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	<title>Contra autonomia do BC &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Autonomia financeira do BC avança no Senado sob contestação de especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:48:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A privatização, chamada de autonomia do Banco Central, retira a transparência necessária para fiscalização pública e pode abrir portas para outras fraudes como a do banco Master, maior especulação bancária com a influência total do mercado financeiro A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6cec9a53b848ee50ad7bd7bada8729a7">A privatização, chamada de autonomia do Banco Central, retira a transparência necessária para fiscalização pública e pode abrir portas para outras fraudes como a do banco Master, maior especulação bancária com a influência total do mercado financeiro</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central (BC). O texto segue agora para análise do plenário da Casa e tem sido alvo de críticas de economistas, especialistas e entidades representativas dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta estabelece autonomia administrativa, contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial ao Banco Central, desvinculando a instituição de ministérios e demais órgãos da administração pública. Além disso, permite que o BC retenha receitas oriundas da chamada senhoriagem — recursos gerados pela emissão de moeda — que atualmente são transferidos ao Tesouro Nacional e incorporados ao orçamento público. Atualmente, parte desses recursos contribui para reduzir a dívida pública federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Economistas fazem alerta</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação da PEC na CCJ ocorre poucos dias após a divulgação de um&nbsp;<a href="https://www.change.org/p/manifesto-contra-a-pec-da-autonomia-financeira-do-banco-central" target="_blank" rel="noreferrer noopener">manifesto assinado por economistas brasileiros</a>&nbsp;que alertam para os riscos da medida. Segundo o documento, a proposta pode facilitar a influência do sistema financeiro sobre a autoridade monetária, ao mesmo tempo em que reduz mecanismos de controle democrático e fiscalização do Banco Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o economista Gustavo Cavarzan, doutor em Economia Social e do Trabalho pela Unicamp e técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a PEC caminha na direção oposta às mudanças defendidas pelo movimento sindical. Segundo Cavarzan, uma verdadeira democratização da política monetária passa pela redução da influência do setor financeiro privado sobre o BC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Seria fundamental ampliar a composição do Conselho Monetário Nacional, acabar com o descasamento de mandatos entre a Presidência da República e as diretorias do Banco Central, além de ampliar o período de quarentena para evitar a chamada ‘porta giratória’, quando dirigentes do BC deixam o órgão e passam quase imediatamente a atuar no mercado financeiro”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo do conceito de &#8220;porta giratória&#8221; foi observado recentemente, na gestão anterior do Banco Central. Roberto Campos Neto foi indicado por Jair Bolsonaro à presidência da instituição e, logo após deixar o cargo, assumiu posição no Nubank.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PEC não resolve nenhum desses problemas e ainda cria questões adicionais, como o aumento da dívida pública, na medida em que receitas administradas pelo BC deixariam de compor o orçamento público geral, além da fragilização da estabilidade dos servidores da instituição, comprometendo ainda mais sua independência em relação ao mercado financeiro”, avalia Cavarzan.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O trabalhador sempre paga a conta!</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa autonomia seria como uma privatização de um órgão público de extrema importância ao País. O BC organiza e regulamenta parte da economia e todas as instituições financeiras, como os bancos. A privatização, chamada de autonomia, retira a transparência necessária para fiscalização pública e pode abrir portas para fraudes como a do banco Master, maior especulação bancária com a influência total do mercado financeiro nas decisões sobre como direcionar a economia do Brasil. Seria para o bem-estar da população ou aumento da lucratividade dos bancos? Eis a pergunta, que é fácil de responder, o trabalhador sempre paga a conta”, explica Elcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do Itaú.</p>
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