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	<title>fadiga &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>fadiga &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<item>
		<title>Lei passa a definir fibromialgia como deficiência em todo o país</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/lei-passa-a-definir-fibromialgia-como-deficiencia-em-todo-o-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 06:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[dores]]></category>
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		<category><![CDATA[Fibromialgia]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 15.176/2025]]></category>
		<category><![CDATA[pessoa com deficiência (PcD)]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Único de Saúde (SUS)]]></category>
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					<description><![CDATA[Síndrome crônica provoca dores, fadiga, ansiedade e depressão. A partir de janeiro de 2026, quem têm fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência (PcD). A Lei 15.176, de 2025, que determina a medida, foi publicada nesta quinta-feira (24/7) no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-55d2196ab5d3f8045652dcc86ba3a065">Síndrome crônica provoca dores, fadiga, ansiedade e depressão.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de janeiro de 2026, quem têm fibromialgia passará a ser considerado pessoa com deficiência (PcD). A Lei 15.176, de 2025, que determina a medida, foi publicada nesta quinta-feira (24/7) no Diário Oficial da União, após ser sancionada sem vetos pelo <strong>presidente Luiz Inácio Lula da Silva</strong>. A aprovação pelo Congresso Nacional ocorreu no último dia 2 de julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma passa a valer 180 dias após a publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibromialgia é uma síndrome que provoca dores nos músculos, nas articulações, tontura, fadiga, ansiedade e depressão, e não tem origem conhecida. A origem está na chamada “sensibilização central”, uma disfunção em que os neurônios ligados à dor tornam-se excessivamente excitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os direitos que serão estendidos às pessoas com fibromialgia estão cotas em concursos públicos e isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma equipe de saúde, com médicos e psicólogos, terá que atestar a limitação da pessoa para participação em atividades em igualdade com as outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Distrito Federal, por exemplo, quem tem fibromialgia já pode ser considerado com deficiência. Agora a lei vale para todos o país. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem possui a síndrome.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Efeitos da covid: O que causa falta de ar e fadiga após covid-19</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/efeitos-da-covid-o-que-causa-falta-de-ar-e-fadiga-apos-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de ar]]></category>
		<category><![CDATA[sequelas]]></category>
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					<description><![CDATA[Ambos os sintomas estão entre os principais da covid longa (ou persistente), condição de saúde prolongada que afeta mais mulheres, obesos e idosos após a infecção pelo coronavírus ser curada A falta de ar é uma sequela enfrentada por um em cada quatro pacientes infectados por covid-19, mas o impacto vai bem além dos pulmões. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ambos os sintomas estão entre os principais da covid longa (ou persistente), condição de saúde prolongada que afeta mais mulheres, obesos e idosos após a infecção pelo coronavírus ser curada</p>
<p></p>
<p>A falta de ar é uma sequela enfrentada por um em cada quatro pacientes infectados por covid-19, mas o impacto vai bem além dos pulmões.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;O oxigênio é a gasolina do nosso carro. Se ele estiver em níveis muito baixos, nenhum dos órgãos do corpo funciona corretamente&#8221;, explica Irma de Godoy, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>
