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	<title>DIGITALIZAÇÃO DA ECONOMIA &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Pochmann: O trabalho em novas dimensões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ ERA DIGITAL]]></category>
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					<description><![CDATA[Precarização invade casas, rouba tempo livre e impõe vida débito-crédito. O labor na Era Digital precisa ser regulado, mas também é essencial apostar em ações formativas, na reindustrialização e no cuidado, em busca de ocupação plena   O horizonte da centralidade da relação salarial perdeu força com a ruína da sociedade industrial. Há mais de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Precarização invade casas, rouba tempo livre e impõe vida débito-crédito. O labor na Era Digital precisa ser regulado, mas também é essencial apostar em ações formativas, na reindustrialização e no cuidado, em busca de ocupação plena</p>
<p></p>
<p> </p>
<p>O horizonte da centralidade da relação salarial perdeu força com a ruína da sociedade industrial. Há mais de três décadas, o ingresso passivo e subordinado na globalização foi acompanhado do reposicionamento do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho, interrompendo a industrialização nacional.</p>
<p> </p>
<p>Com isso, a trajetória do assalariamento sofreu significativa inflexão, sobretudo no segmento dos empregados protegidos por direitos sociais e trabalhistas. A partir de então, o projeto de construção da sociedade centrada na valorização do trabalho que fora implementado pela Revolução de 1930 passou a ser fortemente atacado.</p>
<p> </p>
<p>Exemplo disso foi o desaparecimento da dualidade que comandava a composição do governo federal demarcado pela polarização entre os ministérios da Fazenda, que articulava os interesses do patronato industrial, e o do Trabalho, que integrava a conveniência do mundo do labor. De um lado, o ministério da Fazenda passou a ser ocupado por representantes dos interesses especulativos e financeiros e, de outro, o ministério do Trabalho ficou cada vez mais enfraquecido e atarefado pelas emergências da falsa polarização neoliberal entre emprego ou direitos.</p>
<p> </p>
<p>Neste primeiro quarto do século 21, por exemplo, o conjunto dos países se encontra repartido no mundo entre produtores e consumidores de bens e serviços digitais. No caso brasileiro, a decadência registrada no seu desempenho, que declinou para a 13° economia do mundo, se mostra incompatível com o posto de quarto maior mercado consumidor de bens e serviços digitais.</p>
<p> </p>
<p>O desequilíbrio entre a estrutura produtiva envelhecida e a modernização do padrão de consumo tem sido mantido pela via das importações de produtos com maior valor agregado e conteúdo tecnológico, financiados pela dependência do modelo primário-exportador. Em função disso, o tema do trabalho crescentemente secundarizado pela nova relação débito-crédito, fundada na captura dos rendimentos variáveis (programas públicos de transferências de renda, endividamento privado, ocupações gerais legais e ilegais, monetização das redes sociais e outras) se impôs sob novas dimensões.</p>
<p> </p>
<p>A primeira se relaciona à reconceituação do trabalho diante do avanço da Era Digital. Diferentemente do que ocorria na sociedade industrial, o trabalho deixou de ser apenas uma expressão do que se realiza fundamentalmente fora de casa, em locais determinados (fábrica, escritório, banco, supermercado, canteiro de obra, lavoura e outros) e por tempo previamente definido.</p>
<p> </p>
<p>A digitalização crescente da sociedade amplia cada vez mais o horizonte do trabalho que se encontra conectado em distintos locais e temporalidades. A escassa limitação regulatória ocorre paralelamente à intensificação e extensão do trabalho precário, cujo grau de exploração acompanha a sua desvalorização comparável à década de 1920.</p>
<p><img decoding="async" title="Pochmann: O trabalho em novas dimensões" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2022/11/12906-1667998042.jpg" alt="Pochmann: O trabalho em novas dimensões" /></p>
<p><strong>Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></p>
<p>Como dimensão promotora e protetiva, a regulação do labor seria um novo diálogo temático com as reformas trabalhista de 2017 e previdenciária de 2019 – a definição do padrão mínimo aceitável de regras, representação coletiva e solução de conflitos para o conjunto do mundo do trabalho, para além do assalariamento formal.</p>
<p> </p>
<p>Na dimensão educacional e formativa, é necessária a reorganização das bases qualificadoras do trabalho atualmente existentes para atender ao longo da vida. A responsabilidade compartilhada tripartite constitui o elemento convergente com a redefinição formativa da identidade e pertencimento no mundo do trabalho.</p>
<p> </p>
<p>Tudo isso converge com as novas fontes possíveis geradoras de ocupação. O dinamismo que ocorre com a reindustrialização e a reestruturação geral dos serviços de cuidado pode abrir a nova oportunidade da plena ocupação no Brasil.</p>
<p> </p>
<p>Tudo isso está no horizonte de possibilidades teóricas. A sua conversão em realidade implica em compreender o trabalho de forma holística, com maioria política organizada. Do contrário, a relação salarial prosseguirá perdendo a centralidade no interior do mundo do trabalho.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Por Marcio Pochmann</strong> &#8211; Economista, pesquisador e político brasileiro. Professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou dezenas de livros sobre Economia, sendo agraciado três vezes com o Prêmio Jabuti.</p>
<p>Crédito: Márcio Pochman/Outras Palavras<br />Fonte: OUTRASPALAVRAS<br />Escrito por: Marcio Pochmann</p>
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