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	<title>CNV &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Comissão da Verdade de SP pede punição de torturadores da ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Diegues]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comiss&#227;o da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de S&#227;o Paulo (Alesp), iniciada em 12 de fevereiro de 2012, encerrou nesta quinta-feira (12) o seu trabalho, apresentando relat&#243;rio final em que pede &#8211; entre 150 recomenda&#231;&#245;es tem&#225;ticas e 18 gerais &#8211; a puni&#231;&#227;o dos agentes respons&#225;veis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura [&#8230;]]]></description>
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<p>A Comiss&atilde;o da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de S&atilde;o Paulo (Alesp), iniciada em 12 de fevereiro de 2012, encerrou nesta quinta-feira (12) o seu trabalho, apresentando relat&oacute;rio final em que pede &#8211; entre 150 recomenda&ccedil;&otilde;es tem&aacute;ticas e 18 gerais &#8211; a puni&ccedil;&atilde;o dos agentes respons&aacute;veis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura militar. O relat&oacute;rio final ser&aacute; encaminhado &agrave; Comiss&atilde;o Nacional da Verdade, ao Arquivo P&uacute;blico Nacional e ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal.</p>
<p>&quot;Houve 150 recomenda&ccedil;&otilde;es [finais], mas eu destacaria duas que motivaram a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o da Verdade Rubens Paiva: a localiza&ccedil;&atilde;o dos restos mortais dos desaparecidos para que as fam&iacute;lias possam dar um sepultamento digno e a puni&ccedil;&atilde;o aos torturadores de ontem e de hoje. O Brasil n&atilde;o pode manter a impunidade, sob pena de ser um Estado de constante viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos&quot;, disse Maria Am&eacute;lia de Almeida Teles, coordenadora da assessoria da comiss&atilde;o estadual.</p>
<p>A comiss&atilde;o pediu que sejam revistas e aprofundadas as investiga&ccedil;&otilde;es sobre as mortes dos ex-presidentes da Rep&uacute;blica Jo&atilde;o Goulart e Juscelino Kubitschek, j&aacute; que, na vis&atilde;o de seus integrantes, h&aacute; ind&iacute;cios de que as mortes tenham sido planejadas por agentes da ditadura. Recomenda tamb&eacute;m a desmilitariza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias, a cria&ccedil;&atilde;o de locais de mem&oacute;ria dos desaparecidos pol&iacute;ticos, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos de enfrentamento, preven&ccedil;&atilde;o e erradica&ccedil;&atilde;o da tortura, de assassinatos e desaparecimentos for&ccedil;ados por agentes p&uacute;blicos, e que sejam devolvidos, simbolicamente, os mandatos dos deputados estaduais paulistas cassados durante a ditadura.</p>
<p>A comiss&atilde;o pede tamb&eacute;m que o Estado brasileiro crie pol&iacute;ticas e mecanismos permanentes de repara&ccedil;&atilde;o e indeniza&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas das viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos cometidas por agentes da ditadura militar e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o civil e administrativa das empresas que contribu&iacute;ram com o regime e a persegui&ccedil;&atilde;o de trabalhadores.</p>
<p>Sugere tamb&eacute;m que sejam inclu&iacute;dos nos curr&iacute;culos escolares informa&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es sobre a ditadura e as consequ&ecirc;ncias que ainda persistem. &quot;Nossa maior recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; que as pessoas saibam o que foi a ditadura e quais suas consequ&ecirc;ncias. Esse &eacute; nosso maior grito de alerta&quot;, destacou o presidente da comiss&atilde;o, Adriano Diogo, que tamb&eacute;m foi preso e torturado na ditadura.</p>
<p>Para Am&eacute;lia Teles, o trabalho da comiss&atilde;o foi baseado principalmente na busca pela verdade e deve ser perpetuado em outras inst&acirc;ncias. &quot;O trabalho n&atilde;o pode se encerrar hoje. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e demais &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos t&ecirc;m de colher esses relat&oacute;rios &#8211; tanto esse [da comiss&atilde;o estadual] quanto da Comiss&atilde;o Nacional e de outras comiss&otilde;es &#8211; e tomar as provid&ecirc;ncias jur&iacute;dicas que permitam o devido processo legal dos acusados de tortura, assassinatos, estupros e desaparecimentos for&ccedil;ados&quot;, disse ela.</p>
<p>&quot;Para alcan&ccedil;ar a verdade ainda falta muita investiga&ccedil;&atilde;o, a abertura dos arquivos militares e a coopera&ccedil;&atilde;o, principalmente, do Minist&eacute;rio das For&ccedil;as Armadas e das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, que t&ecirc;m documentos fundamentais para o avan&ccedil;o das pesquisas e das investiga&ccedil;&otilde;es&quot;, acrescentou ela.</p>
<p>O relat&oacute;rio final estar&aacute; dispon&iacute;vel na plataforma virtual Verdade Aberta. S&atilde;o 26 cap&iacute;tulos tem&aacute;ticos, 188 casos detalhados de pessoas mortas e desaparecidas, al&eacute;m de todas as recomenda&ccedil;&otilde;es e o conte&uacute;do desenvolvido pelos grupos de trabalho. A plataforma &eacute; multim&iacute;dia, com v&iacute;deos das audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, fotos e documentos levantados pela comiss&atilde;o, al&eacute;m de tr&ecirc;s livros publicados durante o trabalho da Alesp.</p>
<p>Presente &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio final da comiss&atilde;o estadual, o ex-coordenador da Comiss&atilde;o Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, elogiou os trabalhos e disse que todas as comiss&otilde;es da verdade (legislativas, sindicais, setoriais, universit&aacute;rias e outras que foram criadas em todo o pa&iacute;s) &quot;ajudaram a multiplicar o que j&aacute; vinha sendo feito&quot; pela CNV.</p>
<p>&quot;As investiga&ccedil;&otilde;es que realizamos n&atilde;o come&ccedil;aram conosco e n&atilde;o v&atilde;o acabar conosco. V&ecirc;m de antes, com os documentos contempor&acirc;neos da &eacute;poca em que as viola&ccedil;&otilde;es foram praticadas, e seguir&aacute;. Esses relat&oacute;rios &eacute; que permitir&atilde;o que pesquisadores nas universidades e nos movimentos sociais e a imprensa deem continuidade &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o. Tenho seguran&ccedil;a de que, nos pr&oacute;ximos anos, muitas coisas v&atilde;o ainda acontecer. No &acirc;mbito do governo federal, o que tem em discuss&atilde;o &eacute; a comiss&atilde;o de seguimento. O relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Nacional defende que haja continuidade do trabalho para que as recomenda&ccedil;&otilde;es possam ter acompanhamento por parte do governo&quot;, disse Dallari.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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