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	<title>Brics &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Brics &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Brics acelera criação de ‘Pix Global’ para países-membros e aumenta tensão com EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Aug 2025 07:41:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema Brics Pay promete reduzir a dependência do dólar nas transações entre países do bloco. O Brics está acelerando a implementação do Brics Pay, um sistema de liquidação financeira que promete reduzir a dependência do dólar nas transações entre países do bloco — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2f0955cc24a5e61c0568a29ed058e220">O sistema Brics Pay promete reduzir a dependência do dólar nas transações entre países do bloco.</h4>



<p>O Brics está acelerando a implementação do Brics Pay, um sistema de liquidação financeira que promete reduzir a dependência do dólar nas transações entre países do bloco — formado por <a href="https://www.gov.br/pt-br" data-type="link" data-id="https://www.gov.br/pt-br">Brasil</a>, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos integrantes como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.</p>



<p>O projeto, apelidado de “Pix Global”, permitirá transferências rápidas, com menor custo e risco, entre os países-membros. Embora não se trate de uma moeda única, a iniciativa prevê o uso de tecnologias como blockchain, QR codes, carteiras digitais e canais de comunicação entre bancos centrais para agilizar e baratear as operações.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="628" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-1024x628.webp" alt="" class="wp-image-63302" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-1024x628.webp 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-300x184.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-150x92.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-768x471.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-1100x675.webp 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-600x368.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2-20x12.webp 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-2.webp 1467w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Na 16ª Cúpula do bloco, realizada em outubro de 2024, na Rússia, o avanço do sistema foi destacado como parte de uma estratégia de integração econômica e de fortalecimento da autonomia financeira. O ponto central, porém, preocupa Washington: as transações poderão ser feitas sem a intermediação do dólar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Trump e os Brics</h4>



<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já se manifestou contra iniciativas do tipo, classificando o Brics como “grupo antiamericano” e ameaçando impor tarifas de 10% sobre importações de países alinhados ao bloco. O governo norte-americano também elevou para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros e abriu investigação sobre o Pix, acusando-o de discriminar empresas dos EUA.</p>



<p>Para Trump, reduzir o papel do dólar no comércio internacional representa risco direto à supremacia econômica norte-americana. Especialistas apontam que a disputa em torno do Brics Pay é mais um capítulo da crescente rivalidade entre potências emergentes e os EUA no tabuleiro geopolítico global.</p>
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		<title>China reafirma apoio ao Brasil e condena tarifas americanas</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/china-reafirma-apoio-ao-brasil-e-condena-tarifas-americanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 08:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Wang Yi ligou para Celso Amorim, defendeu a soberania brasileira e propôs ampliar parceria estratégica em reação às sanções econômicas impostas por Trump. No dia (6/8) em que entraram em vigor as tarifas norte-americanas de 50% contra produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, a China manifestou seu apoio ao Brasil; Em conversa telefônica com [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4110405c03ef6cff573fdca6c0e85061">Wang Yi ligou para Celso Amorim, defendeu a soberania brasileira e propôs ampliar parceria estratégica em reação às sanções econômicas impostas por Trump.</h4>



<p>No dia (6/8) em que entraram em vigor as tarifas norte-americanas de 50% contra produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, a China manifestou seu apoio ao Brasil;</p>



<p>Em conversa telefônica com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, o chanceler chinês Wang Yi condenou o uso de medidas coercitivas como forma de pressão política e afirmou que Pequim se opõe à “interferência externa injustificada” nos assuntos internos brasileiros.</p>



<p>Segundo ele, o governo chinês apoia firmemente a defesa da soberania, dos interesses e do direito ao desenvolvimento do Brasil.</p>



<p>Wang classificou o tarifaço norte-americano como um comportamento de intimidação e reiterou que a China se manterá ao lado do Brasil na proteção de seus direitos.</p>



<p>A ligação entre os dois representantes ocorre no mesmo dia em que as sobretaxas de Trump entram oficialmente em vigor, afetando produtos estratégicos da pauta exportadora brasileira.</p>



<p>Para o chanceler chinês, “a dignidade nacional deve ser preservada” e medidas discriminatórias como as impostas pelos EUA “minam a ordem internacional e violam os princípios da Carta das Nações Unidas”.</p>



<p>Além de reiterar o apoio à autonomia brasileira diante das tarifas norte-americanas, Wang Yi defendeu o aprofundamento da parceria estratégica entre China e Brasil. Segundo ele, os dois países devem intensificar a coordenação bilateral nas áreas de comércio, finanças e política externa, consolidando uma relação de “apoio mútuo” entre as maiores economias em desenvolvimento de seus respectivos continentes.</p>



<p>O chanceler afirmou que os governos do presidente Lula e do presidente Xi Jinping constroem juntos uma “comunidade com futuro compartilhado”, pautada na multipolaridade, na defesa da justiça internacional e no respeito à soberania dos povos.</p>



<p>Celso Amorim, por sua vez, destacou o compromisso do governo brasileiro com o fortalecimento dos Brics e com a articulação dos países do Sul Global como eixo estratégico de um mundo mais equilibrado.</p>



<p>O assessor do presidente Lula também reafirmou a disposição do Brasil em ampliar os laços de cooperação com a China diante dos desafios impostos por medidas unilaterais, como as tarifas discriminatórias aplicadas pelos Estados Unidos.</p>



<p>Para Amorim, o aprofundamento da aliança sino-brasileira é essencial para defender a soberania nacional e promover o desenvolvimento com justiça social.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ofensiva tarifária dos EUA e solidariedade da China</h4>



<p>As novas tarifas contra o Brasil foram anunciadas por Donald Trump em julho, dentro de um pacote de sanções unilaterais que também atingiu países como Índia, México, Vietnã e Alemanha. No entanto, o Brasil foi o mais penalizado, com taxas de até 50% sobre produtos estratégicos como aço, café, celulose e suco de laranja.</p>



<p>A justificativa apresentada por Trump teve forte teor político: ele condicionou o fim das tarifas à suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal, classificando o processo como uma “caça às bruxas” que deveria parar “imediatamente”.</p>



<p>Desde o anúncio do tarifaço, a China foi um dos primeiros países a se posicionar em defesa do Brasil. No final de julho, a porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, já havia declarado que “as tarifas não devem ser utilizadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência”.</p>



