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	<title>Ditadura militar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Ditadura militar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Documentário &#8220;Bancários 1985: a greve que mudou a história do país&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2025 07:14:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha Salarial]]></category>
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					<description><![CDATA[A primeira greve nacional de uma categoria de trabalhadores após a ditadura. A grande greve dos bancários de 1985 está completando 40 anos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), lança produção em comemoração aos 40 anos da paralisação que deixou um legado de organização e conquistas não somente à categoria bancária. A [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-773d54c37a44e9f9392e59691b175100">A primeira greve nacional de uma categoria de trabalhadores após a ditadura. A grande greve dos bancários de 1985 está completando 40 anos.</h4>



<p>A <a href="https://contrafcut.com.br/" data-type="link" data-id="https://contrafcut.com.br/">Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf)</a>, lança produção em comemoração aos 40 anos da paralisação que deixou um legado de organização e conquistas não somente à categoria bancária.</p>



<p>A paralisação realizada nos dias 11 e 12 de setembro daquele ano ocorreu num contexto de forte pressão inflacionária, abrangeu mais de 500 mil bancários e travou o sistema financeiro nacional. O país vivia a ressaca do movimento Diretas Já, de 1983/1984, e convivia com as contradições da chamada Nova República.</p>



<p>A greve de 1985 entrou para a história diante desse ineditismo e por todo legado que deixou para a organização dos trabalhadores: a mobilização dos bancários em torno de suas entidades representativas, a unidade nacional e a quebra do isolamento.</p>



<p>Na campanha salarial de 1985, preparar a opinião pública para a greve, ganhando apoio popular, foi elemento essencial. A criatividade e capacidade de comunicação dos sindicatos, ajudou a tornar vitoriosa a greve que conquistou reajuste salarial de 90,78% e antecipação de 25% diante do processo inflacionário que corroía os ganhos dos trabalhadores na ordem de 10% ao mês.</p>



<p>Grandes dirigentes sindicais foram forjados nesses dias de luta. E a unidade nacional da categoria bancária fortalecida em 1985 segue firme rumo à criação do ramo financeiro.</p>



<p>O documentário &#8220;Bancários 1985: a greve que mudou a história do país&#8221; é uma produção Contraf em comemoração aos 40 anos da paralisação que deixou um legado de organização e conquistas não somente à categoria bancária, mas para todas as demais categorias do país.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="jlvid_container"><iframe title="TV Contraf | Bancários 1985: a greve que mudou a história do país" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/vTspbXTM-Gg?start=1013&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h4 class="wp-block-heading">Se Liga <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/reajuste-dos-bancarios-de-568-veja-valores-atualizados/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/reajuste-dos-bancarios-de-568-veja-valores-atualizados/">Reajuste dos bancários de 5,68%. Veja valores atualizados!</a></h4>



<p></p>
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		<title>No julgamento de Bolsonaro, Brasil confronta Trump e seu próprio passado autoritário</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/no-julgamento-de-bolsonaro-brasil-confronta-trump-e-seu-proprio-passado-autoritario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 06:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura militar]]></category>
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					<description><![CDATA[Bolsonaro enfrenta julgamento histórico no STF, em processo que testa democracia e gera tensão com Trump. O jornal norte-americano The Washington Post publicou nesta segunda-feira (1/9) uma análise assinada pelo repórter Terrence McCoy sobre o início do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo é descrito como um marco inédito na [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-0211ffe1e5ffe8c920e0bfd14b6463ca">Bolsonaro enfrenta julgamento histórico no STF, em processo que testa democracia e gera tensão com Trump.</h4>



<p>O jornal norte-americano The Washington Post publicou nesta segunda-feira (1/9) uma análise assinada pelo repórter Terrence McCoy sobre o início do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo é descrito como um marco inédito na história do Brasil, país que já enfrentou mais de uma dezena de tentativas de golpe, mas nunca havia levado generais ou políticos a julgamento por atentar contra a democracia.</p>



