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	<title>Crise na água sabesp &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>São Paulo revive crise hídrica e põe em xeque privatização da Sabesp</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 11:45:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Crise na água sabesp]]></category>
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					<description><![CDATA[Sindicato alerta que lógica privada reduz capacidade de resposta e já penaliza as populações mais pobres Segundo especialistas, São Paulo deve reviver crise hídrica de dez anos atrás, agora, com a Sabesp privatizada São Paulo volta a viver o fantasma da crise hídrica. Relatórios recentes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-7027443ec7b9911446869e6746792484">Sindicato alerta que lógica privada reduz capacidade de resposta e já penaliza as populações mais pobres</h4>



<p></p>



<p>Segundo especialistas, São Paulo deve reviver crise hídrica de dez anos atrás, agora, com a Sabesp privatizada São Paulo volta a viver o fantasma da crise hídrica. Relatórios recentes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o Sistema Cantareira — principal reservatório que abastece a Região Metropolitana — entrou na primavera com apenas 28% do volume útil, o menor índice desde 2015. Tecnicamente, isso significa operação em “faixa de restrição”, o que, na prática, representa risco real de racionamento prolongado no próximo verão.</p>



<p>Os dados mostram que a precipitação acumulada foi de apenas 58% da média histórica, enquanto a vazão ficou em 41%. A estiagem prolongada, somada às incertezas climáticas, deve comprometer a recuperação dos níveis mesmo durante a estação chuvosa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Privatização e perda de capacidade de manutenção</strong></h4>



<p>O cenário é especialmente preocupante porque ocorre no primeiro ciclo seco após o início do processo de privatização da Sabesp, aprovado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2024. Segundo José Antônio Faggian, presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo), a mudança no controle da companhia compromete a agilidade na gestão de crises:</p>



<p>“A Sabesp pública fez obras estruturantes que interligaram sistemas e aumentaram a segurança hídrica. Mas sob a lógica privada, há o risco de o lucro dos acionistas se sobrepor ao bem-estar da população”, afirmou Faggian. Ele se refere a obras que dão maior segurança ao abastecimento da grande São Paulo, ao interligar os sistemas e trazer adutoras de novos mananciais. “Dependendo da intensidade da estiagem isso pode ser insuficiente e o abastecimento prejudicado”.</p>



<p>O dirigente sindical lembra que, enquanto uma empresa pública pode planejar investimentos de longo prazo, uma empresa com controle privado tende a priorizar retorno financeiro imediato, o que enfraquece ações preventivas e a manutenção da rede.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Racionamento silencioso e desigualdade</strong></h4>



<p>Desde agosto, a Sabesp vem adotando medidas de “redução de pressão noturna” para conter o consumo, ampliando a faixa de restrição entre 19h e 5h. A medida diminui o desperdício, mas, na prática, interrompe o abastecimento nas regiões mais altas e periféricas, onde moram famílias com menos recursos e, muitas vezes, sem caixa d’água.</p>



<p>“É uma medida que penaliza as camadas mais pobres. A água simplesmente não chega, e as pessoas passam horas com as torneiras secas”, diz Faggian.</p>



<p>A situação evidencia o caráter regressivo das políticas hídricas: quem paga mais caro por caminhões-pipa são justamente os que têm menos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Manutenção e perdas no sistema</strong></h4>



<p>Estudos mostram que o índice de perda de água na rede de distribuição de São Paulo varia entre 22% e 30% — um problema histórico que demanda altos investimentos em manutenção. Com a privatização, há receio de que os custos de manutenção preventiva sejam cortados, já que não geram receita imediata.</p>



<p>Sem investimentos pesados e contínuos, as perdas crescem. E isso reduz a resiliência do sistema justamente nos momentos de crise.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mudanças climáticas e política pública</strong></h4>



<p>A crise hídrica paulistana se insere em um quadro mais amplo de colapso climático. As chuvas tornaram-se mais intensas e irregulares: tempestades violentas se alternam com longos períodos de seca. Essas variações não garantem reposição dos reservatórios, já que boa parte da água das enxurradas escoa sem infiltrar o solo, agravando a erosão e reduzindo a vazão dos rios.</p>



<p>A solução, segundo ambientalistas, passa por recuperar mananciais, ampliar o reuso de água e reduzir a dependência de sistemas sobrecarregados como o Cantareira. Não basta coletar esgoto, é preciso tratar, reaproveitar e proteger rios e nascentes com políticas permanentes de revegetação.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Impacto político e desgaste antecipado</strong></h4>



<p>No plano político, a crise hídrica pode se transformar em um dos maiores desafios do governo Tarcísio em 2026. Com eleições estaduais (e federais) no horizonte, o desabastecimento nas periferias e a percepção de que a privatização fragilizou a Sabesp podem ter efeito eleitoral direto, especialmente se a grande imprensa não blindar o governo, como observa Faggian:</p>



<p>“Se a responsabilidade da crise não for atribuída apenas à natureza, mas também à má gestão e à privatização, o impacto político sobre Tarcísio de Freitas será inevitável.” Para que a responsabilidade não seja atribuída apenas à natureza, Faggian diz que é preciso que a grande imprensa não blinde o governo e os efeitos da privatização sejam bem computados nos prejuízos para a população (no desabastecimento e nas possíveis multas para se conter o consumo).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Um teste para o modelo privatizado</strong></h4>



<p>A iminente escassez de água colocará à prova o modelo de gestão privada dos serviços públicos essenciais. O resultado pode definir o futuro das concessões no estado — e influenciar o debate nacional sobre privatizações em setores estratégicos, como energia e saneamento.</p>



<p>A crise hídrica de 2026, se confirmada, não será apenas um teste para a Sabesp, mas um termômetro da capacidade do governo Tarcísio de enfrentar problemas estruturais sem abrir mão da responsabilidade pública.</p>
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