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	<title>Caixa negociar super caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Caixa negociar super caixa &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 14:01:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa negociar super caixa]]></category>
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					<description><![CDATA[Sindicatos defendem o princípio “vendeu, recebeu”, pagamento para todos os que contribuem com os resultados, regras transparentes e fim de indicadores que reduzem ou eliminam a premiação A representação sindical das empregadas e dos empregados da Caixa Econômica Federal reivindica que o Super Caixa e todos os programas que tenham impacto na renda do quadro [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Sindicatos defendem o princípio “vendeu, recebeu”, pagamento para todos os que contribuem com os resultados, regras transparentes e fim de indicadores que reduzem ou eliminam a premiação</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A representação sindical das empregadas e dos empregados da Caixa Econômica Federal reivindica que o Super Caixa e todos os programas que tenham impacto na renda do quadro de pessoal sejam negociados previamente com as entidades sindicais. A cobrança, que já vinha sendo feita desde a criação do programa, agora integra a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e tem como objetivo garantir critérios justos, transparentes e construídos com a participação de quem conhece a realidade do trabalho no banco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, o programa deve partir de duas premissas: o princípio “vendeu, recebeu” e o reconhecimento de que os resultados são construídos coletivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, quem comercializa produtos da Caixa Seguridade, Caixa Asset e de outras empresas do conglomerado contribui para gerar receitas para o banco. A reivindicação é que a comissão seja destinada diretamente aos empregados responsáveis pela comercialização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação ao bônus, hoje pago apenas para cargos gerenciais e de superintendência, a CEE defende que o reconhecimento não pode se limitar a quem aparece diretamente na venda. As equipes responsáveis pelo atendimento social, pelos serviços operacionais, pelo suporte administrativo e por outras atividades essenciais permitem que parte do quadro se dedique aos negócios. Todos contribuem para o resultado e, por isso, todos devem ter direito ao bônus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não existe resultado individual dentro de uma empresa com a dimensão e a responsabilidade social da Caixa. Enquanto alguns empregados comercializam produtos, outros atendem beneficiários de programas sociais, resolvem problemas operacionais, dão suporte às unidades e garantem que o banco funcione. O resultado é coletivo e precisa ser reconhecido dessa maneira”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Prêmio ou remuneração: impacto na renda é real</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Caixa sustenta que o Super Caixa é um programa de “premiação por liberalidade” e não uma forma de remuneração. O regulamento do primeiro semestre de 2026 registra expressamente essa classificação e afirma que os pagamentos não teriam natureza salarial. O documento condiciona ainda a existência da premiação à obtenção de lucro líquido contábil pelo banco no período de apuração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a representação dos trabalhadores, porém, a denominação escolhida pelo banco não elimina os efeitos concretos desses valores na renda e na organização financeira das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para quem trabalha, não importa o nome que a Caixa atribui ao pagamento. Esses valores interferem na renda, no orçamento familiar e na capacidade de planejamento dos empregados. Por isso, as regras não podem ser definidas unilateralmente, alteradas durante a apuração ou apresentadas somente depois que o trabalho já foi realizado”, ressaltou Luiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa vem sendo criticado desde sua implantação pela ausência de negociação coletiva, pela complexidade das regras e pela dificuldade de os trabalhadores preverem quanto, e até mesmo se receberão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Regras precisam ser conhecidas antes do ciclo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A CEE cobra que todas as regras sejam definidas e divulgadas antes do início do período de apuração. Os critérios não podem ser alterados durante o ciclo, e os empregados precisam ter acesso permanente às informações utilizadas para calcular sua habilitação, pontuação e pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A representação também reivindica mensuração objetiva e com grau de complexidade equivalente para os diferentes segmentos do banco, incluindo rede de atendimento, centralizadoras, áreas-meio e matriz. O empregado não pode ser submetido a indicadores sobre os quais não possui controle ou ser penalizado por problemas de sistemas, infraestrutura, dimensionamento de pessoal e decisões administrativas do próprio banco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O regulamento geral do primeiro semestre de 2026 condiciona a habilitação integral das unidades ao cumprimento simultâneo de requisitos no Alcance. Caixa e de resultados mínimos nos indicadores de Negócios Sustentáveis e satisfação dos clientes. Também estabelece que os valores apresentados no painel durante o ciclo são apenas preliminares e que o pagamento pode ocorrer em até 90 dias depois da divulgação do balanço e da formalização dos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as entidades, esse modelo reduz a previsibilidade e dificulta a conferência dos cálculos pelos empregados.