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	<title>desigualdade social &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>desigualdade social &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Renda dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que dos 40% mais pobres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 12:38:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade diminui em 2024]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade no brasil]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
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		<category><![CDATA[Mais ricos e pobres]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar da desigualdade, é a menor razão registrada desde 2012 O Brasil registrou, em 2024, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8), os&#160;10% [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-49d711c6957e6d08b08a6de1430225ca">Apesar da desigualdade, é a menor razão registrada desde 2012</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Brasil registrou, em 2024, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012</strong>. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8), os&nbsp;<strong>10% da população brasileira com os maiores rendimentos recebem 13,4 vezes o que ganham os 40% da população com os menores rendimentos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do país ainda ser bastante desigual, essa é a menor razão registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em 2024, os 10% da população que ganham mais recebiam, em média, R$ 8.034. Já os 40% da população que recebem menos, ganhavam, em média, R$ 601</strong>. Em 2018, foi registrada a maior diferença, os 10% mais ricos recebiam 17,8 vezes o que ganhavam os 40% mais pobres.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considerados os 1% com os maiores rendimentos, a diferença aumenta. O rendimento médio dessa parcela da população chegava, em 2024, a R$ 21.767, 36,2 vezes o rendimento dos 40% de menor renda</strong>. Essa razão reduziu em relação a 2023, quando era 39,2 vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Pnad investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos das pessoas residentes no Brasil. A&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-05/rendimento-medio-dos-brasileiros-chega-r-3057-recorde-desde-2012" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>pesquisa considera os rendimentos do trabalho</strong></a>, de programas sociais, aposentadoria, pensões ou outras fontes, como alugueis, aplicações financeiras e bolsas de estudo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aumento da renda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Pnad mostra que houve um&nbsp;<strong>maior aumento real (descontando a inflação do período) daqueles que recebem menos</strong>. Entre os 40% com os menores rendimentos mensais reais domiciliares per capita houve um aumento de 9,3% em 2024 na comparação com 2023, (de R$ 550 para R$ 601). Já entre os 10% com os maiores rendimentos, essa variação foi menor em um ano (1,5%), passando de R$ 7.914 para R$ 8.034. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em todo o país, em média, o rendimento mensal real domiciliar per capita foi de R$ 2.020, em 2024.</strong>&nbsp;Esse valor é o maior da série histórica e representa um aumento de 4,7% em relação a 2023, quando era R$ 1.929.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nas classes de menor renda, a gente observou que o crescimento ficou bastante acima da média do país, enquanto nas classes de maior renda, o crescimento, principalmente nos 10% de maior renda, ficaram abaixo da média do país”, diz o analista do IBGE, Gustavo Fontes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa, entre os fatores que podem explicar crescimento dos menores rendimentos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o&nbsp;<strong>dinamismo do mercado de trabalho</strong>&nbsp;nos últimos anos, com a elevação do nível de ocupação e o crescimento do rendimento médio do trabalho, inclusive nos décimos mais baixos da distribuição;</li>



<li>os&nbsp;<strong>reajustes do salário mínimo</strong>; e</li>



<li>o recebimento de&nbsp;<strong>benefícios de diferentes programas sociais</strong>&nbsp;do governo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente em relação ao ano de 2019, destaca-se também a expansão dos domicílios abrangidos pelo Programa Bolsa Família e os maiores valores médios pagos como benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às regiões do país, de acordo com os resultados da Pnad, entre 2019 e 2024,&nbsp;<strong>os maiores aumentos entre os 40% com os menores rendimentos ocorreram no Norte (54,7%) e Nordeste (51,1%)</strong>. A Região Sul (16,5%) apresentou a menor expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em valores, no entanto, a região Nordeste possui o menor valor per capita entre os 40% com os menores rendimentos, R$ 408</strong>. A região Norte aparece em segundo lugar, com R$ 444.&nbsp;<strong>Já a região Sul está no topo, com R$ 891,&nbsp;</strong>seguida pela região Sudeste, com R$ 765, e Centro-Oeste, com R$ 757.