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	<title>Ditadura &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Ditadura &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Precisamos repudiar agentes da ditadura militar! não à homenagem ao coronel Erasmo Dias!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2023 16:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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		<category><![CDATA[homenagem a torturador]]></category>
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					<description><![CDATA[Erasmo Dias foi responsável, na Ditadura Civil-Militar, pela perseguição e prisão de muitos sindicalistas em Santos/SP, no Forte Itaipú e no navio Raul Soares, onde eram torturados É inadmissível que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) homenageie uma pessoa reconhecidamente autoritária, violenta e antidemocrática como o [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Erasmo Dias foi responsável, na Ditadura Civil-Militar, pela perseguição e prisão de muitos sindicalistas em Santos/SP, no Forte Itaipú e no navio Raul Soares, onde eram torturados</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">É inadmissível que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) homenageie uma pessoa reconhecidamente autoritária, violenta e antidemocrática como o Coronel Erasmo Dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de comandar a invasão na PUC, em 1977, em repressão ao movimento estudantil, fato que lhe deu a justa fama de facínora, Erasmo Dias também, em 1964, quando comandante do Forte Itaipú em Praia Grande, na Baixada Santista, prendeu sindicalistas como petroleiros, portuários e estivadores, aprisionando todos no navio Raul Soares no porto de Santos/SP, o navio prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos aceitar que tais arbitrariedades sejam esquecidas. O Brasil precisa aprender com sua história para não repetir períodos de retrocesso e obscurantismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isto pedimos para que o governador Tarcísio de Freitas, que tem o poder de veto, vete este projeto tão absurdo. O povo paulista não merece passar pelo vexame e indignidade que tal homenagem representa. Não merece ser exposto a uma ferida que já deveria estar cicatrizada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ditadura nunca mais!</h4>



<p class="wp-block-paragraph">São Paulo, 27 de maio de 2023</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Torres, Presidente da Força Sindical</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e<br>Trabalhadoras do Brasil)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Presidente da NCST (Nova Central<br>Sindical de Trabalhadores)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da CSP-Conlutas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bruna Brelaz, presidente da UNE, (União Nacional dos Estudantes)</p>
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		<item>
		<title>Ditadura de 1964: Trabalhadores foram o principal alvo!</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/ditadura-de-1964-trabalhadores-foram-o-principal-alvo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 15:17:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arrocho salarial na Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[golpe militar]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhadores e a Ditadura]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresários e banqueiros apoiaram a Ditadura para aumentar seus lucros e sufocar as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho. Sem falar nas mortes e torturas! Há um consenso atual entre historiadores de chamar a ditadura após o golpe de 1964, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Empresários e banqueiros apoiaram a Ditadura para aumentar seus lucros e sufocar as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho. Sem falar nas mortes e torturas!</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um consenso atual entre historiadores de chamar a ditadura após o golpe de 1964, de civil militar. Isso porque diversos estudos e documentos revelados recentemente apontam que o apoio ao golpe e à ditadura contou com o suporte&nbsp;de setores civis organizados, como o dos grandes empresários por meio da Fiesp, e das empreiteiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de história da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Pedro Campos, que estudou a atuação das empreiteiras e empresários no governo militar, falou que o apoio ao&nbsp;golpe contra João Goulart trouxe as empreiteiras para o centro do poder, que acabaram favorecidas em muitas políticas públicas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;As empreiteiras, ao lado de outras empresas privadas, vão atuar justamente no sentido de derrubar mesmo o Jango e o seu governo e quando chega o golpe de 64 e é implementada a ditadura, elas chegam ao poder, junto com outros grupos econômicos. E atuam diretamente durante a ditadura sendo muito favorecidas pelas políticas estatais daquele período, com grandes cotações orçamentárias, grandes projetos&nbsp;de rodovias, hidrelétricas, metrôs, de grandes projetos apresentados nesse período&#8221;.