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	<title>BTG Pactual &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>BTG Pactual &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Quanto ganham os CEOs dos maiores bancos do Brasil listados na B3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Aug 2024 08:58:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[CEO significa Chief Executive Officer ou diretor-executivo ou diretora-executiva. É o termo utilizado para definir a pessoa por trás da direção geral ou presidência da empresa, estando no topo da hierarquia empresarial Os CEOs de grandes empresas são geralmente referência quando o assunto é uma boa remuneração, até porque, além de salário, eles recebem outros [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f7bc835fe45936ef4d9ba0338e253434">CEO significa Chief Executive Officer ou diretor-executivo ou diretora-executiva. É o termo utilizado para definir a pessoa por trás da direção geral ou presidência da empresa, estando no topo da hierarquia empresarial</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os CEOs de grandes empresas são geralmente referência quando o assunto é uma boa remuneração, até porque, além de salário, eles recebem outros proventos como bônus, participação nos lucros ou outros benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso das lideranças de grandes bancos não seria diferente. Um deles está no topo do ranking das maiores remunerações entre CEOs de empresas de capital aberto no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista em Governança Corporativa Renato Chaves compartilhou um levantamento com os salários recebidos pelos CEOs dos maiores bancos listados na B3, a bolsa brasileira, em 2023. Eles variam de R$ 1 milhão a perto de R$ 70 milhões, conforme prestação de contas das instituições para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="609" height="205" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P.png" alt="" class="wp-image-56368" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P.png 609w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P-300x101.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P-150x50.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P-600x202.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozV1P-20x7.png 20w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Resultados</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os quatro maiores bancos brasileiros listados na B3 — Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander — alcançaram, no segundo trimestre de 2024, o maior lucro trimestral consolidado já registrado em valores nominais. Com um lucro total de R$ 26,8 bilhões, o desempenho superou o recorde anterior de R$ 26,1 bilhões, registrado no segundo trimestre de 2022. A média do lucro líquido entre 2010 e 2024 foi de aproximadamente R$ 15,78 bilhões.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="480" data-id="56369" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti.jpg" alt="" class="wp-image-56369" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti.jpg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti-300x188.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti-150x94.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti-600x375.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/AA1ozGti-20x13.jpg 20w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>
</figure>



<h4 class="wp-block-heading">Veja os 20 CEOs brasileiros mais bem pagos em 2023</h4>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="411" height="534" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/captura-de-tela-2024-07-05-193927.png" alt="" class="wp-image-56370" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/captura-de-tela-2024-07-05-193927.png 411w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/captura-de-tela-2024-07-05-193927-231x300.png 231w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/captura-de-tela-2024-07-05-193927-115x150.png 115w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/08/captura-de-tela-2024-07-05-193927-20x26.png 20w" sizes="(max-width: 411px) 100vw, 411px" /></figure>
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		<title>Cobranças indevidas estão entre maiores queixas de clientes bancários</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/cobrancas-indevidas-estao-entre-maiores-queixas-de-clientes-bancarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 08:27:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento foi divulgado pelo Banco Central As irregularidades relativas a cobranças indevidas, em duplicidade na fatura do cartão de crédito, compras não reconhecidas feitas com cartões clonados ou roubados, não reconhecimento de pagamento de fatura e não estorno na fatura ficaram entre as principais reclamações de clientes de bancos no primeiro trimestre de 2024, segundo [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-af0982b3a0a92b914f46918bbeeb87ca">Levantamento