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	<title>Cobrança por Metas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Fri, 28 Aug 2026 07:44:01 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Cobrança por Metas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<item>
		<title>TST reconhece responsabilidade do BB por depressão de bancário</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/tst-reconhece-responsabilidade-do-bb-por-depressao-de-bancario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Adoecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[quadro depressivo]]></category>
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					<description><![CDATA[Para colegiado, pressão por metas e condições de trabalho contribuíram para agravamento de quadro depressivo. A 3ª turma do TST reconheceu a responsabilidade do Banco do Brasil pelo agravamento do quadro de saúde de bancário diagnosticado com episódio depressivo grave com sintomas psicóticos. Para o colegiado, o trabalho contribuiu para o adoecimento, conforme apontaram a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Para colegiado, pressão por metas e condições de trabalho contribuíram para agravamento de quadro depressivo.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A 3ª turma do TST reconheceu a responsabilidade do <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/banco-do-brasil-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/banco-do-brasil-noticias/"><strong>Banco do Brasil</strong></a> pelo agravamento do quadro de saúde de bancário diagnosticado com episódio depressivo grave com sintomas psicóticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o colegiado, o trabalho contribuiu para o adoecimento, conforme apontaram a perícia judicial e o NTEP &#8211; nexo técnico epidemiológico previdenciário.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O caso envolve empregado admitido em 2000, que exerceu funções gerenciais por mais de 20 anos. Ao longo do contrato, o bancário desenvolveu episódio depressivo grave com sintomas psicóticos e passou por sucessivos afastamentos do trabalho. Na ação, afirmou que era submetido a cobranças intensas por metas e que, após os afastamentos, perdeu a função comissionada e retornou ao cargo de escriturário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1ª instância, o juízo reconheceu que o trabalho contribuiu para o agravamento da doença e condenou o Banco do Brasil ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sentença, porém, foi reformada pelo TRT da 18ª região. Embora tenha admitido o enquadramento da enfermidade como doença ocupacional, o tribunal afastou a responsabilidade civil da instituição financeira por considerar que não havia prova suficiente da culpa do empregador nem da contribuição efetiva do trabalho para o agravamento do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O regional também relativizou as conclusões da perícia judicial, segundo a qual a depressão tinha origem multifatorial, mas as atividades profissionais haviam contribuído, de forma moderada, para o agravamento da doença.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Nexo epidemiológico</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso no TST, o relator, ministro Maurício Godinho Delgado, entendeu que as próprias premissas registradas pelo TRT permitiam reconhecer a relação entre o adoecimento e o trabalho. Godinho destacou a incidência do NTEP, instrumento previsto na legislação previdenciária que estabelece, a partir de dados epidemiológicos, uma presunção de vínculo entre determinadas enfermidades e atividades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso, segundo o ministro, há associação estatística entre transtornos depressivos e a atividade bancária. Essa circunstância, explicou, estabelece presunção relativa de nexo ocupacional, que pode ser afastada mediante prova em sentido contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o relator, porém, o Banco do Brasil não apresentou elementos suficientes para derrubar essa presunção.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Perícia</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro também considerou relevante a conclusão da perícia produzida no processo. Embora o especialista não tenha atribuído exclusivamente ao trabalho a origem da depressão, reconheceu a existência de concausa, isto é, a contribuição das condições laborais para o agravamento de uma enfermidade que também pode decorrer de outros fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Godinho observou que essa conclusão era compatível com circunstâncias já registradas no processo, entre elas o longo período em que o empregado ocupou funções de chefia, as cobranças inerentes à atividade bancária, os afastamentos médicos e a alteração de função durante o período de adoecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, concluiu que havia elementos para reconhecer a contribuição do trabalho para o agravamento do quadro depressivo e, consequentemente, a responsabilidade civil do empregador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhando o entendimento, o colegiado declarou a responsabilidade civil do Banco do Brasil pelo adoecimento do empregado e determinou o retorno dos autos ao TRT da 18ª região para que prossiga no julgamento dos pedidos relacionados a essa responsabilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contra a decisão, o Banco do Brasil apresentou embargos de declaração alegando omissões, contradição e obscuridade no acórdão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instituição sustentou que a 3ª turma não teria examinado adequadamente o alcance do art. 21-A, § 1º, da lei <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm"><strong>8.213/91</strong></a> nem a decisão do STF na <a href="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=2541930" data-type="link" data-id="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=2541930"><strong>ADIn 3.931</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o banco, o NTEP foi criado para orientar a perícia médica do INSS e não poderia ser transportado automaticamente para o campo da responsabilidade civil trabalhista. Argumentou, nesse sentido, que a existência do nexo epidemiológico gera apenas uma presunção relativa de relação entre determinada atividade econômica e uma doença, passível de ser afastada pelas demais provas do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco também questionou a interpretação dada à perícia. Conforme alegou, o laudo afastou a existência de nexo causal direto entre a depressão e o trabalho, diante da origem multifatorial da doença. Para a defesa, o acórdão não teria considerado adequadamente essa conclusão nem as particularidades das doenças psiquiátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto levantado foi a culpa. A instituição afirmou que o caso deveria ser analisado sob a responsabilidade civil subjetiva e que, portanto, não bastaria a existência do NTEP ou do nexo concausal. Conforme sustentou, seria necessária a demonstração concreta de dolo ou culpa do empregador, conforme o art. 7º, XXVIII, da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm"><strong>Constituição</strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do banco, embora o TST tenha expressamente afastado a responsabilidade objetiva, teria reconhecido o dever de indenizar sem indicar qual conduta culposa lhe poderia ser atribuída.