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	<title>Constituição 88 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Bancária obtém redução de jornada para cuidar de filha com paralisia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 08:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão, que mantém o salário e dispensa a compensação de horário, reflete a aplicação de normas que garantem direitos humanos e a dignidade da pessoa O TRT da 9ª região decidiu favoravelmente a uma bancária de Londrina/PR, assegurando a ela a redução de sua jornada de trabalho. A decisão visa permitir que a trabalhadora [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">A decisão, que mantém o salário e dispensa a compensação de horário, reflete a aplicação de normas que garantem direitos humanos e a dignidade da pessoa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O TRT da 9ª região decidiu favoravelmente a uma bancária de Londrina/PR, assegurando a ela a redução de sua jornada de trabalho. A decisão visa permitir que a trabalhadora possa dedicar-se aos cuidados e acompanhamento médico de sua filha de quatro anos, que possui paralisia cerebral e com risco acentuado para TEA &#8211; Transtorno do Espectro Autista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O colegiado determinou que a bancária mantenha seu salário integral e seja dispensada de qualquer compensação de horário. O acórdão do Tribunal confirma a sentença da 6ª vara do Trabalho de Londrina/PR. A instituição financeira empregadora havia recorrido da decisão original, argumentando a inexistência de previsão legal para a concessão do benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desembargadores da 4ª turma do TRT da 9ª região, ao analisarem o recurso, fundamentaram sua decisão na aplicação, por analogia, do art. 98 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm">lei 8.112/90</a>, que regulamenta o horário especial para servidores públicos com cônjuge, filho ou dependente com deficiência. A justificativa se baseia na ausência de legislação específica para o setor privado na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm">CLT</a>. O colegiado destacou que o art. 8º da CLT prevê a aplicação analógica de normas gerais do Direito na falta de dispositivo legal específico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da jornada de trabalho foi concedida em consonância com princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III e IV, da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">CF/88</a>), a proteção integral à criança e ao adolescente (art. 227, da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">CF/88</a>), os direitos humanos (arts. 4º, II, e 5º, §§ 2º e 3º, da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">CF/88</a>) e as garantias fundamentais (art. 5º, caput).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão judicial também considerou o Estatuto da Pessoa com Deficiência (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm">lei 13.146/15</a>), a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm">lei 12.764/12</a>), a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança e o Decreto 6.949/08, que &#8220;Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembargador Valdecir Edson Fossatti, relator do acórdão, destacou que os direitos das pessoas com deficiência se concretizam quando suas necessidades específicas são consideradas, demandando ajustes em cada caso para garantir a igualdade de oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também se alinha ao &#8220;Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero&#8221;, instituído pela Resolução 492/23 do CNJ, que orienta magistrados a considerarem a perspectiva de gênero em suas decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo tramita em segredo de Justiça devido a informações médicas da menor.</p>
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