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	<title>Caixa super caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Caixa mantém critérios contestados no Super Caixa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[Mudanças anunciadas após pressão dos sindicatos flexibilizam parte das regras, mas preservam exigências criticadas pelos empregados, como CSAT, integridade e modelo de premiação que continua sendo alvo de questionamentos; empregados somente têm acesso às informações de desempenho se aceitarem termo de adesão A Caixa apresentou, em live realizada na segunda-feira (2), alterações no regulamento do [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b38112dc68896cbfef0e7153f2fa51d2">Mudanças anunciadas após pressão dos sindicatos flexibilizam parte das regras, mas preservam exigências criticadas pelos empregados, como CSAT, integridade e modelo de premiação que continua sendo alvo de questionamentos; empregados somente têm acesso às informações de desempenho se aceitarem termo de adesão</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Caixa apresentou, em live realizada na segunda-feira (2), alterações no regulamento do programa de remuneração variável Super Caixa. As mudanças foram divulgadas faltando apenas 19 dias úteis para o fechamento do ciclo e, embora tragam alguns ajustes na forma de cálculo dos valores a pagar, mantêm critérios que vêm sendo duramente criticados pelas entidades representativas dos empregados desde a implantação do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os pontos que permanecem inalterados estão os indicadores de CSAT (<em>Customer Satisfaction Score</em>&nbsp;– Pontuação de Satisfação do Cliente) e NS, apontados pelos trabalhadores como fatores excludentes e desproporcionais para o acesso ao programa. Durante a apresentação, representantes do banco afirmaram que a Caixa não abrirá mão desses critérios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que chamou a atenção das entidades é a exigência de assinatura de diversos termos de ciência para que os empregados possam acessar o sistema de acompanhamento do desempenho. O trabalhador só tem acesso ao sistema Super Caixa, para consultar seus resultados, se concordar com todos os itens dos termos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os termos também estabelecem que os valores pagos pelo programa possuem natureza de premiação, sem incorporação à remuneração, sem reflexos trabalhistas, previdenciários ou fundiários. Além disso, o empregado precisa declarar ciência de que as simulações apresentadas no portal não representam expectativa de pagamento e que os valores dependem de regras, gatilhos e repasses definidos pela empresa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que mudou</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a apresentação feita pela Caixa, o modelo deixa de operar exclusivamente na lógica do “tudo ou nada” e passa a prever faixas intermediárias de &#8220;premiação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelas novas regras, a habilitação inicial passa a ser de 25% do valor da remuneração devida, desde que se atinja os marcos de liderança na dimensão Integridade do Alcance.Caixa e em pelo menos mais uma dimensão Core, além de CSAT e NS igual ou superior a 100.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a habilitação, o empregado passa a acumular percentuais de premiação conforme seu desempenho nas dimensões Core e nas demais dimensões do Alcance.Caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que um trabalhador poderá receber percentuais intermediários, mesmo sem atingir o nível máximo em todas as dimensões, situação que não ocorria no formato anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da mudança, as entidades observam que a estrutura continua baseada em uma série de condicionantes, gatilhos e classificações que tornam o programa complexo e de difícil compreensão para os empregados.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Críticas permanecem</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, as alterações anunciadas são resultado direto da mobilização dos trabalhadores e da pressão exercida pelas entidades representativas, mas ainda estão longe de resolver os principais problemas do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se houve mudanças, elas aconteceram porque os empregados se mobilizaram, denunciaram as injustiças do programa e cobraram a Caixa de forma permanente. Mas a principal crítica continua válida. O banco manteve critérios que podem excluir trabalhadores, mesmo quando eles contribuem efetivamente para os resultados da unidade. O reconhecimento não pode depender de indicadores que muitas vezes fogem ao controle do empregado”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe também criticou o momento escolhido pela empresa para anunciar as mudanças. “Não é razoável alterar regras de um programa dessa relevância quando o semestre já está praticamente encerrado. Isso gera insegurança, dificulta o acompanhamento dos resultados e compromete a transparência que deveria existir em qualquer política de remuneração variável”, acrescentou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Falta de transparência</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A representante da Fetec/CN e presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, destacou que a exigência de assinatura dos termos para acesso ao sistema amplia as preocupações sobre a condução do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É muito grave que o empregado seja obrigado a concordar integralmente com uma série de condições para simplesmente acessar informações sobre o seu desempenho. Transparência não pode ser tratada como concessão da empresa. O trabalhador tem o direito de saber como está sendo avaliado e como está sendo calculada sua remuneração variável”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Tatiana, o modelo continua excessivamente complexo. “A Caixa fala em simplificação, mas o que vemos é a manutenção de uma estrutura difícil de compreender, com vários gatilhos, módulos, dimensões e critérios que acabam dificultando o acompanhamento pelos empregados. Quanto mais complexo é o sistema, menor é a transparência”, observou. &#8220;Se a Caixa quer simplificar, basta implementar o &#8216;Vendeu, recebeu&#8217; que o movimento sindical defende&#8221;, acrescentou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Programa continua excludente</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para o diretor executivo da Contraf, Lívio Santos e Assis, o banco deixou de enfrentar a principal reclamação apresentada pelos trabalhadores desde o lançamento do Super Caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O problema central continua existindo. A categoria sempre defendeu que quem gera resultado precisa ser reconhecido. As alterações criam algumas faixas intermediárias, mas não eliminam mecanismos que continuam excluindo colegas que ajudaram a construir os resultados da unidade. A lógica do programa segue distante daquilo que os empregados reivindicam”, avaliou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também ressaltou que as mudanças foram anunciadas sem negociação prévia com as representações dos trabalhadores. “Mais uma vez a Caixa comunica decisões já tomadas e espera que os empregados simplesmente se adaptem às novas regras. Esse não é o caminho para construir um programa justo e legítimo.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mobilização continuará</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As entidades representativas dos empregados informaram que continuarão acompanhando a implementação das novas regras e cobrando mudanças que garantam maior transparência, previsibilidade e justiça no programa de remuneração variável da Caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2025, o Super Caixa tem sido alvo de críticas relacionadas à falta de transparência dos critérios, à utilização de indicadores considerados punitivos, à dificuldade de acompanhamento dos resultados durante o ciclo e à possibilidade de exclusão de trabalhadores que contribuíram para o desempenho das unidades, pautas que continuam presentes mesmo após as alterações anunciadas pelo banco.</p>
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