<p>A fala foi acompanhada por uma nota do próprio chanceler Wang Yi, alertando que tais medidas minam a ordem internacional baseada em regras e violam os princípios da Carta da ONU.</p>



<p>A postura de Pequim também reflete sua própria disputa tarifária com Washington. Desde abril, os dois países travam uma guerra comercial que já envolveu sucessivas rodadas de retaliação.</p>



<p>Enquanto governos europeus buscaram acordos parciais com os EUA, a China adotou uma resposta firme, elevando tarifas sobre produtos norte-americanos e denunciando o protecionismo como ameaça à estabilidade global.</p>



<p>Neste contexto, a aliança com o Brasil ganha novo peso, projetando os dois países como defensores da multipolaridade e da resistência do Sul Global às imposições unilaterais das potências ocidentais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia Mais <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/lula-diz-que-vai-buscar-brics-em-busca-de-acao-coordenada-sobre-tarifaco/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/lula-diz-que-vai-buscar-brics-em-busca-de-acao-coordenada-sobre-tarifaco/">Lula diz que vai buscar Brics em busca de ação coordenada sobre tarifaço</a></h4>
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		<item>
		<title>Lula diz que vai buscar Brics em busca de ação coordenada sobre tarifaço</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/lula-diz-que-vai-buscar-brics-em-busca-de-acao-coordenada-sobre-tarifaco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 07:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil x eua]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista, presidente diz que ainda não há disposição real de Donald Trump para o diálogo direto e franco. Lula voltou a afirmar que Governo vai apoiar empresas nacionais e seus trabalhadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na última quarta-feira (6/8) que vai conversar com os representantes dos países que integram o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6ad52e9672d1422e623fcd8832407f13">Em entrevista, presidente diz que ainda não há disposição real de Donald Trump para o diálogo direto e franco. Lula voltou a afirmar que Governo vai apoiar empresas nacionais e seus trabalhadores.</h4>



<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na última quarta-feira (6/8) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países. Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.</p>



<p>&#8220;Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão&#8221;, disse Lula, lembrando que o Brics tem 10 países no G20, o grupo que reúne vinte das maiores economias do mundo.</p>



<p>No Brasil, entraram em vigor quarta-feira (6/8) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Prioridades</h4>



<p>Segundo Lula, a prioridade do governo brasileiro, neste momento, é ajudar as empresas brasileiras a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos. O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira.</p>



<p>&#8220;Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas e ajudar essas empresas a encontrar novos mercados para seus produtos&#8221;, disse. &#8220;E temos preocupação de conversar com os empresários norte-americanos a brigar com o presidente Trump para que ele possa flexibilizar isso [as tarifas]&#8221;, completou Lula.</p>



<p>Lula ressaltou que não vê abertura para uma conversa direta com Trump neste momento, após ser questionado pela Reuters sobre a razão de ainda não ter telefonado para o presidente dos Estados Unidos.</p>



<p>“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula.</p>



<p>Lula ainda destacou que os negociadores brasileiros estão em contato permanente com as equipes oficiais do governo norte-americano. E que já houve 10 reuniões desde maio. O presidente brasileiro reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”.</p>



<p>“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”.</p>



<p>Sobre o tema, Lula acrescentou que aplicar tarifas sobre produtos feitos nos Estados Unidos produziria impactos negativos sobre os empregos naquele país e isso, segundo o presidente brasileiro, não ajudaria. Lula disse querer dar exemplo a Trump.</p>



<p>O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma &#8220;totalmente autoritária&#8221;. “Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Taxação abusiva não leva a lugar nenhum</h4>



<p>&#8220;Você sabe por que eu entrei no sindicato? Porque um trabalhador sozinho, fazer negociação com a Mercedes, com a Ford, com a General Motors, o acordo sempre será um acordo mau para o trabalhador e bom para o empresário. Então, eu resolvi fortalecer o sindicato para que coletivamente a gente negociasse&#8221;, disse Lula.</p>



<p>O líder brasileiro avalia que o presidente Trump quer acabar com o multilateralismo, em que os acordos se dão coletivamente em uma instituição, e quer criar o unilateralismo, em que ele negocia sozinho com outro país. &#8220;Então, qual é o poder de negociação que tem um país pequeno como os Estados Unidos e a América do Norte? Nenhum&#8221;, questiona.</p>



<p>&#8220;Então, o que nós queremos é apenas mostrar o seguinte. Taxação abusiva não leva a lugar nenhum. As coisas vão ficar mais caras para o povo brasileiro. As coisas vão ficar mais caras para o povo americano. As coisas vão ficar mais caras para o mundo.&#8221;</p>



<p>Lula não descartou um futuro telefonema, mas disse acreditar que isso pode e deve ocorrer apenas em condições objetivas mais favoráveis, quando Trump estiver dando sinais consistentes de que quer negociação séria. E essas condições passam, segundo Lula, pelo fim da intromissão estadunidense na política interna do Brasil.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Intromissão</h4>



<p>O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco”. “Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.</p>



<p>“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”. Lula também ressaltou que já houve intervenção dos Estados Unidos no golpe civil-militar de 1964.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Traição à Pátria</h4>



<p>Sobre a motivação explícita de Trump de interromper o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, Lula foi enfático ao repetir que não há negociação em torno deste tema. Lula disse que tanto o ex-presidente quanto seu filho, Eduardo, deveriam ser objeto de novos processos, por motivo de &#8220;traição à pátria&#8221;.</p>



<p>&#8220;Esse cidadão não estava preparado para disputar eleições e perder. Ele tinha o comportamento de um ditador, ele queria se perpetuar no poder, só que tem um problema, tem que perguntar para o povo, sabe, o povo é que decide, quer ou não quer, e o povo não quis&#8221;, argumentou Lula.</p>



<p>E acrescentou: &#8220;Eu acho que ele deveria ser julgado por mais processo, porque o que ele está fazendo agora, insuflando os Estados Unidos contra o Brasil, causando prejuízo à economia brasileira, causando prejuízo aos trabalhadores brasileiros, ele e o filho dele deveriam ter outro processo e ser condenado como traidor da Pátria. Traidor da pátria, isso é o que ele é, porque não tem precedente na história um presidente da República e um filho que é deputado ir para os Estados Unidos para insuflar os Estados Unidos contra o Brasil. Isso nunca existiu na história, eu acho que de nenhum país do mundo&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Big techs</h4>



