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	<title>CNJ (Conselho Nacional de Justiça) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Lei Maria da Penha chega aos 18 anos sob desafios e temor de retrocesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 08:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agressor]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ (Conselho Nacional de Justiça)]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Processo Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[Legislação que leva nome de vítima de violência doméstica resultou em cerca de 2,3 milhões de decisões de medidas protetivas Primeira norma jurídica no país que criminalizou a violência contra a mulher, a Lei Maria da Penha completou 18 anos em vigor na quarta-feira (7/8) com desafios à sua aplicação e risco de retrocesso. Ao [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-55aabac5907923adfe5f0a939a8ed729">Legislação que leva nome de vítima de violência doméstica resultou em cerca de 2,3 milhões de decisões de medidas protetivas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira norma jurídica no país que criminalizou a violência contra a mulher, a Lei Maria da Penha completou 18 anos em vigor na quarta-feira (7/8) com desafios à sua aplicação e risco de retrocesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de quase 20 décadas, a legislação resultou em cerca de 2,3 milhões de decisões de medidas protetivas, sendo 69,4% favoráveis ao pleito das vítimas em se manterem distantes de seus agressores. Por outro lado, 6,6% dos pedidos foram rejeitados e 13,9%, revogados, de acordo com dados do <a href="https://www.cnj.jus.br/" data-type="link" data-id="https://www.cnj.jus.br/">CNJ (Conselho Nacional de Justiça)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até 2009, os crimes de violência sexual eram enquadrados na lei contra os costumes, não como hoje, um crime contra a dignidade humana. “No momento, a busca é pela criação de uma lei integral de proteção às mulheres em situação de violência. Alcançar a eficácia das normas é o maior desafio”, diz a advogada Silvia Pimentel, integrante do grupo de juristas que redigiu o texto da lei.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Lei Maria da Penha criou 11 serviços para vítimas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de a <a href="https://iclnoticias.com.br/atg/lei-maria-da-penha-historia-artigo/" data-type="link" data-id="https://iclnoticias.com.br/atg/lei-maria-da-penha-historia-artigo/">Lei Maria da Penha</a> ter criado 11 serviços de apoio à mulher vítima de violência, entre eles, rondas feitas por guardas-civis nos municípios e a criação de juizados especiais, sua aplicação ainda é desafiada pela falta de fiscalização das medidas protetivas, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros urbanos e em áreas dominadas pelo crime organizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso faz com que a lei não chegue a contento para as mulheres do interior, periféricas e indígenas, a maioria negra, que enfrentam problemas estruturais, como a presença de facções criminosas e milícias. Nesses lugares, o tráfico não aceita a violência doméstica e toma próprias atitudes para banir os casos”, diz a advogada Myllena Calasans, integrante do <a href="https://www.consorcioleimariadapenha.org.br/" data-type="link" data-id="https://www.consorcioleimariadapenha.org.br/">Consórcio Lei Maria da Penha</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao mesmo tempo que a mulher fica protegida do agressor dentro de casa, pode sofrer violência desse poder paralelo que também a inibe de acionar o estado”, continua. A inovação da lei ao longo dos anos incluiu a criação de um botão do pânico para smartphones conectados a centrais policiais e uso de tornozeleira eletrônica pelos agressores.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Medidas não são acessíveis à maioria</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Todo esse aparato, porém, não é acessível à maioria das mulheres. “Isso ainda é uma deficiência da implementação e exige compromisso dos estados e municípios, para se tornar uma política prioritária”, diz a advogada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a Terceira Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) discute a natureza jurídica das medidas protetivas de urgência e se devem ter um prazo de vigência predeterminado. O recurso passou a ser julgado após o Ministério Público de Minas Gerais pedir validade indefinida de medida protetiva concedida em um processo de violência doméstica. A Justiça havia fixado validade de até 90 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STJ discute se as medidas protetivas de urgência devem ser consideradas de natureza penal. Atualmente, o recurso é decidido com base no Código de Processo Civil sem necessidade de se instaurar um processo penal, o que pode comprometer a celeridade dos processos em casos graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade é considerada um retrocesso na aplicação da lei, segundo a advogada Myllena. “A Justiça pode chegar a exigir a elaboração de um boletim de ocorrência para a medida protetiva ser validada”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CNJ constatou em 2022 que 30% dos pedidos de medida protetiva são concedidos após o prazo máximo de 48 horas, em desacordo com a <a href="https://iclnoticias.com.br/atg/historia-da-maria-da-penha-artigo/" data-type="link" data-id="https://iclnoticias.com.br/atg/historia-da-maria-da-penha-artigo/">Lei Maria da Penha</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possível mudança sobre a natureza jurídica é preocupante porque as vítimas ainda sofrem com a relativização institucional da violência quando procuram delegacias e demais órgãos públicos. “Muitas mulheres não têm atendimento qualificado”, diz a advogada.</p>
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