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	<title>Falta de energia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Falta de energia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Apagão: especialistas apontam falência do modelo de privatização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 12:45:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Caos em São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[Queda da qualidade na distribuição de energia evidencia problema Especialistas ouvidos pela&#160;Agência Brasil&#160;apontam&#160;a falência do modelo de privatização do setor de distribuição elétrica no Brasil e a falta de planejamento da empresa concessionária Enel e da prefeitura como determinantes na demora da restauração da energia elétrica na capital paulista. Um apagão, iniciado na última sexta-feira [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-40724a74924dc89bd71004c85bce0780">Queda da qualidade na distribuição de energia evidencia problema</h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;apontam&nbsp;a falência do modelo de privatização do setor de distribuição elétrica no Brasil e a falta de planejamento da empresa concessionária Enel e da prefeitura como determinantes na demora da restauração da energia elétrica na capital paulista. Um apagão, iniciado na última sexta-feira (11), ainda atinge parte da capital paulista nesta quarta-feira (16).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o engenheiro eletricista Ikaro Chaves, a deterioração da qualidade da prestação de serviço na distribuição de energia elétrica, como observada em São Paulo, evidencia a falência do modelo do setor elétrico brasileiro, baseado na privatização e na regulação estatal do setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ano que vem, faz 30 anos que a primeira distribuidora foi privatizada, que foi a distribuidora do Espírito Santo. Já é tempo suficiente para a gente fazer uma avaliação desse modelo, se deu certo ou se não deu. E eu acho que está mais do que provado que ele não tem funcionado”, destacou Chaves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A questão principal aqui é que o modelo faliu. E por que o modelo faliu? Na verdade, porque é evidente: você está falando de um setor monopolista. Não é possível que a concorrência atue do ponto de vista de beneficiar o consumidor”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O engenheiro ressalta que a regulação do setor, executada por uma agência reguladora – que tem como função defender o interesse público no modelo privatizado do setor – também tem se mostrado falha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O custo com mão de obra não pode ser incorporado à&nbsp;tarifa. Esse é um custo que tem de ser administrado pela empresa. E, pelo menos, a justificativa que a própria Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] coloca é que isso visa a aumentar a eficiência. E como a concessionária vai aumentar a margem de lucro? Ela só pode aumentar reduzindo despesa. Ela vai reduzir a despesa no pessoal”, diz Chaves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, nos últimos seis meses&nbsp;a Enel desligou 227 empregados da área de manutenção, responsáveis pelo religamento da rede de energia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse modelo não tem funcionado. É um modelo que vai sempre no sentido da precarização do trabalho. E as pessoas esquecem que a manutenção é feita necessariamente por pessoas. Então, a manutenção preventiva, como a troca dos equipamentos, limpeza de isoladores, com a verificação, com termografia, enfim, toda manutenção preventiva é feita por pessoas”, diz Ikaro Chaves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, José Aquiles Baesso Grimoni, a demora na religação da rede elétrica da capital paulista está relacionada principalmente à falta de coordenação entre a concessionária e a prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o comitê de crise da cidade de São Paulo não funcionou. “À medida que a árvore cai e atinge a rede elétrica, pode ocasionar desligamento e aí você tem que retirar a árvore primeiro para poder fazer a recomposição da rede e energizar todas as casas. Faltou um pouco de coordenação, talvez o comitê de crise. É uma situação emergencial, então todos os envolvidos têm que sentar, conversar, planejar e agilizar a recomposição”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor ressalta que a solução apontada para os problemas de queda recorrentes de energia enfrentados na capital paulista é o enterramento da rede. No entanto, para realizar esse tipo de alteração, será necessário a atuação federal, estadual e municipal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tem que ter investimento da prefeitura, do estado&nbsp;e do governo federal para fazer esse enterramento, porque se deixar para a distribuidora de energia, ela vai querer repassar esses custos para os consumidores”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grimoni ressalta que a decisão pelo enterramento da rede elétrica pode enfrentar problemas de ordem política e econômica, já que o procedimento tem custo elevado e não ganha grande visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O problema todo é um pouco essa questão de estar enterrado, não dá voto isso, você não vê, não inaugura. Então, tem um lado político também. O cobertor é curto, como dizem. Mas eu acho que o problema não é técnico. O problema é político e econômico”.</p>