<p>O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs.</p>



<p>“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cúpula do Brics tem plenária principal nesta quarta-feira</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/cupula-do-brics-tem-plenaria-principal-nesta-quarta-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2023 12:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[China e África do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[Bloco discute adesão de novos países e moeda comum A 15ª Cúpula dos Chefes de Estado do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, chega nesta quarta-feira (23) ao segundo dia, com a realização da plenária principal entre os chefes de Estado presentes ao encontro, em Joanesburgo, capital sul-africana. Na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Bloco discute adesão de novos países e moeda comum</h4>



<p></p>



<p>A 15ª Cúpula dos Chefes de Estado do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, chega nesta quarta-feira (23) ao segundo dia, com a realização da plenária principal entre os chefes de Estado presentes ao encontro, em Joanesburgo, capital sul-africana. Na ocasião, cada um dos líderes fará um discurso. O encontro ocorre às 10h (horário local), 5h em&nbsp;Brasília.</p>



<p>Esta é a primeira reunião do grupo realizada de forma presencial desde o início da pandemia de covid-19. Dos países do bloco, estão presencialmente os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Xi Jinping (China), e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de forma remota.</p>



<p>Entre as questões que devem ser abordadas durante a plenária está a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2023-08/adesao-de-novos-paises-e-integracao-economica-estao-na-agenda-do-brics" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>expansão do Brics</strong></a>. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, ao menos 22 países já manifestaram formalmente interesse em integrar o Brics. A lista inclui&nbsp;Argentina, Arábia Saudita e Irã. Outro tema chave dessa cúpula é o uso de moedas locais para transações comerciais entre os países do bloco.</p>



<p>A partir das 6h horas, pelo horário de Brasília, a cúpula prossegue com uma plenária ampliada, quando cerca de 40 países convidados, em sua maioria chefes de Estado e de governo de nações interessadas em ingressar no bloco, procedentes&nbsp;da África, da América do Sul, do Caribe e da Ásia, deverão participar. Nesta&nbsp;quinta-feira (24), último dia da cúpula, estão previstas duas sessões de diálogo de países amigos do&nbsp;Brics, que incluem iniciativas de projeto de cooperação envolvendo nações&nbsp;do continente africano (Brics-Africa Outreach) e de outras regiões do planeta (Brics&nbsp;Plus).</p>



<p>Em seu primeiro dia na cúpula, nesta terça-feira (22), o presidente Lula participou da abertura do Fórum Empresarial, ao lado dos líderes da Índia e África do Sul. Durante o evento, ele citou que o novo&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2023-08/lula-diz-que-pac-e-oportunidade-de-investimento-para-paises-do-brics" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Programa de Aceleração do Crescimento</strong></a>&nbsp;(PAC), lançando pelo governo brasileiro, deve movimentar um total de US$ 340 bilhões e gerar oportunidades para os países do bloco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Angola e São Tomé e Príncipe</h4>



<p>Após a Cúpula do&nbsp;Brics, nos dias 25 e 26 de agosto, Lula viaja para a capital de Angola, Luanda, onde será recebido pelo presidente João Lourenço, com quem terá reunião privada e outra ampliada no primeiro dia da visita. A cooperação bilateral e o reforço das ligações históricas serão os principais temas da visita.&nbsp;</p>



<p>Lula também vai participar, na&nbsp;Assembleia Nacional de Angola, de um seminário, onde falará sobre projeto no vale do Cunene, e de um evento empresarial que deverá ter a presença de cerca de 60 empresários brasileiros. Além disso, estão previstas as assinaturas de atos e memorandos nas áreas de agricultura, processamento de dados, saúde e educação.</p>



<p>No domingo (27), o presidente irá a São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, para participar da 14ª Conferência de Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade que tem como membros Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. E seguida, ele retorna ao Brasil.</p>
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		<item>
		<title>Brics recebem 19 pedidos de filiação em 2023</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/brics-recebem-19-pedidos-de-filiacao-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 13:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Entrar no Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Países no Brics]]></category>
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					<description><![CDATA[A última vez que um novo país entrou no grupo foi a África do Sul em 2010 O grupo dos Brics (sigla das iniciais em inglês do grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) recebeu 19 pedidos para novos membros, disse a representante da África do Sul para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">A última vez que um novo país entrou no grupo foi a África do Sul em 2010</h4>



<p></p>



<p>O grupo dos Brics (sigla das iniciais em inglês do grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) recebeu 19 pedidos para novos membros, disse a representante da África do Sul para o grupo, Anil Sooklal, segundo a mídia local.</p>



<p>A fala aconteceu em encontro de representantes dos países membros dos Brics com enviados especiais responsáveis pelo Oriente Médio e Norte da África na Cidade do Cabo. Segundo Sooklal, treze países fizeram pedidos formais para entrar no grupo, enquanto outros seis fizeram consultas informais sobre o assunto.</p>



<p>Sooklal disse que Arábia Saudita e Irã são alguns dos países que pediram para integrar o grupo.</p>



<p>Os ministros de Relações Exteriores dos países-membros irão se reunir nos dias 2 e 3 de julho na África do Sul para discutir a admissão de novos países. A última vez que um novo país entrou no grupo foi a África do Sul em 2010.</p>
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		<title>Dilma Rousseff é confirmada nova presidente do banco dos Brics</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/dilma-rousseff-e-confirmada-nova-presidente-do-banco-dos-brics/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 11:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma presidente do Brics]]></category>
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					<description><![CDATA[Ex-presidente da República foi indicada por Lula ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, teve nome aprovado por comitê da instituição. Mandato vai até julho de 2025 A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) foi oficializada, sexta-feira (24), no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Ex-presidente da República foi indicada por Lula ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, teve nome aprovado por comitê da instituição. Mandato vai até julho de 2025</h4>



<p>A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) foi oficializada, sexta-feira (24), no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics.</p>