<p> </p>
<p>E a principal sequela associada à falta de ar é conhecida como fadiga, uma espécie de cansaço intenso que afeta 58% dos pacientes, segundo um amplo levantamento de pesquisadores dos Estados Unidos, da Suécia e do México.</p>
<p> </p>
<p>As pessoas afetadas passam a ter dificuldade para realizar tarefas cotidianas, andar, trabalhar ou mesmo trocar de roupa, em casos mais graves.</p>
<p> </p>
<p>Em geral, a falta de ar é o principal motivo que leva pessoas com covid-19 a procurar atendimento médico, segundo pesquisa realizada com quase 5 mil pessoas na Suécia.</p>
<p> </p>
<p>Ela costuma ocorrer quando os pulmões estão lutando contra a invasão do coronavírus, mas pode estar ligada também a fatores cardiovasculares, emocionais, neuromusculares e sociais, entre outros.</p>
<p> </p>
<p>A fadiga, por outro lado, pode ser uma resposta persistente do corpo humano ao vírus mesmo quando a infecção já ficou para trás. No caso de uma pneumonia, esse forte cansaço pode durar até seis meses.</p>
<p> </p>
<p>Mas esses dois sintomas são tão interligados que alguns pacientes usam os termos cansaço, fadiga, fôlego curto ou falta de ar para descrever a mesma coisa.</p>
<p> </p>
<p>Ambos os sintomas estão entre os principais da covid longa (ou persistente), uma condição de saúde prolongada que afeta mais mulheres, obesos e idosos, segundo estudo liderado por pesquisadores do King&#8217;s College London.</p>
<p> </p>
<p>Como ocorre com outras sequelas da covid, o tratamento costuma ser paliativo e semelhante ao adotado para pacientes de outras infecções virais graves.</p>
<p> </p>
<p>No caso da falta de ar, a fisioterapeuta intensivista Laura Teixeira, que atua em UTIs de hospitais da rede pública e privada de Salvador, explica que o objetivo principal da fisioterapia nesses casos é a estabilização do paciente, tratando e evitando atrofias, complicações respiratórias e dor.</p>
<p> </p>
<p>A recuperação costuma começar durante a internação hospitalar e durar até três semanas, mas há diversos relatos de pessoas que não passaram por hospitais e vivem por meses com falta de ar e fadiga.</p>
<p> </p>
<p>É o caso da artista têxtil Flavia Lhacer, de 37 anos. Ela contou à BBC News Brasil que foi infectada em novembro de 2020, quando teve tosse, dor de cabeça e um mal-estar constante por dez dias.</p>
<p> </p>
<p>Não chegou a ser hospitalizada e considerava seu quadro leve, já que após 15 dias voltou à vida normal. Mas tentou fazer yoga de novo e percebeu o quanto sente dificuldade por causa de sua respiração curta: &#8220;É muito difícil puxar todo o ar que preciso&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Três meses depois, voltou a sentir sintomas da época da infecção, como um enorme cansaço, e agora enfrenta mais um: o cabelo começou a cair em tufos durante o banho.</p>
<p> </p>
<p>Situações como essa podem ser agravadas por diversos fatores, diferentes de uma pessoa para outra, como longas jornadas de trabalho, ansiedade, sedentarismo, estresse e excesso de responsabilidades.</p>
<p> </p>
<p>A BBC News Brasil reúne abaixo as possíveis causas para a falta de ar e a fadiga, e o que pode ser efeito para tentar atenuar os sintomas (paliativo) ou mesmo acabar com eles, segundo especialistas.</p>
<p> </p>
<p>Mas a primeira coisa a ser feita, segundo o NHS (o sistema de saúde pública do Reino Unido, como o SUS brasileiro), é reconhecer que a fadiga é real e ser respeitoso consigo mesmo. &#8220;Por ser invisível, ela nem sempre é totalmente compreendida. E, até ser vivenciada, pode ser difícil entender o impacto da fadiga e quão debilitante ela pode ser.&#8221;</p>
<p> </p>
<p><strong>O que é a falta de ar e por que ela ocorre</strong></p>
<p>O sistema respiratório humano é constituído principalmente por pulmões, vias aéreas e músculos respiratórios. Seu principal processo é a ventilação pulmonar, conhecida popularmente como respiração, e mira o equilíbrio do estoque de oxigênio e gás carbônico no organismo.</p>
