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	<title>crime organizado &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>crime organizado &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Candidatura de Flávio Bolsonaro é ameaça real à democracia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/candidatura-de-flavio-bolsonaro-e-ameaca-real-a-democracia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 07:09:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ameaça real à democracia]]></category>
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					<description><![CDATA[Parte da grande imprensa tem tratado o senador do Partido Liberal com benevolência, mas o bolsonarismo moderado não existe – e ele é tão golpista quanto seu pai, Jair Bolsonaro. Todos os sinais indicam que os os grandes grupos de mídia estão dispostos a contribuir com a repaginação do candidato Flávio Bolsonaro. Mas essa candidatura [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b76626ff530f22cf282db948b32070f8">Parte da grande imprensa tem tratado o senador do Partido Liberal com benevolência, mas o bolsonarismo moderado não existe – e ele é tão golpista quanto seu pai, Jair Bolsonaro.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os sinais indicam que os os grandes grupos de mídia estão dispostos a contribuir com a repaginação do candidato Flávio Bolsonaro. Mas essa candidatura precisa ser tratada como ela é: uma ameaça real à democracia e à soberania brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que dizem certos analistas políticos de araque, o bolsonarismo moderado não existe. É uma ficção criada para facilitar a aceitação desse grupo de extremistas, cujo caráter autoritário e fascistóide é intrínseco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Flávio Bolsonaro herdou o trono do bolsonarismo do seu pai e virou a maior liderança da gangue golpista fora do sistema carcerário. Ele é o candidato representante do grupo político que tentou tomar de assalto a democracia e incitou uma das maiores potências econômicas e bélicas do mundo, os Estados Unidos, a punir o Brasil. A sua candidatura é uma séria ameaça ao país e é — ou deveria ser — uma obrigação do jornalismo tratá-la com o devido rigor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a ombudsman da <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/03/flavio-bolsonaro-e-promovido-a-flavio-enquanto-saude-e-seguranca-viram-detalhe.shtml" data-type="link" data-id="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandra-moraes-ombudsman/2026/03/flavio-bolsonaro-e-promovido-a-flavio-enquanto-saude-e-seguranca-viram-detalhe.shtml">Folha de S.Paulo já percebeu</a>. Flávio Bolsonaro perdeu o <a href="https://www.intercept.com.br/2026/03/20/flavio-bolsonaro-perde-sobrenome-nas-manchetes/" data-type="link" data-id="https://www.intercept.com.br/2026/03/20/flavio-bolsonaro-perde-sobrenome-nas-manchetes/">sobrenome nas manchetes e virou apenas “Flávio”</a>. E não é só na Folha que ele tem sido tratado com benevolência.</p>



<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-e40ca1e7145d87392b3bb09e21779f29">Tão golpista quanto</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mas houve exceções, como o comentarista político da Globonews Merval Pereira, que surpreendentemente destoou da boiada e <a href="https://globoplay.globo.com/v/14425589/" data-type="link" data-id="https://globoplay.globo.com/v/14425589/">falou o que todos deveriam estar falando</a>: “Tem uma coisa muito clara aí: o bolsonarismo já tentou dar um golpe, portanto, isso não vai mudar. Por que vai mudar? Por que o filho do golpista vai virar um democrata? Não há porquê. Então, a chance de o Flávio se eleger presidente e tentar dar um golpe existe. A chance de Lula se eleger presidente e tentar dar um golpe não existe.” Trata-se de uma constatação elementar. Não é preciso ser um esquerdista para chegar a essa conclusão. Basta ser minimamente honesto com os fatos. As coisas precisam ser chamadas pelo nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Flávio” é tão golpista que, antes mesmo de ser escolhido candidato, afirmou que seu pai <a href="https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/06/14/flavio-diz-que-candidato-de-bolsonaro-em-2026-precisara-sustentar-indulto-ao-pai-no-stf-e-cita-uso-da-forca.ghtml" data-type="link" data-id="https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/06/14/flavio-diz-que-candidato-de-bolsonaro-em-2026-precisara-sustentar-indulto-ao-pai-no-stf-e-cita-uso-da-forca.ghtml">só apoiaria</a> uma candidatura que prometesse o indulto para tirá-lo