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Menor desigualdade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita também diminuiu, alcançando 0,506, o menor valor da série, indicando menor desigualdade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Índice de Gini mede a concentração de renda da população.&nbsp;</strong>O indicador varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A série histórica mostra que de 2012 a 2015, houve uma tendência de redução da desigualdade, com o índice variando de 0,540 para 0,524.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, o índice começa a aumentar, mostrando também o aumento da desigualdade.&nbsp;<strong>Em 2018, atingiu o maior valor da série, 0,545.</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu para 0,518, estabilizando-se nesse valor em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Fontes, o Brasil ainda é um país desigual, mas apresentou melhoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil, inegavelmente, ainda é um país bastante desigual, se a gente comparar com diferentes indicadores de desigualdade de renda. Mas, em 2024, a gente observa uma melhoria nessa distribuição de renda.”</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bilionários dobram riqueza desde 2020 e Oxfam pede a Lula iniciativa para taxar fortunas no G20</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bilionarios-dobram-riqueza-desde-2020-e-oxfam-pede-a-lula-iniciativa-para-taxar-fortunas-no-g20/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 11:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Lula no G20]]></category>
		<category><![CDATA[Ricos mais ricos]]></category>
		<category><![CDATA[Taxar grandes riquezas]]></category>
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					<description><![CDATA[Riqueza dos cinco homens mais ricos do mundo aumentou 114% desde 2020, enquanto a de 5 bilhões de pessoas diminuiu no mesmo período. No Brasil, 4 dos 5 bilionários aumentaram em 51% a riqueza; 129 milhões ficaram mais pobres Relatório &#8220;Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-5ca25438d92feefde36af2353a1b933f">Riqueza dos cinco homens mais ricos do mundo aumentou 114% desde 2020, enquanto a de 5 bilhões de pessoas diminuiu no mesmo período. No Brasil, 4 dos 5 bilionários aumentaram em 51% a riqueza; 129 milhões ficaram mais pobres</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatório &#8220;Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública&#8221;, divulgado pela Oxfam nesta segunda-feira (15), revela que &#8220;a riqueza dos cinco maiores bilionários do mundo dobrou desde 2020, enquanto a de 60% da população global – cerca de 5 bilhões de pessoas – diminuiu nesse mesmo período&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo traz dados que escancaram a desigualdade social também no Brasil, onde 4 dos 5 bilionários brasileiros mais ricos aumentaram em 51% sua riqueza desde 2020; ao mesmo tempo, 129 milhões de brasileiros ficaram mais pobres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O G20, atualmente sob a liderança do Brasil, deve defender um novo acordo internacional para aumentar os impostos sobre a renda e o patrimônio dos indivíduos mais ricos do mundo&#8221;, diz o relatório, cobrando uma iniciativa de Lula para a taxação das grandes fortunas como forma de reduzir a desigualdade no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relatório, houve redução de impostos cobrados das grandes corporações nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Oxfam ainda cita o Brasil como exemplo de país que não cobra impostos dos lucros transferidos para acionistas das grandes empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A redução dos impostos cobrados de empresas ocorreu juntamente com uma tributação muito baixa dos tipos de rendimentos que elas pagam aos seus acionistas. Nos países da OCDE, a alíquota marginal máxima média sobre dividendos diminuiu muito desde 1980, de 61% para 42%, e em alguns países, como o Brasil, eles simplesmente não são tributados. Além disso, a renda recebida com a venda de ações em empresas é tributada, em média, em apenas 18% em 123 países, muito abaixo das alíquotas mais elevadas aplicadas à renda do trabalho (cerca de 31% nas maiores economias do mundo)&#8221;, diz o estudo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fosso da desigualdade</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo ainda revela a concentração no sistema financeiro, com os mais ricos controlando as ações negociadas em bolsas de valores, em uma clara demonstração do fosse da desigualdade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nos Estados Unidos, um dos poucos países sobre os quais existem dados regulares acerca da distribuição de ações, o 0,1% mais rico representa 22,2% das ações que têm famílias como donos, o 1% mais rico possui 53,8%, enquanto os 50% mais pobres têm apenas 0,6%. Um novo estudo realizado em 24 países da OCDE concluiu que 10% das famílias mais ricas possuem 85% do total dos ativos de capital – incluindo ações em empresas, fundos fiduciários e outros negócios – enquanto os 40% mais pobres possuem apenas 4%&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="405" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos.webp" alt="" class="wp-image-52277" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos-300x158.