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	<title>Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Desigualdades impactam na saúde da mulher no ambiente de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acúmulo de Responsabilidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente Corporativos]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdes]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)]]></category>
		<category><![CDATA[Lesões por Esforços Repetitivos (LER)]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabia que as mulheres são as mais propensas a desenvolverem doenças ocupacionais? Ou seja, elas têm mais desafios a enfrentar quando o assunto é saúde no ambiente de trabalho Alguns fatores podem ser apontados como causa desta realidade. Entre eles, a dupla jornada e o acúmulo de responsabilidades.   Uma pesquisa divulgada pelo Instituto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que as mulheres são as mais propensas a desenvolverem doenças ocupacionais? Ou seja, elas têm mais desafios a enfrentar quando o assunto é saúde no ambiente de trabalho<br />
</p>
<p>Alguns fatores podem ser apontados como causa desta realidade. Entre eles, a dupla jornada e o acúmulo de responsabilidades.</p>
<p> </p>
<p>Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostrou que as mulheres dedicam 18,5 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos. Isso representou cerca de 70% mais tempo do que os homens (10,5 horas).</p>
<p> </p>
<p>Além disso, estatísticas sobre o mercado de trabalho apontam que elas não usufruem das mesmas condições que os homens em diversos aspectos. Desde rendimento, formalização até a disponibilidade de horas para trabalhar.</p>
<p> </p>
<p>A taxa de realização de afazeres domésticos das mulheres (92,2%) continua maior do que a dos homens (78,2%). Cozinhar foi a atividade com a maior diferença entre os sexos.</p>
<p> </p>
<p><img decoding="async" title="Desigualdades impactam na saúde da mulher no ambiente de trabalho" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2020/03/9712-1584350603.png" alt="Desigualdades impactam na saúde da mulher no ambiente de trabalho" /></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Acúmulo de responsabilidades pode prejudicar saúde e rendimento</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Já houve épocas em que a ideia de saúde da mulher estivesse sempre relacionada à sua saúde reprodutiva, apenas. Hoje, com elas assumindo um novo papel na sociedade, este tipo de pensamento fica cada vez mais para trás.</p>
<p> </p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde está relacionada a vários aspectos: bem-estar físico, mental e social, além de acesso ao lazer, moradia, educação e mobilidade urbana.</p>
<p> </p>
<p>Portanto, são diversos os fatores que podem implicar nesse bem-estar. O fato, por exemplo, de que as profissionais femininas acumulem mais tarefas em relação aos homens as tornam também mais propensas a terem doenças ocupacionais.</p>
<p> </p>
<p>É importante entender que não, necessariamente, é só o trabalho que fará uma pessoa doer. Mas o peso de precisar equilibrar vários lados da vida pode trazer consequências.</p>
<p> </p>
<p>A publicitária Rhaissa Vitor, 31 anos, passou pela experiência de precisar dar uma pausa no trabalho. Ela teve estafa, um desgaste do organismo que pode comprometer o desempenho em diversas atividades rotineiras, sejam elas físicas ou intelectuais.</p>
<p> </p>
<p>“Venho de longos anos de muito trabalho no Rio e em São Paulo, e uma carga horária bem puxada, dentro de uma realidade nada tranquila. Cheguei ao ponto de ter crises de ansiedade e muita dor muscular nada desejáveis e em situações bem desconfortáveis: em casa ao acordar, insônias em dias que você precisa dormir para descansar a noite trabalhada, sudorese no meio de reuniões, taquicardia em calls, concentração e focos abalados por pequenas distrações”, conta.</p>
<p> </p>
<p>Ela também diz que perdeu a vontade de fazer coisas que gostava, como ver gente e praticar esportes. Chegou a travar a cervical por tensão muscular e teve licença médica de três dias de repouso.</p>
<p> </p>
<p>Em outro episódio precisou de duas semanas em casa para amenizar o quadro de síndrome de burnout. Um estado de esgotamento físico e mental cuja causa, segundo o psicólogo Herbert J. Freudenberger, está intimamente ligado à vida profissional.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Esgotamento profissional é mais comum em mulheres</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Em um seminário realizado pela pela Fundacentro-PR, foi apontado que as mulheres são vítimas mais comuns de esgotamento profissional. A questão foi levantada pela enfermeira do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Vania Camargo.</p>