<p> </p>
<p>A troca de um gás pelo outro no sangue ocorre no interior dos alvéolos pulmonares durante a inspiração e a expiração. O oxigênio que chega será levado pela corrente sanguínea a fim de &#8220;abastecer&#8221; o restante do corpo.</p>
<p> </p>
<p>Durante a inspiração, o oxigênio é absorvido pelas vias respiratórias e segue para os pulmões, e a musculatura do diafragma e os músculos intercostais se contraem.</p>
<p> </p>
<p>O diafragma desce, e sobem as costelas, aumentando a caixa torácica. No sentido oposto, durante a expiração a musculatura do diafragma e músculos intercostais relaxam, o diafragma sobe de novo e as costelas abaixam, diminuindo a caixa torácica e eliminando o gás carbônico.</p>
<p> </p>
<p>Godoy explica que &#8220;a força da caixa torácica é fundamental para expandir o pulmão ao respirar&#8221;. E, quando não há um equilíbrio entre receptores das vias aéreas, pulmões e a estrutura da parede torácica, os sinais de que há algum problema começam a aparecer.</p>
<p> </p>
<p>Isso pode acontecer no pulmão com covid-19 por diversos motivos, como coágulos ou edemas. &#8220;Quando infectadas pelo coronavírus, as células dos alvéolos sofrem alterações importantes que levam à sua morte, desencadeando um processo de inflamação e edema pulmonar (excesso de líquido) que impedem as trocas gasosas, culminando com a insuficiência respiratória&#8221;, explicou Marisa Dolhnikoff, pesquisadora e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista recente à BBC News Brasil.</p>
<p> </p>
<p>Um dos principais indícios de problemas respiratórios na covid-19 (mas não o único) é o nível de saturação de oxigênio no sangue, que normalmente oscila entre 95% e 100%.</p>
<p> </p>
<p>Quando ele está abaixo de 90%, diz Godoy, &#8220;há indicação de suplementação de oxigênio, e é por isso que está faltando oxigênio em vários locais do Brasil&#8221;, tamanha a quantidade de pacientes com covid no país com esse quadro de falta de ar.</p>
<p> </p>
<p>A medição da saturação de oxigênio tem sido um dos principais fatores também para avaliar a gravidade do quadro de saúde.</p>
<p> </p>
<p>Durante a pandemia, houve um aumento da procura por oxímetro, um pequeno aparelho que mede a oxigenação. Especialistas afirmam que isso só deve ser feito sob orientação médica, já que o nível de oxigênio é apenas um dos parâmetros usados para avaliar pacientes.</p>
<p> </p>
<p>A falta de ar (ou dispneia) pode ser causada por diversos fatores, e o risco de agravamento é grande.</p>
<p> </p>
<p>Sua identificação não se resume à medição da saturação de oxigênio, já que há pacientes que não sentem falta de ar mesmo com níveis baixos de oxigenação.</p>
<p> </p>
<p>Essa é a chamada &#8220;pneumonia silenciosa&#8221;, que pode ser explicada pela formação de coágulos ou pelo ataque do coronavírus a células que ajudam os alvéolos a funcionarem normalmente, levando a uma escassez de oxigênio no sangue (hipoxemia) sem o acúmulo de gás carbônico (que levaria à sensação de falta de ar).</p>
<p> </p>
<p>De todo modo, Godoy explica que &#8220;a sensação de dispneia é definida pelo paciente&#8221;. Ele pode apresentar alguns sinais clínicos, como precisar fazer um esforço maior para respirar e frequência respiratória ascendente, o que pode levar o médico a inferir que ele está com falta de ar. Mas a percepção é do paciente (embora isso não significa que ele deva fazer um autodiagnóstico).</p>
<p> </p>
<p>Há cinco níveis de dispneia, segundo o Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido. Eles vão de sentir falta de ar apenas em exercícios físicos intensos até enfrentar dificuldades para trocar de roupa. No nível intermediário, a falta de ar surge em caminhadas curtas no ritmo habitual de cada pessoa.</p>
<p> </p>
<p>Autoridades de saúde dos Estados Unidos e do Reino Unido recomendam ficar atento a sinais como aperto no peito, tornozelos inchados, falta de ar que piora ao se movimentar, fala confusa e cor azulada nos lábios ou dedos.</p>
