<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Consciência Negra &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/consciencia-negra/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 19 Nov 2024 11:29:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.4</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Consciência Negra &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Dia da Consciência Negra: o 20 de novembro e as lutas das mulheres negras</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/dia-da-consciencia-negra-o-20-de-novembro-e-as-lutas-das-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2024 11:27:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[dia da consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=58429</guid>

					<description><![CDATA[Conheça mais sobre a luta das mulheres negras, que ocupam papel central na trajetória de resistência do povo brasileiro Dia da Consciência Negra: o 20 de novembro e as lutas das mulheres negras &#124; Para as mulheres negras, o Dia da Consciência Negra representa também a luta adicional contra o racismo e o machismo. Foto: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Conheça mais sobre a luta das mulheres negras, que ocupam papel central na trajetória de resistência do povo brasileiro</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dia da Consciência Negra: o 20 de novembro e as lutas das mulheres negras | Para as mulheres negras, o Dia da Consciência Negra representa também a luta adicional contra o racismo e o machismo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>



<p class="wp-block-paragraph">20 de novembro é o&nbsp;<strong>Dia da Consciência Negra</strong>. A&nbsp;<strong>TVT</strong>&nbsp;News, comprometida com a diversidade e a representatividade, se une a essa celebração e destaca o papel fundamental das&nbsp;<strong>mulheres negras</strong>&nbsp;na&nbsp;<strong>luta contra o racismo</strong>, o machismo e a desigualdade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que é o Dia da Consciência Negra</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro e é feriado nacional no Brasil desde 2023. O Dia da Consciência Negra é uma data para refletir sobre a luta histórica e atual das negras e dos negros no Brasil contra o racismo, a discriminação e as desigualdades sociais. Instituída para honrar a memória e o legado de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, a data é um marco de resistência e resiliência para a população negra, e destaca a importância de valorização das contribuições culturais, sociais e políticas afro-brasileiras.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Por que 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O dia 20 de novembro foi escolhido para o&nbsp;<a href="https://tvtnews.com.br/consciencia-negra-ensino-historia-afro-brasileira/">Dia da Consciência Negra</a>&nbsp;como homenagem a Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil colonial. Ele liderou o Quilombo dos Palmares, comunidade formada por negros escravizados que fugiam das condições opressivas nas senzalas e buscavam liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1695, Zumbi foi assassinado em combate, tornando-se mártir na luta contra a escravidão. Desde a oficialização da data em 2003, o Dia da Consciência Negra se consolidou como um momento de celebração da herança africana e de combate ao racismo estrutural, ressaltando a necessidade de uma sociedade mais justa para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, o 20 de novembro ganhou força como dia de reflexões e ações que promovem o respeito e a igualdade de direitos. A partir de 2023, o Dia da Consciência Negra é feriado nacional. A Lei 14.759/23, sancionada pelo presidente Lula, estabelece oficialmente o dia 20 de novembro como feriado em todo o país, reforçando a importância da data para a sociedade brasileira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as mulheres negras, essa data representa também uma luta adicional contra o racismo e o machismo. Elas enfrentam barreiras múltiplas, sendo muitas vezes sub-representadas nos espaços de poder. No entanto, apesar dos desafios, seguem contribuindo ativamente para o fortalecimento da identidade e da cultura negra no país.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quem foi Dandara dos Palmares?