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	<title>direitos humanos no trabalho &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Projeto de Lei determina que empresas respeitem direitos humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[PL dos direitos humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Entregue nesta terça (29), por deputados federais de oposição ao governo, Projeto de Lei que lança diretrizes para sobrepor direitos humanos a acordos econômicos e de outras naturezas Parlamentares de oposição e lideranças de movimentos populares apresentaram, nesta terça-feira (29), na Câmara dos Deputados, uma proposta que institui um marco nacional sobre direitos humanos e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entregue nesta terça (29), por deputados federais de oposição ao governo, Projeto de Lei que lança diretrizes para sobrepor direitos humanos a acordos econômicos e de outras naturezas</p>
<p></p>
<p>Parlamentares de oposição e lideranças de movimentos populares apresentaram, nesta terça-feira (29), na Câmara dos Deputados, uma proposta que institui um marco nacional sobre direitos humanos e empresas.</p>
<p> </p>
<p>Chamado de Projeto de Lei (PL) 572/22, o texto aponta diretrizes para se promoverem políticas públicas na área, aplicando as normas nacionais e internacionais que versam sobre essas garantias.</p>
<p> </p>
<p>A proposta surge após a escalada de retirada de direitos agravada no Brasil de 2015 para cá. Para tentar impedir novos ataques a essas garantias, a oposição busca balizar em forma de lei uma série de instruções que devem nortear a ação de instituições do sistema de Justiça, de empresas e entidades financeiras que atuem no território nacional, com ou sem atividade transnacional.</p>
<p> </p>
<p>A proposta determina que os entes federativos e as empresas devem respeitar e não violar os direitos humanos, bem como devem se privar de estabelecer vínculos colaborativos com instituições, empresas ou organizações que desrespeitem esses direitos.</p>
<p> </p>
<p>Outra determinação feita ao segmento é que, em caso de violações, os entes federativos e as empresas atuem no sentido de reparar integralmente os danos causados e garantir pleno acesso a documentos e dados que sejam úteis à defesa dos direitos dos atingidos.</p>
<p> </p>
<p>Em 30 páginas, o PL determina outras diretrizes, como o fato de que as normas de direitos humanos devem se sobrepor aos diferentes acordos, sejam eles econômicos, de serviços, de comércio ou de outra natureza.</p>
<p> </p>
<p>“Nós apresentamos essa contribuição ao debate e queremos fazer audiência pública e mobilizar a sociedade pra garantir que diretos humanos, ambientais e trabalhistas estejam acima da ganância e dos lucros de grandes empresas transnacionais que têm muito mais poder e dinheiro do que muitos Estados-nação”,  afirma a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS).</p>
<p> </p>
<p>Além dela, assinam o PL os deputados Áurea Carolina (Psol-MG),  Carlos Veras (PT-PE) e Hélder Salomão (PT-ES). O texto foi construído a muitas mãos, a partir de demandas colocadas por segmentos populares.</p>
<p> </p>
<p>Um estudo desenvolvido pelo Centro de Direitos Humanos e Empresas da UFJF (Homa) com apoio da Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES-Brasil) subsidiou a confecção do texto, cuja elaboração contou ainda com participação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da ONG Amigos da Terra Brasil.</p>
<p> </p>
<p>O assessor político e legislativo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Paulino Montejo, afirma que a entidade apoia a proposta porque vê nesse tipo de medida uma forma de se frear o rastro de “destruição e morte” deixado por conglomerados empresariais nos territórios de comunidades tradicionais.  </p>
<p> </p>
<p>Tais áreas estão entre as mais visadas do grande capital internacional e costumam ser palco frequente de grandes violações ambientais e outras naturezas.</p>
<p> </p>
<p>“Estamos juntos nessa luta. Esperamos que o projeto seja aprovado, embora não seja fácil, mas, se é pra defender a vida e os territórios, que são partes essenciais da vida, por que não? A Apib tem essa responsabilidade de se somar a todos os movimentos, inclusive neste momento crítico que o país vive”, destaca Montejo.</p>
<p> </p>
<p>Letícia Paranhos, integrante da ONG Amigos da Terra Brasil, aponta que a sede de justiça por parte das comunidades mais vulneráveis é estimulada pela desigualdade de poder, uma característica marcante no cenário econômico que opõe o grande capital e esses segmentos.</p>
<p> </p>
<p>“A gente vive um cenário jurídico que aumenta a assimetria de poder entre as empresas transnacionais e os povos e também entre os estados. As transnacionais têm hoje um poder econômico e político muito maior que o dos estados, e que dirá das comunidades atingidas pelas suas violações”, desabafa.  </p>
<p> </p>
<p><strong>“Impunidade corporativa”</strong></p>
<p>Em missão pelo Brasil, o eurodeputado Miguel Urbán Anticapitalistas-Espanha) participou da apresentação do PL 572/22 na Câmara dos Deputados e destacou a importância de se combater a “impunidade corporativa”.</p>
<p> </p>
<p>“A verdade é que a luta contra o poder corporativo não é nova. O que acontece é que, cada vez mais, o poder corporativo é mais forte, mais impune e é um perigo real maior pra humanidade”, disse, ao entoar a necessidade de se ter um mecanismo que “enfrente essa ameaça”.</p>
<p> </p>
<p>Ele caracterizou o texto do PL 572 como “muito avançado” na proteção dos direitos humanos e no combate à impunidade de empresas infratoras e suas violações. No campo garantista, uma das principais preocupações é com a ação de conglomerados transnacionais, muitos deles conhecidos por desrespeitarem direitos humanos, sociais, trabalhistas e ambientais em diferentes ramos de atuação, como é o caso da mineração e da geração de energia elétrica.</p>
<p> </p>
<p>“Nós sabemos quais os interesses das multinacionais. O problema é alguém disposto a pará-las porque o que a gente vê cada vez mais são tribunais de arbitragens extrajudiciais. Cada vez mais vemos mais agressões com os direitos dos povos, e aí a questão-chave é como desmantelar o poder corporativo e colocar fim à sua impunidade”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tramitação</strong></p>
<p>Protocolado no último dia 14, o PL 572 foi encaminhado para as Comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e Constituição e Justiça (CCJ), não tendo ainda data prevista para votação nesses colegiados.</p>
<p>Fonte: Brasil de Fato | Brasília (DF)<br />Escrito por: Cristiane Sampaio com edição Rodrigo Durão Coelho</p>
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