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Embargos rejeitados</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar os embargos, o relator concluiu que todas as questões relevantes já haviam sido enfrentadas no julgamento anterior. Quanto ao NTEP, reiterou que, embora o art. 21-A da lei 8.213/91 seja direcionado à atuação do INSS, a decisão do STF na ADIn 3.931 reconheceu a legitimidade do nexo epidemiológico como presunção relativa para a caracterização de doença ocupacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o ministro, essa orientação também pode ser considerada pela Justiça do Trabalho nas controvérsias envolvendo acidentes e doenças relacionados ao trabalho, desde que ponderada à luz das circunstâncias de cada processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso concreto, S. Exa. reconheceu que a condenação não se baseou exclusivamente no NTEP. A presunção epidemiológica foi confrontada com as provas e, em vez de ser afastada, encontrou respaldo nas próprias premissas registradas pelo TRT e na perícia judicial, que reconheceu agravamento moderado da depressão relacionado ao trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme observou, foram considerados, entre outros fatores, os quase 24 anos de vínculo, o longo período em atividades de vendas e submetido a metas, as mudanças ocorridas durante a pandemia, os afastamentos médicos e a retirada da função gerencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a culpa, o ministro reafirmou que as circunstâncias registradas no processo permitiam reconhecer a responsabilidade subjetiva do banco, pois revelavam descumprimento do dever de cuidado com a segurança e a integridade do trabalhador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para S. Exa., o ambiente laboral proporcionou condições adversas que contribuíram para o adoecimento, estando presentes dano, nexo concausal e culpa patronal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, entendeu que o recurso demonstrou inconformismo do banco com o resultado do julgamento, e não omissão, contradição ou obscuridade passível de correção. Ressaltou ainda que o julgador não precisa rebater individualmente todos os argumentos apresentados pelas partes quando a decisão expõe de forma suficiente as razões que fundamentam a conclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O entendimento foi acompanhado pelo colegiado.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://pje.tst.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/0010069-72.2024.5.18.0051/3#c01c504" data-type="link" data-id="https://pje.tst.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/0010069-72.2024.5.18.0051/3#c01c504">0010069-72.2024.5.18.0051</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading">Leia o <a href="https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/8/BAD85082AD0B46_TSTreconheceresponsabilidadedo.pdf" data-type="link" data-id="https://arq.migalhas.com.br/arquivos/2026/8/BAD85082AD0B46_TSTreconheceresponsabilidadedo.pdf">acórdão</a>.</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Grave: Líderes do Santander na baixada santista estão expondo fotos de produções nas redes sociais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/grave-lideres-do-santander-na-baixada-santista-estao-expondo-fotos-de-producoes-nas-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 09:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[banco santander]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[constragimento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Se a exposição do ranking interno já é proibida, a exposição por fotos de produção e desempenho nas redes sociais é ainda mais grave e também é estritamente proibida. Essa prática esbarra em uma combinação de proteções trabalhistas, direitos de imagem e regras rígidas de sigilo bancário. Funciona assim: 1 &#8211; Assédio Moral e Ambiente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Se a exposição do ranking interno já é proibida, a exposição por fotos de produção e desempenho nas redes sociais é ainda mais grave e também é estritamente proibida.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Essa prática esbarra em uma combinação de proteções trabalhistas, direitos de imagem e regras rígidas de sigilo bancário. <strong>Funciona assim:</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading">1 &#8211; Assédio Moral e Ambiente Vexatório Amplificado</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Se expor um funcionário em um e-mail interno já configura assédio, postar o desempenho dele na internet (onde clientes, amigos e familiares têm acesso) multiplica o potencial de constrangimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça do Trabalho entende que usar redes sociais para expor quem vendeu mais ou quem vendeu menos cria uma cobrança pública e desproporcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo posts que parecem &#8220;positivos&#8221; (como parabenizar publicamente apenas os três primeiros colocados) geram um efeito de exclusão e cobrança velada para os demais, o que também é questionado judicialmente.</p>



<h5 class="wp-block-heading">2 &#8211; Uso Indevido da Imagem</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O banco (ou o gestor) não pode utilizar a foto, o nome ou a imagem do funcionário para autopromoção da agência ou cumprimento de metas. É proibido!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assinatura do contrato de trabalho não dá ao banco o direito de expor o funcionário no Instagram, Facebook ou LinkedIn para expor métricas de vendas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Forçar ou pressionar o trabalhador a posar para fotos com &#8220;troféus de metas&#8221;, &#8220;placas de destaque&#8221; ou postar em suas próprias redes sociais para engajamento da empresa é considerado abuso de poder diretivo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">3 &#8211; Quebra de Sigilo Bancário e Normas Internas (LGPD)</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, ao tirar fotos de painéis, computadores ou reuniões de resultados para postar em redes sociais, corre-se o risco de expor dados estratégicos do banco ou, pior, informações de clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso viola a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as regras de sigilo bancário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios bancos costumam ter políticas de segurança de informação extremamente rígidas que proíbem os gestores de expor dados de produção e o cotidiano interno da agência em perfis pessoais de redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo da regra: </strong>O ambiente de trabalho e a cobrança (ou celebração) de metas devem ficar restritos ao ambiente corporativo e privado. Expor fotos de funcionários atreladas a volumes de produção nas redes sociais abre margem imediata para ações de indenização por danos morais e direito de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se isso estiver acontecendo, o canal correto é registrar as publicações (com prints que mostrem a data, o autor da postagem e o conteúdo) e encaminhar para os <a href="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/">canais de denúncia do sindicato</a>. O sigilo é absoluto!</p>



<h4 class="wp-block-heading">É proibido divulgar coletivamente a produção individual dos funcionários?</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sim, é verdade.</strong> A exposição pública do ranking individual de desempenho e metas é expressamente proibida no setor bancário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa proibição é respaldada tanto por normas da própria categoria quanto por decisões consolidadas da Justiça do Trabalho. <strong>Veja como funciona a proteção ao trabalhador nesse caso:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)</strong></li>