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dandara dos Palmares, companheira de Zumbi, desempenhou papel estratégico no Quilombo dos Palmares. Guerreira e estrategista, Dandara participou ativamente na defesa do quilombo, lutando contra o exército colonizador e resistindo às investidas que ameaçavam a comunidade quilombola. Embora muito da sua história permaneça pouco conhecida, seu nome se tornou símbolo da força e da luta das mulheres negras pela liberdade e pelos direitos da população negra. Hoje, Dandara é lembrada como uma heroína que lutou pela liberdade do povo negro, inspirando mulheres negras a seguirem em frente na busca por igualdade e justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Ilustração atribuída a Dandara dos Palmares: Dia da Consciência Negra faz homenagem às heroínas da luta das mulheres negras</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o&nbsp;<a href="https://memorial.mpf.mp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Memorial do Ministério Público Federal</a>, “em 24 de abril de 2019, Dandara dos Palmares teve o nome incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que está no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília (DF). A inclusão foi feita a partir da Lei nº 13.816/19, de autoria da ex-deputada federal Eronildes Vasconcelos, e se deu somente 22 anos após a inclusão do nome de Zumbi no mesmo livro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o MPF, “o resgate da história de vida de Dandara foi feito a partir da oralidade do movimento negro. Texto disponibilizado no site da Fundação Palmares aponta que há muitas lacunas sobre a origem de Dandara, sem registros sobre o local onde nasceu ou sua descendência africana. Relatos levam a crer que ela se estabeleceu no Quilombo dos Palmares ainda criança”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Dia da Consciência Negra: mulheres negras da hist</strong>ó<strong>ria do Brasil</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da história do Brasil, inúmeras mulheres negras desempenharam papéis importantes na luta contra o racismo e a opressão. Dentre elas, destaca-se Tereza de Benguela, líder quilombola que, no século XVIII, comandou o Quilombo de Quariterê, uma comunidade organizada que resistiu bravamente à escravidão. Também merece destaque a escritora Maria Firmina dos Reis, autora pioneira que desafiou os estigmas de sua época e abordou o tema da escravidão em sua obra “Úrsula”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na contemporaneidade, mulheres como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro continuam a deixar um legado importante. Lélia foi uma das precursoras do feminismo negro no Brasil, enquanto Sueli Carneiro fundou o&nbsp;<a href="https://www.geledes.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Geledés</a>&nbsp;— Instituto da Mulher Negra, atuando na defesa dos direitos das mulheres negras e na luta contra o racismo. Essas figuras inspiram gerações, mostrando que a resistência e a luta pela consciência negra seguem firmes e essenciais para uma sociedade mais igualitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A lista de mulheres negras que desempenharam papéis essenciais na luta contra o racismo e na construção da consciência negra no Brasil é enorme. Além de Dandara, Tereza de Benguela, também podem ser destacadas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Luíza Mahin</strong>&nbsp;– Ativista de origem africana, participou de revoltas importantes contra a opressão escravagista na Bahia, como a Revolta dos Malês (1835). Sua atuação é lembrada como símbolo de resistência cultural e social do povo negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carolina Maria de Jesus</strong>&nbsp;– Escritora e autora de “Quarto de Despejo”, um dos maiores relatos sobre a pobreza e o racismo no Brasil. Carolina foi pioneira ao dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por negros e pobres nas favelas brasileiras, além de influenciar gerações de escritores e ativistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Antonieta de Barros</strong>&nbsp;– Primeira deputada negra eleita no Brasil, em Santa Catarina, na década de 1930, e educadora dedicada à alfabetização e ao combate ao racismo e ao machismo, trabalhando pela inclusão e reconhecimento do papel das mulheres negras na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lélia Gonzalez</strong>&nbsp;– Intelectual e ativista, foi uma das pioneiras na defesa dos direitos das mulheres negras e do movimento negro no Brasil. Sua obra e atuação questionaram as raízes estruturais do racismo e do machismo, sendo uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marielle Franco</strong>&nbsp;– Socióloga, feminista e vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco foi uma voz incansável na defesa dos direitos humanos, especialmente da população negra, periférica e LGBTQIA+. Nascida no Complexo da Maré, ela usou a trajetória política para denunciar a violência policial, o racismo e a opressão de minorias, inspirando milhares de mulheres e jovens. O&nbsp;assassinato de Marielle&nbsp;em 2018 foi um choque para o Brasil e para o mundo, transformando-a em símbolo de resistência e luta por justiça. O legado de&nbsp;Marielle Franco&nbsp;segue vivo, mobilizando movimentos sociais que exigem igualdade e respeito pelos direitos de todos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Outras