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	<title>ditadura civil-militar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>O emocionante discurso de Dilma, vítima da ditadura, sobre Oscar de Ainda Estou Aqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 10:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi graças à Comissão Nacional da Verdade, criada no governo Dilma, que Marcelo Rubens Paiva pôde contar a história de sua família no livro que inspirou o filme premiado A ex-presidenta Dilma Rousseff foi às redes sociais, na madrugada desta segunda-feira (3/3), para publicar um emocionante discurso sobre a conquista histórica do longa-metragem Ainda Estou [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-96eedc862bdd79b91665ef146a9b381a">Foi graças à Comissão Nacional da Verdade, criada no governo Dilma, que Marcelo Rubens Paiva pôde contar a história de sua família no livro que inspirou o filme premiado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A ex-presidenta Dilma Rousseff foi às redes sociais, na madrugada desta segunda-feira (3/3), para publicar um emocionante discurso sobre a conquista histórica do longa-metragem Ainda Estou Aqui, obra dirigida por Walter Salles e estrelada por Fernanda Torres que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pronunciamento de Dilma sobre a vitória do filme em Hollywood traz uma forte carga simbólica: a ex-presidenta, tal como Rubens Paiva, interpretado no filme por Selton Mello, foi presa e torturada pela ditadura militar, e o filme conta, justamente, a história da luta de Eunice Paiva para esclarecer as circunstâncias da morte do marido, assassinado pelo aparelho repressor do regime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, foi graças à Comissão Nacional da Verdade, criada durante o governo de Dilma Rousseff, que o escritor Marcelo Rubens Paiva pôde resgatar a histórica de sua família no livro que inspirou o filme agora premiado com uma estatueta do Oscar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Oscar de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui é um reconhecimento da força da cultura brasileira. Uma homenagem merecida ao nosso cinema, ao diretor Walter Salles, às atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, ao ator Selton Mello e a toda a equipe do filme. Nossa emoção é ainda maior porque a premiação celebra uma obra que presta tributo à civilização, à humanidade e aos brasileiros que sofreram com a extinção das liberdades democráticas, lutando contra a ditadura militar&#8221;, escreveu Dilma Rousseff.</p>



<p class="has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-paragraph"><em>&#8220;É motivo de orgulho saber que a história de Rubens Paiva e de sua família — especialmente a busca incansável de Eunice Paiva pela verdade e pela justiça — pôde ser contada graças ao trabalho da Comissão Nacional da Verdade, que criei durante meu governo para investigar os crimes da ditadura. Trata-se de uma vitória internacional histórica, que honra a todos os que se foram, assim como reverencia aqueles que ainda estão aqui, defendendo a democracia e combatendo o fascismo. Meus aplausos a todos que tornaram esse filme possível&#8221;, prosseguiu a ex-presidenta.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="379" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/dilma.png" alt="" class="wp-image-60219" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/dilma.png 576w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/dilma-300x197.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/dilma-150x99.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/dilma-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Dilma, a Comissão da Verdade e Ainda Estou Aqui</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor Marcelo Rubens Paiva é filho do ex-deputado e engenheiro Rubens Paiva, morto pela ditadura militar na década de 70. Ele também é filho da advogada pelos direitos civis Eunice Paiva, que lutou toda a sua vida para descobrir o paradeiro do marido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcelo lançou, em 2015, o livro “Ainda estou aqui”, sobre a história do desaparecimento e morte de seu pai e a busca incansável de sua mãe. O livro deu origem ao filme homônimo de Walter Salles, com interpretações magistrais, entre elas as de Fernanda Torres no papel de Eunice e de Selton Mello no de Rubens Paiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O longa tem lotado salas cinema no Brasil e em todo o mundo, com reações emocionadas das plateias, além de acumular prêmios em vários festivais de cinema. Em consequência do sucesso do filme, Marcelo Rubens Paiva fez questão de agradecer em sua conta do X, em dezembro de 2024, à ex-presidenta Dilma Rousseff e à Comissão da Verdade. Segundo ele, nem o livro e nem o filme existiriam sem a iniciativa da ex-mandatária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tenha dito! Por conta da Comissão da Verdade, tive elementos para escrever o livro Ainda Estou Aqui, e agora temos esse filme deslumbrante. E Dilma pagou um preço alto pelo necessário resgate da memória&#8221;, publicou o escritor.