</ul>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<p class="wp-block-paragraph">A principal barreira contra essa prática está na CCT dos Bancários (válida nacionalmente). <strong>A cláusula que trata do monitoramento de resultados determina claramente:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No monitoramento de resultados, os bancos não exporão, publicamente, o ranking individual de seus empregados.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa regra abrange qualquer tipo de exposição coletiva, seja em quadros físicos nas agências, planilhas compartilhadas em redes internas (como Microsoft Teams), e-mails corporativos ou grupos de mensagens.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O Entendimento da Justiça do Trabalho (TST)</strong></li>
</ul>



<ol start="2" class="wp-block-list"></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Os tribunais brasileiros, incluindo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), entendem de forma pacífica que a divulgação de rankings com nomes e resultados (dividindo os funcionários entre &#8220;melhores&#8221; e &#8220;piores&#8221;) ultrapassa o poder diretivo do banco e configura assédio moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ambiente Vexatório:</strong> A Justiça entende que expor quem está nas últimas posições gera um ambiente de humilhação, cobrança vexatória, ansiedade e constrangimento perante os colegas de equipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gestão por Estresse: </strong>Práticas que usam a exposição pública para pressionar o trabalhador pelo medo da demissão são ativamente penalizadas com indenizações por danos morais, cujos valores frequentemente variam de R$ 10 mil a mais de R$ 50 mil, dependendo da gravidade e reincidência do caso.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que o banco pode e não pode fazer?</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <strong>Proibido:</strong> Divulgar planilhas com o nome dos funcionários ordenados pelo percentual de atingimento da meta; usar cores (como verde, amarelo e vermelho) para rotular publicamente o desempenho individual de cada um; cobrar resultados individuais em grupos gerais de WhatsApp.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Permitido: </strong>O banco pode acompanhar o desempenho de forma estritamente individual e privada entre o gestor e o funcionário, ou divulgar apenas o resultado consolidado da agência/departamento (sem expor as notas individuais de cada membro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o profissional identifique que está sendo exposto a esse tipo de ranqueamento coletivo, a recomendação padrão dos órgãos de defesa é reunir evidências (prints de telas, e-mails ou mensagens) e formalizar uma <a href="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/"><strong>denúncia</strong></a> junto ao sindicato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Bancários e bancárias exigem respeito! Cobrança por metas não pode ser sinônimo de humilhação. A exposição de rankings e o constrangimento por parte de líderes são práticas ilegais que geram adoecimento e configuram assédio moral. O banco lucra com o nosso trabalho, e o mínimo que deve devolver é o respeito à nossa dignidade e à nossa saúde mental. Portas fechadas para o assédio, respeito absoluto ao trabalhador! O cumprimento da Cláusula de Monitoramento de Resultados da CCT não é opcional, é uma obrigação legal dos bancos&#8221;, afirma Fabiano Couto, funcionário do Santander e Secretário de Imprensa e Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Atenção bancárias e bancários do Santander <a href="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/">Denuncie para o sindicato se o líder da sua agência está constrangendo as equipes com exposição e assédio moral.</a></h4>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/">Sindicalize-se e lute por você!</a></h2>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Justiça condena instituição financeira em ação trabalhista bancária</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/justica-condena-instituicao-financeira-em-acao-trabalhista-bancaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 09:56:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ação trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[Banco]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
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		<category><![CDATA[Indenização]]></category>
		<category><![CDATA[Instituição Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Sentença]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=67763</guid>

					<description><![CDATA[Justiça do Trabalho de SP reconhece rescisão indireta contra banco, em causa de R$ 2,76 mi, por condutas graves, e determina pagamento de verbas trabalhistas e indenizações. A controvérsia teve origem em alegações de descumprimento contratual reiterado por parte do empregador, incluindo acúmulo de funções, irregularidades na concessão de intervalos intrajornada e fracionamento indevido de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Justiça do Trabalho de SP reconhece rescisão indireta contra banco, em causa de R$ 2,76 mi, por condutas graves, e determina pagamento de verbas trabalhistas e indenizações.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A controvérsia teve origem em alegações de descumprimento contratual reiterado por parte do empregador, incluindo acúmulo de funções, irregularidades na concessão de intervalos intrajornada e fracionamento indevido de férias. Contudo, o ponto central da demanda residiu nas denúncias de assédio moral, metas abusivas e, especialmente, na forma como a empresa lidou com episódio de abuso sexual e violência de gênero no ambiente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tocante ao assédio moral, restou comprovado que a trabalhadora era submetida a cobranças excessivas por metas, com exposição pública de rankings, pressão psicológica intensa e ameaças de transferência ou dispensa. Testemunhas confirmaram a prática de constrangimento perante colegas, o que levou o juízo a reconhecer abuso do poder diretivo, violação à dignidade da empregada e consequente dever de indenizar. A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 15.000,00 a título de danos morais, valor atualizado conforme os critérios fixados na sentença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda mais grave foi o reconhecimento de falha empresarial diante de denúncia de abuso sexual. Ficou demonstrado que a trabalhadora não recebeu o devido acolhimento, tendo sido desacreditada, exposta a falas machistas e, inclusive, compelida a conviver com o agressor após o ocorrido. O gestor, segundo apurado, tentou minimizar a situação, deixou de adotar providências imediatas e permitiu o retorno do acusado ao mesmo ambiente de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão destacou que tal conduta configura omissão patronal e violação ao dever de garantir um ambiente laboral seguro e digno. Embora o agressor tenha sido posteriormente desligado após investigação interna, o juízo entendeu que a medida tardia não afastou a gravidade da omissão inicial. Diante disso, foi fixada indenização por danos morais no valor de R$ 75.000,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse conjunto fático, a Justiça do Trabalho reconheceu a rescisão indireta do contrato, nos termos do art. 483 da CLT, equiparando a situação a uma dispensa sem justa causa por culpa do empregador. Foram deferidas à trabalhadora todas as verbas rescisórias correspondentes, incluindo saldo de salário, aviso prévio indenizado