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os grandes empresários brasileiros ditaram as políticas econômicas deste período, isso é marcado pela nomeação de Delfim Netto para o Ministério da Fazenda, a partir de 67. Sob sua gestão, a ditadura militar conseguiu o que chamam de milagre econômico, o crescimento econômico impulsionado pelo&nbsp;investimento em grandes obras como rodovias, hidrelétricas e outras obras de infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o economista e professor visitante da universidade de Columbia&nbsp;Marcelo Medeiros discorda do uso desse termo, “milagre econômico”. Para ele, esse crescimento foi desigual, com os mais ricos sendo mais beneficiados nesse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Primeiro, o termo &#8216;milagre&#8217; é de propaganda, um termo incorreto para esse período. Na verdade, ele é um resultado esperado de uma política que foi adotada em investimento pesado, baseado em endividamento. A distribuição do crescimento desse período dos anos 60 e 70 é extremamente concentrada. Esse crescimento foi bom para as pessoas mais ricas, que se apropriaram da maior parte de toda a renda da economia, e não foi bom para o meio da distribuição, para grande parte da distribuição.&#8221;&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, cabe lembrar que o aparato militar empresarial sufocou as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho, como explicou o professor Pedro Campos.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ele perde 41% do seu valor real, do seu poder de compra entre 64 e 74. Ou melhor, a gente perde quase metade do valor do salário mínimo em dez anos, após o golpe de 64. A redução dos gastos dos empresários em itens de segurança faz com que a gente tenha uma elevação significativa de acidentes de trabalho durante a ditadura. O Brasil vai se tornar recordista internacional nesta estatística. A gente tem durante toda a ditadura mais de 60 mil operários mortos&#8221;.&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre essas 60 mil mortes de trabalhadores no período, o professor Pedro Campos ainda destacou aquelas ocorridas nas grandes obras promovidas pela ditadura. Na construção da Ponte Rio Niterói, segundo dados oficiais, foram registradas as mortes de&nbsp;35 trabalhadores e nas obras da hidrelétrica de Tucuruí, 197 trabalhadores faleceram em virtude de acidentes de trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Trabalhadores foram o principal alvo da Ditadura</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores foram a principal parcela da população alvo das perseguições políticas e de diversas medidas tomadas pelo governo ditatorial militar como ataques aos seus órgãos representativos, sistemáticas prisões, torturas, execuções, desaparecimentos, bem como a implantação de uma série de medidas que levaram ao arrocho salarial e à piora das condições de trabalho.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Após o golpe, a primeira medida para desmantelar a organização dos trabalhadores foi a desarticulação dos sindicatos, principalmente dos maiores, mais representativos e organizados e, que estavam à frente das principais lutas. Essa era uma medida imediata de freio à ascensão das lutas dos trabalhadores, já que os mesmos estariam sem uma organização institucional e solidificada.<br><br>Havia ainda tentativa de aliciamento, com a concessão de benefícios para os trabalhadores, sendo exemplo entidades sindicais internacionais, vinculadas ao governo americano, como a CIOSL (Confederação Internacional de Operários e Sindicatos Livres), que propiciava “diárias, passagens e outras vantagens aos dirigentes sindicais que desejarem ir aos Estados Unidos, ao México e a outros países onde lhes serão ministrados cursos cujas aulas estão impregnadas do anticomunismo”, uma fake news.<br><br>A nova regulação do direito de greve, por meio da <a rel="noreferrer noopener" href="http://www3.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1964/4330.htm" target="_blank">lei nº 4330/64</a>, restringiu a greve à cobrança de salários atrasados, além de proibir as greves de cunho político e as de solidariedade . Com isso, a ditadura visava cada vez mais afastar os trabalhadores das lutas políticas com intuito de levá-los à despolitização e ausência de participação nas decisões políticas nacionais.<br><br>Outra medida foi a <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5107.htm" target="_blank">criação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pela lei nº 5.107/1966</a>, que causou o fim da estabilidade no emprego, o aumento da rotatividade e, dessa forma, maior dificuldade do sindicato em organizar os trabalhadores a partir de seu local de trabalho.</p>
</div></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Governo Bolsonaro visava destruir todos os direitos conquistados com resistência após Ditadura</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No seu 1º ano de governo de ultradireita, em 2019, seguindo os passos da Ditadura de 1964, Bolsonaro disse: &#8220;Tudo o que é demais atrapalha. É tanto direito que os patrões, os empreendedores, contratam o mínimo possível e pagam o mínimo possível&#8221;, comentou, defendendo que o trabalhador escolha entre &#8220;menos direito e mais emprego ou todos os direitos e o desemprego&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E começou um ataque sem tréguas contra os direitos dos trabalhadores, iniciado por Michel Temer em 2017, com a Reforma Trabalhista, para enriquecer ainda mais os patrões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o FGTS, criado pela Ditadura extinguindo a estabilidade para facilitar demissões e rodízio de trabalhadores, estava na mira para ser extinto, assim como as aposentadorias da Previdência Social, o SUS e tudo o que é público para a população. O objetivo novamente foi favorecer empresários que lucram bilhões vendendo planos de saúde, bancos que oferecem previdência privada e empréstimos com as maiores taxas de juros do mundo etc. Sem contar com a destruição do emprego formal com carteira assinada e direitos. Cada por um por si!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basta observar como a fiscalização do Ministério do Trabalho conseguiu detectar e liberar de cárceres privados trabalhadores em situação análoga à escravidão de Sul ao Norte do Brasil, desde o início do novo governo de Lula.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manifestantes vão às ruas em todo o país contra o terrorismo</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/manifestantes-vao-as-ruas-em-todo-o-pais-contra-o-terrorismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 11:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ato dia 13]]></category>
