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	<title>Due Diligence &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Due Diligence &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Due Diligence]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva</p>
<p></p>
<p>A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), enviou carta à Comissão Europeia (instituição que aplica as decisões do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia) denunciando desrespeitos cometidos pelo banco espanhol <a href="https://santosbancarios.com.br/artigos/santander" target="_blank">Santander</a> contra os trabalhadores brasileiros e contra a negociação coletiva. O documento foi a contribuição da entidade a uma consulta sobre governança corporativa sustentável de empresas europeias. Com esta consulta, a Comissão Europeia pretende tornar obrigatória, em qualquer transação de compra ou venda de ativos de uma empresa, a chamada due diligence: uma auditoria meticulosa da gestão financeira, contábil e fiscal, trabalhista, previdenciária, ambiental, jurídica, imobiliária, de propriedade intelectual e da tecnologia dessa empresa, inclusive no âmbito dos direitos humanos.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/nota-de-repudio-ao-banco-santander-brasil" target="_blank">&gt;&gt; Nota de Repúdio ao Banco Santander Brasil</a></p>
<p> </p>
<p>“<em>Nós, como sindicalistas, temos muito a contribuir com essa tentativa da Comissão Europeia de tornar o respeito aos direitos humanos e trabalhistas um aspecto essencial a ser levado em consideração em qualquer transação de compra e venda de uma empresa. E assim fizemos ao participar da consulta aberta por eles, enviando informações acerca das práticas desrespeitosas do Santander Brasil contra os trabalhadores e sua organização sindical</em>”, destaca a secretária-geral do SEEB SP, Neiva Ribeiro, que assina o documento.</p>
<p> </p>
<p>Na carta ao comissário Reynders (responsável pela iniciativa na Comissão Europeia), o Sindicato dos Bancários de São Paulo se apresenta como uma entidade que representa 142 mil trabalhadores de bancos públicos e privados, e destaca três pontos que considera fundamentais: a importância da liberdade sindical e da negociação coletiva; a importância do envolvimento sindical em todo o processo da due diligence; e a importância da gestão do conselho de administração e de uma aplicação rigorosa dos preceitos da due diligence em relação ao respeito aos direitos humanos pela empresa.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Desrespeito aos trabalhadores e ao movimento sindical</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sobre o primeiro ponto, o SEEB SP denunciou práticas antissindicais e desumanas do Santander Brasil. “<em>No país onde o grupo espanhol tem sua maior fatia de lucro, o banco explora os trabalhadores, demite e desrespeita a negociação coletiva. E deixamos isso claro na carta à Comissão Europeia</em>”, ressalta a diretora do Sindicato e bancária do Santander, Rita Berlofa, que preside a UNI Finanças Mundial, braço da UNI Global Union para os trabalhadores do setor financeiro.</p>
<p> </p>
<p>No documento, o Sindicato aponta que no ano passado, com a pandemia já em patamares alarmantes no Brasil e mesmo após ter assumido o compromisso público de não demitir enquanto durasse a crise sanitária, o Santander extinguiu mais de 3 mil postos de trabalho no país. Informa também que o banco tem feito acordos de teletrabalho (home office) e de compensação de horas diretamente com os funcionários, sem a participação dos sindicatos, desrespeitando o vasto histórico de negociação coletiva da categoria bancária brasileira. Acordos esses que resultaram em perdas de direitos para os trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p>Denuncia ainda que o Santander Brasil tem promovido ataques que retiram direitos nos fundos de pensão/previdência e nos convênios médicos dos trabalhadores oriundos do Banespa (banco estatal comprado pelo Santander no final de 2000). E que tem promovido ataques aos direitos de dirigentes sindicais: “<em>Em outubro de 2020, o Santander notificou a retirada da gratificação de função de 38 dirigentes sindicais e também de trabalhadores com estabilidade previdenciária e ou com cargos eletivos de representação. Iniciamos um processo de negociação, onde o banco se comprometeu que retomaria o pagamento, porém em dezembro, as vésperas do Natal, ele efetuou o corte de 55% do salário (o que afeta radicalmente a subsistência desses trabalhadores), sem qualquer conversa ou notificação ao sindicato. Encerrou o processo de negociação, e estendeu a retirada da gratificação para mais dirigentes em todo o país, não restando alternativa senão a jurídica. Além disto, há meses o banco tem aplicado suspensão, advertências e até demissões de dirigentes em todo o país alegando motivos que não justificam as penalidades</em>”, diz a carta.</p>
<p> </p>
<p>O Sindicato pede à Comissão Europeia maior transparência nos processos da due diligence das empresas sobre os direitos à liberdade sindical e à negociação coletiva. E sugere que a exigência de relatórios sobre a porcentagem de trabalhadores cobertos por acordos coletivos em cada país onde a empresa atua seria fundamental como indicador da eficácia da diligência nesta área e para a adoção de medidas necessárias.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Participação dos sindicatos no processo de <em>due diligence</em></strong></span></p>
<p> </p>
<p>O Sindicato defende ainda um envolvimento efetivo dos representantes sindicais em todo o processo da due diligence. “<em>Os trabalhadores e seus representantes sindicais têm papel primordial, além de outras partes interessadas, dentro das empresas. Eles têm grande interesse no sucesso de um negócio a longo prazo, pois o emprego depende disso. (…) Eles estão familiarizados com o funcionamento interno da empresa, bem como com os riscos e oportunidades que ela possa representar, além de terem um conhecimento profundo dos direitos dos trabalhadores, em particular, dos direitos de liberdade sindical e negociação coletiva.</em>”</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Gestão e aplicação rigorosa</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sugere ainda que as atividades da due diligence não sejam relegadas a um único departamento da empresa, mas sim integradas às principais estratégias de negócios. “<em>Por esse motivo, entendemos que um membro específico do conselho de administração deve ser responsável pela supervisão permanente do conceito e pela aplicação da due diligence no que diz respeito aos direitos humanos da empresa. (…) As empresas devem garantir as designações orçamentais suficientes e a supervisão, garantindo, assim, a implementação do plano, o respeito e cumprimento das suas obrigações</em>&#8220;.</p>
<p> </p>
<p>“<em>Deixamos claro com este documento que apoiamos a iniciativa da Comissão Europeia e da Coalizão Europeia para Justiça Corporativa &#8211; ECCJ [European Coalition for Business Justice] no sentido de exigir das empresas uma maior responsabilidade em relação aos direitos humanos, e nos colocamos à disposição para ajudar nesse processo, inclusive denunciando empresas como o Santander, que aqui tem desrespeitado repetidamente os trabalhadores brasileiros</em>”, reforça a presidenta da UNI Finanças Mundial.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-pressiona-pela-prioridade-dos-bancarios-da-regiao-na-vacinacao" target="_blank">&gt;&gt; Sindicato dos Bancários de Santos e Região pressiona pela prioridade dos bancários da baixada santista na vacinação</a></p>
<p><img decoding="async" title="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2021/02/10908-1613638679.jpeg" alt="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" /></p>
<p>Crédito: Maurício Morais<br />Fonte: SEEB SP &#8211; 17/02/2021</p>
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