da cadeia. <strong>Mais que isso:</strong> ele <a href="https://iclnoticias.com.br/flavio-defende-golpe-indulto-a-bolsonaro/" data-type="link" data-id="https://iclnoticias.com.br/flavio-defende-golpe-indulto-a-bolsonaro/">defendeu</a> abertamente um golpe no Supremo Tribunal Federal, o STF, em 2027 caso o tribunal não acate o indulto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O senador é também um entreguista de mão cheia e, assim como seu irmão Eduardo Bolsonaro, defendeu que o Brasil deveria ceder plenamente aos desejos do governo americano, ao falar, em julho do ano passado, <a href="https://www.poder360.com.br/poder-congresso/flavio-compara-tarifaco-a-bombas-atomicas-e-fala-em-guerra/" data-type="link" data-id="https://www.poder360.com.br/poder-congresso/flavio-compara-tarifaco-a-bombas-atomicas-e-fala-em-guerra/">sobre o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump</a>. Caso contrário, segundo ele, poderíamos estar sujeitos a ser bombardeados como Hiroshima e Nagasaki.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quintal do Tio Sam</h4>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o nível de sabujice do candidato da extrema direita. A soberania está em jogo, e a escolha do próximo presidente será decisiva para o futuro do país. Não há dúvidas de que Trump <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/interferencia-estrangeira-nas-eleicoes-do-brasil-e-preocupante-alerta-entidade-intergovernamental.shtml" data-type="link" data-id="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/03/interferencia-estrangeira-nas-eleicoes-do-brasil-e-preocupante-alerta-entidade-intergovernamental.shtml">irá interferir</a> em seu favor como fez em Honduras e na Argentina. O risco de virarmos o principal quintal do Tio Sam na América do Sul é real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de golpista e entreguista, “Flávio” também sempre teve fortes ligações com o crime organizado. Seu gabinete de deputado estadual <a href="https://oglobo.globo.com/politica/cronologia-flavio-bolsonaro-empregou-parentes-homenageou-ex-pm-foragido-23393572" data-type="link" data-id="https://oglobo.globo.com/politica/cronologia-flavio-bolsonaro-empregou-parentes-homenageou-ex-pm-foragido-23393572">virou cabide de emprego para os parentes de Adriano da Nóbrega, chefe da milícia Escritório do Crime</a>, que é um notório grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro. Esse passado nunca é lembrado no noticiário, apesar de ser um contexto fundamental para toda notícia relacionada a ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase ninguém mais se lembra das lambanças corruptas de Fabrício Queiroz, da lojinha da Kopenhagen e dos prédios da milícia que foram <a href="https://www.intercept.com.br/2020/04/25/flavio-bolsonaro-rachadinha-financiou-milicia/" data-type="link" data-id="https://www.intercept.com.br/2020/04/25/flavio-bolsonaro-rachadinha-financiou-milicia/">financiados pelo “Flávio”</a>. Há que se fazer um enorme contorcionismo intelectual e moral para classificar esse cara como alguém de perfil “moderado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, vai se criando a imagem de que o filho mais velho de Jair é mais sensato e equilibrado do que seu pai. Ele seria, digamos assim, um candidato democraticamente mais palatável que o pai. É exatamente esse o objetivo da candidatura Flávio Bolsonaro: vender a imagem de um integrante da família Bolsonaro diferenciado dos demais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Normalização do golpismo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A imprensa tem contribuído com isso ao normalizar um candidato golpista, entreguista e com passado de envolvimento com milicianos. Na prática, está se concedendo uma anistia moral para o grupo político que representa o golpismo. Eles podem ter o seu próprio candidato e voltar a ameaçar a democracia novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade que quase <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno/" data-type="link" data-id="https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/genial-quaest-flavio-sobe-e-empata-com-lula-no-2o-turno/">metade do eleitorado</a> está predisposta a apoiar uma candidatura golpista em um segundo turno contra Lula. É triste ter que admitir que a candidatura de Flávio Bolsonaro é juridicamente legítima e endossada por parte relevante da população. Imagino que não seja fácil para quem fatura com cliques contrariar uma fatia tão grande da audiência. Só que bom jornalismo não se faz a reboque dos sentimentos do povo, mas da realidade