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	<title>energia elétrica no país &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Governo negligencia sistema elétrico e já prevê apagão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Apagão]]></category>
		<category><![CDATA[energia elétrica no país]]></category>
		<category><![CDATA[negligência com a eletricidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Bolsonaro assinou decreto determinando o primeiro corte obrigatório no consumo de eletricidade no país. Especialistas apontavam os riscos de apagão desde o início do ano. Mas só agora o governo anuncia medidas para tentar evitar o pior Graças à negligência do governo federal, os brasileiros correm o risco de sofrer com o segundo apagão elétrico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bolsonaro assinou decreto determinando o primeiro corte obrigatório no consumo de eletricidade no país. Especialistas apontavam os riscos de apagão desde o início do ano. Mas só agora o governo anuncia medidas para tentar evitar o pior</p>
<p></p>
<p>Graças à negligência do governo federal, os brasileiros correm o risco de sofrer com o segundo apagão elétrico do País em duas décadas. Especialistas apontam que o governo subestimou a dimensão da crise – e, agora, corre contra o tempo para evitar medidas drásticas. Mas, com o sistema elétrico no limite, a gestão bolsonarista já conta os dias para o apagão e terá de impor racionamentos impopulares.</p>
<p> </p>
<p>Há dois meses, numa tentativa de aparentar controle a situação, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez pronunciamento em cadeia nacional para minimizar os riscos de um racionamento de energia no País. Nesta quarta-feira (25), porém, Bolsonaro assinou um decreto determinando o primeiro corte obrigatório no consumo de eletricidade no país. Órgãos públicos federais serão obrigados a reduzir uso de energia entre 10% e 20%.</p>
<p> </p>
<p>No fim do dia, uma nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou que é necessário aumentar a oferta de energia em 5,5 GWmed para garantir o suprimento de eletricidade a partir de setembro de 2021. Como na terça-feira (24) o País consumiu cerca de 73 GWmed de energia, será necessário tomar medidas para garantir um adicional de 7%. É mais do que a hidrelétrica de Itaipu, a maior do País, tem gerado todos os dias (pouco mais de 4 GW). A usina está com o nível baixo no seu reservatório e tem gerado o menor volume de energia em décadas.</p>
<p> </p>
<p>Especialistas apontavam os riscos de apagão desde o início do ano. Só agora, no entanto, o governo anuncia medidas para tentar evitar o pior, como a redução na vazão das hidrelétricas, a flexibilização nas margens de segurança na transmissão de energia e os incentivos à indústria para a redução do consumo de energia nos horários de pico.</p>
<p> </p>
<p>Na quarta, o ministro de Minas e Energia afirmou que o governo ainda vai estabelecer em setembro metas de redução do consumo para clientes residenciais e pequenos empreendimentos em troca de bônus, mas sem obrigatoriedade. Ainda assim, é alto o risco de interrupções no fornecimento de energia já neste segundo semestre – e a possibilidade de blecautes é cada vez maior.</p>
<p> </p>
<p>“O Brasil está operando no limite”, diz Roberto D’Araújo, diretor do Instituto Ilumina. “O governo está oferecendo um prêmio para a indústria reduzir o consumo no momento de pico, que é onde há problema e preocupação. Esse risco de apagão é a porta de entrada para o racionamento.”</p>
<p> </p>
<p>Os reservatórios do Centro-Sul do País já estão em níveis mais baixos dos que aqueles que 2001, quando houve racionamento de energia. O governo se viu obrigado a adotar medidas que, na prática, deixam o País mais vulnerável a blecautes nos horários de maior demanda, segundo D’Araújo.</p>
<p> </p>
<p>Exemplo disso são as mudanças na regras de segurança das linhas de transmissão, autorizadas sem alarde pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para incrementar em cerca de 30% a capacidade de transferência de energia do Norte e principalmente do Nordeste para Sudeste e Centro-Oeste. “As linhas de transmissão contam com uma segunda linha de redundância, caso haja problema com a primeira. Agora, as duas são usadas. Isso agrava a possibilidade de apagão.”</p>
<p> </p>
<p>Para o especialista, o plano do governo de reduzir a vazão das hidrelétricas do Nordeste para estocar mais água e aumentar a geração e o envio para o centro-sul na fase mais crítica da seca pode ser arriscada. Ele lembra que os lagos nordestinos só representam 20% da capacidade de armazenamento no País e são importantes para a segurança energética da região.</p>
<p> </p>
<p>Gustavo Carvalho, gerente de Preços e Estudos de Mercado da consultoria Thymus, concorda que a estratégia do governo aumenta as chances de blecaute para “cobrir demanda pontual de demanda”. Segundo ele, apesar de o País ter uma grande capacidade de geração energia, o desafio atual está na disponibilidade.</p>
<p> </p>
<p>“Se houver uma alta forte na demanda, as hidrelétricas são as que respondem mais rápido, o que não ocorre com as outras fontes – as renováveis e térmicas”, afirma. “A situação é crítica. Estamos operando no limite e adotando medidas conjunturais que são fundamentais nesse momento, pois, caso contrário, estaríamos em um racionamento iminente.”</p>
<p> </p>
<p>Conforme Carvalho, o nível médio dos reservatórios está hoje em cerca de 35%, bem abaixo da média de 80% dos últimos anos nessa época do ano. A previsão é que, em dezembro, o nível chegue a 16%, numa situação mais grave que de 2001. “Vamos depender do volume de chuvas no período úmido (verão) para saber se vamos ter racionamento ou não. Temos ainda o fenômeno La Niña, que pode atrasar o início do período de chuvas”, afirma ele, lembrando que a reabertura da economia tende a aumentar ainda mais o consumo de energia.</p>
<p>Crédito: Marcello Casal Junior/Agência Brasil<br />Fonte: Vermelho com O Globo</p>
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