de 90 dias, 13º salário integral e proporcional, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço, além de FGTS com multa de 40% e liberação das guias para saque e seguro-desemprego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere às férias, a sentença também reconheceu irregularidade no fracionamento imposto pela empresa. Embora a legislação admita o parcelamento, restou comprovado que não houve anuência da empregada, mas sim imposição da gestão. Assim, foi deferido o pagamento em dobro, acrescido de um terço, relativo aos períodos aquisitivos de 2019/2020 a 2022/2023. A decisão ainda determinou obrigações de fazer, como a baixa na CTPS e a entrega dos documentos necessários à efetivação dos direitos reconhecidos, sob pena de aplicação de multas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso evidencia a crescente atenção da Justiça do Trabalho à proteção da dignidade da pessoa trabalhadora, especialmente em situações que envolvem violência de gênero e assédio no ambiente corporativo. Reforça-se, assim, o entendimento de que o poder diretivo do empregador encontra limites nos direitos fundamentais do empregado, sendo inadmissível qualquer conduta que comprometa sua integridade física, psíquica ou moral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sentença analisada representa importante precedente no sentido de responsabilizar empregadores não apenas por ações diretas, mas também por omissões diante de situações graves, consolidando o dever de promoção de um ambiente de trabalho seguro, saudável e respeitoso. O caso reforça a proteção legal da dignidade do trabalhador, evidenciando que o poder diretivo do empregador encontra limites nos direitos fundamentais do empregado. Condutas abusivas, assédio moral, machismo e omissão diante de violência sexual geram responsabilidade civil e trabalhista, consolidando o dever do empregador de garantir um ambiente de trabalho seguro, saudável e respeitoso.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/">Fortaleça suas lutas. Sindicalize-se!</a></h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia nacional de luta pela valorização dos trabalhadores, contra cobranças por metas e a falta de segurança no Mercantil</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/dia-nacional-de-luta-pela-valorizacao-dos-trabalhadores-contra-cobrancas-por-metas-e-a-falta-de-seguranca-no-mercantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 08:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercantil do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Luta]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Mercantil]]></category>
		<category><![CDATA[Valorização]]></category>
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					<description><![CDATA[Bancárias e bancários de todo o país realizaram, na quinta-feira, 19/3, o Dia Nacional de Mobilizações dos Funcionários do Mercantil do Brasil. Dirigentes sindicais visitaram, durante todo o dia, sete unidades em seis cidades da Baixada Santista para conversar com os trabalhadores e clientes do banco. O objetivo foi cobrar a valorização de funcionárias e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-8">Bancárias e bancários de todo o país realizaram, na quinta-feira, 19/3, o Dia Nacional de Mobilizações dos Funcionários do Mercantil do Brasil.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigentes sindicais <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/nesta-quinta-19-3-e-dia-nacional-de-mobilizacao-contra-assedio-por-metas-no-mercantil/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/nesta-quinta-19-3-e-dia-nacional-de-mobilizacao-contra-assedio-por-metas-no-mercantil/">visitaram</a>, durante todo o dia, sete unidades em seis cidades da Baixada Santista para conversar com os trabalhadores e clientes do banco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo foi cobrar a valorização de funcionárias e funcionários, assim como denunciar as pressões pelo cumprimento de metas, a mudança unilateral de regras em programas de premiação e a falta de segurança nas unidades.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-67276" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-1024x576.jpeg 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-300x169.jpeg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-150x84.jpeg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-768x432.jpeg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-1536x864.jpeg 1536w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-1100x619.jpeg 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-600x338.jpeg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55-20x11.jpeg 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-04.12.55.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto Fabiano Couto</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão pela mobilização foi tomada após o aumento das denúncias de trabalhadores sobre o agravamento das condições de trabalho no banco. Entre os principais problemas, estão metas inalcançáveis, medo de punições e demissões, o que tem causado o adoecimento de bancárias e bancários. Outro ponto central é a cobrança por mais segurança nas unidades do banco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">PLR</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, o Mercantil atingiu lucro recorde de R$ 1,008 bilhão, aumento de 34% em relação ao ano anterior. Porém, não se refletiu no pagamento da PLR. O Sindicato dos Bancários de Santos e Região exige explicações sobre como foram os cálculos utilizados para o pagamento!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://santosbancarios.com.br/fale-conosco/">Denuncie</a> ao Sindicato todo tipo de maus tratos e más condições de trabalho!</p>



<h4 class="wp-block-heading has-text-align-center"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicaliza-formulario/">Fortaleça suas lutas. Sindicalize-se!</a></h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Banco que divulgou ranking de funcionários indenizará por assédio moral</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-que-divulgou-ranking-de-funcionarios-indenizara-por-assedio-moral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 09:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itaú]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[Ranking]]></category>
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					<description><![CDATA[Magistrado reconheceu a cobrança de produtividade pela instituição financeira como excessiva, comparativa e vexatória. Instituição financeira indenizará bancária em R$ 35 mil por danos morais após reconhecimento de assédio moral no ambiente de trabalho. Na decisão, o juiz Diego Petacci, da 3ª vara de Santo André/SP, entendeu que houve cobrança excessiva, comparativa e vexatória de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-10">Magistrado reconheceu a cobrança de produtividade pela instituição financeira como excessiva, comparativa e vexatória.</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/itau-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/itau-noticias/">Instituição financeira</a> indenizará bancária em R$ 35 mil por danos morais após reconhecimento de assédio moral no ambiente de trabalho. Na decisão, o juiz Diego Petacci, da 3ª vara de Santo André/SP, entendeu que houve cobrança excessiva, comparativa e vexatória de metas, com exposição pública de produtividade, em violação a norma coletiva da categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trabalhadora relatou que era submetida a cobranças reiteradas e constrangedoras, com divulgação nominal de resultados e comparações entre empregados em reuniões diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Documentos anexados aos autos demonstraram a existência de e-mails da gestão com a produtividade nominal dos empregados, nos quais constava o nome da trabalhadora, além de mensagem com o montante de contas abertas por cada integrante da equipe, inclusive com indicação de saldo zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em defesa, a instituição financeira negou a prática de assédio, sustentando&nbsp;a ausência de conduta ilícita e&nbsp;a regularidade da gestão por metas. Também afastou a existência de dano indenizável.