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	<title>Doenças Mentais &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Doenças Mentais &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Bancários são o que mais sofrem com doenças mentais relacionadas ao trabalho</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancarios-sao-o-que-mais-sofrem-com-doencas-mentais-relacionadas-ao-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 12:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bancários doentes]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Dia mundial da saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças Mentais]]></category>
		<category><![CDATA[doenças psicológicas dos bancários]]></category>
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					<description><![CDATA[Ontem, quinta-feira (10), foi o Dia Mundial da Saúde Mental, uma oportunidade de reflexão sobre modelo de gestão que adoece trabalhadores em função da pressão psicológica e cobrança de metas Ontem, quinta-feira, 10 de outubro, foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. O tema é muito relevante para os bancários que hoje sofrem mais [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Ontem, quinta-feira (10), foi o Dia Mundial da Saúde Mental, uma oportunidade de reflexão sobre modelo de gestão que adoece trabalhadores em função da pressão psicológica e cobrança de metas</h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ontem, quinta-feira, 10 de outubro, foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema é muito relevante para os bancários que hoje sofrem mais de doenças psicológicas e comportamentais no trabalho do que propriamente doenças físicas, como a LER/Dort.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A categoria bancária é hoje a que mais sofre com doenças psíquicas e comportamentais relacionadas ao trabalho e, segundos dados de 2022, apesar de representar apenas 1% dos trabalhadores do mercado no emprego formal, empregados de bancos representam 24% dos afastamentos por doenças mentais pelo INSS.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tema de audiência pública&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O problema do adoecimento dos bancários no trabalho foi tema de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, em outubro do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento sindical denunciou no encontro, a ausência de dados nos bancos sobre a situação de saúde dos trabalhadores e as subnotificações de doenças relacionadas à atividade no setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ambiente de trabalho nas agências bancárias é totalmente insalubre diante dos assédios por metas, para que os bancos tenham cada vez mais lucros recordes. Lucro acima da vida é o modelo de gestão, são demissões em massa efetuadas depois da Reforma Trabalhista, com a retirada de direitos que defendiam os trabalhadores nesses casos, juntamente com o enfraquecimento dos seus sindicatos. Hoje a categoria sofre com a pressão calada, muitos trabalham doentes. Por isso, é importante denunciar ao sindicato, além de associar-se para não ficarem sozinhos nesta luta”, lembra Elcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do Itaú.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Trabalhador descartável&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Após adoecer mentalmente os funcionários, os bancos dispensam estes trabalhadores como se fossem objetos descartáveis.&nbsp;Como faz o Itaú que está oferecendo indenização em dinheiro em troca da garantia do emprego dos trabalhadores afastados para demiti-los, se aproveitando de um momento de fragilidade física e emocional.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gestão opressora&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os bancários sofrem também com o medo de assaltos e discriminações no ambiente corporativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação do adoecimento mental de trabalhadores no setor aumentou 26,2%, nível bem superior ao do quadro geral do mercado de trabalho formal no Brasil, que foi de 15,4% (variação 1,7 maior entre bancários em comparação aos outros setores).&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Saúde integral&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entender a saúde em seu aspecto integral é um desafio para trabalhadores, empresas e profissionais da área de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A saúde precisa ser entendida em seu aspecto integral, ou seja, não representa apenas o estado físico de ausência de doenças, mas também o sentimento de bem-estar das pessoas na coletividade. Elas precisam se sentir acolhidas&#8221;, explica a psicóloga do Ministério da Saúde, Valéria Brito.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Com metas abusivas, casos de adoecimento entre bancários viraram epidemia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/com-metas-abusivas-casos-de-adoecimento-entre-bancarios-viraram-epidemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças Mentais]]></category>
		<category><![CDATA[exploração por metas]]></category>
		<category><![CDATA[metas]]></category>
		<category><![CDATA[metas e doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados do INSS mostram que em 2022, a categoria foi responsável por 25% dos afastamentos acidentários e 4,3% dos afastamentos previdenciários no país; Bancos negam que o adoecimento mental tenha relação com as metas: “não existe comprovação científica” Pesquisa A Consulta da Campanha Nacional dos Bancários 2024, com a participação de 46.824 bancários e bancárias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Dados do INSS mostram que em 2022, a categoria foi responsável por 25% dos afastamentos acidentários e 4,3% dos afastamentos previdenciários no país; Bancos negam que o adoecimento mental tenha relação com as metas: “não existe comprovação científica”</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Pesquisa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Consulta da Campanha Nacional dos Bancários 2024, com a participação de 46.824 bancários e bancárias em todo o Brasil, entre as prioridades apontadas pelos bancários para a Campanha Nacional, a preocupação com a saúde ganhou destaque.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>39% dos respondentes declararam ter usado medicamento controlado nos últimos 12 meses;<br><br>Em relação aos impactos à saúde das cobranças excessivas pelo cumprimento de metas:</li>