datas que celebram a luta da mulher negra: 25 de julho</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 25 de julho é celebrado o&nbsp;<strong>Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha</strong>, outra uma data para reconhecer as lutas, conquistas e a importância da&nbsp;<strong>mulher negra</strong>&nbsp;na construção da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha</strong>&nbsp;foi instituído em 1992 durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. O objetivo de marcar essa data é promover a visibilidade e o reconhecimento das lutas e conquistas das&nbsp;<strong>mulheres negras</strong>&nbsp;em toda a América Latina</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha</strong>&nbsp;surgiu como uma resposta à necessidade de unir e fortalecer as&nbsp;<strong>mulheres negras</strong>&nbsp;contra o&nbsp;<strong>racismo</strong>, a discriminação e a desigualdade. Em vários países da América Latina e Caribe, além do Brasil, diversas atividades são realizadas para comemorar a data e debater temas relevantes para essa parcela da população, que ainda enfrenta inúmeros desafios tanto sociais quanto econômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O&nbsp;<strong>dia 25 de julho</strong>&nbsp;é muito importante. Eu não me via representada em lutas de outras datas conhecidas, mas que tinham, geralmente, um olhar branco. Mas, há 9 anos, todo&nbsp;<strong>25 de julho</strong>, nós fazemos a Marcha das Mulheres Negras nas ruas de São Paulo, com cerca 3 a 7 mil mulheres, que participam de uma programação política, cultural e que também inclui um momento de celebração às nossas ancestrais que participaram das lutas passadas”, conta a jornalista e militante da Marcha das Mulheres Negras, Juliana Gonçalves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tereza de Benguela, a escravizada que se tornou a líder quilombola e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. Imagem: Wikimedia Commons</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a escolha do dia&nbsp;<strong>25 de julho</strong>&nbsp;tem um simbolismo especial, pois coincide com o aniversário de morte de&nbsp;<strong>Tereza de Benguela</strong>, uma das líderes negras mais importantes na história da resistência à escravidão no Brasil. A data também é reconhecida oficialmente no Brasil como o&nbsp;<strong>Dia Nacional de Tereza de Benguela</strong>&nbsp;e da Mulher Negra, através da Lei nº 12.987, sancionada em 2014, reforçando o compromisso do país com a luta das&nbsp;<strong>mulheres negras</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O&nbsp;<strong>25 de julho</strong>&nbsp;é uma maneira de vocalizar as vozes apagadas, silenciadas, esquecidas das milhares de&nbsp;<strong>mulheres negras</strong>&nbsp;latino-americanas que deram seu suor e sangue para erguer nações. É restaurar memórias daquelas que chegaram antes de nós nesta terra para a qual fomos trazidas à força e sofremos tantas violência e resistimos até hoje”, explica a pesquisadora da História da África,&nbsp;Carolina Morais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>Dia da Consciência Negra</strong>&nbsp;também é uma oportunidade para celebrar as conquistas e a resistência. Em meio às adversidades, as mulheres têm conseguido avanços significativos em diversas áreas, incluindo educação, cultura e política e empreendedorismo. Essas vitórias são fruto de lutas contínuas e organizada, que merecem ser reconhecidas e apoiadas por toda a sociedade. “Ser&nbsp;<strong>mulher negra</strong>&nbsp;no Brasil para mim, hoje, é ter a possibilidade de apontar caminhos reais para a formação de uma outra sociedade menos desigual, menos predatória, menos exploratória. É falar a partir de uma potência de transformação para todas e todes”, aponta Juliana Gonçalves.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lula sanciona Dia da Consciência Negra como feriado nacional</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/lula-sanciona-dia-da-consciencia-negra-como-feriado-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 11:26:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra feriado nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Negros feriado nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=54716</guid>