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Dano in re ipsa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o caso, o magistrado destacou que, embora a cobrança de metas integre o poder diretivo do empregador, a forma adotada extrapolou os limites legais e convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo afirmou, as provas confirmaram a divulgação de ranking individual e comparações públicas entre empregados, prática vedada pela convenção coletiva na cláusula 39, segundo a qual “no monitoramento de resultados, os bancos não exporão, publicamente, o ranking individual de seus empregados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o juiz, a conduta, tratada como assédio moral reiterado e adotada como estratégia de gestão, gerou ambiente de tensão e exposição vexatória, caracterizando dano moral in re ipsa,&nbsp;a ser indenizado em R$ 35 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, o banco também foi condenado ao pagamento de duas multas normativas pela violação de instrumentos coletivos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://pje.trt2.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/1001047-98.2025.5.02.0433/1#8126988" data-type="link" data-id="https://pje.trt2.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/1001047-98.2025.5.02.0433/1#8126988">1001047-98.2025.5.02.0433</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2026/1/6AF2AF7178664F_Bancoquedivulgourankingdefunci.pdf" data-type="link" data-id="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2026/1/6AF2AF7178664F_Bancoquedivulgourankingdefunci.pdf">Leia a sentença</a>.</h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRABALHADOR NÃO É COLABORADOR: A ILUSÃO POR TRÁS DO EUFEMISMO CORPORATIVO</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/trabalhador-nao-e-colaborador-a-ilusao-por-tras-do-eufemismo-corporativo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 06:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[conflito de classes]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Empregado]]></category>
		<category><![CDATA[eufemismo]]></category>
		<category><![CDATA[Exploração]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionário]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhador]]></category>
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					<description><![CDATA[Da próxima vez que te chamarem de colaborador, lembre-se: você não colabora, você trabalha. E sem o seu trabalho, nada anda. A linguagem nunca é neutra. As palavras carregam ideologias, moldam percepções e, não raro, servem como instrumentos para diluir realidades incômodas. Nos últimos anos, o “mundo corporativo” (leia-se capitalismo) adotou com entusiasmo a substituição [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-12">Da próxima vez que te chamarem de colaborador, lembre-se: você não colabora, você trabalha. E sem o seu trabalho, nada anda.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A linguagem nunca é neutra. As palavras carregam ideologias, moldam percepções e, não raro, servem como instrumentos para diluir realidades incômodas. Nos últimos anos, o “mundo corporativo” (leia-se capitalismo) adotou com entusiasmo a substituição de termos como “trabalhador” ou “empregado” por “colaborador” ou “parceiro”. À primeira vista, a mudança parece inofensiva, quase um gesto de inclusão. Por trás dela, porém, esconde-se um projeto mais profundo: negar o conflito de classes e a assimetria intrínseca às relações trabalhistas, transformando desigualdades estruturais em uma ilusão de harmonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da expressão “colaborador” não é casual. Derivada do latim collaborare (“trabalhar junto”), a palavra sugere uma relação horizontal e supostamente igualitária entre patrões e empregados. <strong>Essa narrativa, contudo, ignora um fato essencial:</strong> a relação de emprego é, por definição, vertical – hierárquica – e baseada em subordinação. O trabalhador vende sua força de trabalho em troca de salário, enquanto o empregador detém o poder de ditar condições, horários e metas. Chamá-lo de “colaborador”, portanto, é uma tentativa de camuflar essa dinâmica de poder, como se ambos os lados compartilhassem riscos e lucros em igual medida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma disputa vocabular, trata-se de um esforço estratégico para enfraquecer a consciência de classe. <strong>Ao substituir “empregado” por “colaborador”, busca-se diluir a noção de interesses divergentes:</strong> de um lado, o trabalhador busca salários dignos e qualidade de vida; de outro, o empregador visa reduzir custos e ampliar lucros. Essa tensão é inerente ao capitalismo, e fingir que ela não existe beneficia principalmente quem está no topo da pirâmide.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por acaso, o Direito do Trabalho surgiu como resposta a esses conflitos, fruto de lutas históricas por dignidade. Normas como jornada máxima, salário mínimo e proteção contra demissões arbitrárias reconhecem a vulnerabilidade do trabalhador frente ao poder econômico. A atual flexibilização dessas leis — muitas vezes justificada como “modernização” ou “estímulo ao empreendedorismo” — reflete, sob uma perspectiva crítica, um movimento de desmonte de conquistas sociais, convertendo direitos em mercadorias negociáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a insistência no termo “colaborador” não é ingênua. Ela caminha lado a lado com essas práticas de destruição dos direitos trabalhistas, com práticas como a terceirização indiscriminada, a pejotização e o trabalho por plataformas, que transferem riscos do empregador para o trabalhador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o empregado é um “parceiro”, a lógica perversa questiona: por que precisaria de carteira assinada, férias ou décimo terceiro?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A linguagem, aqui, torna-se um cavalo de Troia:</strong> sob um verniz de igualdade, reforça a precarização das relações laborais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Subestimar o poder das palavras é um erro perigoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando um trabalhador é rebatizado de “colaborador”, sua condição material não muda:</strong> ele continua sujeito a ordens, metas abusivas e à ameaça do desemprego. O que muda é a percepção de sua realidade. Se não há patrão, não há luta; se não há exploração, não há resistência. Rejeitar esse eufemismo, portanto, é um ato de reafirmação da luta de classes, não mero purismo linguístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalhadores não são colaboradores. São sujeitos de direitos, protagonistas de suas histórias e agentes essenciais na construção da riqueza que, hoje, segue concentrada desproporcionalmente. Reconhecer isso é o primeiro passo para exigir um mundo onde a dignidade não seja confundida com favor, e onde a linguagem não sirva para mascarar, mas para revelar as estruturas de poder.