<li>67% responderam ter preocupação constante com o trabalho;</li>



<li>60% responderam sentir cansaço e fadiga constante;</li>



<li>53% sentem-se desmotivados e sem vontade de ir trabalhar;</li>



<li>47% têm crises de ansiedade/pânico; e</li>



<li>39% sentem dificuldade de dormir mesmo aos finais de semana (entre outros sintomas).</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Dados de Afastamentos na Categoria Bancária (Smartlab – INSS)</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>A Categoria Bancária representa 0,8% do emprego formal. Com relação ao auxílio doença previdenciário, a taxa de afastamento nos bancos comerciais chegou a 289,7 para cada mil vínculos;</li>



<li>Analisando dados por ocupação, nota-se que ocupações tipicamente bancárias estão entre as que geraram maiores taxas de afastamento acidentário: gerente de agência (12,3 para cada mil); gerente de contas PF e PJ (11,4 para cada mil); e caixa de banco, com taxa de 11,0 para cada mil vínculos;</li>



<li>Em 2022, foram registrados no país 105,2 mil afastamentos acidentários, sendo 3,7% na Categoria Bancária. Ocorreram ainda 928.5 mil afastamentos previdenciários, 1,5% na Categoria Bancária;</li>



<li>Em relação aos afastamentos relacionados à Saúde Mental e Comportamental, em 2022, a Categoria Bancária foi responsável por 25% dos afastamentos acidentários (B91) e 4,3% dos afastamentos previdenciários (B-31);</li>



<li>Em 2012, os afastamentos acidentários de bancários foram motivados, em sua maioria, por doenças “Osteomuscular e Tecido Conjuntivo” (48,7%). Já em 2022, as doenças Mentais e Comportamentais foram as principais causas dos afastamentos, responsáveis por 57,1% do total dos afastamentos na categoria bancária;</li>



<li>Quanto aos afastamentos previdenciários, as doenças Mentais e Comportamentais foram as principais responsáveis pelo total de afastamentos em ambos os períodos (23,6% em 2021 e 40% em 2022);</li>



<li>Taxa de ocorrência de afastamento: a utilização do conceito de taxa como indicador é um parâmetro comum que propicia melhor análise comparativa. Em 2022, a taxa de afastamento acidentário na categoria bancária ficou em 9,1 para cada mil vínculos, enquanto a média geral da economia foi de 2,0 para cada mil vínculos;</li>