<p>Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma contou também com aval dos ministros de Economia da China, Rússia, Índia e África do Sul que, juntamente com o Brasil, compõem o bloco que reúne as maiores economias emergentes do mundo.&nbsp;O mandato vai até julho de 2025.</p>



<p>A presidenta vai substituir o diplomata Marcos Troyjo, que estava à frente do NBD desde 2020, por indicação do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).</p>



<p>O Banco dos Brics tem sede no país, na cidade de Xangai. Ele foi criado em 2015, quando seu vice-presidente foi o economista Paulo Nogueira Batista Jr. O objetivo é servir como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, instituições controladas por norte-americanos e europeus.</p>



<p>Assim, o NBD provê financiamento e assistência técnica para projetos de desenvolvimento para os integrantes dos Brics e demais países em desenvolvimento.</p>



<p>Em 2013, quando era presidente do Brasil, durante cúpula dos Brics na África do Sul, Dilma ressaltou as afinidades que unem os países do bloco. Aos 75 anos, a também economista e ex-ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil terá a oportunidade de ampliar a inserção internacional da instituição.</p>



<p><strong>Desafios do novo mandato</strong></p>



<p>Desde 2002, o Brasil teve nove projetos aprovados no NBD, totalizando R$ 4,4 bilhões em&nbsp;empréstimos. O maior valor, de R$ 1,2 bilhões foi para o projeto de Infraestrutura Sustentável do BNDES.</p>



<p>O banco repassa o recurso para financiar obras de mobilidade urbana, energia renovável, saneamento e transporte, tanto do setor público como da iniciativa privada. Com Dilma à frente, a expectativa é que os empréstimos ao Brasil aumentem.</p>



<p>A nova gestão também deve reforçar as relações do Brasil com a China, maior credor do Banco dos Brics. E&nbsp;Dilma terá como desafios impulsionar projetos ligados ao meio ambiente e driblar o impacto geopolítico das retaliações ocidentais à Rússia.</p>



<p></p>
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		<title>Taxar grandes fortunas é tarefa imensa do governo Lula, diz Elias Jabbour</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/taxar-grandes-fortunas-e-tarefa-imensa-do-governo-lula-diz-elias-jabbour/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2022 12:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Elias Jabbour]]></category>
		<category><![CDATA[Taxar os ricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Professor de Ciências Econômicas da UERJ explica que debate sobre reformas deve acontecer &#8220;com o país crescendo 5%&#8221; O novo governo de&#160;Luiz Inácio Lula da Silva&#160;(PT) ainda nem começou e a disputa entre liberais e desenvolvimentistas já tomou o país. Enquanto emissários do “mercado” criticam gastos sociais, membros da gestão Lula tentam dar fôlego a [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Professor de Ciências Econômicas da UERJ explica que debate sobre reformas deve acontecer &#8220;com o país crescendo 5%&#8221;</h4>



<p></p>



<p>O novo governo de&nbsp;Luiz Inácio Lula da Silva&nbsp;(PT) ainda nem começou e a disputa entre liberais e desenvolvimentistas já tomou o país. Enquanto emissários do “mercado” criticam gastos sociais, membros da gestão Lula tentam dar fôlego a promessas feitas durante a campanha, como o Bolsa Família no valor de R$ 600 e a valorização real do salário mínimo.</p>



<p>Na última semana, Fernando Haddad (PT), novo ministro da Fazenda, deu declarações de que foi incumbido por Lula para levar adiante uma missão: colocar os pobres no orçamento e os ricos no imposto de renda.</p>



<p>A tarefa, no entanto, será “imensa”, segundo o geógrafo Elias Khalil Jabbour. Com as declarações, afirma Jabbour, “Lula está tentando explicar que colocar os ricos no imposto de renda não é buscar equilíbrio fiscal, mas buscar uma menor desigualdade social no Brasil”.&nbsp;</p>



<p>“Até porque, todo mundo que estuda economia sabe que&nbsp;o financiamento do investimento de grandes empreendimentos no Brasil, que serão necessários para os próximos anos, não virá dessa redistribuição de renda, mas sim de bancos públicos, de outras fontes que não são orçamentárias”, completa Jabbour, professor de Ciências Econômicas da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).</p>



<p>Convidado desta semana no&nbsp;BDF Entrevista, Jabbour explica que “o Brasil é um país tão atrasado do ponto de vista do pensamento das suas classes dominantes&nbsp;que o fato delas se imaginarem sendo taxadas pelos seus ganhos, lucros e dividendos&nbsp;já causa um horror estranho”.</p>



<p>“Isso é um&nbsp;case&nbsp;brasileiro porque, por exemplo, na Europa, a taxação de grandes fortunas é uma realidade. Nos Estados Unidos, que é o país onde todos eles se inspiram enquanto sociedade, enquanto modelo de sociedade, a herança, por exemplo, é taxada em 40%. Aqui é 4%.”</p>



<p>Outro tema que deve bater às portas logo que o novo governo assuma o Palácio do Planalto é a agenda de reformas. Segundo Jabbour, este não é o momento de se discutir reformas como a trabalhista e previdenciária, por exemplo.</p>



<p>“Eu não tenho nenhum problema em discutir equilíbrio fiscal, em discutir reforma trabalhista, discutir reforma previdenciária, desde que o país esteja crescendo 4%, 5% ao ano, e com uma taxa de investimento de 20%, 25%. Por quê? Porque você discute essas questões em um momento em que a classe trabalhadora está numa situação de barganha maior do que a atual”, explica o professor.</p>



<p>“Qualquer reforma no sentido de mudar algum marco institucional na economia brasileira, e que leva, inclusive, a mudança da dinâmica de acumulação, ela sempre será prejudicial à classe trabalhadora quando estamos em um estado que tem de 10% a 12% de desempregados, fora os 56 milhões de pessoas que estão pra lá e pra cá pra vender o almoço e comprar a janta”, completa.</p>



<p>Na conversa, o geógrafo fala ainda sobre a relação do Brasil com os BRICs (bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o fortalecimento do Mercosul e dos países da América Latina durante o governo Lula e sobre a posição da China em um novo mundo multipolar.</p>