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos-150x79.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos-600x316.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/01/desigualdade-abismo-social-ricos-mais-ricos-20x11.webp 20w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra a realidade na África do Sul e no Brasil e diz que a concentração de renda acaba com o ambiente democrático nos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na África do Sul, o 1% mais rico possui mais de 95% dos títulos e ações de empresas, enquanto o 0,01% mais rico tem 62,7%. No Brasil, o 0,01% mais rico possui 27% dos ativos financeiros, o 0,1% mais rico, 43%, e o 1% mais rico, 63%, enquanto os 50% mais pobres têm apenas 2%&#8221;, diz o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fica nítido que a propriedade de ações e participações, em termos econômicos, reflete uma plutocracia e não uma democracia&#8221;, emenda a Oxfam, escancarando a influência dos endinheirados no poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização ainda revela que a desigualdade social e o racismo caminham lado a lado. Segundo o estudo, &#8220;nos Estados Unidos, o patrimônio de uma família negra comum equivale a apenas 15,8% ao de uma família branca comum. No Brasil, em média, o rendimento dos brancos é mais de 70% superior à renda de pessoas negras&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório diz ainda que &#8220;o lobby empresarial tem sido associado a restrições políticas sobre a sindicalização,&nbsp;à oposição ao combate ao trabalho forçado, à luta contra os aumentos do salário mínimo, aos retrocessos nas leis sobre trabalho infantil,&nbsp;às reformas que prejudicam os direitos trabalhistas269 e aos esforços para enfraquecer as regras que protegem a saúde e a segurança dos trabalhadores&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por exemplo, os lobistas das empresas na União Europeia teriam procurado aumentar o acesso ao mercado de pesticidas no Brasil, apesar dos riscos conhecidos para os trabalhadores agrícolas&#8221;, diz a Oxfam sobre o lobby dos agrotóxicos que cresceu durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e ainda opera fortemente no governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;<a href="https://revistaforum.com.br/u/archivos/2024/1/15/1704985860984Davos_2024_completo_pt-BR_sem-embargo_RV01.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leia o estudo na íntegra</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como um país tão desigual isenta de imposto o 1% mais rico da população?</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/como-um-pais-tao-desigual-isenta-de-imposto-o-1-mais-rico-da-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 12:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto para ricos]]></category>
		<category><![CDATA[IR para ricos]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária 2]]></category>
		<category><![CDATA[Taxação dos ricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Governo Federal prepara segunda etapa da Reforma Tributária para aumentar impostos sobre a renda de quem ganha mais O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governo federal vai trabalhar para alterar a forma de cobrança de impostos sobre a renda e dividendos no país. Isso, segundo ele, seria uma segunda etapa da Reforma Tributária. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Governo Federal prepara segunda etapa da Reforma Tributária para aumentar impostos sobre a renda de quem ganha mais</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro da Fazenda,<strong> Fernando Haddad (PT)</strong>, afirmou que o governo federal vai trabalhar para alterar a forma de cobrança de impostos sobre a renda e dividendos no país. Isso, segundo ele, seria uma segunda etapa da <strong>Reforma Tributária</strong>. A primeira trata de impostos sobre consumo, foi <strong>aprovada</strong> pela Câmara dos Deputados e tramita agora no Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Haddad, a nova fase da reforma tratará de questões que precisam ser enfrentadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como um país com tanta desigualdade isenta de imposto de renda o 1% mais rico da população? Qual vai ser o dia em que nós vamos olhar para o problema e resolvê-lo?”, questionou ele, em entrevista publicada terça-feira (18) pela&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2023/07/haddad-diz-que-reforma-do-imposto-sobre-a-renda-enfrentara-resistencia-e-sera-feita-com-cautela.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Folha de S.Paulo.