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	<title>Comissão de Direitos Humanos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Comissão de Direitos Humanos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Para Justiça do Trabalho, PL 4330 é inconstitucional</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/para-justica-do-trabalho-pl-4330-e-inconstitucional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Comissão de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Inconstitucional]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e procurador do Ministério Público do Trabalho falaram à Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre projeto de lei que legaliza terceirização da atividade principal das empresas Em meio ao calor do debate no Legislativo sobre o Projeto de Lei 4330, que legaliza a terceiriza&#231;&#227;o da atividade-fim nas empresas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e procurador do Ministério Público do Trabalho falaram à Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre projeto de lei que legaliza terceirização da atividade principal das empresas</p>
<p>Em meio ao calor do debate no Legislativo sobre o Projeto de Lei 4330, que legaliza a terceiriza&ccedil;&atilde;o da atividade-fim nas empresas, quadros de outro poder da Rep&uacute;blica, o Judici&aacute;rio, est&atilde;o mobilizados contra o texto que vai retirar direitos e enfraquecer a prote&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica dos trabalhadores.</p>
<p>Durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que discutiu o tema na segunda-feira 13, o procurador do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho (MPT) Helder Amorim enfatizou que, no entender do &oacute;rg&atilde;o, o projeto &eacute; inconstitucional. &ldquo;Terceirizar atividade final&iacute;stica &eacute; inconstitucional. Atinge direitos fundamentais como o direito &agrave; greve, acordos e conven&ccedil;&otilde;es coletivas, reduz a remunera&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e as contribui&ccedil;&otilde;es para a Previd&ecirc;ncia.&rdquo;</p>
<p>Amorim afirmou ainda que se a proposta passar no Congresso prevendo a terceiriza&ccedil;&atilde;o para as atividades-fim, no dia seguinte o MPT entrar&aacute; com a&ccedil;&atilde;o no Supremo Tribunal Federal (STF) arguindo a inconstitucionalidade da norma.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Leis trabalhistas equilibram for&ccedil;as</strong></em></span></p>
<p><span style="line-height:1.6em">Na mesma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Barros Levenhagen tamb&eacute;m levantou a quest&atilde;o da inconstitucionalidade ao evocar o inciso IV do artigo 1&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que destaca os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa no mesmo patamar como fundamentos da Rep&uacute;blica.</span></p>
<p>&ldquo;N&atilde;o se pode pensar num Brasil grande, com melhor distribui&ccedil;&atilde;o de renda, sem a garantia da dignidade do trabalhador, da mesma forma que n&atilde;o se pode pensar no empregado sem valorizar a empresa&quot;, ressaltou.</p>
<p>Levenhagen, disse ainda que a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista busca &ldquo;equilibrar for&ccedil;as dando superioridade jur&iacute;dica ao trabalhador frente &agrave; superioridade econ&ocirc;mica da empresa&rdquo;. Para ele, o Senado deve procurar encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o equilibrada para evitar a precariza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o consigo entender que a garantia da produtividade implique subtrair direitos dos trabalhadores.&rdquo;</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Terceiriza&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria</strong></em></span><br />
O ministro afirmou ainda que enquanto o PL seguir em discuss&atilde;o no Congresso, o TST continuar&aacute; a aplicar a S&uacute;mula 331, sobre contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, que veda terceiriza&ccedil;&atilde;o na atividade-fim das empresas. Atualmente essa &eacute; a &uacute;nica salvaguarda que os trabalhadores podem contar contra essa pr&aacute;tica, que atualmente &eacute; considerada fraudulenta pela Justi&ccedil;a trabalhista.</p>
<p>Segundo ele, foi em um contexto de &ldquo;terceiriza&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria&rdquo; que o TST come&ccedil;ou a elaborar uma jurisprud&ecirc;ncia sobre o tema, editando em 1993 a S&uacute;mula 256, substitu&iacute;da dez anos depois pela 331.</p>
<p>Levenhagen defende que o Congresso estabele&ccedil;a alguns tetos para a terceiriza&ccedil;&atilde;o, como a de que apenas 30% dos prestadores de servi&ccedil;os de uma empresa possam ser terceirizados. Outra sugest&atilde;o &eacute; que os vencimentos dos terceirizados n&atilde;o sejam nunca inferiores a pelo menos 80% do sal&aacute;rio dos empregados diretos.</p>
<p><span style="color:#FF0000"><em><strong>Precariza&ccedil;&atilde;o</strong></em></span><br />
Na mesma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, a ju&iacute;za do Trabalho e representante da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Magistrados da Justi&ccedil;a do Trabalho (Anamatra), No&ecirc;mia Aparecida, disse que a institui&ccedil;&atilde;o tem d&uacute;vidas quanto &agrave; ado&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica at&eacute; nas atividades-meio das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho.</p>
<p>A magistrada afirmou que o avan&ccedil;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o revela um cen&aacute;rio de &ldquo;baixos sal&aacute;rios, aumento dos acidentes de trabalho e burla ao direito de f&eacute;rias&rdquo;. Rebateu o argumento de que a ado&ccedil;&atilde;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o para as atividades-fim gerar&aacute; mais empregos.</p>
<p>&ldquo;Lei n&atilde;o cria emprego, mas pode contribuir muito para a precariza&ccedil;&atilde;o da qualidade do emprego em nosso pa&iacute;s&rdquo;, argumentou.</p>
<p>Fonte: SEEB São Paulo, com informações da Rede Brasil Atual e Agência Brasil</p>
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