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	<title>Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Jun 2026 06:48:40 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Juros caem pela terceira vez seguida e chegam a 14,25% ao ano</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/juros-caem-pela-terceira-vez-seguida-e-chegam-a-1425-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 06:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central (BC)]]></category>
		<category><![CDATA[Copom (Comitê de Política Monetária)]]></category>
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					<description><![CDATA[Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, mas evitou indicar se fará novos cortes nos próximos meses. O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu na quarta-feira (17/6) a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual pela terceira vez seguida, de 14,5% para 14,25% ao ano, apesar do cenário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, mas evitou indicar se fará novos cortes nos próximos meses.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu na quarta-feira (17/6) a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual pela terceira vez seguida, de 14,5% para 14,25% ao ano, apesar do cenário mais desafiador para a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do colegiado do Banco Central foi tomada de forma unânime pelo presidente Gabriel Galípolo e por mais seis diretores do colegiado, que está com dois desfalques. Das oito reuniões do ano, quatro já foram realizadas com quórum reduzido. O próximo encontro está previsto para 4 e 5 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o comitê manteve a indefinição sobre os próximos passos ao afirmar que a magnitude total do ciclo de queda de juros “será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comitê iniciou o processo de flexibilização de juros em março, quando a Selic estava em 15% ao ano. Desde então, foram dois cortes na mesma dose, de 0,25 ponto percentual. Em abril, o Copom indicou que pretendia continuar o ciclo de “calibração” da taxa básica, mas evitou se comprometer antecipadamente com o ritmo e a extensão dos ajustes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esta quarta, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de outra redução de 0,25 ponto na Selic, a 14,25% ao ano. Das 34 instituições consultadas pela agência Bloomberg, somente três apostavam na manutenção de juros no patamar de 14,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil está em 10,5 pontos percentuais. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) decidiu manter os juros na faixa entre 3,5% e 3,75% na primeira reunião liderada por Kevin Warsh, mesmo com a pressão do presidente Donald Trump por uma drástica redução da taxa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias, com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reabrir o estreito de Hormuz, o preço do petróleo chegou a ficar abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde março. Apesar da perspectiva mais favorável, o cenário ainda é de instabilidade. Segundo Trump, os bombardeios no Oriente Médio podem ser retomados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das tensões no campo geopolítico, as últimas semanas foram marcadas por forte estresse nos juros futuros e por piora nas expectativas de inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário de referência do Copom, a estimativa de inflação para este ano subiu de 4,6% para 5,2%. Para 2027, a projeção subiu de 3,5% para 3,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o comitê tinha na mira nesta quarta a inflação esperada para o último trimestre de 2027. No entanto, o colegiado do BC disse no comunicado ter optado por uma trajetória alternativa, com uma condução dos juros mais suave, buscando garantir a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse período já passaria a ser o alvo oficial do Copom nas decisões tomadas a partir da próxima reunião, em agosto. O comitê sugeriu que, se mantivesse os juros em patamar necessário para levar à inflação à meta ao término de 2027, eles acabariam derrubando o índice para um patamar abaixo do alvo no primeiro trimestre de 2028.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom ponderou que a avaliação projetada em seus modelos está sujeita a incertezas acima das usuais. “Essas incertezas se somam ao cenário de choques de oferta, o que fundamenta a graduação, ao menos parcial, de seus efeitos sobre a dinâmica futura de preços”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meta central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de avaliação contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora deste intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou a 4,72% no acumulado de 12 meses até maio e ultrapassou o teto da meta de inflação perseguida pelo BC, o que não ocorria desde outubro do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme os dados do último boletim Focus, as projeções para o IPCA se afastaram em relação à meta, inclusive para prazos mais longos. Para este ano, a estimativa atingiu 5,3%. A projeção de inflação para 2027 chegou a 4,10% e, para 2028, subiu a 3,68%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Se liga <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-terao-expediente-especial-durante-os-jogos-da-selecao-brasileira-de-futebol-na-copa-do-mundo/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-terao-expediente-especial-durante-os-jogos-da-selecao-brasileira-de-futebol-na-copa-do-mundo/">Bancos terão expediente especial durante os jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo</a></h4>
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		<item>
		<title>Banco Central mantém juros em 15% e indica queda a partir de março</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-central-mantem-juros-em-15-e-indica-queda-a-partir-de-marco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 08:23:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[Copom (Comitê de Política Monetária)]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