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		<title>Enel, privatização, Tarcísio e Nunes são alvos de críticas após 40 horas sem energia em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 11:50:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Enel]]></category>
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		<category><![CDATA[privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[Na capital paulista, mais de 1 milhão estão sem eletricidade desde sexta (3). Sobram críticas à Enel, concessionária do serviço privatizado, e à omissão de Tarcísio e Nunes, que trabalham pela privatização da Sabesp O descaso da concessionária Enel no atendimento aos mais de 1 milhão de consumidores após mais de 40 horas sem energia [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Na capital paulista, mais de 1 milhão estão sem eletricidade desde sexta (3). Sobram críticas à Enel, concessionária do serviço privatizado, e à omissão de Tarcísio e Nunes, que trabalham pela privatização da Sabesp</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O descaso da concessionária Enel no atendimento aos mais de 1 milhão de consumidores após mais de 40 horas sem energia elétrica na capital despertam críticas à privatização de serviços essenciais e a seus defensores, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), em campanha pela venda da Sabesp. O apagão que começou após a forte chuva desta sexta-feira (3) ainda afeta grande parte da Vila Prudente, Aricanduva, Penha, Vila Alpina, Santo Amaro, Campo Limpo, Guarapiranga, além de Osasco, Santo André e Carapicuíba, entre outros pontos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda há árvores caídas em diversos bairros, assim como placas retorcidas em calçadas, entre outros estragos. Moradores relatam também o esforço de subir e descer até 20 andares devido a falta de geradores. E quando há esses equipamentos, falta o acesso a óleo diesel para fazê-los funcionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem elevador e com comida estragando</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com serviço de atendimento ao consumidor desligado desde a noite de sexta, a Enel deixa paulistas indignados. Tanto com o desencontro de informações como também pela perda de alimentos nas geladeiras. “Estou indignada porque desde sexta não consigo tomar banho quente, alimentos na geladeira já começam a estragar. E por ter de subir e descer 18 andares pelas escadas, sem iluminação de emergência ou bateria no celular, já que meu prédio está sem elevador funcionando”, diz a bancária Gabriela Capo de Rosa, da Vila Prudente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse episódio é representativo dos efeitos da privatização de serviços essenciais, com empresas preocupadas apenas com o lucro. Empresas como a Enel não fazem investimentos, deixam tudo sucatear, estão despreparadas para enfrentar situações assim, abandonam os consumidores e o governador e o prefeito lavam as mãos”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Enel teve sede incendiada no Chile</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A concessionária afirma que as regiões mais afetadas foram as zonas sul e oeste, embora haja relatos de falta de energia nas zonas leste e norte. Há ainda 1 milhão de endereços sem luz na cidade. A previsão é que o fornecimento de energia seja restabelecido até esta terça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De origem italiana, a Enel teve sua sede incendiada em 20 de outubro de 2019, durante protestos no Chile. Manifestantes atearam fogo no prédio na capital Santiago contra os aumentos na tarifa de energia elétrica superiores a 15% naquele ano, apesar da má qualidade do serviço oferecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governador Tarcísio de Freitas lamentou as seis mortes causadas pela tempestade, que descrevendo-o como extremo, e elogiou os esforços da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Sabesp na restauração do fornecimento de água em áreas afetadas pelos cortes de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autoridades se omitem e responsabilizam o clima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito Ricardo Nunes visitou o Centro de Operações da Enel no sábado (4) e mencionou que São Paulo não enfrentava rajadas de vento como as que atingiram a cidade, conforme dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura. O prefeito relatou que 1.470 funcionários foram mobilizados para lidar com o corte e a poda de árvores, e 1.900 estão envolvidos em operações de limpeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sábado (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o fornecimento de energia para não prejudicar os alunos que fazem o Enem em São Paulo domingo. Após conversar com representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Educação, Camilo Santana, garantiram fornecimento de energia elétrica nos locais de prova.</p>
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