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	<title>Campanha dos Bancários 2018 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Campanha dos Bancários 2018 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Bancários adoecem, mas banqueiros NÃO apresentam propostas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha dos Bancários 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[Na terceira rodada de negociação da Campanha 2018, sobre saúde e condições de trabalho, bancos apenas se comprometeram a estudar melhor as reivindicações dos bancários para combater assédio moral e cobrança por metas, que tanto adoecem a categoria. Os bancos respondem por apenas 1% dos empregos no Brasil, mas foram os responsáveis por 5% do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na terceira rodada de negociação da Campanha 2018, sobre saúde e condições de trabalho, bancos apenas se comprometeram a estudar melhor as reivindicações dos bancários para combater assédio moral e cobrança por metas, que tanto adoecem a categoria.</p>
<p>Os bancos respondem por apenas 1% dos empregos no Brasil, mas foram os responsáveis por 5% do total de afastamentos por doença no país, entre 2012 e 2017. Os dados, do Ministério Público do Trabalho, dão a dimensão do tamanho do problema. Cobrança por metas, assédio moral, estímulo à competitividade têm afetado a saúde dos bancários, que estão entre as categorias que mais adoecem no Brasil. Mesmo assim, a Fenaban (federação dos bancos) não apresentou propostas concretas às reivindicações da categoria, durante a terceira rodada de negociação da Campanha 2018, que discutiu saúde e condições de trabalho na última quinta-feira 19.</p>
<p> </p>
<p>A Fenaban apenas se comprometeu a estudar melhor alguns pontos da nossa pauta, que já tinha sido apresentada com antecedência. A saúde dos bancários vai de mal a pior. Não a toa, em consulta nacional, a categoria apontou o combate ao assédio como prioridade. Além de adoecer, os bancários enfrentam enormes dificuldades colocadas pelos bancos para o tratamento.</p>
<p> </p>
<p>Por isso, entre as prioridades dos bancários estão o fim das cobranças por metas, o combate ao assédio moral, que é institucionalizado nos bancos, e a não instrumentalização dos serviços médicos pelos bancos, com a implantação de políticas que garantam ao trabalhador adoecido condições de afastamento para tratamento e de retorno ao trabalho. Outro problema apresentado foi a falta de numerários em agências de alguns municípios que, além de prejudicar a população, também atenta contra a saúde dos bancários, que têm de lidar com o descontentamento de clientes e usuários.</p>
<p> </p>
<p>Assim, na terceira rodada de negociação, o Comando Nacional dos Bancários apresentou à Fenaban algumas cláusulas da CCT que necessitam de ajustes no texto ou que ainda não foram implementadas de fato. Veja abaixo.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Cláusulas para as quais a Fenaban se comprometeu a apresentar propostas até o final das negociações:</strong></span></p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 27</strong></p>
<p> </p>
<p>A cláusula 27, que trata de estabilidades provisórias, é uma das que precisa ser alterada diante da política recente do INSS de cessação indiscriminada de aposentadorias por invalidez. Muitos bancários que têm seu benefício cancelado, e precisam retornar ao trabalho, têm sido vítimas de um procedimento ilegal de alguns bancos: são mandados diretamente para o exame demissional, sem fazer primeiro o exame de retorno.</p>
<p> </p>
<p>Demitidos imediatamente ao retornar, esses bancários perdem o direito à estabilidade de 60 dias prevista na alínea C da cláusula 27, que determina o direito à estabilidade por “60 dias após ter recebido alta médica, quem, por doença tenha ficado afastado do trabalho por tempo igual ou superior a 6 (seis) meses contínuos.”</p>
<p> </p>
<p>Assim, o Comando reivindicou a modificação da alínea para fazer constar expressamente, “inclusive por aposentadoria por invalidez”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 29</strong></p>
<p> </p>
<p>Para a cláusula 29 da CCT, o Comando Nacional dos Bancários propôs a exclusão das alíneas (b, c e d) e dos parágrafos (segundo e terceiro) que estabelecem critérios para a criação de juntas médicas com o objetivo de avaliar o trabalhador afastado. Os trabalhadores argumentam que, por lei, o INSS tem atribuição pública exclusiva para avaliar a capacidade laboral do empregado. Portanto, o estabelecimento de juntas médicas caracterizariam um ato ilícito previsto no código penal como “usurpação de função pública”.</p>
<p> </p>