<p>“Os Estados Unidos, em dez anos, construíram uma capacidade de isolar a China de suas exportações e importações no mar do sul da China, construiu uma força militar suficiente para bloquear a China naquela região. Então, quando a gente fala que a China está se tornando mais agressiva, passa essa imagem de que tem porta-aviões dos chineses no golfo do México, o que não é verdade”, explica.</p>



<p>“O que existe é que a China está cercada por bases militares americanas e que existe uma ingerência direta dos Estados Unidos nos seus assuntos internos, seja Hong Kong, seja Taiwan. Os americanos não param de vender armas para Taiwan e hoje fala-se abertamente, nos círculos do imperialismo, que os americanos podem intervir em uma eventual invasão da China sobre Taiwan”, afirma o professor.</p>



<p><strong>Confira a entrevista na íntegra:</strong></p>



<p><strong>Brasil de Fato: O governo Lula já começa a tomar corpo. O Fernando Haddad foi escolhido para o Ministério da Fazenda e, óbvio, gerou reações do mercado. Ele, inclusive, chegou a comentar nos últimos dias que recebeu uma missão do Lula, de colocar os pobres no orçamento e de colocar os ricos no imposto de renda. Qual é o tamanho dessa tarefa?</strong></p>



<p><strong>Elias Khalil Jabbour:&nbsp;</strong>É imensa. No sábado retrasado, um dos principais economistas do campo neoliberal no Brasil, o Marcos Lisboa, fez uma robusta matéria na&nbsp;Folha de São Paulo, explicando porque a taxação de grandes fortunas não iria dar os resultados fiscais esperados no Brasil.</p>



<p>A grande questão que eu vejo é que, se nós entrarmos nessa discussão de que nós vamos usar a taxação de grandes fortunas como forma de buscar equilíbrio fiscal, nós perdemos a discussão. Eu acho que o nosso foco deve ser o que o Lula está tentando fazer e explicar que colocar os ricos no imposto de renda não é buscar equilíbrio fiscal, mas buscar uma menor desigualdade social no Brasil.</p>



<p>Até porque, todo mundo que estuda economia sabe que&nbsp;o financiamento do investimento de grandes empreendimentos no Brasil, que serão necessários para os próximos anos, não virá dessa redistribuição de renda, mas sim de bancos públicos, de outras fontes que não são orçamentárias.&nbsp;</p>



<p>Agora, o Brasil é um país tão atrasado do ponto de vista do pensamento das suas classes dominantes&nbsp;que o fato delas se imaginarem sendo taxadas pelos seus ganhos, lucros e dividendos&nbsp;já causa um horror estranho. E isso é um&nbsp;case&nbsp;brasileiro, porque, por exemplo, na Europa, a taxação de grandes fortunas é uma realidade. Nos Estados Unidos, que é o país onde todos eles se inspiram enquanto sociedade, enquanto modelo de sociedade, a herança, por exemplo, é taxada em 40%. Aqui é 4%.</p>



<p>Teve até uma época que, quando o Brasil estava para entrar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) &#8211; ainda bem que não aconteceu isso -, a deputada federal Carla Zambelli (PL) foi brincar conosco: “olha, pro PT, a esquerda é Foro de São Paulo, o nosso governo é OCDE”. E teve alguém que respondeu no Twitter dela, dizendo o seguinte: “então vamos taxar os ricos como a OCDE taxa”.</p>



<p>Então, acho que é uma grande ousadia do governo Lula, porque eu acho que você começa o enquadramento político que pode abrir relevo para transformações mais de fundo no Brasil, porque você vai estar quebrando o tabu, você taxar rico no Brasil é um tabu muito grande. Qualquer coisa no Brasil ainda vira comunismo, é uma coisa que é muito impressionante.</p>



<p>Mas eu acho que vai haver essa taxação, até porque interessa aos estados hoje uma reforma tributária, porque os estados foram altamente onerados durante o governo Bolsonaro para bancar a redução do preço da gasolina. E&nbsp;isso abre caminhos para uma discussão que está colocada, e&nbsp;o próprio relator do Orçamento no Senado tem apontado para essa direção.</p>



<p>Eu acho que a tarefa da reconstrução do país, e que envolve a taxação de grandes fortunas, ela é geracional, mas também, ao mesmo tempo, nunca houve tanto espaço político para essa discussão no Brasil, por conta da situação fiscal dos estados.</p>



<p>Ainda falando sobre o Brasil, mas fazendo um paralelo com a China, vi um comentário teu nos últimos dias sobre a dívida pública chinesa, como ela é utilizada para o desenvolvimento do país. E a dívida pública brasileira é, talvez, um dos principais assuntos dos liberais hoje, muitos deles que, inclusive, tiveram que votar no Lula nesta eleição. A dívida pública brasileira é de pouco mais de 70% do PIB e não representa um risco&nbsp;grande, mas o mercado tem batido nessa tecla todos os dias. Por que, Elias?</p>



<p>Eu tendo cada vez menos a acreditar que o mercado esteja preocupado com a dívida pública. É muito claro que eles falam isso o tempo inteiro, que eles usam isso como uma cortina de fumaça. Não é possível que eles acreditem, apesar deles produzirem artigos científicos provando o contrário, a partir de formulações matemáticas, que um país pode quebrar na sua própria moeda.</p>



<p>Eu acredito que eles usam isso como uma tática política para que essa onda de taxação de grandes fortunas, de lucros e dividendos, não chegue aqui no Brasil. Eles não querem ser taxados, porque eles são convencidos de que quem gera emprego e renda no Brasil são eles e não a demanda.&nbsp;</p>



<p>Tem também essa discussão, que é duramente teórica, de que quem gera emprego no Brasil é empresário. A gente tem que parar de ouvir esse tipo de coisa, esse tipo de afirmação, e não responder a altura. O que gera emprego no Brasil é demanda. Então eles usam isso, do meu ponto de vista, para não colocar no centro da discussão qual é o papel deles na sociedade, de fato.</p>



<p>Ou seja, o papel fiscal deles na sociedade, o papel da riqueza que eles constroem em cima do trabalho alheio, inclusive da transferência de renda do setor produtivo para o setor financeiro, não retorna para o setor produtivo. É como se você extraísse a mais valia da sociedade durante X tempo, um ano, e 30% dessa mais valia da sociedade não retornasse como o investimento e sim como o lucro e dividendo, diretamente para o bolso de quem nada produz.</p>