		<category><![CDATA[Autoritarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
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		<category><![CDATA[manifestação pela democracia]]></category>
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					<description><![CDATA[Eles defenderam a soberania da vontade popular expressa nas urnas com lisura. Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram punição para os financiadores do terror, os agitadores e os coniventes. Em Santos/SP haverá Ato Regional, nesta sexta (13/01), a partir das 17h, na Estação da Cidadania Manifestantes foram às ruas ontem segunda-feira (9) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Eles defenderam a soberania da vontade popular expressa nas urnas com lisura. Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram punição para os financiadores do terror, os agitadores e os coniventes. Em Santos/SP haverá Ato Regional, nesta sexta (13/01), a partir das 17h, na Estação da Cidadania</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Manifestantes foram às ruas ontem segunda-feira (9) para defender a democracia, ameaçada por&nbsp;atos de terrorismo promovidos por bolsonaristas em Brasília no domingo&nbsp;(8). O Sindicato dos Bancários de Santos e Região, juntamente com militantes da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Fórum das Centrais, Frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular, movimentos sociais, estudantes e ativistas participaram do ato na Av. Paulista, a partir das 18h.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2023/01/13103-1673352534.jpg"><img decoding="async" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2023/01/13103-1673352534.jpg" alt="Democratas vão às ruas em todo o país contra o terrorismo e o autoritarismo" title="Democratas vão às ruas em todo o país contra o terrorismo e o autoritarismo"/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil não quer mais a volta da ditadura, não quer autoritarismo. Nós queremos uma vida melhor, queremos emprego, queremos comida no prato, queremos ser felizes, não queremos violência, nem ódio. Por isso, os democratas estão hoje nas ruas e em diversas cidades, pelo Brasil, pela Democracia.&#8221; finaliza Eneida Koury, Secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento sindical, sociais, estudantes e ativistas convocam a população a participar de Ato Regional da Baixada Santista em Defesa da Democracia, na Estação da Cidadania, nesta sexta-feira (13), na Av. Ana Costa, 340, em Santos/SP.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manifestação desta segunda pelo País</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mobilizações nas principais avenidas e praças brasileiras, sindicalistas, movimentos sociais, estudantes, trabalhadores, políticos e ativistas defenderam a soberania da vontade popular expressa com lisura nas urnas. Rechaçaram a violência e o terrorismo bolsonaristas e reivindicaram que – sem anistia – todos as pessoas envolvidas nos atos golpistas sejam processadas e punidas. Inclusive aquelas que investem recursos financeiros e equipamento, como têm feito muitos empresários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além destes, as manifestações pediram o devido enquadramento daqueles que, historicamente, têm promovido a narrativa política da intervenção militar no país, da derrubada de governos democraticamente eleitos, e da retomada de regimes autoritários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os atos desta segunda foram convocados pelas&nbsp;frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Fórum das Centrais Sindicais, Coalizão Negra por Direitos e Convergência Negra.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comissão da Verdade de SP pede punição de torturadores da ditadura</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/comissao-da-verdade-de-sp-pede-punicao-de-torturadores-da-ditadura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>
		<category><![CDATA[SP]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comiss&#227;o da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de S&#227;o Paulo (Alesp), iniciada em 12 de fevereiro de 2012, encerrou nesta quinta-feira (12) o seu trabalho, apresentando relat&#243;rio final em que pede &#8211; entre 150 recomenda&#231;&#245;es tem&#225;ticas e 18 gerais &#8211; a puni&#231;&#227;o dos agentes respons&#225;veis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<p>A Comiss&atilde;o da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de S&atilde;o Paulo (Alesp), iniciada em 12 de fevereiro de 2012, encerrou nesta quinta-feira (12) o seu trabalho, apresentando relat&oacute;rio final em que pede &#8211; entre 150 recomenda&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas e 18 gerais &#8211; a puni&ccedil;&atilde;o dos agentes respons&aacute;veis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura militar. O relat&oacute;rio final ser&aacute; encaminhado &agrave; Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, ao Arquivo P&uacute;blico Nacional e ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.</p>