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A situação dos sindicatos frente a essa questão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A insistência no termo “colaborador” também mina a força coletiva dos sindicatos. Essas organizações dependem da identificação comum dos trabalhadores como classe com interesses compartilhados e antagônicos aos dos empregadores. Ao promover a ideia de uma parceria supostamente igualitária, o discurso do “colaborador” fragmenta essa unidade, substituindo a noção de coletivo por uma lógica individualista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se cada trabalhador é visto como um “parceiro” autônomo do empregador, a necessidade de representação sindical parece menos evidente, como se conflitos pudessem ser resolvidos caso a caso, por meio de negociações pessoais. Na prática, essa narrativa desarma os trabalhadores: sem perceberem-se como grupo com demandas estruturais, tornam-se mais vulneráveis às pressões patronais e menos propensos a mobilizar-se por direitos coletivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é coincidência que a ascensão desse vocabulário ocorra paralelamente às políticas de flexibilização trabalhista e ao declínio das taxas de sindicalização. Afinal, um “colaborador” não entra em greve – ele “dialoga”. Não exige direitos – “sugere melhorias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A linguagem, aqui, é ferramenta de desmobilização:</strong> ao apagar as linhas de conflito, esvazia a razão de existir dos sindicatos. Se não há trabalhadores unidos por condições precárias, mas apenas “colaboradores” isolados buscando “crescimento mútuo”, a resistência organizada perde sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sindicatos, então, enfraquecem não por irrelevância, mas porque o próprio terreno de luta é sutilmente envenenado por palavras que dissolvem a noção de exploração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O eufemismo, portanto, não se limita a camuflar as hierarquias sociais – ele também enfraquece diretamente a capacidade da classe trabalhadora de se organizar politicamente. Onde deveria existir união e luta por direitos comuns, insinua-se a falsa ideia de que patrões e empregados são “parceiros” em igualdade de condições. Dessa forma, mina-se a solidariedade essencial para a ação coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As consequências são concretas:</strong> a perda de força nas negociações, a aceitação passiva de desigualdades e a perpetuação de um sistema em que quem controla o capital dita as regras do jogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rejeitar a linguagem que disfarça essa realidade não é mera discussão semântica – <strong>é um ato político</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Defender termos como “trabalhador” fortalece a identidade de classe e reafirma a urgência dos sindicatos como ferramentas de resistência e mudança social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha das palavras, aqui, define de qual lado da trincheira ideológica estamos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/">Sindicalize-se e lute por você!</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Santander: a fábrica da vigilância e da pressão psicopolítica</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/santander-a-fabrica-da-vigilancia-e-da-pressao-psicopolitica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 09:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[assédio estrutural]]></category>
		<category><![CDATA[assédio moral coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Pressão psicológica]]></category>
		<category><![CDATA[pressão psicopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[O banco transfere para o trabalhador a responsabilidade pela satisfação do cliente, mesmo quando as causas da insatisfação são decisões estratégicas da direção (juros, tarifas, políticas de crédito). Isso gera culpabilização, ansiedade e sensação de impotência entre os empregados. Por trás do discurso de meritocracia e reconhecimento, o Santander mantém uma estrutura sofisticada de vigilância [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">O banco transfere para o trabalhador a responsabilidade pela satisfação do cliente, mesmo quando as causas da insatisfação são decisões estratégicas da direção (juros, tarifas, políticas de crédito). Isso gera culpabilização, ansiedade e sensação de impotência entre os empregados.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Por trás do discurso de meritocracia e reconhecimento, o <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/">Santander</a> mantém uma estrutura sofisticada de vigilância digital, pressão por resultados e manipulação psicopolítica ³. Programas como “Mais Certo” ¹, “Modelo Certo” ² (antigo Índice Certo), “StarmeUp” e “Santander Star” formam um sistema integrado de controle e dominação sobre os bancários, onde cada clique, cada venda e até cada comportamento são medidos, avaliados e comparados.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Metas que controlam – “Mais Certo” e “Modelo Certo”</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O “Mais Certo” define metas semestrais por segmento e cargo — de gerentes a especialistas. Já o “Modelo Certo” traduz esse controle em metas diárias, complementadas por “aceleradores” que prometem bônus maiores para quem superar 120%, 150% ou 200% da meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas são atreladas ao NPS da agência. Se não atinge, o trabalhador perde. O NPS (Net Promoter Score) foi criado como um indicador de satisfação de clientes, medindo a probabilidade de recomendação do banco. No Santander, porém, o NPS deixou de ser um instrumento de diagnóstico da qualidade de atendimento e passou a ser um mecanismo de controle de desempenho e punição de trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o trabalhador começa o mês com um placar digital, onde vê sua pontuação em tempo real — e sabe que o gestor também acompanha cada movimento. O sistema transforma o desempenho em ranking: quem está “no verde” é exaltado, quem está “no vermelho” é cobrado, exposto e ameaçado. O controle é contínuo, minuto a minuto.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A vigilância permanente</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os programas registram e exibem todas as operações no sistema. Relatórios diários circulam entre chefias e superintendências. Há rankings por agência, por região, por pessoa. O gestor sabe exatamente quem vendeu, quem não vendeu e quem está prestes a “ficar para trás”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa vigilância não termina com o expediente. Mensagens por WhatsApp, ligações fora do horário e cobranças em feriados ou férias se tornaram rotina. Bancários relatam receber pressão até durante períodos de licença. A “gestão de pessoas” se transformou em gestão pelo medo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A rotina da pressão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Todo dia começa com uma reunião de cobrança: o ranking na tela, os “verdes” elogiados, os “vermelhos” constrangidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o expediente, a meta dita o ritmo: clientes abordados não como pessoas, mas como alvos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No intervalo, o gestor cobra por mensagens — “quantos seguros já fechou hoje?”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À noite, mais relatórios, mais comparações, mais controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O trabalhador nunca se desconecta:</strong> vive sob vigilância total, entre o medo de punição e a promessa de reconhecimento.