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	<title>Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<item>
		<title>Entenda o que são Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho (DORT)</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/entenda-o-que-sao-disturbios-osteomusculares-relacionado-ao-trabalho-dort/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Lesões por Esforços Repetitivos]]></category>
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					<description><![CDATA[As DORT decorrem do uso inadequado e repetido das estruturas, atrelado a uma postura inadequada por ambientes inapropriados. Um dos grandes problemas que acometem a classe trabalhadora na atualidade são as lesões por desordens ocupacionais, ou seja, decorrentes do trabalho. São denominadas Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou, como é definida pela previdência social desde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As DORT decorrem do uso inadequado e repetido das estruturas, atrelado a uma postura inadequada por ambientes inapropriados.<br />
</p>
<p>Um dos grandes problemas que acometem a classe trabalhadora na atualidade são as lesões por desordens ocupacionais, ou seja, decorrentes do trabalho. São denominadas Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou, como é definida pela previdência social desde 1998, Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho (DORT).</p>
<p> </p>
<p>A DORT, pode afetar funcionários de todos os escalões em uma empresa, em suas diferentes atividades e está atrelado a fatores de riscos que desencadeiam um conjunto de sinais e sintomas que podem afastar o profissional do trabalho e até, deixa-lo improdutivo. Para se ter uma idéia, a DORT representa hoje no Brasil a segunda causa de afastamento do trabalho. Sua incidência é maior no sexo feminino, numa faixa etária economicamente ativa (entre os 30 e 40anos).</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Definição e etiologia</strong></span></p>
<p> </p>
<p>DORT, por definição, são desordens neuro-músculo-tendinosas de origem ocupacional que acomete principalmente os membros superiores, escápulas e pescoço. As desordens decorrem do uso inadequado e repetido das estruturas, atrelado a uma postura inadequada por ambientes inapropiados.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fatores de risco</strong></span></p>
<p> </p>
<p>O grupo de trabalhadores em risco de densenvolver lesões são aqueles que estão expostos a fatores de riscos, como:</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Movimentos repetitivos;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Esforço e força;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Postura inadequada;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Trabalho muscular estático;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Invariabilidade da tarefa;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Choques e impactos;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Pressão mecânica;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Vibração;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Frio;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Fatores organizacionais;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Falta de tempo para as estruturas se recuperarem;</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;">Estresse emocional e exigência de produtividade.</span></p>
<p> </p>
<p>Apenas um fator isolado não é determinante para a ocorrência de DORT, mas sim uma combinação deles associados à sua freqüência, intensidade e duração.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Formas clínicas</strong></span></p>
<p> </p>
<p>As formas clínicas mais conhecidas, por serem as mais incidentes, são:</p>
<p> </p>
<p>Dedo em gatilho, Doença de De Quervain ; Síndrome do túnel do carpo ou ulnar; Epicondilite lateral; Epicondilite medial; Bursites e Cervicobraquialgias.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Quadro clínico</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Os sintomas e sinais clínicos podem ser enquadrados em quatro estágios e se referem, resumidamente em:</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Primeiro estágio –</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sensação de desconforto e peso no membro afetado;</p>
<p> </p>
<p>Ainda não interfere na produtividade;</p>
<p> </p>
<p>Melhora com repouso;</p>
<p> </p>
<p>Sinais clínicos ausentes.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Segundo estágio –</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Presença de dor e com persistência durante a atividade;</p>
<p> </p>
<p>Redução da produtividade;</p>
<p> </p>
<p>Sensação de formigamento e calor;</p>
<p> </p>
<p>A recuperação demora no repouso;</p>
<p> </p>
<p>Presença de nodulações na bainha muscular.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Terceiro estágio –</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Dor forte e persistente;</p>
<p> </p>
<p>O repouso apenas atenua a dor;</p>
<p> </p>
<p>Perda da força muscular e parestesia;</p>
<p> </p>
<p>Sensível queda da produtividade;</p>
<p> </p>
<p>Edema freqüente e recorrente;</p>
<p> </p>
<p>Alterações da sensibilidade da pele.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Quarto estágio –</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Dor contínua, insuportável;</p>
<p> </p>
<p>Perda evidente da força;</p>
<p> </p>
<p>Perda do controle de movimento;</p>
<p> </p>
<p>Edema persistente;</p>
<p> </p>
<p>Atrofia por desuso;</p>
<p> </p>
<p>Atividades da vida diária bastante prejudicadas;</p>
<p> </p>