foi divulgado pelo Banco Central</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As irregularidades relativas a cobranças indevidas, em duplicidade na fatura do cartão de crédito, compras não reconhecidas feitas com cartões clonados ou roubados, não reconhecimento de pagamento de fatura e não estorno na fatura ficaram entre as principais reclamações de clientes de bancos no primeiro trimestre de 2024, segundo ranking divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Banco Central (BC). No total, o BC recebeu 1.892 reclamações julgadas procedentes, quando houve sinal de descumprimento de lei ou norma pela instituição financeira, relativas a esses itens. O BRB, Itaú e Inter foram os que mais receberam queixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, com 856, ficaram reclamações relacionadas ao não reconhecimento de débito automático autorizado pelo correntista, diferenças entre saques e depósitos realizados em caixa convencional, falha humana e resgate de investimentos sem autorizações dos clientes. Bradesco, Inter e Caixa Econômica Federal lideram o ranking de reclamações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O BC também informou que, no primeiro trimestre do ano, foram registradas 762 reclamações relacionadas a atrasos na liberação de crédito, cobrança de parcela já quitada ou em duplicidade, demora para devolver o valor de parcela cobrada indevidamente e divergência no valor ou quantidade de parcelas. A Caixa Econômica Federal, o Santander e o Bradesco foram os que mais receberam queixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já as reclamações por débito em conta não autorizado pelo cliente somaram 489 queixas. As irregularidades relativas à confiabilidade, segurança, a sigilo ou à legitimidade dos serviços relacionados a operações de crédito consignado resultaram em 477 reclamações. As reclamações sobre restrição à realização de portabilidade de operações de crédito consignado somaram 471.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais reclamações relacionadas ao Pix foram relativas a dificuldades para solicitar ou realizar a devolução de valores, ao bloqueio indevido de valores ou da própria conta em situações diversas das previstas nas regras do Pix e aos casos de demora ou falha no envio do Pix. O BC recebeu 546 reclamações julgadas procedentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os bancos, o Inter apareceu em primeiro lugar no ranking de reclamações das instituições financeiras. A instituição recebeu 741 reclamações julgadas procedentes. O Inter tem quase 31 milhões de clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência vem o BTG Pactual/Banco PAN, com 530 reclamações julgadas procedentes. O banco possui uma carteira de quase 24 milhões de clientes. O PagBank-PagSeguro, com 31 milhões de clientes, vem em terceiro. O Bradesco aparece na quarta posição e o Santander, em quinto. As instituições possuem 106 milhões e 67 milhões de clientes respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Caixa econômica Federal e o Banco do Brasil aparecem em oitavo e 14º lugares no ranking, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ranking é formado a partir das reclamações do público registradas nos canais de atendimento do Banco Central (BC): internet, correspondência, presencialmente ou por telefone (145).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos bancos comerciais, múltiplos, cooperativos, de investimentos, também participam do ranking as sociedades de crédito, financiamento e investimento, instituições de pagamento e administradoras de consórcio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as administradoras de consórcio, a Reserva Administradora de Consórcio apareceu em primeiro lugar no ranking. Na sequência, vem a Cooperativa Mista Roma e, em terceiro lugar, a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota enviada à Agência Brasil, o Inter, que aparece na primeira posição no ranking de reclamações, diz reitera o compromisso de respeito aos clientes e destaca que trabalha para garantir a eles a melhor experiência. &#8220;A instituição registra atualmente 85 pontos no Net Promoter Score (NPS), o que a coloca entre os maiores NPS do setor bancário e na zona de excelência. O índice mede o nível de satisfação dos clientes com os produtos e serviços e monitora toda a sua jornada na plataforma do Inter&#8221;, diz a nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Brasil tenta contato com os outros bancos que lideram o ranking do BC.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que os bancos lucram enquanto a economia afunda?</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/por-que-os-bancos-lucram-enquanto-a-economia-afunda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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					<description><![CDATA[No Brasil, bancos cobram as taxas de juros que querem porque não têm concorrência, e os banqueiros ditam as regras econômicas do país em benefício próprio Estamos atravessando a pior crise econômica de nossa história. Não se trata de um exagero retórico. Desde que o IBGE começou a calcular o PIB do Brasil nos anos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, bancos cobram as taxas de juros que querem porque não têm concorrência, e os banqueiros ditam as regras econômicas do país em benefício próprio</p>