<p>O Comando destacou ainda que o Conselho Federal de Medicina já se manifestou proibindo aos médicos em geral emitir opinião sobre capacidade laboral, portanto,se o trabalhador encontra-se afastado pelo INSS, o ato de convocar profissionais para emitirem opinião sobre capacidade laboral atenta contra o código de ética médica.</p>
<p> </p>
<p><strong>Ainda na cláusula 29</strong></p>
<p> </p>
<p>Ainda na cláusula 29, temos um problema com o parágrafo oitavo, que estabelece ainda a possibilidade de o banco adiantar o valor do benefício do INSS ao trabalhador afastado, sendo esse adiantamento descontado do empregado quando ele receber o benefício previdenciário. O problema está no fato de que alguns bancos têm realizado o desconto de forma integral, sem respeitar os limites legais e as garantias da intangibilidade salarial. Muitos bancários vêm sofrendo retenção integral de salários e ficam sem recursos para seu sustento ou de sua família durante meses. Por isso, o Comando propôs que o desconto seja efetuado no limite de 30% do valor líquido do salário.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 45</strong></p>
<p> </p>
<p>Os representantes de bancários de todo o Brasil cobraram, ainda, a participação dos sindicatos no Programa de Retorno ao Trabalho. Queremos evitar a total subordinação do médico do trabalho aos interesses econômicos dos bancos para decidir sobre o retorno ou não do empregado afastado, ao seu posto de trabalho. Diante de tantas dificuldades, e da estigmatização dos doentes, muitos continuam trabalhando sem condições físicas ou mentais de exercer suas funções.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 57</strong></p>
<p> </p>
<p>Em 2015, os bancários conquistaram cláusula na CCT que prevê adesão dos bancos ao Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho, com o objetivo de estabelecer limites à cobrança de metas, assédio moral, competitividade, dentre outros problemas que adoecem os bancários. A cláusula prevê reunião para o acompanhamento dessas iniciativas, mas isso nunca ocorreu. O Comando cobrou a realização da reunião.</p>
<p> </p>
<p>A Fenaban se comprometeu a realizar a reunião.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 58: combate ao assédio moral</strong></p>
<p> </p>
<p>O instrumento de combate ao assédio moral, uma conquista dos trabalhadores em 2010 e prevista na cláusula 58 da CCT, também precisa ser aprimorado, com redução do prazo para apuração das denúncias pelos bancos para 30 dias, e com apresentação, pelos bancos, de informações sobre os procedimentos de apuração adotados e sobre os critérios para conclusão. Muitas vezes, os bancos julgam uma determinada denúncia de assédio moral improcedente, mas não explicam por quê. Queremos maior transparência nos critérios adotados pelos bancos.</p>
<p> </p>
<p>O Comando também solicitou informações sobre as denúncias que chegam pelos canais internos dos bancos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 65</strong></p>
<p> </p>
<p>A cláusula 65 estabelece as condições para o empregado utilizar-se do adiantamento emergencial: na ocasião de um primeiro afastamento e quando do retorno de uma licença médica (benefício cessado), se o trabalhador for considerado “inapto” e apresentar o PR (Pedido de Reconsideração) teria o adiantamento pago. Esse direito, no entanto, também foi alterado pela legislação do pós-golpe, que acabou com o PR. Diante disso, muito bancos suspenderam o direito ao pagamento do adiantamento emergencial. O Comando propôs uma nova cláusula, excluindo o PR, de forma que os trabalhadores não sejam prejudicados.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Aceitou nova redação apresentada pelo Comando:</strong></span></p>
<p> </p>
<p><strong>Cláusula 33 &#8211; segurança bancária</strong></p>
<p> </p>
<p>Os dirigentes bancários querem que os bancos alterem a cláusula 33 que prevê direitos a trabalhadores que passaram por sequestro. No entendimento da Fenaban, a cláusula vale somente para sequestros consumados. O Comando cobra que seja alterado para que direitos sejam estendidos a vítimas de extorsão sob sequestro.</p>
<p> </p>
<p>A Fenaban concordou, ampliando os direitos previstos na cláusula, como atendimento médico e psicológico logo após o ocorrido, obrigação de registro de BO e pedido de realocação para a vítima de extorsão mediante sequestro. Bem como a inclusão desses casos nos dados estatísticos sobre segurança bancária.</p>
<p> </p>
<p><strong>Próximas rodadas</strong></p>
<p> </p>
<p>As <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancarios-devem-ter-proposta-final-ate-1-de-agosto" target="_blank">próximas rodadas</a> serão nos dias 25 de julho, sobre emprego, e no dia 1 de agosto, sobre cláusulas econômicas.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e seu nome.</strong></em></p>
<p>Fonte: com informações do SEEB SP</p>
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