<p>&quot;Houve 150 recomenda&ccedil;&otilde;es [finais], mas eu destacaria duas que motivaram a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Verdade Rubens Paiva: a localiza&ccedil;&atilde;o dos restos mortais dos desaparecidos para que as fam&iacute;lias possam dar um sepultamento digno e a puni&ccedil;&atilde;o aos torturadores de ontem e de hoje. O Brasil n&atilde;o pode manter a impunidade, sob pena de ser um Estado de constante viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos&quot;, disse Maria Am&eacute;lia de Almeida Teles, coordenadora da assessoria da comiss&atilde;o estadual.</p>
<p>A comiss&atilde;o pediu que sejam revistas e aprofundadas as investiga&ccedil;&otilde;es sobre as mortes dos ex-presidentes da Rep&uacute;blica Jo&atilde;o Goulart e Juscelino Kubitschek, j&aacute; que, na vis&atilde;o de seus integrantes, h&aacute; ind&iacute;cios de que as mortes tenham sido planejadas por agentes da ditadura. Recomenda tamb&eacute;m a desmilitariza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias, a cria&ccedil;&atilde;o de locais de mem&oacute;ria dos desaparecidos pol&iacute;ticos, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos de enfrentamento, preven&ccedil;&atilde;o e erradica&ccedil;&atilde;o da tortura, de assassinatos e desaparecimentos for&ccedil;ados por agentes p&uacute;blicos, e que sejam devolvidos, simbolicamente, os mandatos dos deputados estaduais paulistas cassados durante a ditadura.</p>
<p>A comiss&atilde;o pede tamb&eacute;m que o Estado brasileiro crie pol&iacute;ticas e mecanismos permanentes de repara&ccedil;&atilde;o e indeniza&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas das viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos cometidas por agentes da ditadura militar e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o civil e administrativa das empresas que contribu&iacute;ram com o regime e a persegui&ccedil;&atilde;o de trabalhadores.</p>
<p>Sugere tamb&eacute;m que sejam inclu&iacute;dos nos curr&iacute;culos escolares informa&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es sobre a ditadura e as consequ&ecirc;ncias que ainda persistem. &quot;Nossa maior recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; que as pessoas saibam o que foi a ditadura e quais suas consequ&ecirc;ncias. Esse &eacute; nosso maior grito de alerta&quot;, destacou o presidente da comiss&atilde;o, Adriano Diogo, que tamb&eacute;m foi preso e torturado na ditadura.</p>
<p>Para Am&eacute;lia Teles, o trabalho da comiss&atilde;o foi baseado principalmente na busca pela verdade e deve ser perpetuado em outras inst&acirc;ncias. &quot;O trabalho n&atilde;o pode se encerrar hoje. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e demais &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos t&ecirc;m de colher esses relat&oacute;rios &#8211; tanto esse [da comiss&atilde;o estadual] quanto da Comiss&atilde;o Nacional e de outras comiss&otilde;es &#8211; e tomar as provid&ecirc;ncias jur&iacute;dicas que permitam o devido processo legal dos acusados de tortura, assassinatos, estupros e desaparecimentos for&ccedil;ados&quot;, disse ela.</p>
<p>&quot;Para alcan&ccedil;ar a verdade ainda falta muita investiga&ccedil;&atilde;o, a abertura dos arquivos militares e a coopera&ccedil;&atilde;o, principalmente, do Minist&eacute;rio das For&ccedil;as Armadas e das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, que t&ecirc;m documentos fundamentais para o avan&ccedil;o das pesquisas e das investiga&ccedil;&otilde;es&quot;, acrescentou ela.</p>
<p>O relat&oacute;rio final estar&aacute; dispon&iacute;vel na plataforma virtual Verdade Aberta. S&atilde;o 26 cap&iacute;tulos tem&aacute;ticos, 188 casos detalhados de pessoas mortas e desaparecidas, al&eacute;m de todas as recomenda&ccedil;&otilde;es e o conte&uacute;do desenvolvido pelos grupos de trabalho. A plataforma &eacute; multim&iacute;dia, com v&iacute;deos das audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, fotos e documentos levantados pela comiss&atilde;o, al&eacute;m de tr&ecirc;s livros publicados durante o trabalho da Alesp.</p>
<p>Presente &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio final da comiss&atilde;o estadual, o ex-coordenador da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, elogiou os trabalhos e disse que todas as comiss&otilde;es da verdade (legislativas, sindicais, setoriais, universit&aacute;rias e outras que foram criadas em todo o pa&iacute;s) &quot;ajudaram a multiplicar o que j&aacute; vinha sendo feito&quot; pela CNV.</p>
<p>&quot;As investiga&ccedil;&otilde;es que realizamos n&atilde;o come&ccedil;aram conosco e n&atilde;o v&atilde;o acabar conosco. V&ecirc;m de antes, com os documentos contempor&acirc;neos da &eacute;poca em que as viola&ccedil;&otilde;es foram praticadas, e seguir&aacute;. Esses relat&oacute;rios &eacute; que permitir&atilde;o que pesquisadores nas universidades e nos movimentos sociais e a imprensa deem continuidade &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o. Tenho seguran&ccedil;a de que, nos pr&oacute;ximos anos, muitas coisas v&atilde;o ainda acontecer. No &acirc;mbito do governo federal, o que tem em discuss&atilde;o &eacute; a comiss&atilde;o de seguimento. O relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Nacional defende que haja continuidade do trabalho para que as recomenda&ccedil;&otilde;es possam ter acompanhamento por parte do governo&quot;, disse Dallari.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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