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	<title>Comissão ligada a lucro da caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Comissão ligada a lucro da caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Movimento sindical pressiona por mudanças no programa Super Caixa e alerta empregados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 11:34:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão ligada a lucro da caixa]]></category>
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		<category><![CDATA[Super Caixa e lucro do banco]]></category>
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					<description><![CDATA[Sindicatos criticam novas regras que ampliam condicionantes para pagamento da comissão e aumentam pressão por metas •&#160;&#160; &#160;Comissionamento passa a depender também do lucro do banco•&#160;&#160; &#160;Novo modelo de avaliação amplia número de indicadores•&#160;&#160; &#160;Sistema de níveis pode reduzir valores recebidos•&#160;&#160; &#160;Representação dos trabalhadores apresentou propostas de mudanças•&#160;&#160; &#160;CEE solicitou reunião específica com a Caixa [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-7f988952ba560f9cedbc4b2dc94df314">Sindicatos criticam novas regras que ampliam condicionantes para pagamento da comissão e aumentam pressão por metas</h4>



<p></p>



<p>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Comissionamento passa a depender também do lucro do banco<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Novo modelo de avaliação amplia número de indicadores<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Sistema de níveis pode reduzir valores recebidos<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Representação dos trabalhadores apresentou propostas de mudanças<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;CEE solicitou reunião específica com a Caixa para tratar do tema</p>



<p>As mudanças implementadas pela Caixa no regulamento do&nbsp;<strong>programa de comissionamento Super Caixa 2026</strong>&nbsp;acenderam um alerta entre as entidades representativas dos empregados. Os sindicalistas apontam que as alterações ampliam condicionantes para o pagamento da comissão, aumentam a complexidade do sistema de metas e podem dificultar o acesso dos trabalhadores aos valores previstos no programa.</p>



<p>“A Caixa implementou este programa sem qualquer debate ou participação da representação dos trabalhadores. Se houve qualquer conversa sobre o programa antes de o mesmo ser implementado, não foi com qualquer entidade ligada à Contraf”, lembrou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), da Caixa, Felipe Pacheco.</p>



<p>Felipe lembrou ainda que, desde quando o banco anunciou o Super Caixa, em meados de agosto de 2025, a representação das empregadas e dos empregados fez diversos questionamentos, alertou que os empregados seriam prejudicados e apresentou diversas propostas de melhorias. “A Caixa conseguiu piorar ainda mais o que já estava ruim. Criando mais dificuldades para que os empregados recebam a comissão”, disse.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Super Caixa 2026: ainda pior</strong></h4>



<p>Entre as principais mudanças está a inclusão de uma nova condição para o comissionamento: o pagamento passa a depender também do&nbsp;<strong>lucro líquido contábil da Caixa no semestre</strong>. Antes, a comissão estava diretamente relacionada ao cumprimento das metas estabelecidas para as unidades e equipes.</p>



<p>Outro ponto destacado pelas entidades é a adoção de um novo modelo de avaliação baseado em múltiplas dimensões de desempenho, ampliando o número de indicadores utilizados para medir resultados. Também foi introduzido um&nbsp;<strong>modelo escalonado de comissionamento</strong>, com cinco níveis de pagamento, o que pode reduzir o valor final recebido pelos trabalhadores quando os níveis mais altos não são atingidos.</p>



<p>Além disso, o regulamento altera critérios operacionais importantes, como o aumento do tempo mínimo considerado para apuração do resultado em uma unidade e mudanças na forma de cálculo do teto da comissão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Pressão por metas e menor previsibilidade</strong></h4>



<p>Para o coordenador da CEE/Caixa, as mudanças reforçam um modelo de gestão cada vez mais baseado em metas e pressão por resultados. “O que vemos nesse novo regulamento é o aumento das condicionantes para o pagamento da comissão e uma complexidade maior no sistema de avaliação. Isso pode gerar um descolamento entre o esforço dos trabalhadores e o reconhecimento pelo resultado alcançado”, afirmou Felipe.</p>



<p>Segundo ele, a introdução da condicionante de lucro institucional é particularmente preocupante. “Mesmo que as equipes cumpram ou superem as metas nas unidades, o pagamento da comissão passa a depender do resultado global do banco. Ou seja, um fator que não está diretamente ligado ao desempenho dos trabalhadores pode impedir que eles recebam pelo serviço que realizaram”, explicou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Propostas de mudanças</strong></h4>



<p>A representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa,&nbsp;<strong>Fabiana Uehara</strong>, informou que a representação dos trabalhadores apresentou sugestões para tornar o programa mais transparente e equilibrado.</p>



<p><strong>Entre as propostas defendidas pela conselheira e pelas entidades estão:</strong><br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Retirada da condicionante de lucro para pagamento da comissão;&nbsp;<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Simplificação dos critérios e indicadores utilizados na avaliação;&nbsp;<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Manutenção de regras que não prejudiquem trabalhadores que mudam de função ou unidade durante o período;&nbsp;<br>•&nbsp;&nbsp; &nbsp;Maior transparência sobre o orçamento total destinado ao comissionamento.&nbsp;</p>



<p>Para Fabiana, a valorização dos empregados precisa estar no centro das políticas de reconhecimento do banco. “Quem constrói o resultado da Caixa no dia a dia são as empregadas e os empregados. Na rede de atendimento, essa cobrança é ainda maior. Por isso defendemos regras claras, previsíveis e que reconheçam de fato o esforço individual e coletivo. O comissionamento precisa considerar não apenas quem realiza a venda, mas também quem garante o atendimento, a orientação ao cliente e a qualidade da entrega”, afirmou.</p>



<p>Ela destacou ainda que programas de incentivo não podem se transformar apenas em instrumentos de intensificação da pressão comercial. “Se a CAIXA afirma adotar o ‘clientecentrismo’ e a principalidade como diretrizes estratégicas, precisa antes olhar para a jornada do empregado. Isso envolve sistemas adequados, processos que não gerem retrabalho, metas equilibradas e condições reais de trabalho. Um programa de premiação deve ser um fator de engajamento e reconhecimento — e não um elemento adicional de desmotivação, como infelizmente vem ocorrendo”, ressaltou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tema precisa ser debatido</strong></h4>



<p>A discussão sobre o programa também foi levantada pela representação dos trabalhadores na reunião realizada entre a <strong>CEE/Caixa e o banco no dia 31 de março de 2026</strong>, quando as entidades trataram de diferentes temas relacionados às condições de trabalho e às políticas de gestão de pessoas, principalmente questões relacionadas ao combate ao assédio e à violência contra as empregadas da Caixa.</p>



<p>Na ocasião, os representantes dos empregados reforçaram a necessidade de discutir os impactos das mudanças no programa e defenderam ajustes que garantam maior justiça e transparência nos critérios adotados.</p>



<p>Como encaminhamento, a CEE solicitou à Caixa a realização de uma&nbsp;<strong>reunião específica para tratar do Super Caixa</strong>. A proposta é para que reunião ocorra já na próxima semana,&nbsp;<strong>no dia 8 de abril</strong>, com o objetivo de debater as mudanças no regulamento e apresentar as propostas da representação dos trabalhadores.</p>
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