					<description><![CDATA[Data de 20 de novembro também é conhecida como Dia Nacional de Zumbi dos Palmares O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última sexta-feira (17), a Lei 14.759/2023, que coloca no calendário de feriados nacionais o Dia da Consciência Negra e o Dia Nacional de Zumbi dos Palmares, celebrado em 20 de novembro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Data de 20 de novembro também é conhecida como Dia Nacional de Zumbi dos Palmares</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última sexta-feira (17), a Lei 14.759/2023, que coloca no calendário de feriados nacionais o Dia da Consciência Negra e o Dia Nacional de Zumbi dos Palmares, celebrado em 20 de novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A matéria, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), passou pela aprovação nas duas casas do Congresso Nacional em 2021 e 2023. A data, estabelecida para conscientizar sobre o combate ao racismo e às desigualdades sociais a partir da questão étnica, foi instituída oficialmente pela Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De 2011 até hoje, o 20 de novembro vinha sendo celebrado em mais de mil cidades brasileiras e em alguns estados, como Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo. Com essa lei, aprovada no Congresso e agora sancionada pelo presidente da República, o propósito dela ganhará força em âmbito nacional, no debate sobre as consequências da escravidão e do racismo, ainda presente, na sociedade brasileira”, explica o secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Almir Aguiar.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><br>Memória de Zumbi</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O representante do movimento sindical também destaca a importância da data para reconhecer Zumbi e Dandara dos Palmares entre os heróis da democracia no país. Almir lembra que, ao longo da história, a população brasileira foi prejudicada, em termos de representatividade, porque muitos negros e negras não foram reconhecidos nos livros e nas matérias que trazem os eventos que marcaram mudanças sociais e políticas no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por isso a importância de reconhecer o 20 de novembro também para falar da vida e luta de Zumbi dos Palmares, pela liberdade, ao lado de outra liderança que precisa ser lembrada, que é Dandara dos Palmares”, completa. “Memorizar sobre Zumbi e Dandara Palmares é melhorar a nossa consciência no combate à discriminação e pelos direitos civis. São ações como essa que nos possibilita um futuro melhor, para todos e todas, independente de raça”, conclui.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dieese expõe desigualdades salariais às vésperas do Dia da Consciência Negra</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/dieese-expoe-desigualdades-salariais-as-vesperas-do-dia-da-consciencia-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Nov 2023 08:36:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi dos Palmares]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=51043</guid>

					<description><![CDATA[Negros são 56,1% da força de trabalho, mas recebem os piores salários. Entre as mulheres está a maior desigualdade. Elas recebem em média R$ 1.908, ante R$ 3.096 de não negras O Dieese divulgou nesta sexta-feira (17) dois estudos que relacionam a desigualdade no mercado de trabalho à questão racial. Os levantamentos e estatísticas referem-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Negros são 56,1% da força de trabalho, mas recebem os piores salários. Entre as mulheres está a maior desigualdade. Elas recebem em média R$ 1.908, ante R$ 3.096 de não negras</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.dieese.org.br/">Dieese</a> divulgou nesta sexta-feira (17) dois estudos que relacionam a desigualdade no mercado de trabalho à questão racial. Os levantamentos e estatísticas referem-se ao mês da Consciência Negra, que tem seu ápice na próxima segunda-feira (20), data da morte de Zumbi dos Palmares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os destaques, a desigualdade entre negros e não negros. Por exemplo, apesar de representarem 56,1% da força de trabalho do Brasil, negros recebem piores salários. Entre os homens, o rendimento médio é de R$ 2.390 para negros e R$ 4.013 para não negros. Entre as mulheres, R$ 1.908, em comparação com R$ 3.096.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="635" height="627" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1.jpg" alt="" class="wp-image-51044" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1.jpg 635w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1-300x296.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1-150x148.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1-600x592.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-1-20x20.jpg 20w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Novas perspectivas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Após quatro anos de retrocesso econômico e social, em 2023, abre-se novamente espaço para a retomada do debate sobre a construção da igualdade entre negros e não negros”, afirma o Dieese. A entidade marca as dificuldades que o país enfrentou nos anos da presidência de Jair Bolsonaro (PL), que nunca escondeu sua aversão à luta antirracista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, a entidade pondera os avanços econômicos e sociais velozes do novo governo. “Em 2023, há algumas mudanças. A melhora da atividade econômica no início do ano foi uma surpresa positiva e a expectativa é que o PIB cresça aproximadamente 3%. Essa recuperação traz impactos positivos também no mercado de trabalho. A taxa de desocupação diminuiu e o emprego formal cresceu. Além disso, a inflação mais baixa e o aumento do salário mínimo permitiram recuperação dos rendimentos médios dos ocupados.