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	<title>contaminação de bebidas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>contaminação de bebidas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Metanol: cerveja, vinho ou destilado? Quais bebidas podem estar contaminadas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 12:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas com metanol]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação de bebidas]]></category>
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					<description><![CDATA[Intoxicação por metanol no Brasil acende alerta para destilados adulterados; risco em cervejas e vinhos é considerado mínimo O aumento de&#160;casos de&#160;intoxicação por metanol&#160;em São Paulo&#160;e em outros estados do Brasil levantou uma dúvida entre os consumidores: afinal, quais bebidas oferecem maior risco de contaminação? De&#160;acordo com especialistas e órgãos de saúde, os&#160;destilados, como&#160;gim, uísque, [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f9a938496a3c82936942d8936ee67901">Intoxicação por metanol no Brasil acende alerta para destilados adulterados; risco em cervejas e vinhos é considerado mínimo</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento de&nbsp;casos de&nbsp;<strong>intoxicação por metanol</strong>&nbsp;em São Paulo&nbsp;e em outros estados do Brasil levantou uma dúvida entre os consumidores: afinal, quais bebidas oferecem maior risco de contaminação? De&nbsp;acordo com especialistas e órgãos de saúde, os&nbsp;<strong>destilados</strong>, como&nbsp;<strong>gim, uísque, vodca e cachaça</strong>, são os principais suspeitos na crise atual. Já a&nbsp;<strong>cerveja</strong>&nbsp;e o&nbsp;<strong>vinho</strong>&nbsp;apresentam risco mínimo, embora não estejam totalmente livres de adulteração criminosa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O metanol é um solvente industrial altamente tóxico, impróprio para consumo humano, que pode causar cegueira irreversível e até morte. Ele pode estar presente nas bebidas de duas formas: por falhas no processo de destilação, quando não há descarte da fração inicial rica em metanol, ou por adulteração deliberada, em que criminosos adicionam o produto para aumentar o teor alcoólico a baixo custo. Esta última hipótese é a mais provável nas investigações em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo boletins oficiais, o Brasil registrou 59 casos de intoxicação por metanol. O estado de São Paulo concentra a maioria das notificações: foram 53 casos e oito óbitos suspeitos em investigação. Há também suspeitas em Pernambuco e no Distrito Federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como pode ocorrer a contaminação por metanol?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dois cenários principais podem explicar a presença do metanol nas garrafas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Produções clandestinas sem controle técnico: em destilarias ilegais ou falsificações, a separação do líquido da etapa inicial costuma ser ignorada. O resultado é uma bebida contaminada, sem qualquer controle de qualidade.</li>



<li>Adulteração deliberada: além do erro técnico, criminosos adicionam metanol industrial diretamente às bebidas. O objetivo é aumentar o teor alcoólico ou diluir custos de produção, em uma prática ilegal.</li>
</ol>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O processo de destilação</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No processo de destilação, a mistura fermentada é aquecida até que seus componentes evaporem em diferentes temperaturas. O metanol, mais volátil que o etanol (o álcool adequado para consumo), evapora primeiro. Essa fração inicial, conhecida como “cabeça”, é concentrada em metanol e precisa ser descartada para evitar contaminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma etapa padrão e fundamental na produção lícita e segura de destilados. Se a “cabeça” não for eliminada, a substância permanece no produto final, levando a graves riscos de intoxicação, que podem incluir desde a perda de visão até a morte.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cerveja e vinho: pouco risco de intoxicação</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na produção da&nbsp;<strong>cerveja</strong>, não há formação natural de metanol no processo de fermentação, e a adulteração deliberada seria economicamente pouco vantajosa, já que o preço da bebida é bem mais baixo.&nbsp;</li>



<li>O&nbsp;<strong>vinho</strong>, por sua vez, pode conter pequenas quantidades de metanol devido à fermentação da casca da uva, mas em níveis seguros, regulados por normas internacionais. Além disso, a presença do etanol no vinho ajuda a neutralizar os efeitos do metanol em baixas concentrações.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Destilados são o principal risco</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>As investigações apontam que as vítimas de intoxicação por metanol consumiram majoritariamente&nbsp;<strong>gim, vodca e uísque</strong>&nbsp;de origem suspeita.&nbsp;</li>



<li>Em alguns casos, garrafas falsificadas imitavam marcas conhecidas, vendidas a preços muito abaixo do mercado.&nbsp;</li>



<li>Por isso, autoridades reforçam a recomendação: desconfie de ofertas baratas demais, verifique rótulos e lacres e compre sempre em estabelecimentos confiáveis.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas e alerta</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A intoxicação por metanol pode demorar até 24 horas para se manifestar. Os principais sintomas são visão turva ou perda repentina da visão, dor de cabeça intensa, confusão mental, náuseas, vômitos e dor abdominal. O atendimento médico imediato é importante: se iniciado nas primeiras seis horas após os sintomas, o tratamento com etanol em ambiente hospitalar pode impedir complicações graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal em andamento para apurar o possível envolvimento de uma rede criminosa na adulteração das bebidas, as autoridades reforçam a orientação: ao suspeitar de irregularidades, denuncie o estabelecimento ao Procon (pelo Disque 151 ou no&nbsp;<a href="http://www.procon.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site</a>) ou à própria Polícia Civil (Disque Denúncia 181 ou no&nbsp;<a href="https://www.webdenuncia.sp.gov.br/cidadao/crime-acontecendo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site</a>). A Anvisa também pode ser contatada pelo Disque-Intoxicação 0800 722 6001.</p>
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