<li>Nos bancos comerciais, a taxa de afastamento acidentário foi de 37,3 para cada mil vínculos e nos bancos múltiplos com carteira comercial a taxa foi de 9,5 para cada mil vínculos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa nacional da Contraf/UNB, neste ano, com o objetivo de investigar as relações entre o trabalho bancário e o adoecimento na categoria, revelam a presença de fatores de risco no ambiente de trabalho, com riscos psicossociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Dra Ana Magnólia Mendes, coordenadora da pesquisa, a presença intensa de relações produtivistas intensifica a sobrecarga no trabalho: “Essas relações são caracterizadas pelo foco em metas, pela cobrança por resultados, pela pressão intensificada pela vigilância de resultados e também pela insuficiência de pessoas para realizar as tarefas que contribui para um ritmo de trabalho excessivo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, a OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) fizeram um chamado à ações concretas para atender às preocupações sobre a saúde mental da população trabalhadora. Na época, estimou-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por causa de depressão e ansiedade, custando à economia global quase 1 trilhão de dólares. As diretrizes globais da OMS sobre saúde mental no trabalho recomendam ações para enfrentar os riscos à saúde mental, como cargas pesadas de trabalho, comportamentos negativos e outros fatores que geram sofrimento no trabalho. Pela primeira vez, a OMS recomenda o treinamento de gestores para desenvolverem capacidades para prevenir ambientes de trabalho estressantes e responder aos trabalhadores em sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os bancários, Ignorar a OIT, OMS e todos os estudos que relacionam as doenças mentais com uma gestão de trabalho que adoece os trabalhadores é um desrespeito com exploração dos trabalhadores.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Campanha Nacional dos Bancários</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A próxima rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários de 2024 vai discutir as cláusulas econômicas. Os bancários reivindicam aumento real de 5% (inflação + 5%), PLR maior e ampliação de direitos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cronograma da Campanha Nacional Unificada bancários:</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entrega da minuta de reivindicações: 15/06<br>Definição de calendário: 22/06<br>Mesa de negociação: Emprego e Terceirização: 26/06<br>Mesa de negociação: Cláusulas sociais (Teletrabalho, jornada de 4 dias): 02/07<br>Mesa de negociação: Igualdade de Oportunidades (LGBTQIA+): 11/07<br>Mesa de negociação: Saúde (PCDs e neurodivergentes) e Segurança: 18/07<br>Mesa de negociação: Saúde (adoecimento mental): 25/07<br>Mesa de negociação: Cláusulas Econômicas: 06/08<br>Mesa de negociação: Cláusulas Econômicas: 13/08, 20/08 e 27/08</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Problemas de saúde mental crescem como fator de desligamento entre bancários</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/problemas-de-saude-mental-crescem-como-fator-de-desligamento-entre-bancarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 12:23:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adoecimento Bancário]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente tóxico]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças Mentais]]></category>
		<category><![CDATA[Tarja preta]]></category>
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					<description><![CDATA[Os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa dos afastamentos entre os bancários, chegando a 25% do total em 2022, o dobro do que era dez anos antes. A reestruturação das atividades bancárias das últimas décadas modificou o contexto de trabalho nos bancos levando ao adoecimento da categoria Estimativas da OMS e da OIT [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa dos afastamentos entre os bancários, chegando a 25% do total em 2022, o dobro do que era dez anos antes. A reestruturação das atividades bancárias das últimas décadas modificou o contexto de trabalho nos bancos levando ao adoecimento da categoria</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estimativas da OMS e da OIT indicam que doenças relacionadas ao trabalho causaram quase 2 milhões de mortes por ano, no mundo, entre 2000 e 2016, em especial, por doenças respiratórias e cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal fator de risco responsável pelas mortes relacionadas ao trabalho é a exposição a longas jornadas de trabalho, responsável por 750.000 mortes somente em 2016. O relatório mostra que ações são imprescindíveis para garantir locais de trabalho mais saudáveis, seguros e socialmente justos na promoção da saúde ocupacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jornadas menores de trabalho podem reduzir número de mortes, melhorando o equilíbrio entre suas vidas pessoal e profissional, reduzindo o estresse e algumas síndromes ocupacionais, como a Síndrome de Burnout.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maior tempo disponível para outras atividades, como lazer e descanso, e tempo para cuidar da saúde física e mental. No caso dos bancários, o número crescente de afastamentos por doenças ocupacionais levou os representantes dos trabalhadores a iniciarem, em 2022, uma discussão com os bancos sobre a possibilidade de redução de jornada para esses trabalhadores já adoecidos pelas condições de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A íntegra desse estudo compõe a 26ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), disponível em:&nbsp;<a href="http://www.