<p>Segundo o veículo, Bolsonaro — figura mais popular da direita brasileira — é acusado de articular um plano para subverter a ordem constitucional após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. Ao lado dele, também respondem militares de alta patente, incluindo um almirante e três generais, todos negando as acusações e denunciando suposta perseguição política.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O peso histórico do julgamento</h4>



<p>Especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano apontam que o processo representa um divisor de águas. Carlos Fico, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacou: “Por décadas, estudei mais de uma dúzia de golpes e tentativas de golpe, e todos resultaram em impunidade ou anistia. Desta vez será diferente”.</p>



<p>A acusação sustenta que Bolsonaro não apenas questionou, sem provas, a legitimidade das urnas eletrônicas, mas também teria redigido e apresentado a militares um decreto para “corrigir” o resultado eleitoral. O documento previa ainda a possibilidade de prender e assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, segundo mensagens interceptadas pela polícia, lembra a reportagem.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Reação internacional e confronto com Trump</h4>



<p>A análise ressalta também a crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, aliado de Bolsonaro, classificou o processo como uma “caça às bruxas” e impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, além de sancionar Moraes. Em entrevista ao The Washington Post, o ministro rebateu: “O Brasil não vai ceder à pressão. Todos aqui reconhecem e respeitam o poder militar e econômico dos Estados Unidos, mas o Brasil é independente e continuará independente”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O impacto interno e os fantasmas da ditadura</h4>



<p>O julgamento ocorre em um país ainda marcado por silêncios históricos: a escravidão e a ditadura militar. Ao contrário de vizinhos como Chile e Argentina, que processaram responsáveis por violações de direitos humanos, o Brasil optou pela anistia em 1979. Para a historiadora Lilia Schwarcz, da Universidade de São Paulo, o caso atual tem forte simbolismo: “O Brasil carrega dois pactos de silêncio. É por isso que este processo é tão simbólico”.</p>



<p>A análise do Post lembra que, ao longo da história republicana, o Brasil sofreu 14 tentativas de golpe, metade delas bem-sucedidas. A mais marcante, em 1964, instaurou 21 anos de regime militar, período de censura, torturas e assassinatos reconhecidos pela Comissão Nacional da Verdade em 2012.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Efeitos políticos e o futuro da direita</h4>



<p>As audiências devem durar menos de duas semanas, com transmissão nacional, e podem redefinir a relação entre militares e política. Para o cientista político Matias Spektor, da Fundação Getulio Vargas, trata-se de um momento sem precedentes: “O país nunca colocou na prisão alguém que teve acesso ao aparato bélico do Estado. Isso é revolucionário”.</p>



<p>Pesquisas recentes indicam que a maioria dos brasileiros apoia a prisão domiciliar de Bolsonaro. Além disso, análises sugerem que sua base de apoiadores começa a se fragmentar. A socióloga Esther Solano, da USP, afirmou: “Os bolsonaristas começaram a perceber que Bolsonaro acabou politicamente. A possibilidade de prisão é muito alta”.</p>



<p>Ainda assim, especialistas avaliam que a extrema direita continuará atuante. Uma pesquisa de dezembro apontou que apenas 69% da população declarou apoio pleno à democracia, enquanto 8% afirmaram preferir uma ditadura e 17% disseram não ter preferência. Para Spektor, o fenômeno político criado por Bolsonaro deve sobreviver ao próprio líder: “O movimento vai se desgrudar da família Bolsonaro e seguirá em frente. Essa onda está muito viva no Brasil e nada sugere que diminuirá tão cedo”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia Também <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/7-de-setembro-sera-dia-de-luta-pela-soberania-nacional/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/7-de-setembro-sera-dia-de-luta-pela-soberania-nacional/">7 de Setembro será dia de luta pela soberania nacional</a></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>O crime que a ditadura não conseguiu explicar: livro expõe os bastidores do assassinato de Rubens Paiva</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/o-crime-que-a-ditadura-nao-conseguiu-explicar-livro-expoe-os-bastidores-do-assassinato-de-rubens-paiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 08:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, a jornalista Juliana Dal Piva detalha as diferentes versões fabricadas pelos militares para encobrir o assassinato O desaparecimento e a morte do ex-deputado Rubens Paiva em 1971, por agentes da ditadura militar, sempre intrigaram o meio político, jurídico e a sociedade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b57a63577b345afa91498857383ded57">Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, a jornalista Juliana Dal Piva detalha as diferentes versões fabricadas pelos militares para encobrir o assassinato</h4>