<p>Estamos atravessando a pior crise econômica de nossa história. Não se trata de um exagero retórico. Desde que o IBGE começou a calcular o PIB do Brasil nos anos 1940, nunca havíamos tido dois anos consecutivos de queda na atividade, como vimos em 2015 e 2016, quando o produto nacional encolheu 3,8% e 3,6%, respectivamente. Também há precedente para a recuperação tão lenta da atividade econômica como a que vivemos agora. Há previsões de que o PIB per capita só voltará ao patamar observado em 2011 no ano 2023.</p>
<p> </p>
<p>Esses números se refletem no aumento da população em situação de rua, das pessoas vendendo água e pipoca nos sinais, no exército de jovens entregando comida de bicicleta, nos milhões de motoristas de aplicativos, como também na multidão de gente abandonando o país.</p>
<p> </p>
<p>Mas, no meio dessa tragédia, há quem esteja ganhando dinheiro vendendo lenço. Ou melhor, vendendo dinheiro. Entre abril e junho deste ano, Itaú, Bradesco e Santander, os três maiores bancos privados do país, lucraram R$ 17 bilhões, um crescimento de 17,6% em relação ao mesmo período do ano passado.</p>
<p> </p>
<p>As razões para esse resultado são diferentes para cada um dos três. Mas há fatores comuns que explicam o bom resultado do trio. O primeiro é a brutal concentração bancária existente no Brasil. Esses três gigantes privados, somados ao Banco do Brasil e Caixa Econômica, respondem por mais de 80% de todos os depósitos no país.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Sem concorrentes</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Não existe concorrência no setor bancário brasileiro, o que faz com que esses oligopolistas possam cobrar tarifas abusivas e spreads pornográficos. Em números: entre 2017 e 2019, as tarifas bancárias subiram em média 14%. Ou seja, apenas para fazer o serviço de guardar eletronicamente seu dinheiro sob custódia, os bancos brasileiros nos cobram valores nada insignificantes.</p>
<p> </p>
<p>Além disso, são verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. Enquanto a taxa Selic está em 5,5% ao ano, a taxa de juros cobradas no cheque especial e do cartão de crédito passa dos 300% ao ano, em média.</p>
<p> </p>
<p>Os bancos, então, captam dinheiro de duas formas: por meio dos depósitos que fazemos na conta corrente, os quais eles não pagam juros nenhum, e oferecendo aos emprestadores o pagamento de uma taxa de juros próxima a Selic.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://www.facebook.com/santosbancarios/" target="_blank">&gt;&gt; Acompanhe o Sindicato no Facebook</a></p>
<p> </p>
<p>Já a taxa que os bancos cobram de nós é determinada por diversos fatores, como os impostos que os bancos têm que pagar, a provisão feita para cobrir os empréstimos não pagos (inadimplência), o nível de atividade econômica etc. Enquanto a taxa de juros cobrada no cheque especial é de 300% ao ano, a dos empréstimos consignados em folha ou para financiamento de automóveis, cujo risco é menor, estão na casa dos 20% a 25% ao ano. Ainda assim uma taxa elevada.</p>
<p> </p>
<p>Nadando em dinheiro e em lágrimas de famílias e firmas endividadas, o presidente do Itaú, Cândido Bracher, disse recentemente: “É uma situação macroeconômica tão boa que eu nunca vi na minha carreira. Tem a questão fiscal, endereçada pela reforma da Previdência. Já a inflação está bem comportada e os juros estão estáveis há mais de um ano, com tendênica de queda. E não temos dependência externa já faz um tempo. E o desemprego está em 12%, o que significa que podemos crescer sem criar pressão inflacionária”.</p>
<p> </p>
<p>Bracher soa como seu xará, personagem de um romance de Voltaire, que acreditava que tudo sempre ia da melhor maneira possível. Mas enquanto o Cândido de Voltaire sofria em vida, Bracher se delicia com os brioches exclusivos da mais alta elite financeira.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>A porta giratória do mercado financeiro</strong></span></p>
<p> </p>
<p>A política de um país é determinada pelo poder de pressão dos diferentes grupos de interesse. Há o lobby das igrejas, dos servidores públicos, das indústrias, das empreiteiras, do agronegócio.</p>
<p> </p>
<p>São todos poderosos, mas nenhum chega perto das potências quase religiosas do “mercado”. Mercado que nada mais é que o somatório dos interesses e desejos das grandes empresas nacionais e estrangeiras do setor financeiro. O mercado é tão poderoso no Brasil que é o único lobby capaz de alterar os fundamentos econômicos do país para sinalizar sua repulsa ou seu amor por um candidato à presidente. Se o mercado aumenta as expectativas de inflação, de risco-país, de juros, de câmbio, ele sinaliza de modo claro à sociedade suas preferências políticas.</p>
