<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Nov -001 00:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Da violência doméstica ao desemprego, coronavírus é mais cruel com mulheres</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/da-violencia-domestica-ao-desemprego-coronavirus-e-mais-cruel-com-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Meninas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=9833</guid>

					<description><![CDATA[O cenário de pandemia traz medo, confusão, insegurança e desamparo a todos os que o vivenciam. Mas não se deixem enganar: as consequências geradas pela Covid-19 recairão prioritariamente sobre as mulheres, sobretudo aquelas em maior situação de vulnerabilidade Mulheres e meninas estão enfrentando um severo aumento da violência doméstica e sexual, em decorrência do isolamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cenário de pandemia traz medo, confusão, insegurança e desamparo a todos os que o vivenciam. Mas não se deixem enganar: as consequências geradas pela Covid-19 recairão prioritariamente sobre as mulheres, sobretudo aquelas em maior situação de vulnerabilidade</p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/pesquisa/mulheres/OR/t" target="_blank">Mulheres e meninas</a> estão enfrentando um severo aumento da violência doméstica e sexual, em decorrência do isolamento social &#8211; em quatro dias de confinamento, houve um aumento de 50% dos casos no RJ. Os serviços garantidos por lei lhes faltam a esta hora &#8211; em São Paulo, nas primeiras semanas de isolamento, os abortos legais foram postergados. Mulheres em trabalho de parto precisam parir sem acompanhante, e com acesso a serviços médicos ainda mais restritos, aumentando as taxas de mortalidade materna &#8211; todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo.</p>
<p> </p>
<p>No âmbito financeiro, vislumbram dificuldades com renda e desemprego, sendo maioria em ocupações informais mal remuneradas (71% das empregadas domésticas não têm carteira assinada, portanto estão descobertas pela legislação em momentos de calamidade como agora). Vivem a sobrecarga com os cuidados domésticos e dos filhos. E, agora, dos doentes não hospitalizados.</p>
<p> </p>
<p>Um cenário de pandemia traz medo, confusão, insegurança e desamparo a todos os que o vivenciam. Mas não se deixem enganar: as consequências geradas pela <a href="https://santosbancarios.com.br/pesquisa/coronavirus/OR/t" target="_blank">Covid-19</a> recairão prioritariamente sobre as mulheres, sobretudo aquelas em maior situação de vulnerabilidade.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/covid-19-justica-determina-que-plano-de-saude-nao-pode-limitar-internacao" target="_blank">&gt;&gt;&gt; Covid-19: Justiça determina que plano de saúde não pode limitar internação</a></p>
<p> </p>
<p>Infelizmente, conceitos como equidade, segurança, autonomia e independência femininas, que se manifestaram em tantas ações e projetos nos últimos anos no Brasil, estão sendo descartados rapidamente como questões supérfluas diante da crise sanitária. O momento pede, de fato, foco para que a sociedade consiga conter mortes e infecções causadas diretamente pelo novo vírus. Só que agora, mais do que nunca, é urgente exigirmos uma consciência ampla do impacto agressivo &#8211; e de longo prazo &#8211; que uma pandemia trará.</p>
<p> </p>
<p>Basta olharmos para e aprendermos com o passado: o surto de Ebola em países africanos desenhou um cenário de terror para mulheres e meninas, com sequelas até mesmo no aumento da exploração sexual de crianças e adolescentes, bem como o maior número de casamentos de crianças (pois muitas perderam familiares e provedores), gravidezes precoces e casos de violência doméstica.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Base da sociedade</strong></span></p>
<p> </p>
<p>As questões são amplificadas pelo fato das mulheres serem frequentemente o principal &#8211; senão o único &#8211; pilar de apoio e sustentação de filhos, famílias e comunidade. São mães, esposas, enfermeiras, cozinheiras, professoras, faxineiras. Ao todo, 92% das pessoas (5,7 milhões) responsáveis pelo trabalho doméstico remunerado são mulheres, das quais 3,9 milhões são mulheres negras. Na base da pirâmide econômica, mulheres e meninas, principalmente as que vivem em situação de pobreza e pertencem a grupos marginalizados, dedicam gratuitamente 12,5 bilhões de horas todos os dias ao trabalho de cuidado. A instabilidade delas é a fragilidade de todos ao seu redor.</p>
<p> </p>
<p>O resultado pode ser um contexto em que as mulheres se tornem, dada a pressão econômica e social, presas, dependentes, paralisadas e impotentes. Perderemos a sensatez e salubridade da sociedade.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>A hora de agir</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Em momentos de emergência como o atual, existe uma maior facilidade à tomada de decisões drásticas. Acordos que demorariam anos são feitos em poucas horas. Estes momentos catalisadores geralmente têm sequelas catastróficas para as mulheres a longo prazo, mas se tiverem lentes de gêneros, de raça, de classe e outras intersecções, podem ter resultados positivos. Vejam como, empurrada pela necessidade da quarentena, São Paulo enfim liberou o Boletim de Ocorrência on-line para ser feito em casos de violência doméstica.</p>
<p> </p>
<p>É por isso que não podemos deixar a questão da mulher para depois. Precisamos discutir agora, enquanto as decisões estão sendo tomadas, para que sejam compatíveis com a sociedade na qual queremos viver. E na qual queremos permanecer vivas.</p>
<p> </p>
<p>E existem muitas ações possíveis de serem tomadas e todos os atuantes da sociedade &#8211; setor privado, setor público, sociedade civil organizada e não-organizada &#8211; têm seu papel e sua responsabilidade nessa frente. Mais do que nunca, precisamos nos unir e mostrar que nosso compromisso com essa agenda é inegociável.</p>
<p> </p>
<p>As organizações irmãs Think Olga e Think Eva lançaram o relatório &#8220;Mulheres e Pandemia: Os Agravantes de Desigualdes, Os Catalisadores de Mudanças&#8221; com os principais desafios das mulheres frente à crise econômica e de saúde que vivemos, bem como alguns possíveis caminhos que estão fazendo a diferença no mundo.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/o-coronavirus-pode-causar-outra-epidemia-que-devemos-evitar-depressao" target="_blank">&gt;&gt;&gt; O coronavírus pode causar outra epidemia que devemos evitar: depressão</a></p>
<p>Fonte: Coluna Leonardo Sakamoto  &#8211; 18/04/2020<br />Escrito por: Juliana de Faria &#8211; ornalista, é diretora de impacto das organizações irmãs Think Olga e Think Eva que têm a missão de sensibilizar a sociedade para as questões de gênero e intersecções, além de educar e instrumentalizar pessoas que se identifiquem como agentes de mudança na vida das mulheres</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