<p>E outro ponto&nbsp;é que eu acho que a esquerda, o nosso campo em particular, precisa começar a discutir o que é uma moeda pública e o que é uma moeda privada. Por quê? Porque hoje no Brasil a emissão monetária, ou seja, a geração de dívida, por exemplo &#8211; vamos usar um termo meio vulgar &#8211; &nbsp;a emissão monetária e a precificação da moeda, ela é responsabilidade de algumas figuras que hoje não tem nem vergonha na cara mais.</p>



<p>Elas saem dos bancos, vão para o Comitê de Política Monetária (Copom, órgão do Banco Central), ficam lá em um mandato de dois, quatro anos, e voltam para os bancos. E os bancos são os maiores interessados em uma taxa de retorno maior dos títulos da dívida pública. Por quê? Porque boa parte da lucratividade dos bancos advém desse lucro em cima da taxa de juros, da Selic.</p>



<p><strong>Que foi o caso do Paulo Guedes, por exemplo. Que foi sócio do BTG e tem contas fora do país…</strong></p>



<p>Total. Então, a moeda hoje no Brasil é anti-híbrido. Oficialmente ela é pública, mas é privada. Enquanto que em outros países, vou falar da China, a moeda é pública, ou seja, a moeda é vista pelo Estado, pela sociedade como um bem público. E como um bem público, a moeda deve existir para dar retorno à sociedade sob a forma de bens e serviços. Aqui no Brasil, não, a moeda acaba sendo uma mercadoria, um meio de troca. Não existe uma visão mais holística, mais de conjunto do que é a moeda.</p>



<p>E acho que é fundamental as esquerdas do Brasil tomarem conta dessa discussão e terem pé dessa discussão. Porque os neoliberais nadam de braçada nesse tema da moeda. O Marcos Lisboa colocou em termos o seguinte: “olha, como existe muita coisa que é carimbada no orçamento, X ou Y vai para estados e municípios, então não vai adiantar usar taxa de lucros e dividendos”. Ou seja, é um argumento muito forte. Então, eu creio que, da nossa parte, nós devemos ter condições de enfrentar intelectualmente esse pessoal, que são muito preparados.</p>



<p><strong>A ideia do liberalismo, que tomou conta do Brasil principalmente na Nova República, desde os governos Fernando Henrique vem sendo a esteira principal da economia, independente se o governo é um pouco mais progressista, ou um pouco mais conservador. É possível virar essa chave, Elias?</strong></p>



<p>Uma pergunta que não é fácil de responder, porque no nosso campo político, por exemplo, mesmo as pessoas muito sérias da esquerda brasileira, não vou citar nomes aqui, mas intelectuais e tal, eles levam a sério essa questão fiscal, eles levam a sério essa questão da dívida pública e têm isso com uma métrica, de que o país não pode se endividar muito, tem que ter muito equilíbrio fiscal.</p>



<p>Os mais reticentes, mais próximos de nós, dizem: “olha, temos que buscar algum nível de equilíbrio fiscal”. Só que, o que acontece? Eu tenho falado nas minhas apresentações, nas minhas aulas, que eu não tenho nenhum problema em discutir equilíbrio fiscal, em discutir reforma trabalhista, discutir reforma previdenciária, desde que o país esteja crescendo 4%, 5% &nbsp;ao ano, e com uma taxa de investimento de 20%, 25%.Por quê? Porque você discute essas questões em um momento em que a classe trabalhadora está numa situação de barganha maior do que a atual, por exemplo.</p>



<p>Então, qualquer discussão sobre reforma tributária, sobre equilíbrio fiscal, reforma trabalhista, reforma da previdência, ou qualquer reforma no sentido de mudar algum marco institucional na economia brasileira, e que leva, inclusive, a&nbsp;mudança da dinâmica de acumulação, ela sempre será prejudicial à classe trabalhadora quando estamos em um estado que tem de 10% a 12% de desempregados, fora os 56 milhões de pessoas que estão pra lá e pra cá pra vender o almoço e comprar a janta.</p>



<p>Vamos discutir tudo isso, mas vamos voltar a crescer primeiro. Porque se o país volta a crescer, a dívida pública diminuirá, inclusive, com a volta do crescimento econômico. A história demonstra que a dívida pública nunca foi impedimento para um país crescer, até porque para um país crescer, o Estado precisa gerar demanda para o setor privado. Não existe caso na história em que o setor privado foi o primeiro a investir, foi o primeiro a colocar o dele na reta.</p>



<p>Eu não falo isso porque eu sou de esquerda, eu não falo isso porque eu sou &#8220;stalinista&#8221;, não falo isso porque eu sou simpático de um Estado poderoso, nada disso. Aliás, eu acho que existem, por exemplo, setores da economia que podem ser privatizados para o capital privado nacional, diga-se de passagem. E outros que devem ser estatizados. Se eu tenho uma característica como pensador, é que eu sou uma figura completamente desprovida de qualquer dogma. Seja de direita ou de esquerda.</p>



<p><strong>A ideia da criação de um teto de gastos, que veio no pós-golpe de 2016, contraria totalmente essa visão de desenvolvimento que talvez o Haddad tenha começado a colocar em prática dando essas declarações. É possível derrubar o teto e, de repente, colocar algum marco regulatório no lugar? Ou nós vamos ter que manter essa ideia do teto por muito tempo?</strong></p>



<p>Não. Primeiro que, nem se nós quiséssemos, seria possível manter o teto de gastos, porque ele é insustentável. O Temer não cumpriu o teto de gastos, o Bolsonaro furou oito vezes e estava certo, na minha opinião. É incrível ver gente de esquerda bater no Bolsonaro porque ele furou o teto. Agora, o melhor é não ter teto nenhum, assim como não ter meta de inflação, na minha opinião.</p>



<p>Agora, a correlação de forças da sociedade no Congresso não permite que você acabe com o teto de gastos amanhã, ou mesmo mudar a temporalidade das metas de inflação de um para três anos, que seria fundamental para o Brasil. O que hoje se permite é a discussão de um outro marco fiscal, algo que alivie muito essa camisa de força.</p>