<p>O desaparecimento e a morte do ex-deputado Rubens Paiva em 1971, por agentes da ditadura militar, sempre intrigaram o meio político, jurídico e a sociedade pela falta de completo esclarecimento. Opositor do regime, o ex-parlamentar saiu de casa em 21 de janeiro daquele ano, acompanhado por agentes no Rio de Janeiro. Ele daria um depoimento na sede do DOI-CODI, mas nunca mais voltou.</p>



<p>Juliana Dal Piva, jornalista e mestre pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da FGV-Rio, conhece profundamente a história do crime. Envolvida há mais de quinze anos na investigação sobre mortos e desaparecidos do regime, ela lança Crime Sem Castigo: Como os militares mataram Rubens Paiva.</p>



<p>A obra, publicada pela editora Matrix, é fruto de sua pesquisa de mestrado e revela detalhes da narrativa forjada pela ditadura para encobrir o assassinato de Rubens Paiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-60232" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1024x683.jpg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-300x200.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-150x100.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-768x512.jpg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-1100x733.jpg 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-600x400.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva-20x13.jpg 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/crime-sem-castigo-de-juliana-dal-piva.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Crime sem castigo:</strong> Como os militares mataram Rubens Paiva. Juliana Dal Piva – <a href="https://12ft.io/proxy?q=https%3A%2F%2Famzn.to%2F3QBnGdX">Compre na Amazon</a></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">O livro</h4>



<p>Para compor a obra, Dal Piva recorreu a pesquisas documentais e depoimentos de pessoas envolvidas no caso. Um exemplo marcante é a fala do coronel Paulo Malhães, torturador e assassino confesso da ditadura, que admitiu sua participação na ocultação do corpo de Rubens Paiva.</p>



<p>Em entrevista a CartaCapital, a jornalista explica que o crime contra Rubens Paiva gerou um dilema entre os militares, que tiveram dificuldades para justificar os fatos.</p>



<p>“Ele foi preso em casa, na frente da mulher e dos filhos, e saiu dirigindo seu próprio carro. Não era um integrante da luta armada”, contextualiza. “As circunstâncias do crime, desde a prisão ilegal até o sequestro de Rubens, deixaram os militares sem saída para justificar minimamente o que aconteceu.”</p>



<p>A busca por justiça no caso Rubens Paiva marcou a trajetória política de sua viúva, a ex-advogada e ativista Eunice Paiva.</p>



<p>Eunice, falecida em 2018, é retratada no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que concorreu a três categorias no Oscar 2025: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Ela é interpretada por Fernanda Torres.</p>



<p>Para Dal Piva, o filme – que já alcançou quase 5 milhões de espectadores e está na disputa pelo principal prêmio do cinema – faz justiça à história de Eunice e de outras vítimas da ditadura. “O exercício da justiça, às vezes, acontece fora da lei”, reflete. “Ainda Estou Aqui presta um imenso serviço à memória de Eunice, à família Paiva e a todas as vítimas do regime”, afirma.</p>



<p>O impacto da produção se fez sentir também na estrutura institucional brasileira. Nos últimos meses, a certidão de óbito de Rubens Paiva foi retificada, reconhecendo oficialmente que sua morte foi causada pelo Estado brasileiro.</p>



<p>Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que julgará a morte de Rubens Paiva e de outras vítimas da ditadura, concedendo Repercussão Geral ao julgamento que deve definir a interpretação dos chamados “crimes permanentes”, como sequestro e ocultação de cadáver. O STF tem agora a oportunidade de revisar seu entendimento sobre a aplicação da Lei da Anistia.</p>