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o Dieese pondera que os desafios estão distantes da superação. O racismo estrutural é um fato no país e fere de morte a busca por desenvolvimento sustentável, igualitário e racional do país. “O mercado de trabalho ainda é espaço de reprodução da desigualdade racial. Tanto a inserção quanto as possibilidades de ascensão são desiguais para a população preta e parda. E as mulheres negras acumulam as desigualdades não só de raça, mas também de gênero.”</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="649" height="471" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2.jpg" alt="" class="wp-image-51045" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2.jpg 649w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2-300x218.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2-150x109.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2-600x435.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-2-20x15.jpg 20w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Questão histórica e Consciência Negra</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a conclusão do Dieese sobre o mercado de trabalho é que o racismo segue como o normal, particularmente entre o setor privado, conforma avança a pesquisa. “Mesmo com a indicação do crescimento da atividade econômica, o mercado de trabalho continua reproduzindo as desigualdades sociais. Os trabalhadores negros enfrentaram mais dificuldades para conseguir trabalho, para progredir na carreira e entrar nos postos de trabalho formais com melhores salários. E as mulheres negras encaram adversidades ainda maiores do que os homens, por vivenciarem a discriminação por raça e gênero.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, o Dieese recomenda e sentencia que a “construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida, não pode deixar que mais da metade dos brasileiros seja sempre relegada aos menores salários e a condições de trabalho mais precárias apenas pela cor/raça ou pelo gênero. É necessário amplo trabalho de sensibilização para que todas as políticas públicas sejam desenhadas e implementadas com o objetivo de atacar o problema das desigualdades – especialmente no mercado de trabalho. O caminho a ser percorrido é longo, mas o trajeto precisa ser feito com determinação e agilidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O boletim pode ser conferido <a href="https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2023/conscienciaNegra2023.html">neste link</a> e o infográfico, <a href="https://www.dieese.org.br/infografico/2023/populacaoNegra.html">aqui</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="649" height="473" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3.jpg" alt="" class="wp-image-51046" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3.jpg 649w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3-300x219.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3-150x109.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3-600x437.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2023/11/dieese-3-20x15.jpg 20w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consciência Negra: Dia para manter viva a memória sobre questões raciais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/consciencia-negra-dia-para-manter-viva-a-memoria-sobre-questoes-raciais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas nas Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[História e Cultura Afro-Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Visibilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=8309</guid>

					<description><![CDATA[O setor bancário é o retrato da desigualdade racial. Ficam expostos os motivos pelos quais os negros e negras não ocupam cargos de gerência. Muitos têm a ideia que cargos de chefia são para brancos, de elite, e isto se reforça com a falta de identificação, pois os bancos lamentavelmente já delimitam o que querem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor bancário é o retrato da desigualdade racial. Ficam expostos os motivos pelos quais os negros e negras não ocupam cargos de gerência. Muitos têm a ideia que cargos de chefia são para brancos, de elite, e isto se reforça com a falta de identificação, pois os bancos lamentavelmente já delimitam o que querem esteticamente.</p>
