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	<title>Conselho de paz de trump &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Vaticano expressa ‘perplexidade’ com Conselho da Paz e recusa convite de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 12:21:33 +0000</pubDate>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Primeiro pontífice reafirmou papel da ONU na gestão de crises internacionais</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papa Leão XIV não tem endossado as ações dos EUA e se posiciona em defesa da ONU&nbsp;|&nbsp;Crédito: Vatican Media</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17) que não participará do Conselho de Paz, idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e expressou sua perplexidade com alguns pontos do colegiado, em particular, sua tentativa de substituir as Nações Unidas na condução das crises internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posição do papa Leão XVI, o primeiro pontífice estadunidense, foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, às vésperas do primeiro encontro do Conselho da Paz, marcada para quinta-feira (19/02), em Washington.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao declarar os motivos da recusa, Parolin disse que o Vaticano está “perplexo” com o formato e as atribuições do colegiado. “O Vaticano não participará do Conselho de Paz para Gaza. Notamos também que a Itália participará como observadora. Evidentemente, há pontos que nos deixam perplexos, questões críticas que precisam ser esclarecidas”, salientou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O importante é que estamos tentando dar uma resposta, mas, para nós, existem questões cruciais que precisam ser resolvidas”, afirmou, ao defender que a gestão de crises internacionais deve permanecer sob a coordenação da Organização das Nações Unidas: “uma preocupação é que, no âmbito internacional, seja sobretudo a ONU que administre essas situações de crise. Este é um dos pontos em que temos insistido”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, o Conselho de Paz teria como função coordenar os esforços de reconstrução da Faixa de Gaza, Trump, no entanto, anunciou, posteriormente, que o colegiado poderia tratar de outros conflitos globais. Parolin também salientou que a Santa Sé não participará da iniciativa “devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Governo italiano</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A firme posição do Vaticano se diferencia do governo italiano que confirmou sua participação no Conselho, como observador. O anúncio foi feito pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele afirmou que a Itália considerou “apropriado” aceitar o convite e que “a ausência da Itália em uma discussão sobre a paz no Mediterrâneo seria não apenas politicamente incompreensível, mas também contrária ao espírito do Artigo 11 de nossa Constituição, que estabelece a rejeição da guerra como meio de resolução de conflitos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua avaliação, a recusa a Trump “significaria negar o papel de liderança” exercido por Roma “no cessar-fogo desde o início da crise, sempre com o objetivo de alcançar dois Estados vivendo juntos em paz e segurança”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, havia mencionado, anteriormente, que a proposta estadunidense teria “problemas de caráter constitucional” para seu país, referindo-se ao estabelecimento de Trump como presidente vitalício e com poder de veto no organismo. Daí o aceite apenas como observador da entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tajani ressaltou que o compromisso italiano decorre do diálogo constante com Israel, a Autoridade Palestina e outros atores regionais. Ele também afirmou que o governo Meloni “condenou qualquer sugestão de anexação israelense da Cisjordânia” e criticou os ataques recorrentes de “colonos extremistas”.</p>
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