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	<title>burnout no Brasil &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Classificação da OMS para síndrome de burnout passa a valer no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 13:25:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[burnout no Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 30% das pessoas ocupadas em território nacional sofrem com a doença de ordem mental Está em vigor no Brasil desde a primeira semana deste ano a mais recente Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das principais novidades do documento é a inclusão do&#160;burnout na lista de doenças [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-d139734ba696049443e9ba3b8f3af85a">Cerca de 30% das pessoas ocupadas em território nacional sofrem com a doença de ordem mental</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Está em vigor no Brasil desde a primeira semana deste ano a mais recente Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.who.int/pt/about" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>OMS</strong></a>). Uma das principais novidades do documento é a inclusão do&nbsp;burnout na lista de doenças ocupacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome causa sintomas como esgotamento físico e&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/atg/trabalho-e-saude-mental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>mental</strong></a>&nbsp;em decorrência de situações relativas ao trabalho. No Brasil, ela já era motivo de afastamentos e até mesmo aposentadoria com respaldo do INSS e da justiça. A adoção da classificação da OMS consolida o burnout como uma questão de saúde pública no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% das pessoas ocupadas em território nacional sofrem com a doença de ordem mental. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Já há algum tempo o aumento na frequência de afastamentos do trabalho vem sendo um tema do capitalismo internacional. A OMS e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), vêm apontando os transtornos mentais como um problema de risco no trabalho na atualidade”, afirma a professora e pesquisadora Cláudia Osório, da Universidade Federal Fluminense (UFF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista em psicologia e saúde de trabalhadores e trabalhadoras participou do mais recente episódio do podcast Repórter SUS. Na conversa, ela ressalta o peso do&nbsp;pensamento neoliberal e das dinâmicas do capitalismo&nbsp;nessa equação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O modo de pensar neoliberal do capitalismo é claramente responsável pelo aumento da frequência de depressão e burnout, principalmente. Mas temos também outras doenças (associadas a esse cenário), como infartos do miocárdio, casos de morte súbita nos corredores da empresa, suicídios de executivos na Europa em suas mesas de trabalho. Tudo isso está no mesmo pacote”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas palavras da professora, a gestão por metas — cada vez mais comuns nos ambientes de trabalho — tende a desconsiderar as condições reais da vida e do trabalho. “A tal da política de excelência coloca uma situação em que as pessoas estão sempre devendo em termos de bom desempenho no trabalho”, pontua.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como o burnout age</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os&nbsp;sintomas de burnout podem se manifestar de diversas formas&nbsp;e impactam a saúde física, emocional e social. Na lista de sinais que exigem atenção estão a sensação persistente de esgotamento e falta de energia, dificuldade de concentração, irritabilidade e ansiedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pessoas acometidas pela doença podem apresentar alterações no sono, como insônia ou sonolência excessiva, dores de cabeça frequentes, tensão muscular e problemas gastrointestinais. O desinteresse pelas atividades laborais e a perda de motivação também são comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos mais graves, o burnout pode levar à depressão, isolamento social e pensamentos suicidas. “Não é qualquer depressão, é um tipo muito específico; por isso, merece a diferenciação. Não são os ossos do ofício. Não é normal que o trabalho leve alguém a um ponto de esgotamento em que um fim de semana não te deixa descansado para retomar na segunda-feira”, alerta a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinismo também é um dos sintomas do burnout. Ele se manifesta em comportamentos de indiferença e descaso pelo trabalho. Com o tempo, essa situação pode levar a uma perda total de sentido na função exercida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essa é uma característica que pode até aumentar o preconceito, um tipo de depressão muito focado no trabalho. A pessoa pode ter ânimo para ir ao cinema, estar com a família, brincar com os filhos, e não ter ânimo para trabalhar. É um mecanismo de defesa para a pessoa não desmoronar de vez”, explica Cláudia Osório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista afirma que a&nbsp;solução para o problema&nbsp;está na garantia de participação de trabalhadores e trabalhadoras e na coletividade. Segundo ela, é necessário se pensar em novas relações de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma gestão mais participativa de fato — não por enquete, não por pesquisas de clima, mas sim participação de fato — é muito importante. Vemos sindicatos bem intencionados querendo proteger a saúde de seus trabalhadores e brigando por atendimento psicológico, terapia, psicoterapia. Muito mais importante é a mudança das normas de trabalho, do grau de participação dos trabalhadores, da possibilidade da existência de coletivos de trabalhadores fortes no dia a dia de trabalho”.</p>
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