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="570" height="323" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/rubens.png" alt="" class="wp-image-60218" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/rubens.png 570w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/rubens-300x170.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/rubens-150x85.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/rubens-20x11.png 20w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Torturado e assassinado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Nacional da Verdade apresentou, em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff, documentos e depoimentos que atestaram a entrada de Rubens Paiva no Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em 20 de janeiro de 1971, provando que o político foi torturado e assassinado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Dia histórico: Ainda Estou Aqui ganha Oscar de Melhor Filme Internacional</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-no-oscar-ainda-estou-aqui-pode-fazer-historia-com-fernanda-torres-neste-domingo/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-no-oscar-ainda-estou-aqui-pode-fazer-historia-com-fernanda-torres-neste-domingo/">Domingo, 2 de março de 2025</a>. Este é o dia que entrou para a história das artes no Brasil. O longa-metragem Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, com participação de Fernanda Montenegro, <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-de-melhor-filme-internacional/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/ainda-estou-aqui-vence-o-oscar-de-melhor-filme-internacional/">venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional</a>, a primeira estatueta conquistada por uma produção brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio, no glamuroso Teatro Dolby, em Hollywood, na cidade de Los Angeles, nos EUA, foi feito pela atriz espanhola Penélope Cruz. Assim que o nome da obra brasileira foi anunciado em inglês, “I&#8217;m Still Here”, um rompante de emoção tomou a plateia, para os olhares incrédulos de Walter Salles, Fernanda Torres e Selton Mello, que no filme representou o deputado cassado Rubens Paiva, raptado e assassinado por agentes da Ditadura Militar (1964-1985), no dia 20 de janeiro de 1971.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu discurso, o diretor Walter Salles agradeceu antes de tudo ao cinema brasileiro e dedicou o prêmio a Eunice Paiva, segundo ele uma mulher que decidiu não se curvar diante de uma perda provocada por um regime autoritário. Salles agradeceu ainda &#8220;às duas mulheres extraordinárias&#8221; que deram vida a Eunice, as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A premiação de Ainda Estou Aqui no mais relevante evento do cinema mundial levou ao conhecimento de espectadores por todo o globo um pouco da dramática História do Brasil de um passado relativamente recente. Sob 21 anos de uma violenta e sangrenta ditadura, o gigante país sul-americano somou milhares de casos de violações aos direitos humanos, como prisões arbitrárias, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados. Rubens Paiva, uma notória vítima desses crimes praticados sob um regime de terrorismo de Estado, nunca mais foi visto após ser levado de dentro de casa, no Rio, por agentes da repressão. Sua esposa, Eunice Paiva, que se tornaria uma reconhecida e incansável ativista, é protagonista do filme, interpretada por Fernanda Torres.</p>
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		<title>Livro expõe a relação da Globo com a ditadura militar</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/livro-expoe-a-relacao-da-globo-com-a-ditadura-militar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 08:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Marinho]]></category>
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					<description><![CDATA[Ernesto Rodrigues, ex-jornalista da Globo, lança trilogia literária que revela bastidores da emissora A TV Globo tinha uma relação complexa e tensa com a ditadura militar, que durou entre 1964 e 1985 no Brasil, segundo o jornalista Ernesto Rodrigues, que produz o livro “A Globo”. A obra tem cerca de 400 depoimentos dos arquivos da [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-14e38367b580a1a60a46a42a92a9da9a">Ernesto Rodrigues, ex-jornalista da Globo, lança trilogia literária que revela bastidores da emissora</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A TV Globo tinha uma relação complexa e tensa com a ditadura militar, que durou entre 1964 e 1985 no Brasil, segundo o jornalista Ernesto Rodrigues, que produz o livro “A Globo”. A obra tem cerca de 400 depoimentos dos arquivos da emissora e outras 60 entrevistas com figuras importantes na história do canal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o primeiro volume da obra, “Hegemonia: 1965-1984”, o fundador da emissora, Roberto Marinho, tinha uma relação de “subserviência imposta” com o regime. Rodrigues cita, por exemplo, o programa apresentado pelo coronel Edgardo Erickson, que diariamente lia textos de apoio entusiasmado à ditadura ao vivo na emissora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O militar andava armado nos estúdios e ocupava o “cargo-fantasia de diretor do Departamento de Relações Públicas”, segundo o livro, produzindo o conteúdo sem o crivo de ninguém da Globo e intimidando funcionárias do canal. Ele e o coronel Paiva Chaves, oficial do Exército que se tornou um executivo importante da Globo, “foram contratados com a função de fazer a ponte entre a emissora e o regime”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os coronéis ainda fiscalizavam o que jornalistas escreviam, segundo ex-funcionários. O diretor de jornalismo Armando Nogueira chegou a pedir a Marinho para afastar Erickson, mas o dono da emissora temia perder a concessão da emissora.</p>