dos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso coragem. Falas como a de Merval Pereira devem ser repetidas, por mais que isso desagrade o patronato. É preciso deixar claro que Flávio Bolsonaro é um candidato farsante, que até agora não apresentou um projeto para o país. É só a velha ladainha extremista e fascistoóide de sempre. Não há uma ideia inovadora ou uma proposta concreta para nenhum setor importante. Claro, ele não tem compromissos com o povo, apenas com Trump, os golpistas e os milicianos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é razoável tratar um sujeito desse nível como um candidato como os outros. Quanto mais nos distanciamos na linha do tempo do 8 de janeiro, mais vai se normalizando o golpismo. A população deve ser lembrada, a todo momento, que esse postulante à presidência da República representa os golpistas, os milicianos e os interesses dos EUA. Não é apenas uma obrigação jornalística, mas uma questão de sobrevivência. Não há jornalismo onde não há democracia. Os profissionais do jornalismo, sejam de esquerda ou direita, têm a obrigação moral de militar pela democracia. Se “Flávio” vencer a eleição, há grandes chances de vermos jornalistas ocuparem o lugar dos golpistas na cadeia.</p>
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		<item>
		<title>Quem espalhou fake news sobre Pix ajudou o crime organizado, diz secretário da Receita</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/quem-espalhou-fake-news-sobre-pix-ajudou-o-crime-organizado-diz-secretario-da-receita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 09:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Em janeiro, o governo viveu uma crise após o estabelecimento de uma norma que previa vigilância sobre transações a partir de 5 mil reais. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira 28/8, que as notícias falsas envolvendo o Pix ajudaram o crime organizado. As declarações de Barreirinhas são após a Polícia Federal [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-c3110563ea21f631387553781d9713ba">Em janeiro, o governo viveu uma crise após o estabelecimento de uma norma que previa vigilância sobre transações a partir de 5 mil reais.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira 28/8, que as notícias falsas envolvendo o Pix ajudaram o crime organizado. As declarações de Barreirinhas são após a Polícia Federal deflagrar uma operação que desmantelou um esquema operado pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="891" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89.jpeg" alt="" class="wp-image-63613" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89.jpeg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89-300x261.jpeg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89-150x131.jpeg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89-768x668.jpeg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89-600x522.jpeg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/abbcbadb-fd59-4946-b502-278a52c96e89-20x17.jpeg 20w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Robinson Barreirinhas &#8211; Foto Receita Federal</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro deste ano, o governo viveu uma crise após o estabelecimento de uma norma que previa vigilância sobre transações de Pix a partir de 5 mil reais. A oposição, em especial o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), chamou a medida de “taxação do Pix”. Com a repercussão negativa, a norma foi revogada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras, com essas fake news: o crime organizado. Mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras, no início do ano, ajudaram o crime organizado”, comentou o secretário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barreirinhas ainda cobrou a regulamentação das fintechs para combater o crime organizado. “Todos nós sabemos também que no cerne de todas as operações aparecem as fintechs”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Polícia Federal, investigações que resultaram na operação desta quinta-feira apontam movimentações de mais de 52 bilhões de reais em 4 anos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasil bate recorde de armas de CACs roubadas, furtadas ou extraviadas</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-bate-recorde-de-armas-de-cacs-roubadas-furtadas-ou-extraviadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 08:18:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Armamentos roubados]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[CACs]]></category>