<p>Depressão, ansiedade, angustia.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Diagnóstico</strong></span></p>
<p> </p>
<p>É essencialmente clínico, baseado na história da doença, na análise da atividade profissional e no exame físico detalhado da estrutura envolvida (inclusive os testes específicos). Exames como eletroneuromiografia também pode ser requisitado.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Tratamento preventivo</strong></span></p>
<p> </p>
<p>O tratamento da DORT deve ser voltado, principalmente, na sua prevenção por ser uma forma de controle e por acarretar menor custo social. Baseado nisto, várias campanhas explicativas estão sendo feitas para conscientizar a população para os fatores de riscos causais e até mesmo, com identificar e repelir o problema. Um espaço ergonomicamente adequado para o trabalho, a reeducação dos movimentos, pausas para descanço e adoção de um programa de atividades físicas são medidas que podem ser incorporadas à jornada de trabalho com finalidade preventiva e de qualidade de vida.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Tratamento clínico</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Uma vez estabelecida a DORT, o tratamento deverá ser realizado através de medidas médicas ( medicações antiflamatórias ) e fisioterápicas tendo o indivíduo um redirecionamento da sua função ou até mesmo em estágios avançados, um afastamento do trabalho.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fisioterapia</strong></span></p>
<p> </p>
<p>A fisioterapia tem um papel muito importante no tratamento da DORT desde a fase de agudização dos sintomas clínicos até a reeducação da atividade e ergonomia do ambiente de trabalho. Na fase aguda, compreendendo os estágios clínicos citados, a conduta será direcionada para tratar os sinais e sintomas presentes, como: dor, edema, hipotrofia muscular ( diminuição de força e encurtamento muscular ), alterações de sensibilidade (hipoestesias ou hipestesias ). Contudo, esta conduta interage apenas com as conseqüências da DORT, a sua causa só será mesmo atacada quando os fatores de risco forem anulados em conjunto com uma reeducação de sua atividade no meio de trabalho.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Conduta Fisioterápica</strong></span></p>
<p> </p>
<p>O que abaixo será explanado diz a respeito de uma conduta de tratamento para os sintomas que geralmente estarão presentes. Contudo, é válido salientar, que cada caso é um caso assim, particularidades vão existir e a conduta não segue-se a uma receita para todo mundo.</p>
<p> </p>
<p>Em primeiro lugar, o segmento acometido deverá receber repouso através de imobilizações do tipo órteses de posicionamento. Este tipo de imobilização, por ser móvel, permite o repouso desejado sem inibir o movimentos e assim menor hipotrofismo.</p>
<p> </p>
<p>A dor é a queixa mais incidente e responsável pela má utilização do segmento afetado ( com dor, a pessoa tende a não usar o segmento para não haver piora e assim levando a um hipotrofismo muscular ) . Crioterapia por bandagens e TENS (burts) estão indicados nesta fase aguda para tratamento da dor.</p>
<p> </p>
<p>Edema é outro sinal presente, limitador dos movimentos que pode ser mole e evoluir para duro quando não tratado. Para tanto, o calor produzido pelo ultrassom pode ser uma alternativa eficiente associado com estímulos de movimentos ( bomba muscular tem ação na reabsorção do líquido extrvascular ). A massoterapia está contra indicada na fase aguda devido aos intensos sinais flogísticos.</p>
<p> </p>
<p>À cinesioterapia deve ser iniciada o quanto antes possível e deve ser direcionada tanto para o segmento envolvido propriamente dito como também, para as outras estruturas associadas ( ex: uma lesão tipo síndrome do túnel do carpo, pode Ter além do punho e mão envolvida, o braço e a cintura escapular também). O reequilibro muscular é o objetivo obtido através de exercícios de flexibilização e força. O trabalho de força inicialmente pode ser obtido com uso de correntes de contração como FES associado aos movimentos ativos livres. Porém, os movimentos ativos são almejados e iniciados o quanto antes ( de acordo com o quadro clínico ), ao qual deve evoluir para ativo resistidos.</p>
<p> </p>
<p>O trabalho de sensibilização ou dessensibilização é feito quando alterações somestésicas estão envolvidas e até mesmo como forma propceptiva. O mesmo pode ser feito através de buchas, escovas e chumaços de algodão na pele acometida.</p>
<p> </p>
<p>A reeducação dos movimentos como todo deve ser feita e nesta introduzida as atividades da vida diária e do trabalho.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Caso clínico</strong></span></p>
<p>Paciente do sexo feminino, 35 anos, apresentando dor ao nível do cotovelo ( dor referida ao nível do epicôndilo lateral ) , edema local presente, não agüenta pegar objetos de peso. Teste do tenista e Mill positivos.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>RESPOSTA</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Trata-se de uma epicondilite lateral onde os músculos e supinadores e extensores dos dedos e punho estão envolvidos ( resposta obtida pelos testes positivos ).</p>
<p> </p>
<p>O tratamento consistirá de panquecas de gelo para dores ( inclusive em casa ), ultrassom para o edema e também para as dores, alongamentos da musculatura do antebraço como um todo ( principalmente os que já estiverem com grau de encurtamento ) bem como, exercícios ativos livres e, quando possível resistidos.</p>
<p> </p>
<p><strong><em>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e seu nome.</em></strong></p>
<p>Fonte: interfisio.com.br<br />Escrito por: Patrícia Vieira Fernandes</p>
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