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<div class="jlvid_container"><iframe title="Muito Além do Cidadão Kane (Beyond Citizen Kane) - 1993 (FullHD 1080p - Upscalled)" width="1200" height="900" src="https://www.youtube.com/embed/s-8scOe31D0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Novo ministro da Defesa defende celebração de 1964, apesar de torturas!</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/novo-ministro-da-defesa-defende-celebracao-de-1964-apesar-de-torturas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[celebrar ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura civil-militar]]></category>
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					<description><![CDATA[Para general, é preciso considerar situação da época. Ele diz que militares “pacificaram o país”. Críticos lembram torturas e ruína econômica Ao assinar sua primeira Ordem do Dia, alusiva a 31 de março, o novo ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, defendeu a celebração do golpe de 1964 – que o general, como fazem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para general, é preciso considerar situação da época. Ele diz que militares “pacificaram o país”. Críticos lembram torturas e ruína econômica</p>
<p></p>
<p>Ao assinar sua primeira Ordem do Dia, alusiva a 31 de março, o novo ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, defendeu a celebração do golpe de 1964 – que o general, como fazem as Forças Armadas, chama de “movimento”. O militar recorreu a fatores históricos para justificar seu ponto de vista, no momento em que o país vive turbulência política e social.</p>
<p> </p>
<p>“Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época”, afirma Braga Netto no início da Ordem do Dia. Ele cita o final da 2ª Guerra Mundial, um novo “mapa geopolítico internacional” e o surgimento da chamada Guerra Fria, opondo as duas potências da época, Estados Unidos e União Soviética.</p>
<p> </p>
<p><strong>“Ameaça à democracia”</strong></p>
<p>O militar repisa o argumento de que o Brasil enfrenta “ameaça real à paz e à democracia”. Assim, acrescentou, houve mobilização social, com apoio empresarial, da imprensa e de lideranças políticas, entre outros setores, que em 1964 interrompeu o que ele chama de “escalada conflitiva”. Dessa forma, diz o general, as Forças Armadas “acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos”. Nenhuma palavra sobre a ausência de liberdade democráticas durante 21 anos, a partir de golpe com apoio norte-americano.</p>
<p> </p>
<p>O ministro prossegue citando a Lei da Anistia, aprovada em 1979, que teria trazido “pacificação”. A lei é contestada até hoje no Supremo Tribunal Federal e tem evitado punição de torturadores. Movimentos organizam um ato para esta quarta (31) pela sua revisão. O general afirma ainda que o Brasil teve uma “transição sólida” e hoje tem novos desafios, com as Forças Armadas “na linha de frente, protegendo a população”.</p>
<p> </p>
<p>“A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País”, diz Braga Netto, acrescentando que 1964 faz parte da trajetória histórica do Brasil. “Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março”, conclui.</p>
<p> </p>
<p><strong>“Genocidas, sádicos”</strong></p>
<p>Logo depois da divulgação do documento, as críticas começaram a circular nas redes sociais. O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), por exemplo, lamentou que no dia em que o país registre o recorde de 3.780 mortes em consequência da covid-19 o “desgoverno” solte uma nota “criminosa”. E acrescentou: “Genocidas”. A também deputada Natalia Bonavides (PT-RN) foi mais ácida: “A pacificação estaria em colocar ratos nas vaginas de mulheres torturadas? Em matar e ocultar cadáveres (até hoje)? Canalhas sádicos!”.</p>
<p> </p>
<p>Natalia também anunciou, em seu perfil no Twitter, que notificou hoje mesmo a Corte e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos “porque o governo Bolsonaro, de novo, usou a máquina pública para celebrar um golpe que deu início a uma ditadura assassina. A conduta descumpre determinações anteriores da Corte.”</p>
<p> </p>
<p>“Ditadura não é nunca para ser comemorada!”, exclamou a atriz Patricia Pillar. O professor de Direito Conrado Hubner, da Universidade de São Paulo (USP), ironizou: “A gente torturou mulher nua na frente dos filhos, a gente matou, prendeu, sumiu com corpos, a gente arruinou a economia do país e praticamos grande corrupção. Mas compreendam o contexto histórico”.</p>
<p>Crédito: Arquivo Nacional/Correio da Manhã<br />Fonte: Rede Brasil Atual</p>
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