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	<title>empréstimo na caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Governo quer privatizar penhor da Caixa, o que incentiva a agiotagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[A quebra do monopólio do penhor em projeto do governo deixa claro a intenção de privatizar a Caixa por partes. Primeiro foi a área de seguros, agora é o penhor. Além disso, o cidadão de baixa renda fica sem o empréstimo mais barato Violência, informalidade e juros altos: pode parecer que estamos falando de agiotagem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A quebra do monopólio do penhor em projeto do governo deixa claro a intenção de privatizar a Caixa por partes. Primeiro foi a área de seguros, agora é o penhor. Além disso, o cidadão de baixa renda fica sem o empréstimo mais barato</p>
<p></p>
<p>Violência, informalidade e juros altos: pode parecer que estamos falando de agiotagem ou de milícia, e no fim, pode ser isso mesmo. A volta das casas de penhor pode bagunçar ainda mais a vida do brasileiro médio, que vem perdendo progressivamente seu poder de compra desde 2016.</p>
<p> </p>
<p>Nesse sentido, há quem queira que o brasileiro volte a colocar peças de valor financeiro como relógios, alianças e canetas &#8211; que muitas vezes têm alto valor afetivo &#8211; &#8220;no prego&#8221;, como se falava antigamente.</p>
<p> </p>
<p>Isso porque o Projeto de Lei 4188/2021, de autoria do Poder Executivo, tira da Caixa Econômica Federal a exclusividade de transações desse tipo &#8211; um monopólio que existe desde 1934 pelo Decreto nº 24.427.</p>
<p> </p>
<p>Segundo Renato Leite Marcondes, professor da Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto da USP, o decreto veio no bojo de uma forte crise econômica decorrente da quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929.</p>
<p> </p>
<p>Em seu artigo &#8220;Malogro da fortuna: Política de crédito, hipotecas e Caixas Econômicas na década de 1930&#8221;, o professor explica que &#8220;A Grande Depressão da década de 1930 conduziu o governo brasileiro a modificar a legislação sobre o sistema financeiro, como a lei da usura e do reajustamento econômico&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>E mostra que a Caixa foi uma das instituições públicas mais utilizadas para reverter a crise no Brasil: &#8220;Notamos uma política anticíclica no mercado financeiro, principalmente por meio de instituições públicas, como os empréstimos hipotecários das Caixas&#8221;.</p>
<p> </p>
<p><strong>Qual é o problema de ter casas de penhor privadas?</strong></p>
<p>Marcondes pesquisou uma série de documentos históricos de Caixas Econômicas de todo o País. Em um desses relatórios, o professor encontrou um que mostrava os riscos que os cidadãos &#8211; nesse caso em especial os funcionários públicos &#8211; corriam antes do monopólio do penhor pela Caixa:</p>
<p>Além de livrar os cidadãos da agiotagem, livra-os a se endividarem mais do que podem pagar.</p>
<p> </p>
<p>Ao Jornal da USP, a especialista em Direito do Consumidor Maria Paula Costa Bertran, professora da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP, afirma que a recriação de casas de penhores pode acarretar “uma série de estímulos conhecidos como empréstimos predatórios”. No mesmo sentido, a professora analisa: “Não me surpreenderá se garantias de valor muito alto forem trocadas por crédito muito baixo”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Existe penhor no Brasil?</strong></p>
<p>Sim. A Caixa Econômica Federal passou a monopolizar o setor de penhores há mais de 50 anos, depois de uma intensa desorganização da área privada. Dessa forma, esse tipo de empréstimo em que o banco fica com a garantia de pagamento em seu poder acaba beneficiando pessoas que precisam de dinheiro com baixos juros e estão negativadas e sem outras opções de empréstimo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como funciona o penhor?</strong></p>
<p>Basta que a pessoa leve os objetos que pretende empenhar, a uma unidade da Caixa Econômica Federal que preste o serviço de penhor. Lá, um avaliador do próprio Banco Público dirá o valor da peça bem como o montante (empréstimo) que a Caixa poderá conceder (até 80% do valor do bem). O objeto ficará guardado nos cofres da instituição, podendo ser resgatado após o pagamento do empréstimo.</p>
<p> </p>
<p>Conforme relembra o artigo &#8220;Vão-se os anéis: uma abordagem antropológica do penhor com instrumento de crédito&#8221;, de Lúcia Helena Alves Müller e de Décio Soares Vicente: &#8220;O penhor não faz consulta aos serviços de proteção ao crédito (SPC ou SERASA) para a disponibilização do empréstimo. Isso faz com que sua obtenção seja rápida. O penhor pode ser acionado por analfabetos, desde que representados por um procurador&#8221;, o que torna mais acessível do que outras linhas de crédito.</p>
<p> </p>
<p>OPOSIÇÃO BARROU VOTAÇÃO DE URGÊNCIA, dia 5/5, mas o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, pode colocá-lo a qualquer momento em nova votação.</p>
<p>Crédito: APCEF/SP<br />Fonte: recontaaí.com.br com edição da comunicação do Seeb de Santos e Região<br />Escrito por: Renata Vilela</p>
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