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	<title>Estação Cidadania &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Estação Cidadania &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>20 anos de impunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 08:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Mães de Maio]]></category>
		<category><![CDATA[Massacre de 2006]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[O grito das Mães de Maio por justiça e penalização dos agentes do Estado Santos &#8211; O mês de maio de 2026 carrega o peso de um aniversário sombrio para a democracia brasileira. Há exatas duas décadas, o estado de São Paulo testemunhou um dos maiores massacres de sua história moderna. O que deveria ser [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-79bf8e35769966ef9ae2bdcc80705c98">O grito das Mães de Maio por justiça e penalização dos agentes do Estado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Santos &#8211; O mês de maio de 2026 carrega o peso de um aniversário sombrio para a democracia brasileira. Há exatas duas décadas, o estado de São Paulo testemunhou um dos maiores massacres de sua história moderna. O que deveria ser um período de memória e reparação, entretanto, consolidou-se como um marco de impunidade. Diante deste cenário, o Movimento Independente Mães de Maio convoca a sociedade para um ato político no dia 17 de maio, a partir das 15 horas, na Estação Cidadania, em Santos, reafirmando que a luta não é apenas por lembrança, mas pela penalização rigorosa dos agentes do Estado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O Massacre de 2006: A gênese do horror</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2006, sob o pretexto de retaliação a ataques de uma facção criminosa, agentes estatais promoveram uma onda de violência sem precedentes. Em apenas dez dias, mais de 500 pessoas — em sua vasta maioria jovens negros e moradores de periferia — foram executadas. Vinte anos depois, os &#8220;Crimes de Maio&#8221; permanecem como uma ferida aberta.</p>



<h5 class="wp-block-heading">As famílias denunciam uma engrenagem de omissão que se sustenta em três pilares:</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inquéritos Blindados:</strong> A maioria das investigações foi arquivada sem identificar os autores, criando um salvo-conduto para a letalidade policial.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Justiça Seletiva:</strong> A celeridade do Estado em punir a periferia contrasta com a lentidão proposital em julgar seus próprios agentes.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reparação Inexistente:</strong> Sem condenações, a Justiça é meramente simbólica, e o assassinato acaba institucionalizado como política de segurança.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Do ontem ao hoje: o ciclo da violência nas Operações Escudo e Verão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para as Mães de Maio, o massacre de 2006 nunca terminou; ele apenas mudou de nome e se institucionalizou. A falta de punição há duas décadas pavimentou o caminho para as recentes tragédias na Baixada Santista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados oficiais recentes reforçam essa continuidade do extermínio. Na Operação Escudo, em julho de 2023, iniciada em Guarujá, resultou em 28 mortes oficiais em 40 dias, tornando-se uma das ações mais letais desde o Carandiru. No final do mesmo ano e em 2024, a Operação Verão veio ainda mais sangrenta, acumulou um saldo de 56 mortos até abril de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somadas, essas operações deixaram ao menos 84 vítimas fatais em menos de um ano. O movimento alerta que esses números, já estarrecedores, ocultam denúncias graves de execuções sumárias, tortura e fraude processual — um modus operandi que se repete há 20 anos sob o manto do &#8220;combate ao crime&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-68018" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-1024x682.jpeg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-300x200.jpeg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-150x100.jpeg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-768x512.jpeg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-1100x733.jpeg 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-600x400.jpeg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1-20x13.jpeg 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-07-at-17.52.04-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Do Luto à Luta: A Exigência de Penalização</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Transformadas pela dor em defensoras de direitos humanos, essas mães e familiares trilharam um caminho doloroso para se tornarem agentes de denúncia internacional. Embora tenham conquistado marcos legislativos importantes — como a Lei Estadual nº 15.501/2014 (Semana das Vítimas de Violência) e a Lei Municipal 3.428 de Santos — o movimento enfatiza que leis não bastam se não houver fardas no banco dos réus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pauta atual é clara e urgente. É preciso a identificação, indiciamento e responsabilização criminal de cada agente envolvido nas mortes de 2006 e das operações recentes; o fim da justificativa automática de &#8220;confronto&#8221; sem investigação independente; a punição para oficiais e gestores públicos que planejam e autorizam operações baseadas na letalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mães seguirão sendo a pedra no sapato, pela sede de justiça que vela pelo descanso das almas dos nossos filhos! Queremos o fim das execuções e o fim do extermínio!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Reparação, memória, justiça e verdade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O julgamento da PEC 26, agendado para o simbólico 13 de maio, coloca o Estado brasileiro diante do espelho de sua própria omissão histórica e da urgência de uma reparação efetiva. Embora vivamos sob um Estado Democrático de Direito, a estrutura social permanece profundamente marcada pela abolição malfadada de 1888, que, longe de garantir liberdade, institucionalizou a exclusão ao privar a população preta e pobre do acesso à moradia, trabalho, saúde, educação e segurança dignas. Esse cenário é o reflexo direto de uma necropolítica que decide quem deve viver e quem pode morrer, perpetuando os malefícios da escravização sob novas roupagens burocráticas e violentas. Reparar esse legado não é apenas uma dívida financeira, mas uma necessidade ética de romper com a negação do direito de ser, de fato, cidadão e cidadã, assegurando que a verdade e a justiça prevaleçam sobre séculos de desumanização sistemática.