante pública de medicamentos do estado de São Paulo</strong>, considerada estratégica para garantir o acesso a remédios baratos e de qualidade à população.</p>
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