<p>Para Dal Piva, essa movimentação do Supremo responde ao impacto do filme. No entanto, ela critica a falta de iniciativa do governo federal para transformar esse momento em medidas concretas de responsabilização e avanços jurídicos</p>



<p>“Esse trabalho permanente é essencial. Ou tratamos esse tema como prioridade, ou ele se perde no tempo. E a conta chega”, adverte. “Nossa conta foi o governo Bolsonaro, o ataque às instituições e a nova tentativa de um golpe de Estado violento.”</p>



<p>Na entrevista, Dal Piva também comenta a importância da imprensa no esclarecimento do caso Rubens Paiva, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe de Estado, além da conjuntura política do país.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Assista</h4>



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<div class="jlvid_container"><iframe title="Juliana Dal Piva: como os militares mataram Rubens Paiva | Entrevista" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/EPx-hDih8tU?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Ainda Estou Aqui vence o Oscar de Melhor Filme Internacional</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-de-melhor-filme-internacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 08:14:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obra dirigida por Walter Salles e estrelada por Fernanda Torres, com participação de Fernanda Montenegro, recebe primeira estatueta do Brasil no maior prêmio do cinema mundial Domingo, 2 de março de 2025. Este é o dia que entrou para a história das artes no Brasil. O longa-metragem Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b3b3b673d01cf9b837f16b6a28acc558">Obra dirigida por Walter Salles e estrelada por Fernanda Torres, com participação de Fernanda Montenegro, recebe primeira estatueta do Brasil no maior prêmio do cinema mundial</h4>



<p>Domingo, 2 de março de 2025. Este é o dia que entrou para a história das artes no Brasil. O longa-metragem <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-no-oscar-ainda-estou-aqui-pode-fazer-historia-com-fernanda-torres-neste-domingo/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-no-oscar-ainda-estou-aqui-pode-fazer-historia-com-fernanda-torres-neste-domingo/">Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, com participação de Fernanda Montenegro, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional</a>, a primeira estatueta conquistada por uma produção brasileira.</p>



<p>O anúncio, no glamouroso Teatro Dolby, em Hollywood, na cidade de Los Angeles, nos EUA, foi feito pela atriz espanhola Penélope Cruz. Assim que o nome da obra brasileira foi anunciado em inglês, “I&#8217;m Still Here”, um rompante de emoção tomou a plateia, para os olhares incrédulos de Walter Salles, Fernanda Torres e Selton Mello, que no filme representou o deputado cassado Rubens Paiva, raptado e assassinado por agentes da Ditadura Militar (1964-1985), no dia 20 de janeiro de 1971.</p>



<p>Em seu discurso, o diretor Walter Salles agradeceu antes de tudo ao cinema brasileiro e dedicou o prêmio a Eunice Paiva, segundo ele uma mulher que decidiu não se curvar diante de uma perda provocada por um regime autoritário. Salles agradeceu ainda &#8220;às duas mulheres extraordinárias&#8221; que deram vida a Eunice, as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.</p>



<p>A premiação de Ainda Estou Aqui no mais relevante evento do cinema mundial levou ao conhecimento de espectadores por todo o globo um pouco da dramática História do Brasil de um passado relativamente recente. Sob 21 anos de uma violenta e sangrenta ditadura, o gigante país sul-americano somou milhares de casos de violações aos direitos humanos, como prisões arbitrárias, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Rubens Paiva, uma notória vítima desses crimes praticados sob um regime de terrorismo de Estado, nunca mais foi visto após ser levado de dentro de casa, no Rio, por agentes da repressão. Sua esposa, Eunice Paiva, que se tornaria uma reconhecida e incansável ativista, é protagonista do filme, interpretada por Fernanda Torres.</p>



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<div class="jlvid_container"><iframe title="Oscar: &#039;Ainda Estou Aqui&#039; leva prêmio de melhor filme internacional; veja discurso de Walter Salles" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/n2Jd5IFncYQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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