<p>É importante que tenhamos uma correlação de forças para mudanças profundas na dinâmica de acumulação da economia brasileira, principalmente essa dinâmica de acumulação que foi reinaugurada com o governo Dilma. Porque não foi somente o golpe. O que existe em 2016 é uma mudança de dinâmica de acumulação baseada na superexploração da mão de obra.</p>



<p>Essas mudanças são geracionais. Elas não vão acontecer em quatro anos, muito pelo contrário. Em quatro anos, dado o grau de destruição que o Estado nacional se encontra, eu acredito que se nós mantivermos a frente ampla em pé e tivermos um candidato competitivo para as próximas eleições, já é uma grande vitória. E evidente que algumas ações pontuais no sentido de geração de empregos no Brasil como, por exemplo, a retomada das 38 mil obras paradas que o Brasil tem hoje e que o teto de gastos impede que essas obras sejam executadas. E isso pode gerar milhões de empregos no Brasil.</p>



<p><strong>O fortalecimento dos BRICs, mesmo após os conflitos geopolíticos dos últimos anos, ainda é possível? Qual sua relevância no mundo de hoje?</strong></p>



<p>Primeiro, eu queria fazer um comentário anterior à resposta. Hoje está todo mundo falando do Brasil voltar ao mundo, virou até uma frase de efeito. E eu acho que nós precisamos precificar essa volta ao mundo. Nós não vamos voltar ao mundo porque somos um Brasil grande, um país importante, um país relevante. Nós vamos voltar ao mundo com o preço, que deveria ser a reindustrialização do Brasil.</p>



<p>Nós temos que ter clareza estratégica de observar os nossos objetivos de longo prazo e a volta ao mundo como parte desses objetivos estratégicos. Dito isso, é evidente que os BRICS têm relevância, mas não somente o BRICS, mas o BRICs Plus, que envolve a Indonésia &#8211; que vai ser uma potência do século 21 -, envolve a Turquia, envolve a Argentina, envolve a Arábia Saudita, envolve o México.</p>



<p>São vários países que vão fazer parte desse bloco, que vai acabar se constituindo em um bloco ultragemônico capaz de subverter toda aquela ordem financeira criada no âmbito de Bretton Woods, baseado no FMI e no Banco Mundial, que hoje são instrumentos de dominação americana no mundo.</p>



<p>Eu acredito que a tendência é aumentar o papel dos BRICs, mas nós temos que ter a ideia muito clara do que a volta do Brasil ao mundo representa, e o preço dela. Eu sou muito pragmático com essas coisas. Para mim, o preço é a nossa reindustrialização.</p>



<p>E justamente os BRICS foram um dos catalisadores da pressão internacional dos Estados Unidos, por exemplo, contra o Brasil e contra outros países do bloco. Se criava, naquela época, a ideia do banco dos BRICS e uma moeda que fosse comum aos países do bloco. Isso pode sair do papel? A ideia talvez se constituísse em um avanço significativo em relação a dependência do dólar, por exemplo, da Argentina.&nbsp;</p>



<p>O caso da Argentina virou um caso clássico, ao meu ver, de que primeiro tem que haver uma união Sul-americana de nações e que, segundo, precisa haver um processo lento, gradual e seguro de uma unificação monetária da América do Sul. Não como essa nos moldes da União Europeia, porque lá envolve uma unicidade de política fiscal que desfavorece os países da periferia da Europa.</p>



<p>Mas acho que tem que ser pensado isso. Acho que o Brasil tem que alcançar um grau de intimidade com a Argentina semelhante ao grau que a China e a Rússia têm hoje, de intimidade, de quase unidade na política externa, a ponto dessa questão argentina, da restrição externa, da falta de dólares, ser resolvida&nbsp;em âmbito regional.</p>



<p>Claro que a entrada da Argentina nos BRICS é fundamental para que ela resolva os seus problemas. E não é do interesse do Brasil ter uma Argentina enfraquecida, muito pelo contrário, porque a Argentina ainda é nosso maior mercado de manufaturados &#8211; acho que a China já nos passou. Nós temos que enfrentar essa questão da integração regional, que vai salvar a Argentina e o resto do continente. Para isso, o Brasil precisa voltar a crescer imediatamente.</p>



<p>Agora, essa moeda dos BRICS, eu acredito que isso pode vir a acontecer, só que eu não sou uma figura idealista. Eu acho que se a China continuar exportando para a América Latina imensos bens públicos, como trens de alta velocidade, portos, aeroportos, estradas, e nós conseguimos barganhar com a China &#8211; nós enquanto América do Sul e América Latina &#8211; a transferência dessas tecnologias, eu acho que vai ser algo simplesmente revolucionário nas relações internacionais, porque os americanos vão perder completamente o protagonismo aqui na América Latina. Mas, para isso, o Brasil precisa ter uma visão estratégica.</p>



<p>Os líderes dos países da América Latina disseram durante todo o processo eleitoral, e também depois dele, sobre a importância do Brasil para o Continente, como o Brasil seria, de fato, um motor para o crescimento dos demais. Há a expectativa de que o Mercosul seja fortalecido agora. Ainda há espaço para o bloco, mesmo com essa sombra de um BRICs ampliado?</p>



<p>Eu não tenho acompanhado muito o grupo de transição de Relações Exteriores, mas o Mercosul é prioridade histórica do Brasil, desde o primeiro governo Lula. Mas eu vejo uma disputa nessa política externa no Brasil. Eu acho que a ação de ONGs estrangeiras, por exemplo, aqui na América Latina, como a Open Society e a Fundação Ford, e a influência que essas fundações têm exercido nas esquerdas na América Latina é muito forte.</p>



<p>E isso tem se materializado em um discurso contra Cuba e contra a Venezuela, como é o caso do Chile, ou os discursos que relativizam nossa soberania sobre a Amazônia. Essa história da COP-27, do Lula ter chamado o mundo a ajudar a proteger a Amazônia, demonstra também que existe uma disputa na política externa brasileira, muito em função da influência que essas ONGs estrangeiras têm aqui na América Latina.</p>



<p>E eu falo isso não como forma de denúncia, mas sim como constatação do quão danoso aos nossos interesses é a existência e o funcionamento de uma Open Society aqui, dando nomes e letras aos bois, cooptando intelectuais da esquerda, financiando esses intelectuais e levando a uma desradicalização de muitos deles.</p>



