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	<title>casos de mpox 2026 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Brasil registra 48 casos de mpox nos primeiros meses de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 12:10:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De acordo com o Ministério da Saúde, predominam quadros leves ou moderados de Mpox Foram confirmados 48 casos de mpox no Brasil em 2026, segundo dados atualizados do&#160;Ministério da Saúde. A maior parte está concentrada em São Paulo, com 41 ocorrências, seguido de Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-d51f5d2b432f7645f493ae6e8aadc245">De acordo com o Ministério da Saúde, predominam quadros leves ou moderados de Mpox</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram confirmados 48 casos de mpox no Brasil em 2026, segundo dados atualizados do&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Ministério da Saúde</strong></a>. A maior parte está concentrada em São Paulo, com 41 ocorrências, seguido de Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1). Não há registro de mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pasta, predominam quadros leves ou moderados. Durante todo o ano de 2025, o país contabilizou 1.079 casos e dois óbitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde afirma que o país mantém vigilância ativa e que o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para diagnóstico e manejo clínico dos pacientes, com rastreamento de contatos por 14 dias para interromper cadeias de transmissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação é que pessoas com erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados procurem atendimento médico e, se possível, mantenham isolamento social até avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em São Paulo, estado com o maior número de casos, o painel de consulta pública do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde) aponta 44 casos confirmados neste ano, três a mais do que o total informado pelo governo federal. Pelo Nies, foram registradas 185 notificações em 2026. Dessas, 71 seguem como suspeitas, 57 descartadas e uma é classificada como provável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirma, em nota, que “monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pasta diz que, neste ano, foram registrados 44 casos da doença até quinta-feira (19), comparado a 126 casos nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que é a Mpox?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A mpox era anteriormente conhecida como “monkeypox” (varíola dos macacos, em português). Segundo a infectologista Flávia Falci, do Grupo Santa Joana, é uma infecção causada pelo vírus Mpox, que pertence à família do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Depois, pode evoluir para a chamada fase eruptiva, explica a médica, que é quando apresentam-se lesões na pele que são progressivas: começam avermelhadas, viram uma vesícula, mais amareladas e depois se tornam crustas. Elas podem ocorrer em face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa; casos graves podem evoluir com manifestações neurológicas e oculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mpox existe há décadas em países da África, principalmente na República Democrática do Congo. Mas foi a partir de 2022 que ela se tornou mundialmente conhecida, com o início do surto global que segue até hoje, diz o infectologista Dyemison Pinheiro, mestre em saúde coletiva e assistente no pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico explica que a doença é causada por um vírus que se divide em dois clados, que são agrupamentos de espécies semelhantes com ancestral evolutivo comum. Os clados 1 e 2 se dividem em dois subclados: 1a e 1b, 2a e 2b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa avaliação indica a circulação do vírus. Classicamente, por exemplo, o 1a circula entre países da África Central e o 2b foi primeiro detectado na Nigéria, que seguiu causando infecção entre humanos e é o principal responsável pelo surto global de 2022 até o momento”, diz Pinheiro. Os sintomas causados pelo clado 1b tendem a ser mais exacerbados em pessoas mais vulneráveis ao vírus, com déficit de imunidade, complementa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como a doença é transmitida?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto com as lesões antes do período de cicatrização, seja esse contato sexual ou não, diz Pinheiro. O período de incubação pode variar entre poucos dias até cerca de três semanas. “É indicado o isolamento até a completa cicatrização de todas as lesões, a fim de evitar a transmissão para outras pessoas”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença também pode ser transmitida mesmo antes de se apresentar qualquer tipo de sintoma ou por pacientes assintomáticos, explica Falci. O contato com fluidos corporais, como saliva, sangue, sêmen, da mãe para o bebê ou através de objetos contaminados também é frequente; a infecção por gotículas respiratórias pode acontecer, mas é menos comum. A médica diz que já existem relatos de transmissão de animais para pessoas, principalmente alguns surtos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A população de maior risco inclui homens que fazem sexo com homens, pessoas que vivem com HIV/Aids, pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas e gestantes”, afirma Falci. “No caso das gestantes, principalmente também pelo risco de transmissão vertical e complicações para os fetos.”<br>Apesar de haver estudos avaliando tratamentos específicos para mpox, diz Pinheiro, eles não mostraram a efetividade esperada. Assim, o tratamento hoje é feito apenas com terapia de suporte, sem opções de tratamento específico.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como se prevenir?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os médicos dizem que a melhor forma de prevenção para a doença é a vacina. O imunizante está disponível no SUS para pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde que têm contato com o vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, Pinheiro diz que as vacinas têm sido insuficientes, o que resulta em uma baixa cobertura vacinal. “Temos observado no dia a dia um aumento no número de casos suspeitos e confirmados, inclusive do clado 1b, pouco identificado em circulação no Brasil. O Carnaval, que comumente tende a apresentar um maior contato físico entre as pessoas, nos deixa em estado de alerta”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele orienta que, se observadas lesões na pele, associadas ou não a sintomas como febre, dor no corpo e aumento de gânglios, é preciso evitar contato com outras pessoas e procurar um infectologista para avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras formas de prevenção, indica Falci, são mudanças comportamentais em relação às parcerias sexuais. Em ambientes hospitalares, ela diz ser importante o uso de equipamento de proteção pelos profissionais, além da higiene rigorosa do ambiente em que o paciente foi atendido.</p>
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