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Convite à Mobilização</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ato do dia 17 de maio é um chamado à indignação coletiva. É uma oportunidade para a sociedade civil unir-se àqueles que, há duas décadas, transformaram o choro em estratégia de resistência. A luta das Mães de Maio é uma luta pelo direito ao não aniquilamento e pela construção de uma sociedade onde a vida na periferia tenha o mesmo valor que em qualquer outro lugar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Serviço: Ato Político &#8220;20 Anos Sem Resposta&#8221;</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>⦁ Data:</strong> 17 de maio (domingo)<br><br><strong>⦁ Horário:</strong> Concentração a partir das 15h<br><br><strong>⦁ Local:</strong> Estação Cidadania (Avenida Ana Costa, 340 – Santos/SP)<br><br><strong>⦁ Participação: </strong>Aberta a movimentos sociais e cidadãos comprometidos com os Direitos Humanos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lançamento de dois importantes livros na Estação da Cidadania</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/lancamento-de-dois-importantes-livros-na-estacao-da-cidadania/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Mendes: Um Grito no Ouvido do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura na Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento Literário]]></category>
		<category><![CDATA[O maior genocídio da história da humanidade - Resistência e Sobrevivência]]></category>
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					<description><![CDATA[Convidamos para o lançamento dos livros &#8220;O maior genocídio da história da humanidade &#8211; Resistência e Sobrevivência&#8217; e &#8216;Chico Mendes: Um Grito no Ouvido do Mundo&#8217;, nesta sexta-feira, 13 de março, às 19 horas, na Estação da Cidadania, localizada na avenida Ana Costa, 340, em Santos. Participe! Convidamos para o lançamento de dois importantes livros [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Convidamos para o lançamento dos livros &#8220;O maior genocídio da história da humanidade &#8211; Resistência e Sobrevivência&#8217; e &#8216;Chico Mendes: Um Grito no Ouvido do Mundo&#8217;, nesta sexta-feira, 13 de março, às 19 horas, na Estação da Cidadania, localizada na avenida Ana Costa, 340, em Santos. Participe!<br />
</p>
<p>Convidamos para o lançamento de dois importantes livros na Estação da Cidadania, a serem promovidos no dia 13 de março (sexta-feira), às 19 horas. Seguem abaixo informações a respeito das duas obras.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O maior genocídio da história da humanidade &#8211; Resistência e Sobrevivência &#8211; de autoria de Moema Viezzer e Marcelo Grondin </strong></span></p>
<p>Este livro trata de genocídio, resistência e sobrevivência, ante a saga dos povos originários das Américas, tendo sido publicado em 14 idiomas.</p>
<p>Fundamentado sobre estudos de historiadores e antropólogos de várias partes do continente, esta publicação traça um breve panorama do maior genocídio da história da humanidade que eliminou mais de 70 milhões de indígenas das Américas, particularmente entre os anos 1492 e 1900. O propósito principal desta obra, que abrange as regiões do Caribe, México, Andes, Brasil e Estados Unidos, é contribuir para que esta história seja conhecida por um público amplo e, muito especialmente, lideranças sociais e políticas, educadoras e educadores, e instituições de apoio aos povos originários, incluídos, naturalmente, lideranças dessas populações sobreviventes.</p>
<p> </p>
<p>Moem Viezzer é socióloga, educadora popular e ambiental. Autora de 8 livros, entre os quais, “Se me deixam falar”, com depoimentos da mineira boliviana Domitila, foi publicado em 14 idiomas.</p>
<p> </p>
<p>Marcelo Grondin é canadense, doutor em ciências sociais e pós doutor em Administração (USP). Escreveu 10 livros, entre os quais “Comunidad Andina, explotación calculada ” (1978) e “Cultura, Poder e Desenvolvimento no Haiti” (1985).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Chico Mendes: Um Grito no Ouvido do Mundo &#8211; de autoria de Nilo S. Melo Diniz</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Este livro relata em detalhes como a informação restrita ou controlada, no período da ditadura no Brasil (1964 a 1985), e mesmo anos depois, prejudicou o movimento em defesa da floresta e das comunidades extrativistas, tornando o nosso líder, reconhecido e premiado fora do Brasil, um ilustre desconhecido no seu próprio país. Mas o texto demonstra também como o crime cometido contra o seringueiro Chico Mendes significou, para a frustração de seus algozes. Este livro é, portanto, mais uma contribuição à reflexão e à ação que, este momento politicamente adverso, exige na luta dos Povos da Floresta, incluindo os povos indígenas, em defesa de seus territórios.</p>
<p>Nilo Diniz é sociólogo (ESP/SP), com mestrado em jornalismo (UnB). Foi diretor do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e assessor de Moema Viezzer no International Council for Adult Education–ICAE, quando o presidente de honra desse Conselho era Paulo Freire.</p>
<p> </p>
<p>Lançamento em Santos Dia 13 de março (sexta-feira), às 19 horas, na Estação da Cidadania.</p>
<p> </p>
<p>Durante o lançamento das dua obras em Santos haverá uma Roda de Conversa com os seus autores, que contará também com a participação de Ângela Mendes &#8211; liderança nacional dos trabalhadores extrativistas e filha do inesquecível ambientalista Chico Mendes.</p>
<p> </p>
<p>Haverá também a leitura dos manifestos da implantação do Observatório de Apoio e Defesa de Direitos dos Indígenas da Baixada Santista e do Núcleo Regional &#8220;Economia de Francisco&#8221;</p>
<p> </p>
<p><strong>&gt;&gt;</strong> <a href="https://www.facebook.com/events/s/lancamento-de-dois-importantes/3137621979583246/" target="_blank">Confirme presença no evento</a></p>
<p><img decoding="async" title="Lançamento de dois importantes livros na Estação da Cidadania" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2020/03/9690-1583830895.jpg" alt="Lançamento de dois importantes livros na Estação da Cidadania" /></p>
<p>Fonte: Divulgação Cidinha Santos</p>
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