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>“Vendeu, recebeu”</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No Bloco Sinergia, destinado à comercialização de produtos da Caixa Seguridade e da Caixa Asset, o regulamento prevê gatilhos, habilitadores, classificações e redutores que podem diminuir ou até eliminar o pagamento, mesmo quando houve venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No módulo Seguridade, por exemplo, empregados com resultado inferior a 71 pontos no indicador de Negócios Sustentáveis deixam de receber a premiação. Quem fica entre 71 e 94,99 pontos sofre redução de faixa, independentemente do resultado obtido no Time de Vendas. O regulamento também prevê limites individuais, redutores orçamentários e critérios relacionados ao momento em que a chamada FEE de premiação é repassada à Caixa pelas empresas de seguridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CEE reivindica a retirada dos indicadores de Negócios Sustentáveis e de satisfação dos clientes como redutores dos valores apurados. Para a representação, quem realizou a comercialização e gerou receita para o conglomerado precisa receber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vendeu, recebeu. É um princípio simples e justo. Não é aceitável que o empregado entregue o resultado e depois perca o pagamento por um indicador que depende de fatores externos, por uma falha operacional ou por uma regra modificada ao longo do programa”, afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Bloco Conexão, voltado principalmente a funções gerenciais das redes comerciais, também utiliza cálculos baseados em indicadores, medianas, faixas de classificação e multiplicadores. As regras preveem, ainda, redutor linear caso o valor total apurado ultrapasse o orçamento definido para o bloco.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Indicadores não podem virar instrumentos de punição</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para a CEE, indicadores como Negócios Sustentáveis e CSAT não podem transformar um programa apresentado como reconhecimento em um mecanismo de punição. Além de retirar renda, esse modelo intensifica a pressão por resultados e aumenta a insegurança, a competição interna e o risco de adoecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Problemas anteriores demonstram que os empregados podem ser prejudicados por situações que não dependem de seu desempenho. Em fevereiro, após cobranças das entidades, a Caixa precisou abrir a possibilidade de regularização de documentos pendentes em 656 unidades. A falha de registro afetava o indicador utilizado no Super Caixa e poderia deixar equipes inteiras sem pagamento, apesar do trabalho realizado e dos resultados entregues.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O programa deveria estimular a cooperação e reconhecer o esforço das equipes. Quando o banco utiliza indicadores pouco transparentes para reduzir ou zerar pagamentos, o efeito é o contrário: gera frustração, disputa interna e adoecimento. Precisamos de um modelo construído por meio do diálogo, que valorize as pessoas e não crie novas injustiças”, declarou Takemoto.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Resultados mostram contribuição dos empregados</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dados divulgados pela própria Caixa Seguridade reforçam a contribuição do quadro de pessoal. Em maio de 2026, os prêmios de seguros emitidos pelas empresas ligadas à Caixa cresceram 8,5% em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto o restante do mercado avançou 5,9%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o crescimento da Caixa foi de 8,3%, diante de 6,9% do mercado sem a instituição. O relatório mensal da Caixa Seguridade é elaborado com base nos dados públicos da Superintendência de Seguros Privados (Susep).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses números não aparecem sozinhos. São resultado do trabalho diário dos empregados, que atendem a população, orientam os clientes, comercializam produtos e sustentam o funcionamento do banco. É contraditório comemorar o crescimento dos negócios e, ao mesmo tempo, criar barreiras para reconhecer quem tornou esse crescimento possível”, observou Luiza.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Negociação é indispensável</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A cobrança por negociação do Super Caixa não é recente. Desde 2025, os sindicatos denunciam a falta de transparência e reivindicam que as regras sejam debatidas antes de sua implantação. Em abril de 2026, as entidades voltaram a cobrar respostas formais e defenderam a mesa de negociação como espaço para construir um programa que garanta pagamento pelo trabalho realizado.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O Sindicato continua defendendo:</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Negociação prévia de qualquer programa que gere renda; </li>



<li>Reconhecimento do trabalho coletivo; </li>



<li>Aplicação do princípio “vendeu, recebeu”; </li>



<li>Regras simples, objetivas e definidas antes da apuração; </li>



<li>Acesso permanente aos dados e às fórmulas de cálculo; </li>



<li>Proibição de mudanças durante o ciclo; </li>



<li>Retirada de redutores que penalizem quem entregou resultados; </li>



<li>Proteção da saúde e combate à pressão por metas abusivas.</li>
</ul>
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