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					<description><![CDATA[Juros seguem no maior patamar em quase duas décadas, apesar do sinal de corte. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28/1), manter a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026. Com isso, os juros básicos permanecem no maior nível desde julho de 2006, decisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Juros seguem no maior patamar em quase duas décadas, apesar do sinal de corte.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28/1), manter a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026. Com isso, os juros básicos permanecem no maior nível desde julho de 2006, decisão amplamente esperada pelo mercado financeiro e aprovada de forma unânime pela diretoria da autoridade monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da manutenção, o comunicado trouxe um sinal relevante de mudança de direção. O Copom indicou que poderá iniciar um ciclo de cortes na taxa de juros já na reunião de março, desde que o cenário macroeconômico evolua conforme o esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o colegiado.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Juro real segue entre os mais altos do mundo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a sinalização de alívio futuro, o Brasil continua figurando entre os países com os maiores juros reais do mundo. Com a Selic mantida em 15%, o juro real — que desconta a inflação — está em 9,23%, segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, liderado pelo economista-chefe Jason Vieira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ranking considera as 40 maiores economias globais e posiciona o Brasil como o segundo país com maior juro real, apesar de uma leve redução em relação aos meses anteriores. Em dezembro de 2025, o índice era de 9,44%, enquanto em novembro atingia 9,74%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cautela externa e moderação interna</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Banco Central destacou que o ambiente internacional segue marcado por incertezas, especialmente em razão de tensões geopolíticas, o que exige cautela adicional por parte das economias emergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário doméstico, o Copom avaliou que os indicadores econômicos confirmam uma trajetória de moderação do crescimento, conforme previsto, enquanto o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. A inflação cheia e os núcleos inflacionários apresentaram arrefecimento nas leituras mais recentes, embora sigam acima da meta estabelecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conjunto de fatores sustenta, segundo o Comitê, a necessidade de uma calibragem cuidadosa da política monetária, equilibrando o combate à inflação com os sinais de desaceleração da atividade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Histórico do ciclo de aperto monetário</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O atual ciclo de aperto monetário teve início em setembro de 2024, quando o Banco Central elevou a Selic de 10,50% para 10,75% ao ano, diante de pressões inflacionárias e de um crescimento econômico acima do esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a taxa seguiu em trajetória de alta: alcançou 11,25% em novembro daquele ano e encerrou 2024 em 12,25%, já com novas elevações contratadas. Em 2025, os juros avançaram para 13,25% em janeiro, 14,25% em março e 14,75% em maio, até atingir os atuais 15% na reunião de junho, patamar mantido pela quinta vez consecutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, o mercado passa a calibrar suas expectativas para o início de um ciclo de afrouxamento monetário, atento à evolução da inflação, da atividade econômica e do cenário internacional.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="540" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1.webp" alt="" class="wp-image-66551" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1.webp 960w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1-300x169.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1-150x84.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1-768x432.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1-600x338.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/01/54295482524_c225e799ac_k-1iyeye3b9dstx-960x540-1-20x11.webp 20w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Leia abaixo o comunicado do Copom:</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,0% e 3,8%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2 % no cenário de referência.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê:</strong> Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Copom eleva Selic a 15% ao ano e sinaliza que pode interromper ciclo de alta</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-eleva-selic-a-15-ao-ano-e-sinaliza-que-pode-interromper-ciclo-de-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 07:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[boletim Fócus]]></category>
		<category><![CDATA[Copom (Comitê de Política Monetária)]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Básica de Juros]]></category>
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					<description><![CDATA[Alta de 0,25 ponto percentual busca conter expectativas desancoradas e assegurar convergência da inflação à meta O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 15% ao ano, sinalizando uma postura mais firme diante da persistência inflacionária e da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Alta de 0,25 ponto percentual busca conter expectativas desancoradas e assegurar convergência da inflação à meta</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20733/nota" data-type="link" data-id="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20733/nota">Copom (Comitê de Política Monetária)</a> do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 15% ao ano, sinalizando uma postura mais firme diante da persistência inflacionária e da elevação das expectativas para os próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unânime entre os nove membros do colegiado, a decisão reflete a combinação de um cenário externo adverso, pressões domésticas inflacionárias e um mercado de trabalho ainda aquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Copom decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz trecho do comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Copom sinaliza que pode interromper o ciclo altista da Selic “em se confirmando o cenário esperado (…), para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus" data-type="link" data-id="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus">Boletim Focus</a> do BC divulgado na última segunda-feira (16), a mediana do mercado financeiro prevê que a Selic encerrará o ano em 14,75%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão converge com fala recente do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que a autoridade monetária deve manter a Selic em patamar elevado por um período mais prolongado do que o habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Faz sentido permanecermos com juros altos por mais tempo. Estamos no quarto ano consecutivo com crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] acima de 3%, o que também reforça essa abordagem”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Copom também destaca ambiente internacional instável</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Copom destacou que o ambiente internacional segue instável, especialmente pela condução das políticas fiscal e comercial dos Estados Unidos. A volatilidade nos mercados e o aumento das tensões geopolíticas exigem maior cautela por parte de economias emergentes como o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano interno, os dados de atividade e emprego mostram algum dinamismo, mas indicam uma moderação no crescimento. A inflação corrente, tanto nos índices cheios quanto nas medidas subjacentes, permanece acima da meta, e as expectativas captadas pela pesquisa Focus para 2025 (5,2%) e 2026 (4,5%) também superam o objetivo do Banco Central. A projeção da própria autoridade monetária para 2026 está em 3,6%, acima da meta central de 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o Comitê aponta riscos elevados para ambos os lados — tanto de alta quanto de baixa —, mas com destaque para a possibilidade de uma desancoragem prolongada das expectativas, resiliência da inflação de serviços e impacto inflacionário de uma eventual depreciação persistente do câmbio. Já entre os riscos de baixa, estão uma possível desaceleração econômica mais intensa, uma retração global e a queda nas commodities.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Política fiscal</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de atenção do Copom é a política fiscal. O colegiado afirmou acompanhar com atenção os desdobramentos fiscais e seu impacto sobre os ativos e sobre a política monetária, ressaltando a necessidade de manter os juros em nível significativamente contracionista por um período prolongado para reancorar expectativas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impactos da Selic alta</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Com o ajuste, a Selic atinge o maior patamar desde julho de 2006. A taxa básica de juros influencia diretamente diversos aspectos da economia. Quando ela está alta, os principais efeitos são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Redução da inflação:</strong> Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo, o que ajuda a conter a inflação.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Desaceleração da economia:</strong> Com o crédito mais caro e menos consumo, empresas investem menos e a atividade econômica tende a crescer mais devagar.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aumento no custo do crédito:</strong> Empréstimos, financiamentos e cartões de crédito ficam mais caros, afetando consumidores e empresas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Incentivo à poupança e investimentos em renda fixa:</strong> Aplicações como Tesouro Direto tornam-se mais atrativas, pois passam a render mais.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dólar pode cair:</strong> Juros altos atraem investidores estrangeiros, o que pode valorizar o real e pressionar o dólar para baixo.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aumento do custo da dívida:</strong> Grande parte da dívida pública brasileira está atrelada à Selic. Quando ela sobe, o governo precisa pagar mais juros aos investidores que compraram títulos da dívida, como o Tesouro Selic.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maior gasto com juros:</strong> O gasto do governo com o pagamento de juros aumenta e isso pressiona o orçamento público, podendo reduzir a capacidade de investimento em outras áreas, como saúde, educação e infraestrutura.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Copom eleva a taxa Selic para 13,25% ao ano e reafirma ciclo de aperto monetário</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-eleva-a-taxa-selic-para-1325-ao-ano-e-reafirma-ciclo-de-aperto-monetario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 09:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ata]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
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		<category><![CDATA[Taxa Selic (juros básicos da economia)]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado divulgado com a decisão, o Copom reforça que pode elevar a taxa Selic em 1 p.p. na próxima reunião, em março Dentro do esperado para a primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, presidida por Gabriel Galípolo, o colegiado reajustou, nesta quarta-feira (29), a taxa básica de juros, a [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-8">Em comunicado divulgado com a decisão, o Copom reforça que pode elevar a taxa Selic em 1 p.p. na próxima reunião, em março</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do esperado para a primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, presidida por Gabriel Galípolo, o colegiado reajustou, nesta quarta-feira (29), a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual, de 12,25% para 13,25% ao ano. A decisão era amplamente esperada e, aliás, já estava prevista na ata da última reunião, realizada em dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Votaram favoravelmente à decisão os nove membros do Copom: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em trecho do <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20516/nota" data-type="link" data-id="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20516/nota">comunicado</a> divulgado com a decisão, o Copom argumenta entender “que essa decisão [de elevar a Selic em 1 p.p.) é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o comunicado repete o que já havia sido antecipado pela ata da reunião de