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	<title>Brasil não taxa super ricos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Estudo revela que Brasil é um dos países que menos cobram impostos dos super-ricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 11:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil não taxa super ricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Taxas efetivas caem quase a zero no topo da pirâmide, mostra Relatório Mundial sobre Desigualdade Um novo levantamento internacional expõe uma realidade já conhecida, mas ainda mais profunda do que se imaginava: os super-ricos pagam muito menos impostos do que o restante da população — e, entre os países avaliados, o Brasil apresenta a pior [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Taxas efetivas caem quase a zero no topo da pirâmide, mostra Relatório Mundial sobre Desigualdade</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo levantamento internacional expõe uma realidade já conhecida, mas ainda mais profunda do que se imaginava: os super-ricos pagam muito menos impostos do que o restante da população — e, entre os países avaliados, o Brasil apresenta a pior situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira edição do Relatório Mundial sobre a Desigualdade 2026, elaborado por pesquisadores da rede&nbsp;<a href="https://inequalitylab.world/en/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>World Inequality Lab</strong></a>, coordenada pelo economista francês Thomas Piketty, comparou dados de Brasil, França, Holanda, Espanha e Estados Unidos. A conclusão é clara: em todos eles, as alíquotas efetivas caem drasticamente justamente entre os bilionários. No topo da pirâmide, a carga tributária praticamente zera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, 99% da população vê suas alíquotas efetivas subirem conforme a renda aumenta. Mas, entre os ultrarricos, ocorre o oposto: os mais ricos conseguem reduzir a tributação real por meio de mecanismos legais, isenções e formas específicas de renda. Assim, enquanto trabalhadores da classe média arcam com algo entre 10% e 20% do que ganham, bilionários pagam proporcionalmente menos — às vezes, até menos que famílias de renda alta ou média.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno aparece em todos os países analisados, mas a queda é mais acentuada no Brasil. França, Espanha e Estados Unidos ainda conseguem manter alguma progressividade no topo, enquanto a Holanda apresenta uma trajetória mais próxima da brasileira.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Novo Imposto de Renda no Brasil é um primeiro passo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o relatório considera dados até 2023. Recentemente, o Congresso aprovou mudanças no Imposto de Renda que isentam trabalhadores que ganham até R$ 5 mil e estabelecem uma alíquota mínima de 10% para quem recebe a partir de R$ 600 mil ao ano — percentual que só passa a valer integralmente acima de R$ 1,2 milhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do avanço, especialistas apontam que isso ainda não ataca o principal problema: a dificuldade histórica do país em tributar grandes fortunas e rendimentos de capital. Como destaca Ricardo Gómez Carrera, coordenador do relatório, a América Latina não se destaca pela progressividade tributária — e, em alguns casos, chega a ser regressiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra, porém, que a região é uma das que mais reduziu desigualdades via transferência de renda, como o Bolsa Família, que hoje beneficia mais de 18 milhões de famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também chama atenção para um fenômeno maior: a própria estrutura financeira internacional favorece economias avançadas. Países que emitem moedas fortes têm acesso a juros mais baixos e conseguem acumular mais riqueza ao longo do tempo, enquanto nações em desenvolvimento enfrentam custos maiores, o que limita sua capacidade fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores classificam isso como uma forma moderna de relação desigual entre países ricos e pobres.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Imposto global sobre grandes fortunas poderia arrecadar até US$ 1,3 trilhão</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo propõe três modelos de tributação global sobre os ultrarricos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Imposto anual de 3% sobre bilionários e grandes milionários: arrecadaria cerca de US$ 750 bilhões por ano, equivalente a todo o orçamento educacional de países pobres e emergentes.</li>



<li>Imposto de 2% sobre patrimônios acima de US$ 100 milhões: geraria US$ 503 bilhões por ano, cerca de 0,45% do PIB mundial.</li>



<li>Tributo de 5%: levantaria US$ 1,3 trilhão por ano, equivalente a 1,11% do PIB global.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para os autores, tributar uma pequena fatia das&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/economia/concentracao-de-riqueza-recorde/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>grandes fortunas</strong></a>&nbsp;daria aos governos mais espaço fiscal para investir em áreas estratégicas — como educação, saúde e transição climática — sem aumentar a carga sobre a classe média ou os mais pobres.</p>
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