		<category><![CDATA[crime organizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Foram registradas 1.259 ocorrências do tipo entre janeiro e outubro Em 2023, o Brasil bateu recorde de armas compradas legalmente por CACs que acabaram roubadas, furtadas ou perdidas em relação aos últimos anos. O país registrou uma média de 126 ocorrências por mês, o equivalente a quatro a cada dia. Foram registradas 1.259 ocorrências do [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading">Foram registradas 1.259 ocorrências do tipo entre janeiro e outubro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, o Brasil bateu recorde de armas compradas legalmente por CACs que acabaram roubadas, furtadas ou perdidas em relação aos últimos anos. O país registrou uma média de 126 ocorrências por mês, o equivalente a quatro a cada dia. Foram registradas 1.259 ocorrências do tipo entre janeiro e outubro, segundo levantamento realizado pelo jornal O Globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de todo o ano passado, o país teve 1.368 armas roubadas, furtadas ou extraviadas, em uma média de 114 por mês, número também recorde à época. Procurado pelo O Globo, o Exército afirmou não ser responsável por investigações de furto ou roubo de armas de CACs, porque a fiscalização de produtos controlados cabe à “polícia administrativa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Exército Brasileiro tem atendido, em todas as oportunidades, as demandas de informações provenientes das Forças de Segurança Pública, sempre sem intenção de colaborar exaustivamente para o esgotamento das investigações”, diz a nota da força.</p>



<h5 class="wp-block-heading">BOLSONARO FLEXIBILIZOU ACESSO A ARMAS</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o governo Bolsonaro, foram tomadas diversas medidas de flexibilização das regras para CACs terem acesso às armas. Entre 2019 e 2022, época em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência, 5.014 armas foram furtadas, roubadas ou extraviadas desses caçadores, caçadores e colecionadores — um crescimento de 85% na comparação com os cinco anos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 2017, o número de armas roubadas ou perdidas de CACs ficou num patamar abaixo de 600 por ano. A partir de 2018, o índice começou a crescer, atingindo o ápice em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo Lula eliminou os decretos de Bolsonaro e reduziu o tempo de validade das licenças. A permissão para que donos de fuzis e pistolas 9 milímetros (que passaram a ser novamente de calibre restrito) continuassem com as armas foi mantida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um decreto de Lula de julho prevê que o Ministério da Justiça lance um programa de recompra especial “destinado à aquisição de armas de fogo que se tornarem restritas após a publicação deste decreto”. Mas o programa ainda não saiu do papel.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sonegação, isenção, subsídios, juros altos movem nova classe parasita do Estado</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sonegacao-isencao-subsidios-juros-altos-movem-nova-classe-parasita-do-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Negócios conduzidos por especulação financeira, agronegócio, comércio varejista, religiões, crime organizado, milícias, serviços privados e alta burocracia corroem economia produtiva e se apoderam do Estado Nos últimos três anos, o Brasil parece confirmar o retorno ao regime da autocracia dos ricos, materializado, cada vez mais, pelo exercício do governo por si próprio, conforme definição grega. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Negócios conduzidos por especulação financeira, agronegócio, comércio varejista, religiões, crime organizado, milícias, serviços privados e alta burocracia corroem economia produtiva e se apoderam do Estado</p>
<p>Nos últimos três anos, o Brasil parece confirmar o retorno ao regime da autocracia dos ricos, materializado, cada vez mais, pelo exercício do governo por si próprio, conforme definição grega. A personificação dos ricos no poder não seria inédita no país, uma vez que durante a longa e tortuosa transição do autoritarismo (1964-85) para a democracia, Florestan Fernandes chamou a atenção para o recurso da composição pelo alto a reproduzir histórica reordenação das forças dominantes no interior do mesmo bloco de poder.</p>
<p> </p>
<p>Nesse sentido, a recente ascensão do governo Bolsonaro, após a emergência do golpe liderado por Temer, expressaria a remodelação do padrão de reprodução dos ricos e a recomposição das forças dominantes instaladas no bloco de poder dirigente durante o ciclo político da Nova República (1985-2015). De maneira geral, o precoce processo de desindustrialização nas últimas três décadas foi acompanhado pelo inchamento dos negócios no setor de serviços, amparado por baixa produtividade e dependência do orçamento público.</p>