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das transformações ocorridas nos bancos após vultuosos investimentos em tecnologia e um crescente processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles, levando-os a se afastarem do trabalho. Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, 1,7 vez acima do crescimento dos afastamentos em geral registrados no país (de 15,4% no período).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 2012, as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo eram a principal causa de afastamento de bancários, correspondendo a mais de um quarto dos benefícios concedidos pelo INSS no período. Porém, desde 2013, os transtornos mentais e comportamentais tornaram-se a principal causa dos afastamentos na categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um quadro que se agrava ano após ano, chegando a 40% dos benefícios por incapacidade temporária previdenciários e a 57% dos benefícios por incapacidade temporária acidentários, em 2022. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos afastamentos previdenciários (classificação B-31), os registros relacionados às doenças infecciosas ou parasitárias entre os bancários cresceram consideravelmente entre 2019 e 2021, passando de 134 para 1.855 em 2021. Entre 2020 e 2021, foram registrados 2.353 casos de afastamentos por Covid-19. Os registros relativos à categoria representaram 1,4% do total dos registros por Covid-19 no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reestruturação de atividades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reestruturação das atividades bancárias das últimas décadas modificou o contexto de trabalho nos bancos, trazendo crescente adoecimento à categoria. A incorporação de novas ferramentas de gestão, a forte pressão quanto ao tempo para atingirem resultados, o aumento do controle, o prolongamento da jornada e o aumento da competitividade resultaram na maior incidência do adoecimento mental na categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doenças por transtornos mentais como estresse, síndrome do pânico, esquizofrenia e depressão, dificilmente reconhecidas como relacionadas ao trabalho, acabam, muitas vezes em demissão do trabalhador. Todavia, os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa dos afastamentos previdenciários entre os bancários desde 2013, sendo responsáveis por 43% dos afastamentos previdenciários em 2020 e chegando a 40% do total em 2022. Em 2012, representavam apenas 23% do total de afastamentos previdenciários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, a incidência das doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo entre os bancários seguem em queda, passando de 49% em 2013, para 21% em 2022, demonstrando que, de fato, as lesões por esforço repetitivo não são mais tão marcantes para a categoria e, sim, o desgaste mental diante da pressão exercida por meio de cobranças excessivas por metas e resultados, além de várias denúncias de assédio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os afastamentos acidentários devidos aos transtornos mentais e comportamentais, assim como nos afastamentos previdenciários, tornaram-se a principal causa dos afastamentos, em um crescimento contínuo desde 2017, saindo de 30% para 57% em 2022 (representando 25%, ou seja, um quarto do total dos afastamentos acidentários no país por essas doenças). Em 2012, esses afastamentos na categoria bancária representavam 12% do total.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pandemia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório da OIT/OMS ressalta que a carga de doenças relacionadas ao trabalho, muito provavelmente, seja substancialmente maior, tendo em vista que, futuramente, deva ser quantificada a perda de saúde relacionada a diversos outros fatores de risco ocupacionais, tal como, as sequelas deixadas pela COVID-19.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia, observou-se crescimento do fechamento de postos de trabalho de bancários por morte, que cresceu 73% em 2021, chegando a 575 desligamentos, em grande parte, por conta de síndromes respiratórias ou Covid-19, muito provavelmente. A média anual anterior girava em torno de 330 ocorrências. Ainda que os dados não identifiquem as causas das mortes, a curva observada no ano em questão assemelha-se à curva de mortes por Covid-19 no país em 2021, ano em que a pandemia atingiu níveis elevadíssimos no Brasil, com mais de 36,3 milhões de casos e quase 694 mil mortes registradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, após a pandemia, observou-se um novo fenômeno no mercado de trabalho, com um crescente número de desligamentos a pedido, ainda que a situação econômica do país ou mesmo do mercado de trabalho não fosse das melhores, com elevados índices de inflação, desemprego e subocupação. Um fenômeno que já vinha sendo observado nos EUA, desde 2021, quando um número recorde de pessoas deixou seus empregos (<a href="https://www.weforum.org/agenda/2022/06/the-great-resignation-is-not-over/"><em>Great Resignation</em></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desligamentos a pedido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Consultorias de Recursos Humanos buscaram entender o que estaria acontecendo e pesquisas observaram que muitos profissionais estão buscando por qualidade de vida. Entre as principais motivações de quem decide pedir demissão voluntariamente no Brasil está a busca por uma maior flexibilidade no trabalho e priorização da saúde mental, mantendo distância de ambientes corporativos tóxicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O