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	<title>crise no Equador &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Violência no Equador é reflexo de aprofundamento neoliberal, diz socióloga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2024 11:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crise no Equador]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Neoliberalismo e Equador]]></category>
		<category><![CDATA[Violência no Equador]]></category>
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					<description><![CDATA[Irene León também aponta uma interferência dos EUA em assuntos equatorianos e militarização excessiva Para entender as origens da&#160;onda de violência que assola o Equador, é preciso observar as diretrizes políticas e macroeconômicas tomadas por quem governou o país no passado recente. Elas revelam que o retorno ao neoliberalismo, em 2017, e seu aprofundamento desde [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-81ec1f463b5929a258da35de66236630">Irene León também aponta uma interferência dos EUA em assuntos equatorianos e militarização excessiva</h4>



<p></p>



<p>Para entender as origens da&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/01/09/violencia-se-agrava-no-equador-presidente-emite-decretos-que-restringem-direitos-dos-cidadaos-e-classifica-criminosos-como-terroristas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>onda de violência que assola o Equador</strong></a>, é preciso observar as diretrizes políticas e macroeconômicas tomadas por quem governou o país no passado recente. Elas revelam que o retorno ao neoliberalismo, em 2017, e seu aprofundamento desde então&nbsp;são a principal causa da capilaridade obtida pelo crime organizado, segundo avaliação da socióloga equatoriana Irene León.</p>



<p>Desde que o ex-presidente Lenín Moreno (2017-2021) assumiu o poder, com uma plataforma neoliberal, o Equador está afetado por uma incursão do crime organizado, que encontrou vários nichos de atuação, num processo que contou inclusive com a participação de integrantes da elite política, explica a socióloga ao&nbsp;<strong>Brasil de Fato</strong>.</p>



<p>&#8220;A incursão desses atores em capitais ilícitos e outros setores do crime organizado está proporcionalmente relacionada com o desmonte do Estado e a suspensão de instituições como o Ministério da Justiça, além da supressão das políticas de segurança interna que operam como parte do processo de aprofundamento neoliberal associado à redução do Estado&#8221;, afirma León.</p>



<p>Nesses seis anos de neoliberalismo, o país deixou de ser o segundo mais seguro da América Latina para se tornar um dos mais inseguros do continente, e inclusive do mundo. Na avaliação da socióloga, tal fato coloca em evidência que as lógicas do mercado &#8220;não resolvem nada, pelo menos no tema da segurança&#8221;.</p>



<p>&#8220;A substituição da segurança interna soberana por uma estratégia securitista de mercado que está sobre a mesa agora, que implica na privatização da segurança, é parte central do problema que o país está vivendo há tempos e que agora assume um perfil delicado&#8221;, diz ela.</p>



<p>O presidente&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/11/23/daniel-noboa-assume-poder-no-equador-e-anuncia-estado-de-excecao-para-combater-violencia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Daniel Noboa</strong></a>, que havia decretado estado de exceção e toque de recolher na segunda-feira (8), restringindo assim direitos dos cidadãos, reforçou a decisão nesta terça (9) ao&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2024/01/09/violencia-se-agrava-no-equador-presidente-emite-decretos-que-restringem-direitos-dos-cidadaos-e-classifica-criminosos-como-terroristas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>declarar estado de conflito armado</strong></a>&nbsp;interno em nível nacional e ordenar às forças militares a neutralização de grupos criminosos. Além disso, decretou que 22 grupos do crime organizado transnacional sejam considerados organizações terroristas e atores não estatais beligerantes.</p>



<p>Irene León chama atenção para o fato de o governo ter categorizado como terrorismo o crime organizado e outros crimes que geralmente são do âmbito penal e não político. &#8220;Há uma preocupação pela aplicação desse conceito e pelo modo como se inter-relaciona com as palavras narcoterrorismo ou narcopolítica, que podem gerar confusões num país que já está sendo afetado por um intensivo&nbsp;<em>lawfare</em>&nbsp;(perseguição política por meio de mecanismos judiciais) há mais de seis anos.&#8221;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Geopolítica e soberania</h4>



<p>A socióloga equatoriana aponta ainda outro fator fundamental, de caráter geopolítico, para entender as raízes da crise de segurança: o projeto hemisférico dos EUA e seu plano específico na região andina.</p>



<p>&#8220;No ano passado, os EUA e o Equador assinaram um acordo de cooperação militar muito amplo, que inclui a eventual presença de tropas dos EUA no Equador. Além disso, em dezembro de 2022, foi assinada nos EUA uma lei de cooperação que inclui diferentes aspectos relacionados com a governança no Equador. Aí esta incluída a questão de segurança interna, mas também os temas de relações internacionais&#8221;, conta a socióloga.</p>



<p>Como sinais desse estreitamento de laços, ela aponta que, nos últimos anos, a política externa equatoriana tem atuado &#8220;completamente alinhada&#8221; com a política estadunidense. &#8220;Nos últimos dias, o governo dos EUA ofereceu uma cooperação imediata para resolver o que estamos atravessando, de modo que eu não me surpreenderia com qualquer cooperação dos EUA para resolver o problema que estamos atravessando, com tropas ou qualquer outra coisa, violando não só a Constituição do país mas também a tradição política latino-americana e do Caribe de ser uma zona de paz.&#8221;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desigualdade e pobreza</h4>



<p>A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), principal organização indígena equatoriana, também culpa as políticas neoliberais pela crise. Em nota, a entidade diz que existe um problema estrutural, &#8220;originado pela radicalização de políticas neoliberais que têm destruído o Estado e suas instituições, deixando-as sem capacidade de resposta&#8221;.</p>



<p>&#8220;Essas políticas também têm gerado mais desigualdade e pobreza, criando condições sociais propícias para o recrutamento de jovens por parte do crime&#8221;, afirma a Conaie, que liderou os últimos levantes populares contra medidas dos governos de Lenín Moreno, em 2019, e <a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/06/14/presidente-da-confederacao-indigena-do-equador-e-preso-durante-paralisacao-nacional" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Guilhermo Lasso</strong></a>, em 2022.</p>
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