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	<title>cilada da reforma trabalhista &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>cilada da reforma trabalhista &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>A cilada da reforma trabalhista e o sonho da carteira assinada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 11:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesses 7 anos, sobram evidências dos males que a lei causou aos trabalhadores. Hoje, 70% dos informais sonham com a carteira assinada e o trabalho intermitente volta à mira do STF Ao longo de todo o processo que culminou com a aprovação da reforma trabalhista em 2017 — seguida da lei das terceirizações —, movimentos [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-677e30854be39f5c41bd5a5aefc5f8e4">Nesses 7 anos, sobram evidências dos males que a lei causou aos trabalhadores. Hoje, 70% dos informais sonham com a carteira assinada e o trabalho intermitente volta à mira do STF</h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo de todo o processo que culminou com a aprovação da reforma trabalhista em 2017 — seguida da lei das terceirizações —, movimentos sindicais, sociais e políticos alertaram para os seus efeitos nefastos. Mas, a maioria não deu ouvidos. O discurso de que as novas regras modernizariam a legislação, gerariam mais empregos e crescimento prevaleceu, convencendo inclusive os trabalhadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De lá para cá, muitas evidências mostraram o contrário. E ficou explícito que a reforma, como alertaram aqueles setores, tinha mesmo o propósito de beneficiar o patronato, precarizando e piorando as condições de salário e trabalho para boa parte da população.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A insatisfação dos trabalhadores com essa situação pode ser verificada em pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. O estudo mostrou que sete em cada dez trabalhadores informais desejam ter a carteira assinada. O levantamento considerou na informalidade uma fatia de 25,4 milhões de pessoas, de uma população ocupada total de 100,2 milhões em março.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos que gostariam de exercer uma ocupação formalizada — e garantir direitos como 13° salário, férias remuneradas, FGTS, assistência médica e vale-transporte, entre outros — é formada majoritariamente pela fatia mais pobre.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisa, 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo (R$ 1.412) almejam um emprego com carteira assinada. Entre aqueles com renda entre um e três mínimos, o percentual é de 70,8%. Além disso, a maioria dos que sonham com a CLT é de homens (69%), com o ensino fundamental (72%) e negros (68%).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe salientar que a maioria dos autônomos ganha mal: 44% até um salário mínimo; 41% até três e apenas 14% entre três e dez mínimos. Desde julho de 2017, quando a reforma foi sancionada, até junho deste ano, a fatia de informais aumentou 17%, saindo de 21,7 milhões para 25,4 milhões.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Justiça do Trabalho</h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Lamento constatar que a reforma trabalhista não entregou os resultados que prometeu. Não pacificou conflitos”, admite o presidente do TST (Tribunal Superior do&nbsp;Trabalho), Lélio Bentes Corrêa, ao jornal&nbsp;<em>Folha de S. Paulo.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente em 2023, 3,5 milhões de processos foram recebidos pela Justiça do Trabalho, número 11,3% maior do que em 2022. Segundo a publicação, foi percebida uma redução em 2018 e, em 2019, voltou a crescer.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado também criticou o enfraquecimento das entidades sindicais a partir do fim da contribuição obrigatória, outro dispositivo da reforma. “Se nós temos sindicatos enfraquecidos, sem condições de promover o custeio da própria atividade sindical, vamos ter uma desproporção na balança de poder na relação de trabalho que gera ainda mais conflitos”, declarou.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Insegurança e trabalho escravo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos muitos prejuízos trazidos pela reforma é a precarização do ambiente de trabalho. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), apenas em 2022, foram registrados 612,9 mil acidentes de trabalho e 2.538 óbitos em todo o país, maior taxa de mortalidade em uma década, com sete óbitos a cada 100 mil vínculos empregatícios, em média.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reflexo radical desse processo de precarização também pode ser verificado no âmbito da “escravidão moderna”. “A legalização da terceirização irrestrita, permitida com a reforma trabalhista de 2017, favorece as possibilidades da expansão da escravidão contemporânea”, explicou a pesquisadora Marcela Soares, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), em entrevista concedida ao site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, no final do ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela argumentou que com a reforma trabalhista, “houve a legalização de práticas ilegais que já existiam, como o negociado com empregador se sobrepor à lei e a terceirização para a atividade fim. A terceirização irrestrita é algo terrível e que tem corroborado com aumento da escravidão contemporânea”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, essa constatação está ligada ao fato de que, entre 2017 e 2022, mesmo com a diminuição dos recursos por parte do governo federal para a fiscalização da escravidão contemporânea, houve um aumento de 300% no número de pessoas resgatadas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Trabalho intermitente no STF</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma possibilitou, ainda, a criação do trabalho intermitente — quando o funcionário presta serviço à empresa apenas quando solicitado, recebendo proporcionalmente para isso. Essa situação cria insegurança tanto do ponto de vista dos direitos trabalhistas não garantidos e quanto à sustentação material dessas pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três ações diretas de inconstitucionalidade sobre a regra estavam na agenda de votações do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto . Os questionamentos foram apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e por federações dos empregados em postos de combustível (Fenepospetro) e de trabalhadores de empresas de telecomunicações (Fenattel).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciado em 2020, o julgamento tem dois votos a favor e dois contra esse tipo de trabalho. O relator, ministro Edson Fachin, considerou a modalidade inconstitucional por trazer vulnerabilidade para o trabalhador. Os ministros Nunes Marques e&nbsp;Alexandre de Moraes&nbsp;divergiram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, o julgamento foi retomado e a então ministra Rosa Weber acompanhou Fachin, com ressalvas. Em seguida, o ministro André Mendonça solicitou destaque, suspendendo novamente o julgamento, que agora pode finalmente ser concluído.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sem a garantia de que vai ser convocado, o trabalhador, apesar de formalmente contratado, continua sem as reais condições de gozar dos direitos que dependem da prestação de serviços e remuneração decorrente, sem os quais não há condições imprescindíveis para uma vida digna”, destacou Fachin em seu voto, em 2020.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, a regra não concretiza o princípio constitucional da dignidade, promovendo “a instrumentalização da força de trabalho humana e ameaçando, com isso, a saúde física e mental do trabalhador, constituindo-se norma impeditiva da consecução de uma vida digna”.</p>
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