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O medo como método</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Quem não entrega resultado sucessivamente é transferido, isolado ou demitido. O medo se internaliza. O bancário passa a se cobrar antes que o chefe cobre, monitorando a si mesmo, adaptando seu comportamento ao que o sistema espera.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse é o núcleo do controle psicopolítico:</strong> transformar o medo em motivação, o constrangimento em “cultura de performance”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A manipulação do reconhecimento</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para disfarçar a pressão e o sofrimento, o banco adota programas de “valorização simbólica”. O StarmeUp é o exemplo mais claro: uma plataforma digital onde colegas trocam “estrelas virtuais” por comportamentos alinhados aos valores corporativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é “reconhecer o bom desempenho”, mas o efeito é outro: gamificação do comportamento. Cada estrela é um registro visível, comparável, mensurável. Os trabalhadores competem por aprovação, buscando reproduzir atitudes que agradam à direção. É o controle pelo afeto, a domesticação disfarçada de elogio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Santander Star, por sua vez, é a versão institucional dessa lógica. Premia, em eventos e convenções, os “melhores” em categorias como resultado, inovação ou atendimento. Mas, enquanto alguns poucos sobem ao palco, a maioria permanece invisível sob a mesma carga de pressão.<br>O programa serve como vitrine — para a direção, é uma peça de propaganda; para os trabalhadores, um lembrete de que só há espaço para quem suporta o ritmo desumano.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A cultura do assédio estrutural</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de metas e reconhecimento do Santander constitui uma máquina de pressão contínua e vigilância total.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mecanismos de bonificação, ranking, gamificação e prêmios transformam cada trabalhador em competidor, cada colega em fiscal, cada elogio em instrumento de controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cultura corporativa, vendida como “engajamento”, funciona, na verdade, como assédio moral sistematizado: o medo e a vaidade substituem o diálogo e a solidariedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O resultado é devastador:</strong> adoecimento psíquico, jornadas estendidas, culpa permanente e perda de sentido no trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o rótulo da “meritocracia”, o banco constrói uma engrenagem de dominação digital que vigia, pressiona e molda subjetividades — uma gestão psicopolítica do sofrimento.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O “Mais Certo” é o programa de Metas Semestrais de Especialistas e Gestores Comerciais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ele integra o sistema de Remuneração Variável (bônus por performance) do banco e substituiu versões anteriores de programas como o “Reconhecer” e o “Renda Certa”.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Modelo Certo é um sistema de controle e cobrança de resultados que combina métricas de produtividade, satisfação do cliente (NPS), rentabilidade e comportamento comercial.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>A pressão psicopolítica refere-se às técnicas de poder, especialmente no contexto do neoliberalismo, que atuam sobre a psique, as emoções e o comportamento dos indivíduos para moldá-los de acordo com os interesses do sistema político e econômico. A coerção é sutil e ocorre de forma interna, levando à auto exploração e à pressão constante por desempenho e otimização.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Itaú indenizará por impor reza e incentivar jejum para alcance de metas</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/itau-indenizara-por-impor-reza-e-incentivar-jejum-para-alcance-de-metas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 07:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Itaú]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[Constrangimento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Unibanco]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade de crença]]></category>
		<category><![CDATA[Violação]]></category>
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					<description><![CDATA[TRT reconheceu assédio moral e violação à liberdade de crença de bancária. O banco Itaú deverá indenizar bancária em R$ 15 mil por danos morais após gerente impor práticas religiosas como orações coletivas e sugerir jejuns para cumprimento de metas. A decisão é da 2ª turma do TRT 18ª (Tribunal Regional do Trabalho da 18ª [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-14">TRT reconheceu assédio moral e violação à liberdade de crença de bancária.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O banco <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/itau-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/itau-noticias/">Itaú</a> deverá indenizar bancária em R$ 15 mil por danos morais após gerente impor práticas religiosas como orações coletivas e sugerir jejuns para cumprimento de metas. A decisão é da <a href="https://www.trt18.jus.br/portal/" data-type="link" data-id="https://www.trt18.jus.br/portal/">2ª turma do TRT 18ª (Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região)</a>, por entender que a conduta configurou assédio moral e violou a liberdade de crença da trabalhadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os autos, a bancária relatou que era constrangida a aderir a rituais religiosos no ambiente de trabalho, inclusive com reuniões antecipadas para rezas coletivas e incentivo à prática de jejum como condição para atingir objetivos de produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Testemunhas confirmaram que músicas de cunho religioso eram tocadas na agência e que mensagens em grupos de WhatsApp reforçavam a exigência de condutas ligadas à crença da gerente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a relatora, juíza convocada Eneida Martins Pereira de Souza, a conduta ultrapassou os limites do poder diretivo do empregador e configurou violação a direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A imposição de rituais religiosos configura assédio moral, pois fere a dignidade e a intimidade do trabalhador&#8221;, registrou a magistrada, ao fundamentar que tais práticas contrariaram o art. 5º, VI, da Constituição, que assegura a liberdade de crença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relatora ainda salientou que a cobrança de resultados associada à fé pessoal da gerente criava situação de constrangimento coletivo, pois os empregados se viam obrigados a participar de rituais que não refletiam suas próprias convicções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressaltou que o Itaú deve responder pelos atos de sua representante e votou pela manutenção da indenização de R$ 15 mil por danos morais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://pje.trt18.jus.br/consultaprocessual/" data-type="link" data-id="https://pje.trt18.jus.br/consultaprocessual/">0010438-80.2024.5.18.0014</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2025/9/F2FAE288944BAE_Documento_496e1b9.pdf" data-type="link" data-id="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2025/9/F2FAE288944BAE_Documento_496e1b9.pdf">Leia a decisão</a>.</h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Banco deve indenizar empregado por cobranças exageradas e humilhações</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-deve-indenizar-empregado-por-cobrancas-exageradas-e-humilhacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 07:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[cobrança excessiva]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Vexatória]]></category>