<p> </p>
<p>O mercado busca agir como uma espécie de poder moderador, acima dos demais poderes e da população do país, determinando quem pode e quem não pode ser presidente. Além de sinalizar suas preferências, demanda que os seus interesses sejam governados por gente de sua mais estrita confiança. Como também é generoso, recebendo burocratas saídos de altos postos no governo em sua folha de pagamentos.</p>
<p> </p>
<p>Desde 1995, com o início do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil teve oito presidentes do Banco Central, o BC. Apenas dois deles – Gustavo Loyola e Alexandre Tombini – eram funcionários de carreira do Bacen –, todos os demais, eram homens paridos ou atraídos pelo “mercado”.</p>
<p> </p>
<p>Pérsio Arida foi o primeiro presidente do BC nesse período, ficando à frente da instituição durante apenas o primeiro semestre de 1995. Ele já havia sido diretor do BC durante o governo José Sarney, ao sair do cargo, tornou-se um dos vice-presidentes do Unibanco, então quarto maior banco do país. Ocupou essa oposição entre 1988 e 1993.</p>
<p> </p>
<p>Seu pedido de demissão da presidência do BC em 1995 foi justificado como de caráter “estritamente pessoal”. A Folha de S. Paulo reportava à época que Arida teria ficado “abalado com as acusações de que teria vazado informações a amigos antes de desvalorizar o real em relação ao dólar”. Dos “amigos”, falava-se de Fernão Bracher, então presidente do banco BBA. Tais denúncias contra Arida jamais foram comprovadas, mas parecem ter pesado na sua decisão de sair dos holofotes.</p>
<p> </p>
<p>No ano seguinte, o ex-presidente do BC tornou-se sócio do controverso Daniel Dantas na gestora de ativos Opportunity, que se envolveu em escândalos no processo de privatização da telefonia nacional. O nome de Arida apareceu nos processos da operação Satiagraha, a qual acabou tendo suas provas anuladas pelo STF em 2011.</p>
<p> </p>
<p>Em 2008, Arida se tornou sócio do BTG, futuro BTG Pactual, junto com André Esteves. Esteves seria preso em 2015, acusado de obstrução de justiça no âmbito da operação Lava Jato, e Arida tomou a frente do banco.</p>
<p> </p>
<p>Entre 1997 e 1999, Gustavo Franco foi o presidente do BC e só saiu quando o governo se viu obrigado a pôr fim ao sistema de câmbio (quase) fixo. No seu discurso de despedida, afirmou que estava retornando para a universidade. Mas ele decidiu, em 2000, abrir a Rio Bravo Investimentos, junto com dois ex-sócios do banco Pactual (futuro BTG Pactual), Cláudio Garcia de Souza e Paulo Bilyk.</p>
<p> </p>
<p>Em 2016, a Rio Bravo foi alvo da operação Greenfield da Polícia Federal por suspeita de gestão temerária e fraudulenta de recursos de fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e dos Correios (Postalis). Neste ano, a mesma operação pediu investigação sobre a “participação de funcionários e executivos da Rio Bravo” em outras operações, envolvendo um estaleiro.</p>
<p> </p>
<p>Gustavo Franco, hoje militante do partido Novo, o mais fiel auxiliar do PSL de Bolsonaro, foi indicado para presidir o conselho do BNDES, mostrando o quão próximas são as relações entre banqueiros privados e bancos públicos no Brasil. O Novo, aliás, nada mais é que o Partido dos Banqueiros do Brasil. Cansados de conversar com intermediários, com políticos profissionais dos grandes partidos, os banqueiros e ricaços resolveram criar um partido para chamar de seu.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se" target="_blank">&gt;&gt; Fortaleça suas Lutas, Sindicalize-se!</a></p>
<p> </p>
<p>Com a saída de Gustavo Franco, em janeiro de 1999, Francisco Lopes, pai intelectual do Plano Cruzado de 1986, assumiu a presidência. Assumiu mas não assumiu, pois sequer consta no rol dos ex-presidentes da instituição. Lopes foi acusado de ter feito operações em benefício dos bancos Marka, de propriedade de Salvatore Cacciola, e FonteCindam, que teriam custado ao Banco Central R$ 1,5 bilhão em valores da época. Além disso, o Banco Central era cliente de uma empresa de propriedade de Chico Lopes, chamada Macrométrica, desde 1996. Lopes acabou sendo preso em uma reunião de CPI, por se recusar a assinar um juramento. Em 2016, o processo chegou ao fim, por prescrição de prazo, inocentando todos os envolvidos no escândalo Marka-FonteCindam.</p>
<p> </p>
<p>Com a breve passagem de Lopes, Armínio Fraga assume a presidência do Bacen, que ocuparia até o final do governo FHC, em 31 de dezembro de 2002.</p>
<p> </p>
<p>Fraga era funcionário de George Soros havia seis anos, sendo um dos responsáveis pelo fundo de investimento Quantum Emerging Markets Growth Fund, de propriedade do bilionário húngaro. Vale lembrar que ao contrário de hoje, em que Soros é visto como um agente do socialismo global, àquela época ele era sinônimo de capitalismo-rentista-selvagem.</p>