<p>Multicultural, mas que carrega em sua história anos de desigualdade racial e racismo estrutural. Este é o nosso Brasil, último país da América a abolir a escravidão e o segundo com a maior população negra do mundo. Para manter viva a memória da luta dos negros por liberdade e igualdade, o 20 de novembro celebra a Consciência Negra. Estabelecido pela Lei n.º 12.519/11, o dia marca a morte do principal líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi.</p>
<p> </p>
<p>Embora não haja lei estadual, cerca de 100 cidades paulistas, incluindo a capital, aderiram a data em seus calendários oficiais decretando feriado para valorizar e dar visibilidade ao povo afro que tanto contribui para o desenvolvimento social e econômico nacional.</p>
<p> </p>
<p>É importante reconhecer a história e a contribuição da população negra para o nosso país. São muitos anos de resistência contra o ódio e a intolerância.</p>
<p> </p>
<p><em><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se" target="_blank"># Não fique só, Fique Sócio</a></em></p>
<p> </p>
<p>Apesar de muitos esforços e políticas públicas, como por exemplo as cotas nas universidades, ainda nos deparamos com alarmante segregação racial. Para onde você olhar, vai ver que a população negra está em desvantagem em relação à branca.</p>
<p> </p>
<p>De acordo com dados do 4º trimestre de 2017 do IBGE, trabalhadores negros ganham cerca de R$ 1,2 mil a menos que os brancos em média no país. A pesquisa ainda revela que, entre 2012 e 2017, não houve nenhuma mudança substancial na diferença de rendimento entre negros e brancos. Além disso, há mais trabalhadores negros sem carteira assinada que brancos — 21,8% e 14,7%, respectivamente. Nos índices de educação também há diferenças. Apenas 8,8% da população negra com mais de 25 anos frequentou uma faculdade. Para a população branca, esse índice é de 22,2%.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Bancos excludentes</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Na categoria bancária esses números também são latentes. Segundo a Rais 2016, que mostra a distribuição de bancários por raça/cor e por faixas de remuneração, 2,9% se consideraram negros, enquanto cerca de 75% se consideraram brancos, revelando um sistema financeiro excludente.</p>
<p> </p>
<p>O setor bancário é o retrato da desigualdade racial. Fica muito exposto os motivos pelos quais os negros e negras não ocupam cargos de gerência. Infelizmente esses trabalhadores são minoria dentro das agências.</p>
<p> </p>
<p>Muitos têm a ideia que cargos de chefia são para brancos, de elite, e isto se reforça com a falta de identificação, pois os bancos já delimitam o que querem esteticamente.</p>
<p> </p>
<p> <span style="color: #800000;"><strong>Cronologia das desigualdades, lutas e algumas conquistas</strong></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1837</strong></span> – Primeira Lei de Educação – Negros não podiam ir à escola.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1850</strong></span> – Lei das Terras – Negros não podiam ser proprietários.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1871</strong></span> – Lei do Ventre Livre – Quem nascia livre?</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1885</strong></span> – Lei do Sexagenário – Quem sobrevivia para ficar livre?</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1888</strong></span> – Abolição – Cerca de 400 anos de escravidão.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1890</strong></span> – Lei dos Vadios e Capoeiras – os que perambulavam pelas ruas, sem trabalho ou residência comprovada, iriam pra cadeia.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1968</strong> </span>– Lei do Boi: 1ª Lei de Cotas, mas para filhos de donos de terras, que conseguiram vaga nas escolas técnicas e nas universidades.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1988</strong> </span>– 488 anos para ter Constituição que dissesse que racismo é crime.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2001</strong></span> – Conferência Mundial contra o Racismo.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2003</strong></span> – Lei 10.639 – Estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2009</strong></span> – 1ª Política de Saúde da População Negra.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2010</strong></span> – Lei 12288 – Estatuto da Igualdade Racial.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2011</strong></span> – Lei 12.519 – Dia Nacional da Consciência Negra.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2012</strong></span> – Lei 12711 – Cotas nas Universidades.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>**</strong></span> Publicado originalmente no site da <em><a href="https://afubesp.org.br/" target="_blank">AFUBESP</a></em></p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e seu nome.</strong></em></p>
<p>Fonte: Afubesp</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