<p> </p>
<p>Trajetória inversa à verificada na passagem do velho agrarismo para o ciclo da industrialização nacional durante as décadas de 1930 e 1980, quando enormes parcelas de trabalhadores rurais se deslocaram para as atividades urbanas de manufaturas e serviços de produção com elevada produtividade. Assim, as antigas atividades de subsistência no campo foram sendo substituídas por ocupações novas e modernas nos setores industriais e de serviços.</p>
<p> </p>
<p>Ao mesmo tempo, o padrão de reprodução dos ricos associava-se ao investimento privado e que mesmo em parceria com o setor público dependeria da expansão dos mercados de consumo. Com isso, a constituição de burguesia dirigente com certo discernimento acerca da importância do projeto de longo prazo do desenvolvimento da nação.</p>
<p> </p>
<p>Mas com o abandono do ciclo de industrialização nacional, os ganhos de produtividade seguiram praticamente estancados diante da perda dos empregos industriais sem a compensação da trajetória de terciarização da economia nacional. Isso porque as atividades que mais cresceram foram as vinculadas mais ao inchamento dos serviços tradicionais do que as tecnologicamente mais avançadas.</p>
<p> </p>
<p>Destroem-se, por exemplo, empregos de remuneração em torno de 70 mil reais anuais na manufatura ao mesmo tempo em que expandem ocupações de menos de 15 mil reais por ano em atividades do comércio e serviços em restaurante, asseio e segurança.</p>
<p> </p>
<p>Com isso, o padrão de reprodução dos ricos até então vinculado ao desenvolvimento da manufatura e serviços de maior produtividade foi sendo corroído pelo enriquecimento do patronato associados às atividades mais tradicionais, cuja produtividade comprimida os torna crescentemente dependentes do próprio orçamento governamental.</p>
<p> </p>
<p>Esse parece ser o caso dos negócios conduzidos no mercado financeiro, agronegócio, comércio varejista, religiões, crime organizado, milícias, serviços privados (saúde, educação, previdência) e alta burocracia e carreiras do Estado.</p>
<p> </p>
<p>Em meio à desindustrialização e estagnação da produtividade, a antiga burguesia industrial enfraqueceu e assistiu, por consequência, à emergência dos novos enriquecidos, herdeiros do inchamento dos serviços de baixa produtividade a se reposicionar no interior do bloco de poder dominante em direção à reprodução dos seus próprios interesses imediatos.</p>
<p> </p>
<p>Por dependerem do orçamento público em termos da sonegação, desoneração, isenção, subsídios fiscais e creditícios, do perdão de dívidas públicas, da prevalência de elevadas taxas de juros, entre outras, constituem base no executivo e parlamento capaz de patrocinar a reorientação do Estado a seu favor.</p>
<p> </p>
<p>A interrupção das políticas inclusivas e o desembarque dos pobres e agora também da classe média do orçamento público torna mais confortável o exercício da autocracia dos ricos numa economia sem dinamismo e dominada por inchado setor de serviços de contida produtividade.</p>
<p> </p>
<p>A asfixia dos recursos públicos se apresenta seletiva e orientada ao atendimento dos novos enriquecidos, com o desmanche das políticas inclusivas e a privatização que amplie fontes de riqueza a ser explorada nas atividades até então exercidas pelo Estado.</p>
<p> </p>
<p>Com isso, a autocracia dos novos ricos se beneficia amplamente. De um lado, pelo corte de recursos públicos não financeiros que trata de acomodar a dependência à sonegação e perdão de dívidas, à desoneração, isenção, subsídios fiscais e creditícios e ao rentismo sustentado por altas taxas de juros.</p>
<p> </p>
<p>De outro, pela transformação das funções de estatais e dos serviços públicos em negócios a serem explorados privadamente pelos herdeiros do inchamento do setor de serviços diante da ausência de investimentos que sustentem a expansão produtiva nacional.</p>
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<p>Em função disso, o governo Bolsonaro constitui apenas parte, ainda que importante, dos atuais problemas nacionais. O maior entreve identificado pela volta do regime autocrata assenta-se, contudo, no reposicionamento dos novos enriquecidos pelo inchamento do setor de serviços no interior do bloco de poder.</p>
<p>Fonte: Rede Brasil Atual<br />Escrito por: Marcio Pochmann</p>
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