<p> </p>
<p>Já de largada, Paul Krugman chegou a acusar Soros de ter recebido informações privilegiadas de Fraga, o que o teria feito ganhar alguns milhões com papéis brasileiros. Poucos dias depois, porém, o futuro prêmio Nobel se desculpou publicamente por suas ilações.</p>
<p> </p>
<p>Em 2003, Armínio Fraga se tornou sócio fundador da Gávea Investimentos, vendida em 2010 para o JP Morgan. Em 2015, Fraga recomprou sua empresa, que tinha em sua carteira àquela época mais de R$ 16 bilhões sob sua gestão.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O mercado domou até Lula</strong></span></p>
<p> </p>
<p>O “mercado” não queria Lula presidente. Basta olhar para o comportamento das variáveis econômicas a partir de meados de 2002. Mas Lula venceu. Sabendo ser impossível governar contra o “mercado”, o PT decidiu “beijar a cruz da ortodoxia”, como diziam os esquerdistas mais pueris à época. Lula escolheu Henrique Meirelles, que havia sido eleito deputado pelo PSDB e havia ocupado cargos elevados no Bank Boston. A frente do Bacen, Meirelles recebia US$ 750 mil anuais de seu antigo empregador, a título de “aposentadoria”.</p>
<p> </p>
<p>No governo Temer, BC foi presidido por Ilan Goldfajn, que, entre 2009 e 2016, foi economista-chefe do Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil. Ilan também foi sócio da Gávea Investimentos de Armínio Fraga entre 2003 e 2006.</p>
<p> </p>
<p>Agora, já na gestão Bolsonaro, o presidente do Banco Central é Roberto Campos Neto, descendente do ex-presidente do BNDESe do ex-ministro do Planejamento Roberto de Oliveira Campos. Neto foi funcionário por quase duas décadas do banco Santander, tendo sido antes funcionário do banco Bozano Simonsen, fundado pelo colega de seu avô, Mário Henrique Simonsen, que foi presidente do Banco Central e ministro da Fazenda e do Planejamento durante a ditadura militar. Uma evidência anedótica sobre como a escada para o sucesso é rolante quando se tem “pedigree”.</p>
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<p>O atual ministro da Economia, Paulo Guedes, é outra figura egressa do “mercado”. Em 1983, Guedes foi um dos fundadores do banco Pactual. Trabalhou também na gestora de ativos JGP Nextar Fund, investigada pela CVM e por uso de informações privilegiadas. Guedes é investigado por suspeita de gestão temerária e fraudulenta de recursos de fundos de pensão, algo que teria girado na casa de R$ 1 bilhão.</p>
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<p>Paulo Guedes quer ser uma mãe para seus colegas de “mercado” e não tem pudores em esconder isso. Na sua proposta de reforma da previdência, que acabou derrotada, previa-se a implementação do sistema de capitalização no Brasil. Isso significaria que bilhões de reais de contribuição previdenciária deixariam de cair no caixa do Tesouro para irrigar o mercado financeiro brasileiro.</p>
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<p>Num evento realizado pela XP Investimento, de quem o Itaú é dono de 49,99% das ações, disse: “no sistema de capitalização, esses recursos (das contribuições previdenciárias) teriam uma XP previdência que ia captar recursos no Brasil inteiro, aplicar esses recursos”.</p>
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<p>A capitalização não saiu, mas a promessa era suculenta. Não é de graça que Guedes foi tratado como rockstar pelos participantes daquele granapalooza. As promessas de privatização também deixam o “mercado” com os pelos eriçados. A venda da BR Distribuidora, de quase R$ 10 bilhões, foi o maior negócio da bolsa brasileira desde 2015.</p>
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<p>E quem comprou a BR Distribuidora? Empresas como Itaú, XP, Santander, Credit Suisse, JP Morgan… Gente daquela mesma turma que chamava Deltan Dallagnol para uma reunião secreta para discutir os rumos do país e das eleições.</p>
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<p>O fato é que os bancos mandam no país. Seus representantes são escolhidos para gerir a política monetária, e os gestores de política monetária são escolhidos para entrar nas folhas de pagamento dos bancos, em uma cobiçada porta giratória BC-mercado, que fez com que todos os envolvidos se tornassem ricaços.</p>
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<p>Trata-se de um pequeno comitê de iluminados que se revezam no controle da política monetária brasileira e gestão dos bancos privados, numa relação promíscua que diz muito sobre nossa institucionalidade. É um jogo de ricos. A nós nos resta pagar as parcelas da fatura do cartão de crédito e rezar para não cair no cheque-especial.</p>
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<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whatsapp do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e nome</strong></em></p>
<p>Fonte: The Intercept Brasil<br />Escrito por: Alexandre Andrada</p>
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