<p> </p>
<p>De acordo com ela, a mulher sofre com a sobrecarga da dupla jornada: ter um emprego e cuidar da casa e da família. Esse cenário pode levar ao burnout, que faz com que a pessoa se sinta sempre exausta e incapaz de trabalhar.</p>
<p> </p>
<p>Dados de 2018 apontam que esse adoecimento afeta 30% dos trabalhadores brasileiros. Como modos de prevenir, lidar e combater a síndrome, a enfermeira indica a prática de esportes, meditação, sono adequado e acompanhamento psiquiátrico.</p>
<p> </p>
<p>Foi justamente isso que a publicitária Rhaissa buscou. Desde que se viu nesta condição, identificou a necessidade de continuar buscando ferramentas e métodos que pudessem a apoiar na jornada:</p>
<p> </p>
<p>“Desde então mantenho a terapia cognitivo comportamental toda semana, tomo florais ou psicoterápicos para acalmar o sono em semanas mais agitadas e me esforço para voltar mais ativamente para os esportes também.”</p>
<p> </p>
<p>Hoje, trabalhando como producer e atuando na liderança operacional de campanhas, produtos digitais, produções audiovisual e ativações, ela já superou o desafio. Na época, quando seu estado impactou sua produtividade no trabalho, ela precisou encontrar saída.</p>
<p> </p>
<p>Rhaissa conta que foi transparente com a sua liderança, quando foi necessário dar um basta e aceitar uns dias em casa. As demandas foram priorizadas e alguns prazos negociados.</p>
<p> </p>
<p>Porém, como já apontado, não só a vida profissional que pode levar alguém a ter um esgotamento. A publicitária acredita que há inúmeros fatores que possam potencializar qualquer síndrome.</p>
<p> </p>
<p>“A transformação da gente pode vir em meio ao caos e estará/está tudo bem. A dor é passageira e não compare seu sentimento com o de outros, conte com sua rede de amigas, das manas que passaram por isso. E os aprendizados desta fase de incertezas e grandes receios que devem prevalecer!”, observa.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Estudo aponta doenças com maior ocorrência entre as mulheres no trabalho</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Em 2014, uma pesquisa feita pelo extinto Ministério da Previdência Social já apontava que as mulheres são mais vulneráveis a doenças causadas pelo trabalho. Alguns anos se passaram, mas o cenário não mudou muito.</p>
<p> </p>
<p>A Agência de Saúde Pública de Barcelona, na Espanha, apontou que cargas de trabalho maiores do que 40 horas por semana podem acarretar problemas físicos e emocionais mais sérios do que se imagina. E, é isso que acontece com muitas mulheres que acumulam afazeres.</p>
<p> </p>
<p>De acordo com o estudo, as doenças mais comuns entre as mulheres no ambiente de trabalho incluem Ler/Dort, enxaqueca, estresse, gastrite, ansiedade, depressão, fadiga crônica, endometriose, mioma, problemas cardíacos e alterações hormonais e psicológicas.</p>
<p> </p>
<p>As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) também são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros de modo geral.</p>
<p> </p>
<p>Um levantamento do Ministério da Saúde feito em 2019 mostra que, em 10 anos, esses dois problemas de saúde representam 67.599 casos entre os trabalhadores do país. Índice aumentou 184% no mesmo período.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Mulheres subocupadas precisam equilibrar tarefas</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Segundo o IBGE, em 2017, as mulheres eram cerca de 54% dos 6,46 milhões de trabalhadores subocupados. Ou seja, pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais.</p>
<p> </p>
<p>Porém, mesmo trabalhando menos horas fora, elas dedicaram 73% mais tempo que os homens com cuidados pessoais e afazeres domésticos. Daí vem, em grande parte dos casos, a sobrecarga.</p>
<p> </p>
<p>De acordo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, um exemplo dessa situação são as mulheres que têm filho pequeno:</p>
<p> </p>
<p>“Que querem trabalhar mais, porém não conseguem, por não terem com quem deixar a criança”.</p>
<p> </p>
<p>Além das doenças físicas e psicológicas e do acúmulo de tarefas, não se pode esquecer de outras situações às quais as mulheres são constantemente submetidas, dentro e fora do ambiente de trabalho.</p>
<p> </p>
<p>Como assédio sexual e moral por parte de chefes e colegas, agressões, feminicídio, dentre outras, afetando assim a saúde e a segurança das profissionais das mais diversas áreas. Embora a legislação estabeleça medidas de proteção, elas ainda se mostram insuficientes.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/mais-de-43-das-mulheres-sofrem-assedio-moral-nas-empresas" target="_blank">&gt;&gt; Mais de 43% das mulheres sofrem assédio moral nas empresas</a></p>
<p>Fonte: Folha Dirigida &#8211; 07/03/2020</p>
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