dezembro: “Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião [a ser realizada em março]”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se confirmado o reajuste, a Selic subirá para 14,25% ao ano, mesmo patamar de 2016, quando a inflação estava em dois dígitos (na casa dos 10,50%), o que não é o caso agora. A inflação encerrou 2024 em 4,83%, 0,33 ponto percentual acima da meta (4,50%), ou seja, um nível nada exorbitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O colegiado ainda diz que, “para além da próxima reunião (…) reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Confira abaixo a íntegra do comunicado do Copom</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ambiente externo permanece desafiador em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, o que suscita mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo. A inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação e novamente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e situam-se em 5,5% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 4,0% no cenário de referência (Tabela 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Persiste uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) impactos sobre o cenário de inflação de uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada; e (ii) um cenário menos inflacionário para economias emergentes decorrente de choques sobre o comércio internacional e sobre as condições financeiras globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom então decidiu elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 13,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião. Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
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		<title>Copom eleva a Selic para 12,25% ao ano; ‘ambiente externo desafiador’, diz comunicado</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-eleva-a-selic-para-1225-ao-ano-ambiente-externo-desafiador-diz-comunicado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 08:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[boletim focus]]></category>
		<category><![CDATA[Campos Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Copom (Comitê de Política Monetária)]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sabotador]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Selic (juros básicos da economia)]]></category>
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					<description><![CDATA[Na última reunião presidida por Campos Neto, colegiado injeta dose cavalar nos juros, em decisão unânime Acertou quem apostou em uma alta de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou, no início da noite da última quarta-feira (11/12), que elevou os juros [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-10">Na última reunião presidida por Campos Neto, colegiado injeta dose cavalar nos juros, em decisão unânime</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-deve-aumentar-juros-em-ate-1-ponto-na-despedida-de-campos-neto/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/copom-deve-aumentar-juros-em-ate-1-ponto-na-despedida-de-campos-neto/">Acertou quem apostou em uma alta de 1 ponto percentual na taxa básica de juros</a>, a Selic. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou, no início da noite da última quarta-feira (11/12), que elevou os juros de 11,25% para 12,25% ao ano na última reunião do ano. A decisão foi unânime entre os nove membros do colegiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta é até mesmo maior do que a mediana das projeções do mercado financeiro do Boletim Focus do BC divulgado na última segunda-feira (9/12), que apontava a Selic em 12% ao fim deste ano. Ou seja, a aposta era de uma alta de 0,75 p.p. na reunião de hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o presidente do BC, <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=campos+neto" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/?s=campos+neto">Roberto Campos Neto</a>, encerra a sua participação na última reunião do colegiado presidida por ele com a maior dose de aumento desde o início do ciclo de ajuste para cima, em setembro deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o comunicado divulgado com a decisão, “o ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Federal Reserve, o banco central dos EUA]”. Por essa razão, o colegiado preferiu manter a cautela e elevar os juros.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cenário doméstico apresenta dinamismo e inflação desancorada, diz Copom</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o mercado doméstico, o comunicado menciona o dinamismo da economia refletido no conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho, “com destaque para a divulgação do PIB [Produto Interno Bruto] do terceiro trimestre”, que avançou 0,9% – acima das projeções de analistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A inflação cheia e as medidas subjacentes têm se situado acima da meta para a inflação e apresentaram elevação nas divulgações mais recentes”, aponta o comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2024 e 2025, o comunicado aponta que a mediana das projeções indicadas no Boletim Focus “elevaram-se de forma relevante e encontram-se em torno de 4,8% e 4,6%, respectivamente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, “a projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 4,0% no cenário de referência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Copom vê, portanto, o cenário como “mais adverso do que na reunião anterior” e que persiste “uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação”, com “desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado” e “maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O colegiado ainda avalia que a decisão de elevar a Selic em 1 ponto percentual “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante” e que a “decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mandato de Campos Neto à frente do BC termina em 31 de dezembro deste ano. Ele será substituído pelo Diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia Mais <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sabotador-do-brasil/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/sabotador-do-brasil/">Campos Neto: o sabotador do Brasil</a></h4>
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