percentual de desligamentos a pedido no total de desligamentos na categoria bancária foi ainda mais significativo, superando a média nacional nos últimos anos, chegando a quase metade dos desligamentos em 2022 (43,4% do total), enquanto no país o percentual dos desligamentos a pedido foi de 33,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos bancários, com a exigência de retorno ao trabalho presencial nas agências, um ambiente onde sofrem grande pressão e, muitas vezes, assédio para cumprirem metas cada vez mais inatingíveis, grande parte desses trabalhadores está trocando os grandes bancos tradicionais pelos novos bancos digitais, pelas fintechs e até mesmo pelas cooperativas de crédito – um segmento onde eles não tem os mesmos direitos que teriam como bancários, mas, onde buscam melhores condições de trabalho, preservando, principalmente, sua saúde mental e onde, segundo dados do Banco Central, o número de trabalhadores mais do que dobrou entre 2012 e 2021.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos esses dados demonstram que há problemas sérios na cultura organizacional dos bancos. Uma gestão cada vez mais competitiva que adoece muitos trabalhadores. Um setor que deveria atender aos interesses da população, mas fecha agências e postos de trabalho, “empurrando” seu público para o atendimento digital.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Depressão não é só passar o dia na cama: Por que esse estereótipo está muito errado?</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/depressao-nao-e-so-passar-o-dia-na-cama-por-que-esse-estereotipo-esta-muito-errado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Adoecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças Mentais]]></category>
		<category><![CDATA[Especialista]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[Também chamada de Transtorno Depressivo Maior, é um distúrbio mental caracterizado por perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia. A depressão é a principal causa de problemas de saúde e invalidez no mundo. O dado, divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revela um quadro generalizado: mais de 300 milhões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Também chamada de Transtorno Depressivo Maior, é um distúrbio mental caracterizado por perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia.</p>
<p></p>
<p>A depressão é a principal causa de problemas de saúde e invalidez no mundo. O dado, divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revela um quadro generalizado: mais de 300 milhões de pessoas no mundo apresentam o transtorno.</p>
<p> </p>
<p>No Brasil, 7,6% da população adulta sofre com a doença. Em números, isso significa que 11,2 milhões de pessoas com mais de 18 anos têm depressão, de acordo com dados do Ministério da Saúde.</p>
<p> </p>
<p>O alto índice pode ser relacionado também ao fato da doença muitas vezes ser subestimada pelas pessoas. Com isso, estereotipar os sintomas pode prejudicar quem tem depressão, por essa pessoa achar que o que está sentindo é algo banal e que não necessita de tratamento.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O que é a depressão?</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Ao contrário do que muitos ainda pensam, a depressão é uma doença grave, que precisa de tratamento adequado. Inclusive, a OMS acredita que o crescimento da doença se deva também pela falta de apoio a iniciativas públicas para a saúde mental.</p>
<p> </p>
<p>“É uma doença como outra qualquer, cujo principal sintoma é a tristeza um sentimento constante. E pode se manifestar durante a maior parte do dia, quase diariamente, por um período de, no mínimo, duas semanas. Se esse sentimento se manifesta durante a maior parte do tempo, pode ser depressão”, alerta o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL).</p>
<p> </p>
<p>“O problema começa quando esse sentimento já não é passageiro e começa a debilitar a qualidade de vida desse doente”, diz.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O que causa?</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Há algumas hipóteses sobre o efeito da depressão na função dos hormônios e no funcionamento do cérebro. Há especialistas que apontam para a queda da serotonina no órgão como a causadora da doença. Este hormônio faz parte dos neurotransmissores do cérebro e regula sono, apetite e humor.</p>
<p> </p>
<p>Porém, outros indícios mostram que o estresse pode ter papel significativo no quadro de depressão. O aumento de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol, pode prejudicar a saúde dos neurônios porque modificam a composição química do meio em que essas células exercem suas funções.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Sintomas da doença: como é uma pessoa depressiva?</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Existe um estereótipo de que o paciente com depressão é aquele que não consegue sair da cama, que perdeu a vontade de viver. Mas, na verdade, a pessoa que vive uma rotina normal de vida e trabalho e até aparenta estar feliz também pode ser depressiva, ainda que ninguém perceba.</p>
<p> </p>
<p>Realmente existe esse paciente que fica acamado. Porém, quanto mais pessoas forem informadas sobre outros sinais da depressão, tão importantes quanto esses e menos óbvios, melhor. Trata-se de uma doença sorrateira, que se agrava aos poucos e, se não identificada, pode chegar ao ponto de incapacitar completamente o paciente e até matar.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Sinais menos óbvios da depressão</strong></span></p>