<p> </p>
<p>No caso da falta de ar associada à covid-19, nem todo mundo vai ter a mesma gravidade. &#8220;Há pacientes com 25% ou 10% do pulmão acometido. Os pacientes que têm insuficiência respiratória mais grave são aqueles que têm mais de 50%&#8221;, afirma Godoy.</p>
<p> </p>
<p>Segundo um estudo publicado na South African Medical Journal, as causas da falta de ar ainda não estão claras.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, o desconforto surge geralmente como resultado de algum comprometimento do sistema respiratório, cardiovascular, assim como pode ser atribuído a distúrbios como metabólicos, neuromusculares ou condições psicogênicas.</p>
<p> </p>
<p>Um estudo liderado pelo King&#8217;s College London, no Reino Unido, com base nos dados coletados por meio de um aplicativo, mostrou que 82% dos pesquisados acima de 18 anos apresentaram fadiga como um dos principais sintomas.</p>
<p> </p>
<p>A falta de ar foi relatada por 23% das pessoas com menos de 18 anos, 39% entre 18 e 65 anos e 34% aos que têm mais de 65 anos de idade.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tratamento e reabilitação</strong></p>
<p>A abordagem das equipes de saúde com pacientes que têm falta de ar envolve o combate à infecção, o cuidado com os sintomas e a reabilitação.</p>
<p> </p>
<p>No caso do novo coronavírus, não existe atualmente um antiviral específico usado em larga escala que iniba a ação do vírus. Por isso, o tratamento visa principalmente as consequências da infecção.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Não é que nós estamos tratando a doença, nós estamos permitindo que o paciente sobreviva para que aquela doença se resolva&#8221;, explica Godoy.</p>
<p> </p>
<p>Uma delas é a tempestade de citocinas, uma espécie de reação exagerada do sistema imunológico contra o vírus que tem o efeito inverso e faz mal ao próprio corpo, ao inundar o pulmão de fluidos, ampliar a inflamação, abrir brechas para outras infecções e agravar a falta de ar.</p>
<p> </p>
<p>Estudos científicos apontaram que o uso do corticoide dexametasona pode frear esse processo inflamatório desregulado em pacientes com insuficiência respiratória grave.</p>
<p> </p>
<p>Mas corticoides podem ter como efeito colateral uma interferência na composição dos músculos respiratórios, e pacientes que deixam a UTI podem ficar com a musculatura fraca.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Além desse medicamento, às vezes, é preciso ajuda de aparelhos para respirar. Esses equipamentos podem ser invasivos ou não. O objetivo é ganhar tempo para que o pulmão consiga se recuperar. Junto com isso, podemos usar o corticoide, que ajuda os pacientes a ter uma recuperação mais rápida&#8221;, explica Godoy.</p>
<p> </p>
<p>Para a pneumologista, o ideal é que esses pacientes comecem a reabilitação respiratória e geral (do corpo inteiro) ainda na UTI. Mas nem sempre essas unidades de saúde contam com fisioterapeutas.</p>
<p> </p>
<p>A reabilitação para as pessoas que passam um tempo na UTI pode ser difícil e prolongada. São comuns distúrbios de sono e fadiga severa, além de descondicionamento muscular, ansiedade, depressão e problemas de memória.</p>
<p> </p>
<p>Outra possibilidade é a síndrome pós-terapia intensiva, caracterizada por sintomas como declínio cognitivo, fraqueza muscular, problemas de equilíbrio, sintomas de ansiedade e depressão.</p>
<p> </p>
<p>A reabilitação fisioterápica possui alguns protocolos a depender da doença, mas no geral cabe ao fisioterapeuta controlar a ventilação do paciente, evitar complicações cardiorrespiratórias, utilizar técnicas como a de alternância de decúbitos (mudança do posicionamento do paciente, como colocá-lo de bruços para ampliar o fluxo sanguíneo e reduzir danos aos pulmões) para melhorar a oxigenação.</p>
<p> </p>