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, o ministro previu que a aprovação dessas mudanças não será fácil. Por isso, ele disse que o governo pretende divulgar dados sobre a carga tributária no país e tratar o assunto com cautela, ouvindo os vários setores da sociedade em busca de uma solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Congresso Nacional, disse Haddad, terá a última palavra sobre o assunto. “O Congresso sabe o seguinte: quando você está vivendo um ciclo de bonança, tem para todo mundo. Agora não tem. E a sua omissão vai significar uma pessoa a mais com fome”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haddad disse na entrevista que, além do imposto de renda, a nova etapa da reforma deve tratar da taxação de dividendos –&nbsp;parte de lucro de empresas distribuído a acionistas. Hoje, o Brasil é um dos únicos países do mundo em que isso é isento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso vai ser endereçado com mais calma porque não dá para tomarmos uma medida sem considerarmos os impactos no imposto de renda da pessoa jurídica”, afirmou, ressaltando que não há&nbsp;intenção do governo em sobretaxar pessoas físicas que hoje trabalham como pessoas jurídicas ou mesmo aumentar a carga tributária geral do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que eu disse, e repito, é que nós estamos corrigindo distorções absurdas do sistema tributário [o que levará a um aumento de arrecadação].&#8221;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Banco Central e Selic</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, Haddad reforçou que análises técnicas indicam que o Banco Central (BC) tem espaço para reduzir a taxa básica de juros, a Selic. Hoje, ela está em 13,75% ao ano. É a mais alta taxa básica de juros real do mundo, segundo o ministro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haddad, inclusive, questionou o trabalho do presidente do BC, <strong>Roberto Campos Neto</strong>. Campos Neto foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Haddad, existe hoje uma suspeita de que um viés ideológico afeta Campos Neto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Será que se o governo Bolsonaro tivesse sido reeleito, o tratamento seria esse? É uma pergunta que boa parte da classe política faz hoje”, disse. “Eu nem posso fazer essa pergunta porque eu tenho que tratar com o corpo técnico e com os diretores do Banco Central. E esse tipo de especulação subjetiva não me ajuda.”</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dieese: inflação pesa sobre mais pobres e agrava desigualdade social</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/dieese-inflacao-pesa-sobre-mais-pobres-e-agrava-desigualdade-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[preços dos alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Corte no auxílio emergencial e desvalorização do salário mínimo pode piorar situação para as famílias de menor renda A inflação continua impactando mais o custo de vida de pessoas com renda mais baixa. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação, no ano, chega a 1,50% para famílias mais pobres, enquanto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Corte no auxílio emergencial e desvalorização do salário mínimo pode piorar situação para as famílias de menor renda</p>
<p></p>
<p>A inflação continua impactando mais o custo de vida de pessoas com renda mais baixa. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação, no ano, chega a 1,50% para famílias mais pobres, enquanto as famílias mais ricas têm uma deflação acumulada de 0,07%.</p>
<p> </p>
<p>Na avaliação de Victor Pagani, supervisor do Dieese, com os anúncios recentes do governo Jair Bolsonaro, a situação é preocupante. “Estão anunciando o corte do auxílio emergencial e o fim da política de valorização do salário mínimo. Somando isso ao cenário de aceleração inflacionária, que só atinge as classes mais baixas, vamos agravar mais a desigualdade social”, alertou em entrevista à Rádio Brasil Atual.</p>
<p> </p>
<p>O Ipea mostra que, só no mês de agosto, a inflação de famílias mais pobres, que possuem renda domiciliar menor do que R$ 900, teve variação de 0,38%. Por outro lado, os domicílios com renda maior que R$ 9 mil tiveram um impacto de 0,10% da inflação.</p>
<p><strong>Inflação dos alimentos</strong></p>
<p>O estudo aponta que o aumento das despesas está relacionado à alta no preço de alimentos, que formam o gasto com maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres. No ano, alimentos importantes para os brasileiros acumulam altas de preços: arroz (19,2%), feijão (35,9%), leite (23%) e ovos (7,1%).</p>
<p> </p>
<p>O preço do arroz, por exemplo, disparou nas últimas semanas e um pacote de cinco quilos chega a custar R$ 40 nos supermercados. Segundo especialistas, os preços abusivos são resultados da política de livre mercado defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.</p>
<p> </p>
<p>“Todos esses cortes promovidos pelo governo federal impactam na atividade econômica, pois diminuem os rendimentos, acabando com a dinamização do mercado de consumo interno. O consumo das famílias representa 70% do PIB”, lamentou Pagani.</p>
<p>Fonte: Rede Brasil Atual com informações da  Agência Brasil/EBC</p>
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