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<p>A tristeza é um sentimento normal e primitivo do ser humano. Assim com a alegria ou a raiva. Mas o sinal de alerta deve apitar quando o mal-estar emocional não passa.</p>
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<p>Acordar, passar o dia e dormir triste. Quem tem depressão enxerga a vida a partir de uma ótica diferente. Tudo o que acontece é encarado de uma maneira triste.</p>
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<p>“Se esse sentimento se manifesta durante quase todo o dia, todos os dias da semana e por um período mínimo de duas semanas, pode ser indício de quadro depressivo”, alerta o psiquiatra Antônio.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Sintomas para prestar atenção e procurar ajuda</strong></span></p>
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<p>A produtividade tem queda gradual que, com o passar do tempo, se torna significativa.</p>
<p>O estímulo para levantar da cama e fazer tarefas cotidianas já não é o mesmo.</p>
<p>Por mais que haja reconhecimento no trabalho, a sensação interna não é de gratificação.</p>
<p>Familiares e amigos podem notar certo desânimo.</p>
<p>Mudanças de humor consideráveis e instáveis.</p>
<p>Queda no desejo sexual.</p>
<p>Alteração de apetite, tanto para mais ou para menos.</p>
<p>Qualidade do sono prejudicada. Mesmo dormindo muito ou pouco, a sensação de cansaço é constante.</p>
<p>Dificuldade de concentração.</p>
<p>Sentimentos constantes como tristeza, desamparo, desesperança.</p>
<p>Raiva e irritabilidade constantes.</p>
<p>Falta de interesse em atividades e hobbies que uma vez já foram emocionantes.</p>
<p>Dificuldade de tomar decisões por longos períodos de tempo.</p>
<p>Isolamento social dos amigos, da família e do parceiro(a).</p>
<p>“É preciso prestar atenção para sentimentos e sensações que comecem a prejudicar o cotidiano dessa pessoa. Se há uma queda na qualidade de vida, é preciso observar com cuidado”.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Consequências da depressão</strong></span></p>
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<p>“Se não tratados, os sintomas da depressão podem trazer prejuízos nas atividades laborais, no convívio social, nos relacionamentos afetivos e com familiares” fala o psiquiatra Antônio. “Em casos mais graves, pacientes podem ter pensamentos e impulsos que levam à abreviação precoce da própria vida”, conta.</p>
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<p>Mas o que muitas pessoas desconhecem é o efeito da doença no sistema imunológico e como molapropulsora de outros males. De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão pode aumentar em 30% a chance de doenças coronarianas e ataques do coração.</p>
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<p>Segundo informações do diretor do Departamento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) e Saúde Mental da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Anselm Hennis, a depressão também está associada a um aumento de 60% do risco de desenvolver diabetes tipo 2.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>É possível tratar a depressão sem remédios?</strong></span></p>
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<p>Para o psiquiatra Antônio, “as pessoas precisam entender que a depressão é uma doença, que necessita do acompanhamento adequado e, na maioria das vezes, com uso de medicamentos”.</p>
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<p>“Nos casos mais leves, a psicoterapia é suficiente para devolver ao indivíduo a qualidade de vida, ao mudar padrões de comportamento. Mas para casos moderados a graves, o uso do medicamento é imprescindível”, diz o médico.</p>
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<p>De acordo com Antônio, estudos apontam que a combinação entre medicamentos e a psicoterapia é a forma mais efetiva de se tratar a depressão.</p>
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<p>Se desconfiar estar com depressão, não pense duas vezes e procure um psiquiatra. Ele vai avaliar o seu caso e orientar você quanto ao tempo adequado de tratamento e os possíveis efeitos colaterais da medicação.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Prevenir a depressão é possível com gerenciamento da vida</strong></span></p>
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<p>Na opinião dos profissionais, a maneira mais eficaz de combater a depressão é tomar medidas protetivas.</p>
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<p>É preciso fazer um bom gerenciamento da vida como um todo, procurando sempre manter equilíbrio entre vida profissional e pessoal.</p>
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<p><span style="color: #800000;"><strong>Atividades simples ajudam na manutenção do bem-estar:</strong></span></p>
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<p>Faça um passeio no parque, pise na grama.</p>
<p>Procure uma atividade física que você goste.</p>
<p>Saia para jantar com pessoas queridas.</p>
<p>Reserve alguns minutos na semana para bater um papo no telefone com amigos ou familiares.</p>
<p>Planeje uma viagem gostosa ou um passeio na natureza.</p>
<p>“A vida contemporânea contribui demais para o crescimento da depressão. Trabalhar demais e viver poucos momentos gostosos. Nem todo mundo tem a sorte e a oportunidade de ter um trabalho maravilhoso, estar feliz, ganhar o que acha que merece e ainda ter tempo livre” diz Pamela.</p>
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<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e seu nome.</strong></em></p>
<p>Fonte: VIX<br />Escrito por: Mariana Amorim</p>
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