<p>A reabilitação pulmonar, especificamente, tem papel fundamental no enfrentamento da doença, prevenção de mortes e na recuperação.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Após estabilização do paciente, quando passado o processo inflamatório, e o pulmão já entra em fase de recuperação, nós entramos na fase de reabilitação e recondicionamento pulmonar e do restabelecimento de sua funcionalidade e autonomia&#8221;, explica a fisioterapeuta intensivista Laura Teixeira à BBC News Brasil.</p>
<p> </p>
<p>Mas as particularidades da fisioterapia têm levado especialistas a defender algumas mudanças (possíveis) a fim de evitar a disseminação do vírus, já que profissionais de saúde estão entre os grupos mais afetados pela doença.</p>
<p> </p>
<p>Uma das saídas que ganharam força durante a pandemia foi a telereabilitação, modalidade de reabilitação à distância utilizando comunicação entre profissionais de saúde e pacientes via celular, tablet ou computador.</p>
<p> </p>
<p>Parte dos profissionais e dos hospitais brasileiros tem se aprofundado no estudo e na disseminação de exercícios possíveis de serem feitos em casa pelo próprio paciente (com auxílio ou não de familiares).</p>
<p> </p>
<p>Algumas dessas instituições criaram &#8220;ambulatórios pós-covid&#8221;, voltados ao monitoramento de pacientes que tiveram diagnóstico grave para covid-19 e que já receberam alta.</p>
<p> </p>
<p>Segundo Godoy, idealmente todos os pacientes com comprometimento pulmonar durante internação deveriam ser acompanhados por pneumologistas após receberem alta hospitalar e, se indicado, passarem por reabilitação com fisioterapeutas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Por que a fadiga ocorre e o que pode ser feito</strong></p>
<p>O que conhecemos por cansaço geralmente está associado a situações cotidianas ou muito específicas, como exercício físico e excesso de trabalho doméstico. Mas também é comum em infecções, principalmente causadas por vírus, e não cessa mesmo que a pessoa descanse.</p>
<p> </p>
<p>É o caso da síndrome da fadiga crônica (neuromielite miálgica), que costuma aparecer após infecções causadas por vírus como o Epstein-Barr (da mononucleose) e o Sars-CoV-2 (da covid-19).</p>
<p> </p>
<p>O cansaço é tão intenso para pode ser acompanhado, por exemplo, de dores em músculos e articulações e dificuldade de memória ou atenção.</p>
<p> </p>
<p>Estudos apontam que essa é a principal sequela relatada por pacientes com covid-19. Segundo dados analisados pelo King&#8217;s College London, a fadiga afetou oito em cada dez pessoas infectadas.</p>
<p> </p>
<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fadiga crônica é mais comum em mulheres por volta dos 40 e 50 anos. Essa condição pode ser desencadeada durante infecções, mas as causas não estão claras.</p>
<p> </p>
<p>Além das doenças respiratórias, a SBR lista hipóteses como depressão, anemia por deficiência de ferro, hipoglicemia (baixa concentração de glicose), mononucleose (infecção viral), disfunções glandulares e doenças autoimunes (como lúpus).</p>
<p> </p>
<p>Os especialistas também não sabem explicar por que esse cansaço intenso continua em alguns pacientes mesmo depois que a infecção foi curada. E nem por que esse quadro, que costuma durar pelo menos 6 meses (segundo a Universidade Harvard, nos Estados Unidos), vai embora.</p>
<p> </p>
<p>Há diversas dúvidas também sobre possíveis tratamentos, que na grande maioria das vezes aliviam sintomas, mas não são capazes sozinhos de encerrar esse quadro.</p>
<p> </p>
<p>Após avaliar individualmente o paciente, um médico pode recomendar, por exemplo, reabilitação fisioterápica, analgésicos comuns, mudanças na alimentação, antidepressivos, ansiolíticos, caminhadas, alongamento, técnicas de relaxamento (como meditação) e boas noites de sono.</p>
<p> </p>
<p>O NHS recomenda que os pacientes busquem novamente orientação médica caso a fadiga piore, não melhore depois de três meses ou surjam outros sintomas.</p>
<p>Fonte: Terra.com.br<br />Escrito por: Cristiane Martins &#8211; De Londres para a BBC News Brasil</p>
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