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	<title>falsa abolição &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>falsa abolição &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>A escravidão não acabou no Brasil: a falsa abolição de 13 de maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[falsa abolição]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
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					<description><![CDATA[“13 de maio a Falsa Abolição, dos escravos A princesinha nos livrou e nos condenou O sistema fez ela passar como adoradora Não nos deu educação e nem informação Lei do sexagenário ai foi tiração Libertaram os negros velhos, sem nenhuma condição Lei do Ventre livre ou do condenado Pequenos negros sem pai, para todos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“13 de maio a Falsa Abolição, dos escravos<br />
A princesinha nos livrou e nos condenou<br />
O sistema fez ela passar como adoradora<br />
Não nos deu educação e nem informação</p>
<p>Lei do sexagenário ai foi tiração<br />
Libertaram os negros velhos, sem nenhuma condição<br />
Lei do Ventre livre ou do condenado<br />
Pequenos negros sem pai, para todos os lados”</p>
<p>(Falsa abolição – Tarja preta)</p>
<p>Muita gente aprendeu na escola que a assinatura da Lei &Aacute;urea, em 13 de maio de 1888, foi uma &ldquo;bondade&rdquo; do Imp&eacute;rio da &eacute;poca, pois &ldquo;libertou&rdquo; os negros do Brasil. H&aacute;, basicamente, dois equ&iacute;vocos nesse pensamento: o primeiro &eacute; que soltar milhares de v&iacute;timas da mais degradante e repugnante forma de explora&ccedil;&atilde;o, sem garantir m&iacute;nimas condi&ccedil;&otilde;es de vida (emprego e moradia, por exemplo), s&oacute; serviu para alterar os mecanismos de opress&atilde;o contra a popula&ccedil;&atilde;o negra.</p>
<p>O segundo equ&iacute;voco &eacute; pensar que extinguir oficialmente a escravid&atilde;o fez com que ela deixasse de existir no Brasil. Passados 127 anos da promulga&ccedil;&atilde;o da lei, novos casos de trabalhadores (n&atilde;o apenas negros) em condi&ccedil;&otilde;es de escravid&atilde;o s&atilde;o descobertos cotidianamente.</p>
<p>&ldquo;A cada ano, milhares de trabalhadores pobres s&atilde;o recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condi&ccedil;&otilde;es degradantes de servi&ccedil;o ou impedidos de romper a rela&ccedil;&atilde;o com o empregador. N&atilde;o raro, permanecem sem poder se desligar do empregador at&eacute; que terminem a tarefa para a qual foram aliciados, sob amea&ccedil;as que v&atilde;o de torturas psicol&oacute;gicas a espancamentos e assassinatos&rdquo;, alerta o jornalista Leonardo Sakamoto, em artigo de seu blog.</p>
<p>E a falsa aboli&ccedil;&atilde;o lembrada neste 13 de maio pode ser tornar ainda pior no Brasil, caso seja aprovado o Projeto de Lei (PL) 4330, que prev&ecirc; a terceiriza&ccedil;&atilde;o total de servi&ccedil;os e a precariza&ccedil;&atilde;o ainda maior das condi&ccedil;&otilde;es de emprego. &ldquo;O trabalho an&aacute;logo ao escravo em 90% dos casos &eacute; de terceirizados&rdquo;, afirma o auditor fiscal e pesquisador da Unicamp Vitor Filgueiras, baseado em dados do Departamento de Erradica&ccedil;&atilde;o do Trabalho Escravo do Minist&eacute;rio do Trabalho.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><strong>Combate ao racismo</strong></span></p>
<p>O movimento negro organizado passou a usar o 13 de maio como um dia de combate ao racismo, ainda existente em grande escala no Brasil, e celebrar o dia 20 de novembro como dia da consci&ecirc;ncia negra. A data marca a morte de Zumbi, que liderou a resist&ecirc;ncia do Quilombo dos Palmares.</p>
<p>Batalhar contra a redu&ccedil;&atilde;o de direitos trabalhistas, redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal, viol&ecirc;ncia policial, chacinas, torturas, nega&ccedil;&atilde;o de acesso &agrave; universidade e sucateamento do ensino p&uacute;blico s&atilde;o caminhos para uma verdadeira vida livre. As conquistas para o povo s&oacute; acontecem com muita luta e unidade da classe trabalhadora!</p>
<p>Crédito: ilustração: Latuff<br />Fonte: Imprensa SEEB Santos e Região</p>
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