<p>Na verdade, o Brasil precisa fundamentalmente de um projeto nacional de desenvolvimento e muitas vezes esses intelectuais, influenciados por uma linha &#8211; não vou falar globalista, porque é muito bolsonarista &#8211; mas que não atende e não tem relação com os interesses estratégicos do Brasil, esses intelectuais acabam pensando mais em termos de democracia, de instituições, e menos em um projeto nacional de desenvolvimento e em relações profundas com países como a China, a Rússia, a Índia.</p>



<p><strong>A China costumava se manter distante, ao menos belicamente, dos conflitos geopolíticos. E isso tem fugido à regra nos últimos anos. Ela tentou se manter neutra logo no começo da questão Rússia x Ucrânia, mas logo depois tomou um lado do conflito. Aí veio Hong Kong, que se tornou um problema novamente, Taiwan também. Agora, surgiram conflitos na fronteira com a Índia, novamente. Como a China tem se colocado geopoliticamente no mundo agora? É parte da estratégia mostrar mais força bélica?</strong></p>



<p>Não. A China apenas está se defendendo. O caso da Índia é um caso particular, porque é um caso que já tem mais de mil anos de problema. Mas nos casos de Taiwan e Hong Kong, a China está apenas se defendendo. Ela não está atacando, não está ameaçando, ela está apenas se defendendo.</p>



<p>Pra você ter uma ideia, os Estados Unidos, em dez anos, construíram uma capacidade de isolar a China de suas exportações e importações no mar do sul da China, construíram uma força militar suficiente para bloquear a China naquela região. Então, quando a gente fala que a China está se tornando mais agressiva, passa essa imagem de que tem porta-aviões dos chineses no golfo do México, o que não é verdade.</p>



<p>O que existe é que a China está cercada por bases militares americanas e que existe uma ingerência direta dos Estados Unidos nos seus assuntos internos, seja Hong Kong, seja Taiwan. Os americanos não param de vender armas para Taiwan e hoje fala-se abertamente nos círculos do imperialismo que os americanos podem intervir em uma eventual invasão da China sobre Taiwan.</p>



<p>Porque se passa a ideia para as pessoas que o conflito entre Rússia e Ucrânia é semelhante ao de Taiwan e China, coisa que não é verdade. Taiwan é parte da China. Apenas seis ou sete países do mundo reconhecem Taiwan como um país independente. É o que eu chamo de gaslighting semiótico. Apresenta-se algo pra gente e tentam te convencer de que você está louco, que você está lendo outra coisa, que Taiwan é um ente separado da China.</p>



<p>A capa da&nbsp;The Economist&nbsp;da semana retrasada fala em “China&#8217;s covid failure”, ou seja, que falhou a política de covid zero da China. E quando você vai ver um gráfico de morte nos Estados Unidos, tem um milhão de mortes e seis mil na China. É chamar a gente de louco, porque o gráfico diz outra coisa em relação à capa da revista.</p>



<p>Não estou aqui passando pano pra China, não é isso. Mas imagine você, por exemplo, se a China começar a fazer hoje declarações de que vai apoiar um processo de independência de Porto Rico em relação aos Estados Unidos? Você imagina o escândalo internacional que seria isso? E a China não se mete nisso, enquanto os americanos mandam uma delegação para Taiwan. A Nancy Pelosi foi para Taiwan e eles continuam vendendo armas.</p>



<p>É a era da pós-verdade, ou seja, a China virou um país imperialista e os americanos continuam sendo o país que vai trazer a paz e a estabilidade mundial, quando é o contrário, o caos virou instrumento do governo por parte dos Estados Unidos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil deixa de pagar aporte ao banco do Brics</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/brasil-deixa-de-pagar-aporte-ao-banco-do-brics/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil não paga Brics]]></category>
		<category><![CDATA[Brics]]></category>
		<category><![CDATA[inadimplência com o Brics]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasil agora está inadimplente com o banco que ajudou a fundar e é um dos acionistas O governo brasileiro não honrou o pagamento da penúltima parcela de US$ 292 milhões para o aporte de capital no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), a instituição financeira criada pelos cinco países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Brasil agora está inadimplente com o banco que ajudou a fundar e é um dos acionistas</p>
<p></p>
<p>O governo brasileiro não honrou o pagamento da penúltima parcela de US$ 292 milhões para o aporte de capital no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), a instituição financeira criada pelos cinco países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O prazo para a quitação da parcela terminou no dia 3 e o Brasil agora está inadimplente com o banco que ajudou a fundar e é um dos acionistas.</p>
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<p>O dinheiro para o pagamento da parcela da dívida com o Banco do Brics e outros compromissos com os bancos multilaterais ficou de fora do projeto de lei que foi votado no fim do ano para remanejar despesas do Orçamento de 2020 e atender a demandas de obras de interesse do governo e emendas de parlamentares aliados.</p>
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<p>No fim do ano, o argumento para votar correndo o texto, mesmo na frente de votação de outros projetos importantes, foi o de que o governo precisava honrar os seus compromissos com organismos multilaterais e não podia ficar com a imagem arranhada na comunidade internacional.</p>
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<p>O Brasil ficou inadimplente com o Banco do Brics justamente no ano em que o brasileiro Marcos Troyjo assumiu a presidência da instituição por indicação do governo Bolsonaro e o total de financiamento aprovado para o País bateu recorde em 2020, atingindo US$ 3,5 bilhões.</p>
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<p>Ex-secretário Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Troyjo fez apelos aos ministros Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Casa Civil) e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para conseguir o pagamento dentro do prazo, mas não obteve sucesso. Um ofício foi enviado aos três alertando para os riscos do não pagamento, inclusive, o de a nota de crédito do banco dada pelas agências internacionais ser afetada negativamente.</p>
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<p>Diante da inadimplência, o Brics, por determinação contratual, terá de comunicar às agências de classificação de risco, detentores de títulos e parceiros internacionais, o não pagamento. O Palácio do Planalto foi avisado pelo Ministério da Economia do problema.</p>
<p>Crédito: Pixabay<br />Fonte: Agência Estado</p>
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