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	<title>demissão de Rial &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Escândalo da Americanas faz Rial se demitir do Santander</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 11:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
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		<category><![CDATA[demissão de Rial]]></category>
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		<category><![CDATA[Fraude na Americanas e Rial]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Sergio Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa&#8221;, segundo o advogado Emanuel Pessoa O ex-presidente executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial, renunciou, na sexta-feira passada (20/1), à presidência do Conselho de Administração da seção brasileira do banco espanhol. A saída acontece [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">&#8220;Sergio Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa&#8221;, segundo o advogado Emanuel Pessoa</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial, renunciou, na sexta-feira passada (20/1), à presidência do Conselho de Administração da seção brasileira do banco espanhol. A saída acontece nove dias depois de pedir demissão do cargo de presidente das Lojas Americanas após divulgar um rombo de R$ 20 bilhões fruto de fraudes contábeis no balanço da varejista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O valor do rombo é relacionado a uma operação financeira conhecida como &#8220;risco sacado&#8221;: a companhia pega dinheiro emprestado com bancos para comprar de fornecedores. Um dos credores é o Santander, mas há dívidas com o Bradesco, Itaú e BTG-Pactual de Paulo Guedes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações do mercado financeiro, a fraude consistia em não registrar os valores como dívida bancária, mas como dívidas aos fornecedores, e os pagamentos dos juros devidos como redução do valor da dívida com os fornecedores, não como despesa financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investigações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo investigações preliminares, o que Rial chamou de ‘inconsistências contábeis’ já vinham sendo praticadas durante anos, e não apenas em 2022. O principal controlador da Americanas era o fundo de investimentos 3G Capital, dos três bilionários brasileiros, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A suspeita que o trio soubesse da fraude bilionária é reforçada diante das notícias de que membros da diretoria da empresa teriam vendido quantias expressivas em ações pouco tempo antes de o caso ser divulgado por Rial. O ex-presidente do Conselho de Administração do Santander Brasil foi para o cargo nas Americanas, substituindo a Miguel Gutierrez, indicado em 2003 por Lemann, Sicupira e Telles para ocupar o cargo de CEO da varejista. Segundo a mídia, Gutierrez ainda não se pronunciou sobre a fraude contábil, e, teria, conforme revelou o colunista de O Globo, Lauro Jardim, viajado para a Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rial e o conflito de interesses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com artigo do advogado Emanuel Pessoa, especializado em Governança Corporativa e Direito Empresarial, &#8220;Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa. Por mais que ele alegue que não conhecia o risco sacado da Americanas, o que merece maiores investigações já que o Santander é um dos maiores credores das empresas, o conflito de interesses era evidente por conta dessa posição do banco&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>&#8220;A desculpa que Rial poderia dar, por não ter renunciado logo ao aceitar ser CEO da Americanas, era de que o conflito de interesses precisa, conforme entendimento atual da Comissão de Valores Mobiliários, ser substancial, e não meramente formal ou potencial. Assim, em tese, ele deveria se abster, no banco de votar em questões que envolvesse a Americanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A sua saída do cargo de CEO das Americanas não eliminou essa necessidade, já que seguiu sendo uma espécie de enviado especial dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemman, Marcel Telles e Beto Sicupira&#8221;, diz o advogado.<br><br></p>
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