		<category><![CDATA[TRT-21]]></category>
		<category><![CDATA[TST]]></category>
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					<description><![CDATA[Bancário era submetido a cobrança exagerada e humilhação em reuniões coletivas A 1ª Vara do Trabalho de Natal determinou o pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 77.708,70, a um bancário que foi comprovadamente submetido a cobrança excessiva de metas e a exposição vexatória em reuniões coletivas. De acordo com o processo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-17">Bancário era submetido a cobrança exagerada e humilhação em reuniões coletivas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A 1ª Vara do Trabalho de Natal determinou o pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 77.708,70, a um bancário que foi comprovadamente submetido a cobrança excessiva de metas e a exposição vexatória em reuniões coletivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o processo, a instituição financeira promovia reuniões em que rankings de desempenho eram divulgados, destacando, nominalmente, os empregados com melhores e piores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que não atingiam as metas eram submetidos a cobranças públicas e constrangedoras, com afirmações desmotivadoras e ameaças veladas de perda do emprego. Testemunhas confirmaram ainda a prática de alteração repentina das metas, com aumentos expressivos e sem comunicação prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A juíza Simone Jalil explicou que a cobrança desmedida e a exposição vexatória ultrapassam o exercício regular do poder diretivo do empregador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A prática é incompatível com um ambiente de trabalho saudável, o que fere diretamente valores constitucionais e princípios internacionais de proteção ao trabalho decente”, destacou a julgadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ainda citou a importância da preservação da dignidade, saúde e segurança no ambiente de trabalho, “princípios que se alinham ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 da Agenda 2030 da ONU, que preconiza a promoção do trabalho decente para todos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não se está aqui a combater o crescimento econômico, a instituição de metas ou as novas formas de trabalho”, explicou a juíza. A defesa é da garantia de um trabalho “onde a busca por produtividade não se sobreponha aos direitos fundamentais do trabalhador, especialmente à sua saúde física e mental”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho têm alertado sobre a necessidade de se criar ambientes de trabalho que promovam a saúde, recomendando a adoção de práticas que previnam sobrecarga de trabalho e comportamentos hostis”, acrescentou a julgadora. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-21.</p>



<h4 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-18">Processo 0000069-48.2025.5.21.0001</h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Muito bonita para ser gay&#8221;: TRT-18 condena empresa por homofobia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/muito-bonita-para-ser-gay-trt-18-condena-empresa-por-homofobia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2024 10:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio moral]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrança por Metas]]></category>
		<category><![CDATA[comentários discriminatórios]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento discriminatório]]></category>
		<category><![CDATA[Condenação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Perspectiva de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
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					<description><![CDATA[Tribunal fundamentou decisão no Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero Empresa de cartão de crédito indenizará ex-funcionária vítima de homofobia. Assim decidiu a 1ª turma do TRT da 18ª região, reconhecendo que a mulher sofreu ataques à sua dignidade e integridade devido a declarações ofensivas feitas por superior hierárquica. Na ação, a ex-funcionária relatou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-20">Tribunal fundamentou decisão no Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Empresa de cartão de crédito indenizará ex-funcionária vítima de homofobia. Assim decidiu a 1ª turma do TRT da 18ª região, reconhecendo que a mulher sofreu ataques à sua dignidade e integridade devido a declarações ofensivas feitas por superior hierárquica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação, a ex-funcionária relatou que, durante reuniões na empresa, foi vítima de comentários jocosos a respeito de sua orientação sexual. A superior hierárquica afirmava que a funcionária era &#8220;muito bonita para ser gay&#8221; e a ameaçava de desligamento caso as metas não fossem atingidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prova oral foi determinante para o reconhecimento da discriminação, uma vez que a testemunha indicada pela funcionária confirmou os fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob relatoria do desembargador Welington Luis Peixoto, o tribunal destacou que, embora a cobrança por metas seja prática comum no ambiente de trabalho, os limites da urbanidade não podem ser ultrapassados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O comportamento discriminatório no ambiente de trabalho, por meio de declarações homofóbicas, é claramente contrário às normas legais e sociais de harmonia e boa convivência no local de trabalho, sendo suficientemente grave para justificar a indenização por danos morais.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acórdão também fez referência ao Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, aprovado pelo CNJ, em 2021, que orienta os tribunais a considerarem questões de gênero, raça e orientação sexual nos julgamentos, reconhecendo as desigualdades e preconceitos ainda presentes no mercado de trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tribunal ressaltou que a Justiça do Trabalho deve adotar visão mais ampla sobre as interseccionalidades que permeiam a relação empregatícia, como orientação sexual e discriminações que afetam minorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, diante da conduta da empresa e dos impactos que os comentários discriminatórios tiveram sobre a ex-funcionária, o tribunal fixou a indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também salientou que o comportamento da superior hierárquica teve repercussão não apenas sobre a ex-funcionária, mas contribuiu para reforçar estereótipos e preconceitos, impactando o ambiente de trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo: <a href="https://pje.trt18.jus.br/consultaprocessual/captcha/detalhe-processo/0011025-72.2023.5.18.0003/2" data-type="link" data-id="https://pje.trt18.jus.br/consultaprocessual/captcha/detalhe-processo/0011025-72.2023.5.18.0003/2">0011025-72.2023.5.18.0003</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2024/10/934847A8FB8253_Documento_ebd77f4.pdf" data-type="link" data-id="https://www.migalhas.com.br/arquivos/2024/10/934847A8FB8253_Documento_ebd77f4.pdf">Veja o acórdão</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
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